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segunda-feira, 5 de janeiro de 2015
sábado, 13 de julho de 2013
Onde está?
Onde está o lugar onde meu cansaço passa?
Onde está o abraço que acabe com minha carência?
Onde a comida que faça minha fome terminar?
Onde a máquina do tempo que faça minha vida voltar muitos anos atrás?
Onde está o jeito de entender que as coisas deram erradas por minhas escolhas?
Onde está o livro que ensine as pessoas a não se boicotarem?
Onde a casa em que perdoarei minha infância?
Onde o colo em que possa desabar?
Onde está o amigo que possa somente ouvir sem aconselhar?
terça-feira, 26 de março de 2013
Quarentão de peso
As comemorações do aniversário do oitavo álbum do Pink Floyd, obra-prima do progressivo, incluíram imagem da lua com tweets de fãs no site da banda
A obra-prima do rock progressivo, The Dark Side of the Moon, completou 40 anos nesta semana. As comemorações de aniversário do 8º álbum dos ingleses do Pink Floyd começaram na semana passada com a inclusão da obra na Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos, considerada a maior e mais completa do mundo. Os fãs, estimulados pela banda, reuniram-se no Twitter para postar, em três dias, mais de 25 mil posts sobre o icônico disco do prisma que reflete, a partir de um feixe de luz, um arco-íris. Uma página especial do site dos ingleses (darkside.pinkfloyd.com) agregou esses tweets na imagem de uma lua.
Fonte: Diário de Santa Maria
sábado, 18 de agosto de 2012
Você está muito bem!
Vi num "Saia Justa"... Mulher depois dos 40 não é linda, apenas "está bem para a idade". É a pura verdade. Até os 30 e poucos ainda escutamos "Como você é linda!" Depois dos 40 e poucos, vira "Mas você não parece que tem 45"... "Você está muito bem!"
Conviver com isso não tem sido muito agradável. É claro que tenho outros atrativos. Mas a imensa maioria dos homens não está interessada em muita coisa além de um corpinho jovem. E olha que eu estou muito bem, obrigada! rsrsrs
Outro dia conversava com uma colega sobre isso. Ela começou a me elogiar e eu respondi... "Não quero ouvir isso de uma mulher, de uma amiga... quero ouvir isso de um homem!" Mas eles estão atrás dos tais corpinhos. A oferta é muito grande. A falta de vontade de se comprometer aumentou muito. Então eles aproveitam. Não podemos forçar os homens a admirar nossa inteligência e sabedoria, não podemos exibir nossa experiência como um troféu.
Minhas amigas que estão na fase dos trinta estão arrasando! Realmente, é a idade em que beleza física e maturidade se encontram numa química perfeita! Mas chegam os 40... Aí a coisa vai caindo. E cai mesmo. Tudo fica mais difícil. Emagrecer é mais difícil e a gente já não tem saco pra sofrer com dieta, nem acha tão bonito ficar magra demais. Mas o endocrinologista mandou emagrecer.
O corpo precisa de uma musculação para manter a forma. Mas a coluna já não aguenta mais aqueles agachamentos que a gente fazia com tanta facilidade aos 25 anos. Estamos na fase de ir para o clube dar uma alongada e tomar uma cerveja, porque ninguém é de ferro...
Gostaríamos que os filhos não crescessem tanto, mas eles estão criando asas e já sentimos o vazio se apossar do ninho. Quem não se deu bem no casamento, como a maioria, está vislumbrando uma velhice solitária ou está acomodada num casamento que não satisfaz há muito. Pensamos em investir mais na profissão. Mas, e os fins de semana... estudando, de novo?
São muitas mudanças. E sempre nos respondem com lugares comuns. Como nunca gostei disso, estou desenhando uma velhice diferente para mim. Vou dar espaço para catarses. Agora posso vestir o que eu quiser, não tenho mais que sair arrasando! Vou ser perua e dar uma banana para a moda! Vou insistir na musculação, mas para me sentir forte e não "gostosa". A coluna aguenta mais um pouquinho.
E estudar sim, por que não? A única coisa que não sinto envelhecer neste corpo é a vontade de aprender.
terça-feira, 24 de julho de 2012
domingo, 8 de julho de 2012
Sozinha sábado à noite?
Sábado à noite. Casa limpa e organizada. Vinho na geladeira. Banho. Lavar o cabelo. Esfoliar. Depilar. Passar uma dose generosa de óleo com perfume de rosas no corpo. Fazer uma escova nos cabelos. Passar silicone nas pontas. Creme anti sinais no rosto. Creme hidratante nas mãos. Dar uma olhadinha no Facebook para ver o que não quero. Dormir. What?
Outro dia inventei de entrar no tal do Badoo. Aí descobri que 234 pessoas tinham visitado meu perfil. Dei uma fuçada. Só tinha velhos, feios e gordos. Tipo de homem que quer uma mulher de 45? Catando uma agulha num palheiro, achei dois razoáveis. Um professor como eu, baixinho, já me deu seu celular e queria marcar encontro em alguma praça porque achou que eu sou "do bem". O outro, médico, mais jovem, me pareceu meio doido, porque de imediato declarou sua tara por pés e disse que gostaria de ter uma dona. Nada contra, mas numa primeira conversa? O que as pessoas fazem no Badoo? Muitos estão "em um relacionamento". What?
Volto para mim mesma. Minha vida de "só-trabalho-e-cuido-da-minha-filha". 45 anos errando bastante, aprendendo um pouco menos, ensinando talvez menos ainda, já que a maioria das pessoas não quer mesmo mudar nem aprender. Tenho um pouco de cultura, bom papo, consigo conversar sobre quase tudo, bom humor e nenhuma vergonha. Não gosto de fofocas - tá legal, só um pouquinho... - nem de hipocrisia. Sempre fui boa confidente de meus namorados, maridos e amantes.
O que há com os relacionamentos? Ainda existem pessoas que os desejam? Alguém ainda quer ter um parceiro não por desespero ou apenas por tara?
"Eu tenho um bom papo e sei até dançar
Não posso compreender, não faz nenhum efeito
A minha aparição será que errei na mão
As coisas são mais fáceis na televisão"
Li em duas noites o "Diário de Bridget Jones". Gosto de ler livros famosos depois que saíram de moda. O termo "babaquice emocional" ficou gravado em minha cabeça. O namorado de uma amiga dela, "com quem ela vai e volta há 18 meses, tinha terminado tudo porque ela perguntou se podiam passar as férias juntos. (...) 'Sou uma dependente. Pedi muito mais do que o necessário só para satisfazer minha carência.'"
Mais uma mulher inventando desculpas para o homem que não quer compromisso. Mais tarde converso com uma amiga e fazemos exatamente a mesma coisa a respeito de dois ou três caras. Porque simplesmente os homens não pensam em responder mensagens de celular, não se preocupam com o dia seguinte, nem com a semana seguinte, nem com nada. A mulherada está aí, solta, querendo, pedindo, então eles preferem variar.
Tenho preferido a minha companhia e a de amigos. Estou me fechando para o mundo dos relacionamentos. Preguiça emocional maior do que a carência. Desculpem, mas não quero baixinhos, nem gordos, nem desesperados, nem tarados, nem velhos. Nem estou preocupada com o tipo de homem que eu atraio. Vou sair do Badoo. Prefiro ir ao cinema.
sábado, 21 de abril de 2012
Entre 1959 e 2011... houve a mutação!
Cenário 1: João não fica quieto na sala de aula. Interrompe e perturba os colegas.
1959: É mandado à sala da diretoria, fica parado esperando 1 hora, vem o diretor, lhe dá uma bronca descomunal e até umas reguadas nas mãos e volta tranquilo à classe. Esconde o fato dos pais com medo de apanhar mais. Pronto.
2011: É mandado ao departamento de psiquiatria, o diagnosticam como hiperativo, com transtornos de ansiedade e déficit de atenção em ADD, o psiquiatra receita Rivotril. Transforma-se num zumbi. Os pais reivindicam uma subvenção por ter um filho incapaz e processam o colégio.
Cenário 2: Luís, de sacanagem quebra o farol de um carro, no seu bairro.
1959: Seu pai tira a cinta e lhe aplica umas sonoras bordoadas no traseiro. A Luís nem lhe passa pela cabeça fazer outra nova "cagada", cresce normalmente, vai à universidade e se transforma num profissional de sucesso.
2011: Prendem o pai de Luís por maus tratos. O condenam a 5 anos de reclusão e, por 15 anos deve abster-se de ver seu filho. Sem o guia de uma figura paterna, Luís se volta para a droga, delinque e fica preso num presídio especial para adolescentes.
Cenário 3: José cai enquanto corria no pátio do colégio, machuca o joelho. Sua professora Maria, o encontra chorando e o abraça para confortá-lo...
1959: Rapidamente, João se sente melhor e continua brincando.
2011: A professora Maria é acusada de não cuidar das crianças. José passa cinco anos em terapia pelo susto e seus pais processam o colégio por danos psicológicos e a professora por negligência, ganhando os dois juízos. Maria renuncia à docência, entra em aguda depressão e se suicida...
Cenário 4: Disciplina escolar
1959: Fazíamos bagunça na classe... O professor nos dava uma boa "mijada" e/ou encaminhava para a direção; chegando em casa, nosso velho nos castigava sem piedade e no resto da semana não incomodávamos mais ninguém.
2011: Fazemos bagunça na classe. O professor nos pede desculpas por repreender-nos e fica com a culpa por fazê-lo. Nosso velho vai até o colégio dar queixa do professor e para consolá-lo compra uma moto para o filhinho.
Cenário 5: Horário de Verão.
1959: Chega o dia de mudança de horário de inverno para horário de verão. Nada acontece.
2011: Chega o dia de mudança de horário de inverno para horário de verão. A gente sofre transtornos de sono, depressão, falta de apetite, nas mulheres aparece até celulite.
Cenário 6: Fim das férias.
1959: Depois de passar férias com toda a família enfiados num Gordini ou Fusca, é hora de voltar após 15 dias de sol na praia. No dia seguinte se trabalha e tudo bem.
Ano 2011: Depois de voltar de Cancun, numa viagem 'all inclusive', terminam as férias e a gente sofre da síndrome do abandono, "panic attack", seborréia, e ainda precisa de mais 15 dias de readaptação...
Cenário 7: Saúde.
1959: Quando ficávamos doentes, íamos ao INPS aguardávamos 2 horas para sermos atendidos, não pagávamos nada, tomávamos os remédios e melhorávamos.
2011: Pagamos uma fortuna por plano de saúde. Quando fazemos uma distensão muscular, conseguimos uma consulta VIP para daqui a 3 meses, o médico ortopedista vê uma pintinha no nosso nariz, acha que é câncer, nos indica um amigo dermatologista que pede uma biópsia, e nos indica um amigo oftalmologista porque acha que temos uma deficiência visual. Fazemos quimioterapia, usamos óculos e depois de dois anos e mais 15 consultas, melhoramos da distensão muscular.
Cenário 8: Trabalho.
1959: O funcionário era "pego" fazendo cera (fazendo nada). Tomava uma reguada do chefe, ficava com vergonha e ia trabalhar.
2011: O funcionário pego "desestressando" é abordado gentilmente pelo chefe que pergunta se ele está passando bem. O funcionário acusa-o de bullying e assédio moral, processa a empresa que toma uma multa, o funcionário é indenizado e o chefe é demitido.
Cenário 9: Assédio.
1959: A colega gostosona recebe uma cantada de Ricardo. Ela reclama, faz charminho mas fica envaidecida, saem para jantar, namoram e se casam.
2011: Ricardo admira as pernas da colega gostosona quando ela nem está olhando, ela o processa por assédio sexual, ele é condenado a prestar serviços comunitários. Ela recebe indenização, terapia e proteção paga pelo estado.
1959: Era feio mostrar a bunda e rebolar em público e era bonito fumar.
2011: É feio fumar e é bonito mostrar a bunda e rebolar.
Pergunta-se:
EM QUE MOMENTO FOI, ENTRE 1959 E 2011, QUE NOS TRANSFORMAMOS NESTE BANDO DE BOSTAS?
segunda-feira, 19 de março de 2012
A mulher madura
(Texto que anda rolando por aí, mas não consegui descobrir o seu autor verdadeiro.)
A mulher madura não pega, TOCA.
não come, se ALIMENTA.
não provoca, já é PROVOCANTE.
não é inteligente, é SÁBIA.
não se insinua, mostra o CAMINHO sutilmente.
não se precipita, espera o MOMENTO CERTO.
não nada, NAVEGA.
não voa, FLUTUA.
não pensa em quantidade, prefere QUALIDADE.
não vê, OBSERVA.
não anda, CAMINHA.
não deita, ADORMECE.
não é pretensiosa, simplesmente se GOSTA.
não julga, ANALISA.
não compara, ASSIMILA.
não consola, ACALENTA.
não acorda, DESPERTA.
não coloca algemas, deixa LIVRE.
não enfeitiça, ENCANTA.
não é decidida, apenas sabe O QUE QUER.
não é exigente, é SELETIVA.
não se sente velha, considera-se EXPERIENTE.
não se lamenta, tenta fazer DIFERENTE.
não tem medo, tem RECEIOS.
não faz juras, deixa por conta do TEMPO.
não tira conclusões, faz SUPOSIÇÕES.
não desce do salto, tem JOGO DE CINTURA.
não brilha, é ILUMINADA.
não dá tchau, ACENA.
não gosta de ser vigiada, prefere ser ESCOLTADA.
não é moderna, é ELEGANTE.
não quer ser cobiçada, prefere ser DESEJADA.
não tem sombras, tem AURA.
não adivinha, tem PERCEPÇÃO.
não faz sexo, é mestre na ARTE DE AMAR.
não fica, se ENVOLVE.
não é fácil, é FLEXÍVEL.
não manda, ADMINISTRA.
não aflora, é um constante FLORESCER.
Enfim, a MULHER MADURA é um conjunto de todas as belezas possíveis. É MULHER sensível, mas ao mesmo tempo uma verdadeira guerreira, é forte, mas é feminina. Muitos não possuem sensibilidade para perceber tal beleza, mas aqueles que a descobrem...preferem morrer nos braços dessa tal mulher, que não é DOCE mas que, simplesmente, é puro MEL.
A mulher madura não pega, TOCA.
não come, se ALIMENTA.
não provoca, já é PROVOCANTE.
não é inteligente, é SÁBIA.
não se insinua, mostra o CAMINHO sutilmente.
não se precipita, espera o MOMENTO CERTO.
não nada, NAVEGA.
não voa, FLUTUA.
não pensa em quantidade, prefere QUALIDADE.
não vê, OBSERVA.
não anda, CAMINHA.
não deita, ADORMECE.não é pretensiosa, simplesmente se GOSTA.
não julga, ANALISA.
não compara, ASSIMILA.
não consola, ACALENTA.
não acorda, DESPERTA.
não coloca algemas, deixa LIVRE.
não enfeitiça, ENCANTA.
não é decidida, apenas sabe O QUE QUER.
não é exigente, é SELETIVA.
não se sente velha, considera-se EXPERIENTE.
não se lamenta, tenta fazer DIFERENTE.
não tem medo, tem RECEIOS.
não faz juras, deixa por conta do TEMPO.
não tira conclusões, faz SUPOSIÇÕES.
não desce do salto, tem JOGO DE CINTURA.
não brilha, é ILUMINADA.
não dá tchau, ACENA.
não gosta de ser vigiada, prefere ser ESCOLTADA.
não é moderna, é ELEGANTE.
não quer ser cobiçada, prefere ser DESEJADA.
não tem sombras, tem AURA.
não adivinha, tem PERCEPÇÃO.
não faz sexo, é mestre na ARTE DE AMAR.
não fica, se ENVOLVE.
não é fácil, é FLEXÍVEL.
não manda, ADMINISTRA.
não aflora, é um constante FLORESCER.
Enfim, a MULHER MADURA é um conjunto de todas as belezas possíveis. É MULHER sensível, mas ao mesmo tempo uma verdadeira guerreira, é forte, mas é feminina. Muitos não possuem sensibilidade para perceber tal beleza, mas aqueles que a descobrem...preferem morrer nos braços dessa tal mulher, que não é DOCE mas que, simplesmente, é puro MEL.
sábado, 25 de fevereiro de 2012
Sobre o Alzheimer
(Recebi este texto por email e é atribuído a Roberto Goldkorn, psicólogo e escritor)
"A cada minuto de tristeza perdemos a oportunidade de ser felizes por 60 segundos."
"Meu pai está com Alzheimer. Logo ele, que durante toda vida se dizia 'o Infalível'. Logo ele, que um dia, ao tentar me ensinar matemática, disse que as minhas orelhas eram tão grandes que batiam no teto. Logo ele que repetiu, ao longo desses 54 anos de convivência, o nome do músculo do pescoço que aprendeu quando tinha treze anos e que nunca mais esqueceu: esternocleidomastóideo.
O diagnóstico médico ainda não é conclusivo, mas, para mim, basta saber que ele esquece o meu nome, mal anda, toma líquidos de canudinho, não consegue terminar uma frase, nem controla mais suas funções fisiológicas, e tem os famosos delírios paranóicos comuns nas demências tipo Alzheimer. Aliás, fico até mais tranqüilo diante do 'eu não sei ao certo' dos médicos; prefiro isso ao 'estou absolutamente certo de que.....', frase que me dá arrepios.
E o que fazer... para evitar essas drogas? Como?
Lendo muito, escrevendo, buscando a clareza das idéias, criando novos circuitos neurais que venham a substituir os afetados pela idade e pela vida 'bandida'.
Meu conselho é: não sejam infalíveis como o meu pobre pai; não cheguem ao topo, nunca, pois dali só há um caminho: descer. Inventem novos desafios, façam palavras cruzadas, forcem a memória, não só com drogas (não nego a sua eficácia, principalmente as nootrópicas), mas correndo atrás dos vazios e lapsos. Eu não sossego enquanto não lembro do nome de algum velho conhecido, ou de uma localidade onde estive há trinta anos. Leiam e se empenhem em entender o que está escrito, e aprendam outra língua, mesmo aos sessenta anos.
Coloquem a palavra FELICIDADE no topo da sua lista de prioridades: 7 de cada 10 doentes nunca ligaram para essas 'bobagens' e viveram vidas medíocres e infelizes - muitos nem mesmo tinham consciência disso.
Mantenha-se interessado no mundo, nas pessoas, no futuro. Invente novas receitas, experimente (não gosta de ir para a cozinha? Hum... Preocupante). Lute, lute sempre, por uma causa, por um ideal, pela felicidade. Parodiando Maiakovski, que disse 'melhor morrer de vodca do que de tédio', eu digo: melhor morrer lutando o bom combate do que ter a personalidade roubada pelo Alzheimer.
Dicas para escapar do Alzheimer:
Uma descoberta dentro da Neurociência vem revelar que o cérebro mantém a capacidade extraordinária de crescer e mudar o padrão de suas conexões. Os autores desta descoberta, Lawrence Katz e Manning Rubin (2000), revelam que NEURÓBICA, a 'aeróbica dos neurônios', é uma nova forma de exercício cerebral projetada para manter o cérebro ágil e saudável, criando novos e diferentes padrões de atividades dos neurônios em seu cérebro. Cerca de 80% do nosso dia-a-dia é ocupado por rotinas que, apesar de terem a vantagem de reduzir o esforço intelectual, escondem um efeito perverso; limitam o cérebro.
Para contrariar essa tendência, é necessário praticar exercícios 'cerebrais' que fazem as pessoas pensarem somente no que estão fazendo, concentrando-se na tarefa. O desafio da NEURÓBICA é fazer tudo aquilo que contraria as rotinas, obrigando o cérebro a um trabalho adicional. Tente fazer um teste:
- use o relógio de pulso no braço direito;
- escove os dentes com a mão contrária da de costume;
- ande pela casa de trás para frente; (vi na China o pessoal treinando isso num parque);
- vista-se de olhos fechados;
- estimule o paladar, coma coisas diferentes; (conheço tanta gente que só quer comer a mesma coisa)
- veja fotos de cabeça para baixo;
- veja as horas num espelho;
- faça um novo caminho para ir ao trabalho.
A proposta é mudar o comportamento rotineiro! Tente, faça alguma coisa diferente com seu outro lado e estimule o seu cérebro. Vale a pena tentar! Que tal começar a praticar agora, trocando o mouse de lado?"
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
Wando
Tive infância, adolescência e o resto de minha vida embaladas por suas músicas. Músicas que falam do amor mais profundo, aquele que vem da união dos corpos e atinge a alma da gente, sem deixar tempo para explicações... só prazer! Deixa saudades!
Eu Já Tirei a Sua Roupa
Wando
Eu já tirei a tua roupa
Nesses pensamentos meus
Já criei mil fantasias
De desejo e de prazer
Eu já troquei a tua pele
Já senti as tuas mãos
Já beijei a tua boca
Já senti teu coração
Só não tenho teus carinhos
Só não tenho teu querer
Você é dessas loucuras
Que eu não posso esquecer
Com você posso tudo
Com você quero pecar
Com você eu vejo estrelas
Vejo o sol e o luar
Deixo tudo só pra ter
Uma noite com você
Eu deixo tudo só pra ter
Uma noite com você
Eu te quero em minha cama
Amassando os meu lençóis
Me pedindo tanto amor
Dividindo sensações
Na verdade são delírios
Que invadem o meu ser
Eu me sonho no teu corpo
E não posso me conter
Qualquer dia abro os olhos
E como mágica vou ter
As esquinas do teu corpo
Deslizando em meu prazer
Teus cabelos espalhados
No meu corpo teu suor
Tua voz tão mansa e rouca
Me pedindo pra ficar
Deixo tudo só pra ter
Uma noite com você
Eu deixo tudo só pra ter
Uma noite com você
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
Velha, eu?
"Não posso estar assim tão velho (a)" ?
Veja o que conta uma amiga:
- Estava sentada na sala de espera para a minha primeira consulta com um novo dentista, quando observei que o seu diploma estava dependurado na parede. Estava escrito o seu nome e, de repente, recordei de um moreno alto, que tinha esse mesmo nome. Era da minha classe do colegial, uns 30 anos atrás, e eu me perguntava: Poderia ser o mesmo rapaz por quem eu tinha me apaixonado na época?
Quando entrei na sala de atendimento imediatamente afastei esse pensamento do meu espírito. Este homem grisalho, quase calvo, gordo, com um rosto marcado, profundamente enrugado, era demasiadamente velho pra ter sido o meu amor secreto. Depois que ele examinou o meu dente, perguntei-lhe se ele estudou no Colégio Sacré Coeur.
- Sim, respondeu-me.
- Quando se formou? perguntei.
- 1965 . Por que esta pergunta? Respondeu.
- É que... bem... você era da minha classe, eu exclamei.
E então, este velho horrível, cretino, careca, barrigudo, flácido, filho de uma p***, lazarento me perguntou:
- A senhora era professora de quê?
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
Viva as mulheres de quarenta!
(Foto Terra)
A mídia tem um poder muito grande, e a novela das nove se inclui nisso. Não vou discutir mídia aqui, até porque nem tenho fundamentação suficiente, mas o fato de mostrar mulheres vibrantes com mais de quarenta me faz feliz e orgulhosa.
Minha geração pode se considerar felizarda, pois tivemos uma juventude mais inocente, com muito namorico e paquerinhas inconsequentes; depois, chegamos aos vinte com todo o gás e aproveitando toda a liberdade sexual antes da AIDS. Ninguém usava camisinha nem se preocupava com isso, apenas evitávamos - as espertas - uma gravidez indesejável. Óbvio que hoje as coisas mudaram... E temos que mudar junto.
Quando chegamos à fase dos trinta, começou a fase de se valorizar a mulher de trinta, que era independente e decidida, e que estava esperando mais um pouco para se casar e ter filhos. Sempre ouvi minha mãe dizer que a mulher chega no auge aos trinta. E realmente foi para mim a fase em que me achei mais bonita fisicamente, com mais saúde e disposição. Ali comecei a sentir o fetiche e a atração que as mulheres de trinta exerciam sobre os homens mais novos.
(Tirinha do blog Mulher de 30)
E agora a coisa toda está se repetindo com as mulheres de quarenta. Gosto de pensar que tenho um pouquinho de colaboração nisso, e não imaginam como fico feliz ao receber comentários e emails de quarentonas despertando para a vida com toda a força, algumas que não passaram pelas fases por que passei, pois eram mais reprimidas, ou porque casaram e tiveram filhos muito cedo.
Será que quando eu chegar aos cinquenta veremos a fase da "Mulher de 50"? Não sei. O fato é que, no meu pensamento, não existe essa história de "melhor idade" - para mim um artifício para mascarar os muitos problemas do envelhecimento. Existe sim, o melhor de cada idade. Assim como cada idade tem seus problemas. Se aos vinte eu podia tudo, também perdi muita coisa por imaturidade e falta de visão. Se aos trinta estava linda, ainda não pensava em me estabilizar na vida. Aos quarenta descubro que ainda sou cheia de paixão mas já sinto o cansaço dos anos.
E me imagino daqui para a frente cada vez com menos abobrinhas na cabeça, cada vez mais leve e menos chata - tomara! rsrs - talvez com um pouco mais de medo, mas cada vez mais livre. Viver é envelhecer, desde que nascemos. Mas tudo é VIDA, a dor faz parte, mas a alegria maior é aprender sempre!
Será que quando eu chegar aos cinquenta veremos a fase da "Mulher de 50"? Não sei. O fato é que, no meu pensamento, não existe essa história de "melhor idade" - para mim um artifício para mascarar os muitos problemas do envelhecimento. Existe sim, o melhor de cada idade. Assim como cada idade tem seus problemas. Se aos vinte eu podia tudo, também perdi muita coisa por imaturidade e falta de visão. Se aos trinta estava linda, ainda não pensava em me estabilizar na vida. Aos quarenta descubro que ainda sou cheia de paixão mas já sinto o cansaço dos anos.
E me imagino daqui para a frente cada vez com menos abobrinhas na cabeça, cada vez mais leve e menos chata - tomara! rsrs - talvez com um pouco mais de medo, mas cada vez mais livre. Viver é envelhecer, desde que nascemos. Mas tudo é VIDA, a dor faz parte, mas a alegria maior é aprender sempre!
domingo, 13 de novembro de 2011
Tudo se encaixa?

Por que tudo parece acontecer na hora certa, às vezes? Parece que as coisas convergem para um fim. Como quando você vai fazer um bolo e pega os 3 últimos ovos, o resto de farinha e a última colher de fermento. Ou quando você vai mudar de cidade e vê que nada pode te fazer mudar de ideia, ou quase nada?
Às vezes as coisas se encaixam numa sucessão de acontecimentos e você se pega pensando no porquê de tudo ser assim. Se tudo aquilo está querendo te dizer algo. Ou então algo acontece de repente, frustrando todos os seus planos por tanto tempo amadurecidos, transformando e transtornando toda a sua vida. Como um acidente de carro, por exemplo.
Penso que às vezes realmente atraímos os fatos e as reações por eles desencadeadas. Mas às vezes parecemos joguetes do destino, marionetes na mão de uma grande força. E olha que acredito em livre arbítrio...
Passei alguns meses, esse ano, um tanto reclusa, devido a problemas e acontecimentos que me levam a esses pensamentos. Isolei-me do mundo real, quase que completamente. Me agarrei nas pessoas que me são mais chegadas, passando a valorizá-las cada vez mais. Meu "eu" rebelde se aquietou um pouco e me peguei pensando coisas mais comuns, digamos assim. Logo eu que sempre fui - acho que ainda sou - tão rebelde.
Será a idade? Afinal, completei 45 anos. Será que um tempo chega em que a gente se acomoda? Não gostaria que isso fosse verdade inteiramente, porque sei que tem coisas contra as quais sempre devemos nos rebelar e lutar para que mudem. Inclusive alguns velhos pensamentos. Mas até que ponto?
Alguns me dizem que isso é sabedoria. Para mim é apenas uma calmaria. Que às vezes prenuncia uma tempestade. Decidi não me rotular mais, me sinto em constante mudança, talvez mude para uma pessoa mais evoluída, talvez o tempo apenas tenha amenizado certas loucuras. Talvez ainda, seja apenas vontade de descansar...
domingo, 6 de novembro de 2011
Ele é mais novo e tenho ciúmes!

"Boa tarde... Sempre leio os textos do seu blog, por fim resolvi lhe escrever... Sou uma mulher de 41 anos, atraente, e sempre fui muito bem resolvida, já que tenho um bom emprego e nunca tive problema algum com homens.
Há 2 anos, encontrei um homem 7 anos mais novo, me apaixonei loucamente por ele, voltei a ser adolescente, largando meu ex-marido e um ótimo amigo com quem convivi durante 20 anos. Enfim, namorei 3 meses e resolvemos morar juntos.
Tudo muito lindo, mas eu me sinto insegura, tenho ciúmes demais desse homem, e ontem aconteceu um fato que me deixou extremamente insegura. Ele me pediu para fazer o convite para o Facebook, então eu o fiz... E, mais tarde, quando fui dar uma olhada, ele tinha convidado diversas mulheres solteiras para serem amigas, sendo que eu não faço isso, pois sempre imaginei que ele não ficaria confortável com essa situação.
Então resolvi perguntar a ele o porquê de ter feito isso, sendo completamente sincera, como sempre, falei que tinha ficado com ciúmes e que não achava legal, porque para mim essa atitude é de quem quer arrumar algo, então ele excluiu o facebook dele, e não me disse nada. Ele é um homem bem carinhoso, atencioso, sempre estamos juntos, mas tem um passado meio complicado, pois no seu primeiro casamento traía a mulher com qualquer outra, não se importava com nada.
Enfim, só queria dividir isso com você, e saber a sua opinião, será que estou sendo muito insegura? Não sei lidar com esse sentimento, pois jamais senti isso em minha vida, pois no meu primeiro casamento eu confiava nele 100%, não sei se era falta de amor..."

Resposta da Mulher de 40
Essa insegurança com homens mais novos é bem normal, já senti muito isso, tenho dois textos no blog falando bem explicitamente sobre isso, apesar de terem sido motivadas por emails de homens mais novos - eles sentem outro tipo de insegurança em relação a nós, mulheres mais velhas...
Mas, quando nos damos conta de que eles estão conosco por opção, mesmo porque as mais novas estão por aí lutando com todas as armas, isso acaba passando. Ficamos com medo de que, pelo fato de envelhecermos mais cedo, eles vão nos trocar por uma mais nova. Ele podem nos trocar, sim, mas por qualquer outra mulher, se deixarem de gostar de nós. E isso não tem nada a ver com idade, e sim com um fato normal do dia a dia.
E mais, homens dificilmente abrem mão de um relacionamento por outro, como as mulheres fazem quando se apaixonam. Eles tendem a manter o que têm, por isso às vezes as traições. Não que as mulheres também não traiam, mas normalmente quando a mulher faz isso, já está apaixonada e acaba largando tudo para ficar com o novo amor.
Acho que a atitude dele mostrou que te respeita. Mas fica de olhos bem abertos rssrs...
sábado, 29 de outubro de 2011
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
Sexo aos 40 anos

"Tenho 42 anos, mas não pareço ter, as pessoas me dão 30 anos e ainda sou meio criançona rsrs... sou muito ingênua e não sei muita coisa da vida, é como se eu fosse virgem. Vim de uma educação rígida por parte dos meus pais, minha mãe pegou pesado comigo, não deixava eu viver minha vida, colava que nem chiclete, como medo de eu virar piranha.
Com isso, eu me tranquei muito para a vida, fiquei cheia de bloqueios que até hoje me atrapalham muito. Sofro muito com isso, mas sinto que depois que fiz 40, muita coisa tem mudado em mim, e tenho procurado ajuda de médicos e até um terapeuta holístico e vidente.
Ele me mostrou que é da idade mesmo, é quando a gente sabe o que quer, e sinto que acordei para a vida, só que algumas coisas e decisões que tomei me atrapalham um pouco. O casamento que tenho hoje, descobri que não sinto mais nada pelo meu marido, pois sou a segunda esposa dele, ele tem 3 filhos e a família dele não gosta de mim... 10 anos que estou nesse sofrimento e não o amo mais. Decidi retomar a vida, voltei pra faculdade e estou procurando emprego.
A minha ideia era de estudar pelo menos até o segundo ano, arrumar um bom emprego e falar com ele sobre a separação... Mas tudo mudou e muito, pois me apaixonei perdidamente por outro rapaz, bem mais novo que eu, acho que ele tem 32 anos e desde o primeiro dia que o vi, me senti atraída como se fosse um magneto.
Não sei explicar, não conheço ele, não sei nada sobre ele, mas nossos olhares começaram a se cruzar e ele me olha com um brilho nos olhos tão forte e eu estou louca para transar com ele, nunca senti o que estou sentindo hoje. Não quero só sexo com ele, quero ficar com ele. Você acredita nisso? Tenho amigas que estão na minha cola, dizendo: "Você mal está saindo de uma e já vai entrar em outra?"
O pior é que ele mora com alguém, mas nem me importei, estou dando em cima dele, porque parece que sinto que ele é meu!
Mas amiga... por eu ter tido bloqueios, não sei se estou fazendo certo em deixá-lo se aproximar e me convidar para sair, pois ele já demonstrou várias vezes que está afim, mas sou um pouco fechada.
O que eu devo dizer para ele? Tenho vontade de dizer que meu corpo todo treme perto dele, ou que estou excitada, ou ainda que ele é um tesão e me deixa louca... não sei o que fazer! O que eu devo fazer? Eu quero ele pra mim e acordo de madrugada tenho que me masturbar, pois acordo muito excitada, todas as noites são assim e é só com ele.
Nunca senti tanto tesão por um homem, como eu sinto hoje por esse moço. Meu corpo todo treme quando estou perto dele. Eu procuro ser discreta, mas não aguento mais, quero sair com ele, e fazer tudo com ele. Tudo o que eu não fiz nessa vida, me soltar, sentir orgasmos (nunca senti isso)...
Meu marido tem 19 anos de diferença de mim. No começo, quando transei com ele, percebi que o sexo era uma droga, o pênis dele era mole que nem geleia e não funcionava por nada! Alisava aqui e ali e nada! Com o tempo, foi melhorando, mas é sempre uma só posição e entrou e saiu, gozou, não me dá prazer nenhum, e vai dormir... e eu fico com cara de idiota.
Por eu ser ingênua, achei que por gostar dele nunca sentiria falta de sexo, pois eu era evangélica, e isso faz amortecer um pouco os desejos, mas quando fiz 40 anos abandonei tudo, porque eu queria ser feliz!
Deus está vendo que não estou feliz! Nessa merda de casamento, que a maldita da ex fica em cima, ele que vive lá na casa dela, vai trabalhar de segunda a segunda e fico em casa sozinha me mantendo boa esposa sem trair, com um desejo de leão de transar como louca, porque não está me satisfazendo em nada!
Quando entro na faculdade e vejo aquele moço lindo, alto, forte, e gostoso... aiai... virou minha cabeça e não me arrependo de pensar assim, pois isso me fez criar vida em mim. Estou mais confiante e sei o que quero.
Amei seu blog porque mexeu comigo bem no fundo da alma e digo que adoro sexo e não sou feliz por estar com uma pessoa que não me satisfaz. Ele é um bom provedor, não me falta nada aqui, carro, casa, dinheiro... mas eu trocaria tudo isso a viver com um homem mais simples e transar intensamente do que viver desse jeito.
Sei que posso escrever desse jeito pra você, pois mostra no blog seu verdadeiro eu. Hoje, mostro quem eu sou e sinto que isso atrai os homens, estou mais confiante. Mas eu quero muito transar com esse moço e preciso da sua ajuda - o que eu posso fazer? O que eu falo pra ele? Acho que tenho que ser mais desinibida...
Me ajude com sua experiência. Obrigada.
Vou me separar do meu marido, estou esperando arrumar um emprego e outras coisas para mandar ele embora. Já decidi."
Resposta da Mulher de 40
Olá, querida,
Sei exatamente o que você está passando. Se aos trinta anos comecei a sentir meu corpo despertar e perder a vergonha, aos quarenta tudo "piorou", pois mais sem-vergonha fiquei e com mais vontade ainda de experimentar coisas diferentes rsrsrs...
Você realmente deve ter muitas coisas para viver ainda, está em ebulição, parece que a gente está vivendo uma segunda adolescência, não é verdade? Quer tudo-ao-mesmo-tempo-agora, tem medo de perder mais tempo ainda.
Mas acredito que quanto ao seu moço, ele pode estar apenas querendo se divertir um pouco, pois se a gente larga tudo por uma paixão, eles não fazem isso, ou muito dificilmente. Então esteja preparada para o fato de que, para ele, pode ser apenas sexo. E acho que você pode aproveitar isso sim, mas deixe primeiro seu casamento para trás.
Quando a gente passa por uma fase dessas, em que tudo o que temos parece tão ruim e tão pouco perto do queremos, e que "a grama do vizinho é sempre mais verde", realmente podemos cometer loucuras. Mas eles não são assim, eles não vivem sem uma mulherzinha por perto, mesmo que pulem a cerca. E tem muitas que sabem disso e se fingem de cegas para manter o seu homem.
Os maridos, por sua vez, acabam perdendo o costume de nos conquistar e nos tratam como se fôssemos invisíveis, então também têm uma parcela de culpa quando os traímos - isso me foi dito por um homem.
Por isso tudo, pense bem. Se acha que realmente pode se separar, siga a sua vida sem se amarrar ao primeiro que passar por sua cama. Aproveite tudo aquilo que antes você se negava, retome sua vida e aproveite as delícias da maturidade sem culpa.
sábado, 22 de outubro de 2011
É bom envelhecer...

"Eu nunca trocaria meus amigos surpreendentes, minha vida maravilhosa, minha amada família por menos cabelo branco ou uma barriga mais lisa. Enquanto fui envelhecendo, tornei-me mais amável para mim, e menos crítico de mim mesmo. Eu me tornei meu próprio amigo...
Eu não me censuro por comer biscoito extra, ou por não fazer a minha cama, ou pela compra de algo bobo que eu não precisava, como uma escultura de cimento, mas que parece tão “avant garde” no meu pátio. Eu tenho direito de ser desarrumado, de ser extravagante.
Vi muitos amigos queridos deixarem este mundo cedo demais, antes de compreenderem a grande liberdade que vem com o envelhecimento.
Quem vai me censurar se resolvo ficar lendo ou jogar no computador até as quatro horas e dormir até meio-dia? Eu dançarei ao som daqueles sucessos maravilhosos dos anos 60 & 70, e se eu, ao mesmo tempo, sentir desejo de chorar por um amor perdido... Eu vou.
Vou andar na praia em um short excessivamente esticado sobre um corpo decadente, e mergulhar nas ondas com abandono, se eu quiser, apesar dos olhares penalizados dos outros no jet set. Eles também vão envelhecer.
Eu sei que eu sou às vezes esquecido. Mas há mais, algumas coisas na vida que devem ser esquecidas. Eu me recordo das coisas importantes.
Claro, ao longo dos anos meu coração foi quebrado. Como não pode quebrar seu coração quando você perde um ente querido, ou quando uma criança sofre, ou mesmo quando algum amado animal de estimação é atropelado por um carro? Mas corações partidos são os que nos dão força, compreensão e compaixão. Um coração que nunca sofreu é imaculado e estéril e nunca conhecerá a alegria de ser imperfeito.
Eu sou tão abençoado por ter vivido o suficiente para ter meus cabelos grisalhos, e ter os risos da juventude gravados para sempre em sulcos profundos em meu rosto. Muitos nunca riram, muitos morreram antes de seus cabelos virarem prata.
Conforme você envelhece, é mais fácil ser positivo. Você se preocupa menos com o que os outros pensam. Eu não me questiono mais.
Eu ganhei o direito de estar errado.
Assim, para responder sua pergunta, eu gosto de ser velho. Eu gosto da pessoa que me tornei. Eu não vou viver para sempre, mas enquanto eu ainda estou aqui, eu não vou perder tempo lamentando o que poderia ter sido, ou me preocupar com o que será. E eu vou comer sobremesa todos os dias (se me apetecer)."
domingo, 16 de outubro de 2011
Geração preocupada com o meio ambiente?

Na fila do supermercado, o caixa diz a uma senhora idosa:
- A senhora deveria trazer suas próprias sacolas para as compras, uma vez que sacos de plástico não são amigos do ambiente.
A senhora pediu desculpas e disse:
- Não havia essa mania verde no meu tempo.
O empregado respondeu:
- Esse é exatamente o nosso problema hoje, minha senhora. Sua geração não se preocupou o suficiente com nosso ambiente.
- Você está certo - responde a velha senhora - nossa geração não se preocupou adequadamente com o ambiente.
Naquela época, as garrafas de leite, garrafas de refrigerante e cerveja eram devolvidos à loja. A loja mandava de volta para a fábrica, onde eram lavadas e esterilizadas antes de cada reuso e eles, os fabricantes de bebidas, usavam as garrafas umas tantas outras vezes. Realmente não nos preocupávamos com o ambiente no nosso tempo.
Subíamos as escadas, porque não havia escadas rolantes nas lojas e nos escritórios. Caminhávamos até o comércio, ao invés de usar o nosso carro de 300 cavalos de potência a cada vez que precisássemos ir a dois quarteirões. Mas você está certo. Nós não nos preocupávamos com o ambiente.
Até então, as fraldas de bebés eram lavadas, porque não havia fraldas descartáveis. Roupas secas: a secagem era feita por nós mesmos, não nestas máquinas bamboleantes de 220 volts. A energia solar e eólica é que realmente secavam nossas roupas. Os meninos pequenos usavam as roupas que tinham sido de seus irmãos mais velhos, e não roupas sempre novas.
Naquela época só tínhamos apenas uma TV ou rádio em casa, e não uma TV em cada quarto. E a TV era do tamanho de um lenço, não do tamanho de um estádio, que depois será descartado como? Na cozinha, tínhamos que bater tudo com as mãos porque não havia máquinas elétricas, que fazem tudo por nós.
Quando embalávamos algo um pouco frágil para o correio, usávamos jornal amassado para protegê-lo, não plástico bolha ou pellets de plástico que duram cinco séculos para começar a degradar.
Naqueles tempos não se usava um motor a gasolina para cortar a grama, utilizava-se uma tesoura que exigia músculos. O exercício era extraordinário e não precisava ir a um ginásio usar máquinas que também funcionam a eletricidade. Mas você tem razão: não havia naquela época preocupação com o ambiente.
Bebíamos diretamente da fonte, quando estávamos com sede, em vez de usar copos plásticos e garrafas pet que agora enchem os oceanos.
Canetas: recarregávamos com tinta umas tantas vezes ao invés de comprar uma outra. Abandonamos as navalhas, ao invés de jogar fora todos os aparelhos "descartáveis" e poluentes só porque a lâmina ficou sem corte. Na verdade, tivemos uma grande mania verde naquela época.
Naqueles dias, as pessoas apanhavam o bonde ou o ônibus e os meninos iam nas suas bicicletas ou a pé para a escola, ao invés de usar a mãe como um serviço de táxi 24 horas. Tínhamos só uma tomada em cada quarto, e não um quadro de tomadas em cada parede para alimentar uma dúzia de aparelhos. E nós não precisávamos de um GPS para receber sinais de satélites a milhas de distância no espaço, só para encontrar a pizzaria mais próxima.
Então, não dá até vontade de rir que a atual geração fale tanto em ambiente, mas não quer abrir mão de nada e não pensa em viver um pouco como na minha época?
domingo, 11 de setembro de 2011
Jocasta Moderna: A mulher Climatérica do Século XXI
"A menopausa convida nossos importunos fantasmas a se porem a descoberto. Pede uma confrontação mais fundamental com o lado sombrio. (...) é um tempo para derramar as lágrimas pelo que foi, pelo que poderia ter sido e as lágrimas pelo que já não será."
(Strahan, 1994)
A mulher climatérica poderia ser psicologicamente comparada a uma adolescente? Quais suas expectativas para o futuro? Como o processo da perda da juventude e fertilidade afeta esta mulher? Existe atenção por parte dos poderes Federais, Estaduais e Municipais com programas sócio-culturais e de saúde coletiva específicos para esta mulher? Mas... Quem é essa mulher climatérica para nós?
Ela está na meia idade e vem, aparentemente, sendo cenário para sua família, para seu trabalho ....e vivendo através e por eles. Ou não? Isso é fato? Essa condição de cenário permanece no séc. XXI? Como essa invenção de “feminilidade” produzida e reforçada ao longo dos anos atua sobre esta mulher? Como o climatério encontra esta mulher e o que ela espera desse momento?
Objeto de investigações filosóficas desde a antiguidade, a diferença entre homens e mulheres é investida de uma enorme quantidade de saberes que procuravam encontrar na natureza dos gêneros alguma espécie de verdade sobre o ser.
A revista Época de setembro/2003 trazia na reportagem de capa : ETERNAMENTE JOVEM e uma frase chamou atenção: Velha é a vovozinha. Seria correto pensar que só as vovozinhas envelhecem? Em outubro deste mesmo ano , o Jornal televisivo Hoje da Rede Globo de Televisão apresentou a reportagem A chegada dos 40 anos.
Depoimentos de mulheres de diversos níveis socioculturais afirmavam : "Os 40 anos marcam a metade da vida [...]o grande medo é como vai ser a descida" (Ida Kublikowiski). Podemos dizer então que, uma mulher por volta dos 40 anos, estaria na metade de sua vida? Significaria que quase 50 % da vida dessa mulher se passa em declínio hormonal, sexual, social e psíquico?
No Brasil, a partir do final dos anos 80 início da década de 90 o climatério começa receber alguma atenção. Se havia relativo silêncio a respeito, por ainda ser tema tabu entre as mulheres, não deixava de ser uma questão relevante. Situando a menopausa como processo natural da vida da mulher, como de fato é , estava excluído dos programas de saúde coletiva e desqualificava a importância de uma assistência multidisciplinar com objetivo de melhora da qualidade de vida, optando claramente num primeiro momento pelo caminho da medicalização de mulheres poliqueixosas. Ou seja, tratava-se apenas o sintoma.
Em 1984, o Ministério da Saúde atendendo às reivindicações dos movimentos feministas da época elaborou o PAISM (Política de Assistência Integral à Saúde da Mulher). Seu texto descrevia ações educativas, preventivas de diagnóstico englobando assistência à mulher em clínica ginecológica, pré-natal, parto, puerpério, planejamento familiar, D.S.T. (Doenças sexualmente transmissíveis), câncer de colo de útero e mama, além de outras necessidades identificadas a partir do perfil da população. Só em 1993, o Ministério da Saúde incluiu orientações específicas sobre o climatério, com objetivo de "[...]universalizar os procedimentos em diversos níveis de atendimento, contemplando a melhoria dos indicadores de saúde[...]ao maior nível de atendimento sobre as modificações biológicas inerentes ao período do climatério, [...] propiciar adequada vigilância epidemiológica às situações de risco associadas." Os aspectos psicológicos e a sexualidade ainda não estavam contemplados.

Evidenciava o momento político, e naturalizando a exclusão dos desejos, dos sonhos de futuro, anseios de vida projetados pelas mulheres climatéricas, como se estivesse demarcando uma deadline para vida. Somente em 2004 o texto foi alterado visualizando a mulher como um ser biopsicossocial, incluindo e destacando a auto gerência sobre seu corpo e alertando sobre apelos da indústria farmacêutica com ofertas de eterna juventude.
Esta mulher precisa de um olhar psicológico para compreensão, transcendendo ao corpo físico, ao cultural, ao produzido e naturalizado. O que é comum encontrar? A super- vovó sublimada, dolorida, poliqueixosa ou a “loba” moderna devoradora de sua vida ou a executiva produtiva ou ainda uma versão moderna de Dona Benta? Joana D’Arc ou Thieta do Agreste? "Ninguém, aqui é puro anjo ou demônio, nem sabe a receita de viver feliz".
Escutando as histéricas, Freud começou a entender que havia um abismo entre a subjetividade das mulheres e a natureza feminina do pensamento iluminista. Pensou inicialmente que a cura para histeria consistiria em remetê-las de volta aos ideais de feminilidade que seus sintomas insistiam em recusar. A partir daí, todas as investigações que tentam fundar a diferença na anatomia tornaram-se obsoletas e pensar apenas nas condições pro criativas não desata o nó do significado da sexualidade. Mulher já saída da mãe (será?), da casa paterna, do primeiro namorado, da defloração e da menstruação. Casada ou não, sem filhos ou com eles já se indo...e os netos chegando... Procura no seu tempo, o re-conhecimento de si mesma.
Para Virginia Wolf "O tempo tem passado por cima de mim, é a aproximação dos quarenta. Que coisa estranha! Nada é mais uma coisa só” (Orlando, 1928). Esse sentimento de desconhecimento de si , o não reconhecer-se diante do espelho provoca uma angústia carente de escuta.
"(...)A crise tem mais a ver com as coisas que gostaria de ter feito e não fiz. Depois de certa idade você percebe que anda nas ruas e as pessoas não olham mais[...] Você olha para retratos antigos e pensa: puxa vida, eu era assim....!"
(Moema Toscano)
Se através do corpo (identidade física) vivemos e existimos em um dos aspectos de nossa identidade pessoal, então, tudo aquilo que o ameaça colocaria em risco nossa identidade psíquica?
Há séculos, a perda da capacidade reprodutora vem sendo associada à perda da feminilidade e da possibilidade de prazer sexual,uma espécie de crônica da morte anunciada. Trazer à luz sobre o sentimento psíquico de castração final e “irreparável” da mulher menopausada, investigar e analisar de forma crítica, as necessidades na vida da mulher climatérica tem sido cada dia mais valorizado com o aumento da expectativa de vida... Possibilitando uma qualidade de vida satisfatória e um re-encontro com o prazer de ser mulher através de cuidados psicológicos que atentem para esta mulher de forma holística e livre de juízos de valor , deixando longe a visão da poliqueixosa ...
Afinal... "Toda mulher quer ser amada, toda mulher quer ser feliz... toda mulher se faz de coitada. TODA MULHER É MEIO LEILA DINIZ". (Rita Lee)
(Texto enviado por Yoneide Carmo - Psicóloga Clínica
Estudou Psicologia clínica na Universidade Gama Filho)
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