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quinta-feira, 23 de julho de 2015

A Preguiça


Sim, ando preguiçosa.
Prestes a completar 49 anos, sinto que ainda tenho um ano de "Mulher de 40" ...
Mas adorando a nova fase que está chegando, estou me sentindo mais tranquila em relação a muitas coisas; as que me fizeram criar esse blog talvez nem me preocupem mais. 
Preguiça de escrever... mas pensando em voltar a escrever, talvez em outro tom.
Poesia, quem sabe?
Sempre gostei de pensar poesia.
Mais liberdade no criar...
No mais, estou com preguiça de escrever mais...

domingo, 22 de junho de 2014

5 anos!


Não posso deixar de agradecer tantos parabéns recebidos ontem no Facebook... Apesar de não ser meu aniversário pessoal, é o aniversário da "Mulher de 40", esse personagem baseado em fatos reais (rsrsr) que eu criei para dar vazão às minhas loucuras de forma anônima. São 5 anos desde que criei o Blog Mulher de 40; até me espantei com a repercussão que obteve, e hoje, lendo o meu primeiro post, vejo que algumas coisas já mudaram, graças a Deus! 
Daqui a 2 anos estarei prestes a me tornar uma "Mulher de 50", e já não me assusto com a ideia como antes. Pois estou mudando ainda, o que é uma característica minha - mudança. E adquirindo conhecimentos, valorizando os que já tinha, redescobrindo coisas, me tornando corajosa e aventureira.
Muitas mudanças me aguardam, mas agora sinto que estou - finalmente! - um pouco mais amadurecida para saber que para mudar não preciso descartar o que há de bom em minha vida. 
E uma das coisas boas que conquistei foi esse espaço, que vocês ajudaram a construir, onde posso me expressar livremente, durante as crises, e durante os momentos de #prontofalei rsrsrs...
Então, a todos vocês, o meu MUITO OBRIGADA! Um grande beijo da Mulher de 40!!!!

domingo, 8 de dezembro de 2013

Dos 40 aos 50


Quero voltar a escrever, passado o desespero de me sentir já perto dos 50, pois fiz 47 esse ano. Não me atirem pedras, cada um com seus problemas, quem acabou de entrar nos 40 está naquela euforia de "estou com tudo em cima ainda", ouvindo aquela ladainha do "você está muito bem para a sua idade" (já falei sobre isso AQUI ). Mas perto dos 47 a gente descobre que tudo é sim mais difícil, como disse uma amiga, na nossa idade emagrecer, por exemplo, é passar a pão, água e alface rsrsr...

A boa notícia é que agora sinto vontade sim de emagrecer - engordei um pouco de um ano para cá - mas não penso mais na estética, ufa! Libertando-me das algemas do espelho, da estética, agora quero é ter saúde, pois descobri que quero fazer coisas que ainda não fiz e que jurava que nunca iria querer fazer.

Fui ao cardiologista e pasmei quando descobri que meu colesterol está no limite, apesar de estar com bom condicionamento físico e pouco excesso de peso. Estresse, só pode. Então, é hora de correr para o prazer, a diversão, deixar de se preocupar com coisas inúteis, que até há pouco me importavam muito.

Estou cuidando da saúde mental também, como deveria ter feito há uns 30 anos já kkkk.... Mas o velho ditado é sempre válido: nunca é tarde, não mesmo!

Imagem Facebook

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Saúde?

Tudo neste país se resume em um termo: infraestrutura. No caso da saúde, por exemplo, os médicos reclamam de falta de condições de trabalho da mesma maneira com que os professores reclamam. Então, há profissionais, mas não se têm condições dignas. 

Deixando a educação de lado por ser o "óbvio ululante", vou falar da saúde. Você vai a um médico e ele em minutos tem um diagnóstico. Bravo! Mas e quando você descobre que a maioria do pacientes dele recebem a mesma prescrição de medicamento? Ele estaria recebendo comissão dos representantes de laboratório? (Já vi um médico ficar mais tempo com um desses senhores da malinha preta do que com um paciente)

E você em casa, tomando já 3 tipos de medicamentos diferentes porque está em situação crítica, lembra também do balconista da farmácia, que falou que o genérico é a mesma coisa - diferentemente do médico - , mas que tentou te empurrar um fortificante que "estava em promoção".

Em quem confiar? Já deixei de fazer uma cirurgia muito séria graças - pasmem! - a uma comunidade do Orkut, aonde encontrei pessoas passando por situações muito parecidas com a minha. E um médico deixou de ganhar uma fortuna de meu plano de saúde...

Continuarei buscando informações. Será que os médicos que me atendem também estão na rede se atualizando?

Não sei. Não sei mais nada. Sempre em busca de respostas. Com a palavra, os profissionais da saúde.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Cansada Parte 7639487053874


Cansada. Estou cansada de enfrentar os apressadinhos no trânsito, que ultrapassam de qualquer jeito ou colam atrás da gente... Cansada de enfrentar os "roda-presa" que não andam ou não sabem pra que lado vão. Cansada de passar o dia metida em colégio e sair de lá com a certeza de não ter conseguido fazer nada por aluno nenhum. Cansada de ter marido só fim de semana e de nem saber mais se quero marido todo dia. Cansada de cuidar sozinha de uma filha maravilhosa mas que pode estar começando a imitar as minhas pequenas loucuras, carências, problemas. Cansada de pensar se realmente andei tomando as decisões certas, ou se estou fingindo para mim mesma. Cansada de saber que tive que tomar todas as decisões quase sozinha, porque no final das contas a vida da gente é a vida da gente mesmo e ninguém vai me segurar se eu cair. Cansada de ver as coisas se repetirem e não se resolverem, cansada de pessoas que não mudam nem querem mudar e que estão por todo lugar e ainda reclamam que querem mais da vida. Mais da vida como, se nem mudam, nem fazem o mínimo que é cumprir com sua parte para o progresso do mundo em que vivemos? Cansada de ver o povo sair nas ruas fazendo protestos, rugindo como leões, e ano que vem votando como jumentos e assistindo à Copa como carneirinhos da Globo que são. Cansada de discussões, de reuniões que não reúnem ninguém, cansada de debates que não chegam a conclusão nenhuma, cansada de correr atrás de quem deveria estar correndo atrás de mim, e estou falando de alunos e de mim como professora, e não de homem, porque desse assunto já até desisti... Cansada de ser tão procrastinadora, cansada de minha ansiedade, cansada das minhas dores, cansada de estar com 10 quilos a mais do que gostaria, cansada de saber o que deveria para de comer, cansada de estar me sentindo envelhecer e de ter uma saudade incurável da minha juventude, enfim, cansada de tudo e de todos e de mim mesma. Vou mudar alguma coisa na minha vida. Pra ver se esse cansaço vai embora.

domingo, 16 de junho de 2013

Tá chegando... 4 anos de blog!


Você que me acompanha todo esse tempo, gostaria de mandar alguma mensagem ou foto para participar das comemorações? Estou convidando todos a mandarem suas palavras ou suas fotos para participar da festa!

O email é mulheradolescente@gmail.com

As fotos sairão em um post de aniversário dia 21 de junho!

Beijos e obrigada!

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

27.01.2013


Há dois anos vim morar em Santa Maria. Acredito que o principal motivo que me trouxe para cá foi o fato de ter passado os melhores anos de minha juventude aqui, o tempo de faculdade. O melhor tempo da vida de qualquer pessoa! Um desejo meio adolescente de reviver tudo, talvez, não sei... Fato é que sempre fui mais feliz aqui do que em minha cidade natal.

Santa Maria no verão tem um calor de madrugada que não senti em nenhum outro lugar, um bafo e um cheiro de xis... Santa Maria do DCE, onde - hoje sabemos - arriscamos quem sabe quantas vezes nossas vidas?

Onde fui tão feliz despreocupadamente, vim parar com minha filha, pensando no futuro dela, estudos e muito mais. E hoje quando passo na esquina da Andradas com a Rio Branco dá vontade de chorar, me sinto infeliz e impotente. A cidade carrega agora um peso enorme.

Sei que com o tempo as coisas passam. Mas tantas vidas não podem se perder em vão. Vidas que estavam no auge. Vidas que eu acredito que se foram por um propósito maior, que não é consciente para nós.

E hoje, quando passo de madrugada pelas ruas, ouvindo um bom rock, meu pensamento já não é mais nos bons tempos... Fomos roubados na nossa alegria de viver aqui em Santa Maria. Fomos roubados em nossa inocência. Perdemos um pedaço de nós na madrugada de domingo.

Só nos resta cobrar incansavelmente a punição dos culpados e mais, a mudança necessária, já prevista em leis que não são cumpridas. Mudemos nosso pensamento de "deixa pra lá". Mudemos nossa mania brasileira de esquecer tudo em pouco tempo. Nossos filhos merecem lugares seguros para serem inocentes como já fomos. Todos nós merecemos um futuro que foi tão súbita e violentamente roubado daquelas 235 crianças.

* O número total de vítimas chegou a 242. Um ano após, não houve justiça ainda.

sábado, 13 de outubro de 2012

Crescer...?


"Ao crescer, as pessoas param de brincar e parecem renunciar ao prazer que obtinham do brincar. Contudo, quem compreende a mente humana sabe que nada é tão difícil para o homem quanto abdicar de um prazer que já experimentou. Na realidade, nunca renunciamos a nada; apenas trocamos uma coisa por outra. O que parece ser uma renúncia é, na verdade, a formação de um substituto ou sub-rogado. Da mesma forma, a criança em crescimento, quando pára de brincar, só abdica do elo com os objetos reais; em vez de brincar, ela agora fantasia. Constrói castelos no ar e cria o que chamamos de devaneios." (Freud em "Escritores Criativos e Devaneio", 1907)

Encontrei este trecho no Facebook e fiquei pensando... isso explica a "imaturidade" emocional de pessoas como eu, que sempre se sentem diferentes e meio excluídas por não quererem abrir mão de certos sonhos e certas loucuras? Ou apenas encontrei uma frase que porventura possa justificar uma imaturidade real?

Acho que vou começar a ler Freud...

domingo, 2 de setembro de 2012

quinta-feira, 21 de junho de 2012

3 anos de blog...


... e me encontro assim... Muito já foi dito e contado aqui, muito já foi discutido e rebatido, muito já foi  escancarado e outro tanto ficou por dizer, por contar, por discutir, por escancarar. 

Sempre senti a vontade de me expor de alguma forma, ou de expor meus sentimentos, meus momentos, meus tantos altos e baixos. Desde os 11 anos tinha um diário. Onde estará? Onde estará aquela menina que escrevia tanto e tanto?

Aqui, encontrei outras como eu. Encontro certas dificuldades em minha vida por ser como sou. Mas em momento algum me imagino diferente. Destino? Teimosia? Masoquismo? Não sei... ou sei...

Obrigada a todos que interagem por aqui, pelo Twitter, pelo Facebook. A Mulher de 40 ainda tem alguns anos para ser quarentona. Depois... não sei mais.

terça-feira, 12 de junho de 2012

Namorar comigo mesma


É isso... já que inúmeros relacionamentos não prosseguiram... porque não acho legal falar "não deu certo". Deu certo, por um tempo. Ótimo. Então, dentro do velho chavão "amar a si para poder amar aos outros", eu acho que temos que ter um tempo para namorar consigo, para se amar, para se melhorar como pessoa...

Já tive outras épocas de "forever alone". Fazia até jantar à luz de velas para mim mesma. Melhor do que ser levada por um namorado para jantar em churrascaria no dia dos namorados... Hoje vi um anúncio de churrascaria com "jantar à luz de velas" e pensei... por mais que estejamos no Rio Grande do Sul, que tipo de homem leva uma namorada a uma churrascaria no dia dos namorados? Romântico, né? :S

Bem que adoraria hoje ser levada par uma suíte especial em um motel espetacular, daquelas com pétalas de rosa e etc (se bem que algemas fazem mais a minha cabeça...), mas estando assim em casa, sozinha, fico pensando... será que tem idade para tudo?

Tive a idade de namorar bastante... não éramos do tipo "ficar". Ficávamos, sim, mas duas ou três vezes com o mesmo e já resultava em namoro. No meu caso, o namoro durava em torno de dois meses e acabava. Nunca levei muito a fundo a coisa. Uma psicóloga me disse que eu não queria ter um relacionamento duradouro porque o primeiro homem da minha vida - meu pai - me decepcionou sempre. Mas já passei da fase de culpar a infância por minhas atitudes.

Voltando ao tema, acho que namorar é a melhor coisa que existe. Início de namoro, aquela fase em que você não sabe direito se chama a pessoa de namorado na frente dos outros ou não... até que ele pronuncia a frase e você fica saltitante por dentro. Aquela fase em que você se tranca num quarto e namora até cansar.. isso cansa? Acho que não srsrs... A fase de rir de mãos dadas. A fase de se olhar nos olho demoradamente.

 (ETERNAMENTE MULHER ADOLESCENTE...) 

Adoro tudo isso. Isso que relacionamentos duradouros não proporcionam. O brilho, a loucura, o tesão, o frio no estômago. A paixão. Sou viciada em paixão. Posso até me apaixonar várias vezes pelo mesmo homem, o que já aconteceu comigo. Mas tem que ser recomeço com gosto de começo. Comida com gosto de requentada, não. A surpresa. O esperar. O iludir-se...

Na minha idade, começo a duvidar se isso ainda pode acontecer comigo de novo. Até gostaria. Mas não tenho me visto a sair por aí, tentando conhecer alguém. Começar toda aquela história de novo. Cansaço? Maturidade? Saudades de algum relacionamento anterior? Preguiça? Não sei. Mas prefiro, atualmente, namorar comigo mesma. Já me conheço bem. Já sei minhas manias, minhas inconstâncias, meus momentos de paz e os de loucura.

E para finalizar, uma frase que vi no Facebook...

 MAIS VALE UMA AMIZADE COLORIDA QUE UM NAMORO PRETO E BRANCO. 

Se é que você me entende...

domingo, 6 de maio de 2012

Como escolher?


Como escolher? Entre viver com emoções ou sem?

Esta é a rotina de uma bipolar. Vou sobrevivendo, trabalhando, tomando minha medicação, e a vida vai passando como se eu fosse um vegetal. Acontecimentos que deixariam pessoas "normais" sensibilizadas não me tocam. Não tenho opiniões muito fortes sobre nada. Não me interesso por notícias. Não me interesso por sexo. Não me interesso por quase nada. Mas fico tranquila. Conformada. Mais uma noite de sono. Mais um dia de trabalho. Mais um fim de semana sem fazer nada. Mais uma semana sem fazer novas amizades. Mais um mês me afastando das pessoas. Rotina. Rotina. Rotina!

Súbito, me rebelo. Páro com a medicação. Passados 2 dias, elas começam a aparecer. Elas. As emoções. A saudade. A rebeldia. A vontade de bater em alguém. A vontade de fazer sexo, muito sexo, afinal, é muita energia represada. Começo a ter opiniões de novo. Vem a vontade de me expressar, escrever, beijar, dançar, conversar, sair, ouvir música, cantar, brigar, dar risadas, ver gente, amar, odiar, viver...

Aí vem a gangorra. De repente, estou dançando e cantando alto na sala. Em minutos estou chorando, fumando ao volante do carro, sonhando com uma estrada sem fim. Mais uns tempos controlando as emoções, consciente como posso, e chega um dia que estou quase saindo do controle. Só choro. Não tenho mais vontade de sair debaixo do cobertor. 

Volto aos comprimidos. Como viver assim? Como escolher?

quarta-feira, 28 de março de 2012

Exausta


Hoje, levantei às 7 horas, limpei o cocô do gato, arrumei café para mim e minha filha, saí para trabalhar já meio atrasada. No cruzamento da BR, milhões de carros queriam o mesmo que eu: chegar.

No trabalho, alguém estava ocupando o computador de minha sala, que além de lento não é só meu... Resultado: mais trabalho acumulado. Sorte que a chefe não estava, então dei um jeito de sair mais cedo para resolver problemas pessoais.

Além de não conseguir resolvê-los, fui para casa, mas bem faceira, "bah, ganhei uma horinha...". Fiz almoço, estendi roupas, passei pano na casa, lavei a louça e quando parei faltavam 5 minutos para sair de novo... já quase atrasada. Mais fila na BR.

Meio de tarde. Filha carente. Trabalho por fazer. Reunião, argh. Ginástica. Clube, levar a filha ao karatê. Ainda bem que encontrei uma amiga que não ia malhar, resolvi não nadar também. Duas cervejas. Ou três. "Mãe, quando a gente chegar em casa, me ajuda na tarefa de ciências?"

Quem disse que era bom se emancipar e trabalhar fora? Que tipo de exemplo estou dando para minha filha? "Mulher batalhadora". Grande coisa. Enquanto isso, algumas levam os filhos para o colégio e vão para o salão, para a massagem, para a p-q-p... Porque têm um imbecil para pagar as contas. Afinal, homem só veio ao mundo para isso mesmo...

Essa vida só trouxe a necessidade de anti depressivos e remédios para dormir. Ontem, precisei tomar 2, porque um só não fez nem eu fechar os olhos. Quero parar de menstruar. O médico mandou tomar pílulas. Menstruei igual. "Não dá pra tirar fora, não? Não preciso mais dele..."

Não sei viver sem homem. Sem sexo. fico irritada. Triste. Fico calculando quando tempo fiquei casada sem sexo e me martirizo. Quanto sexo deixei de fazer? Companheirismo? Não paga as contas nem evita TPM.

Sorte que hoje em dia, cueca só em chão de quarto de motel... Estuda, minha filha, e muito... e escolhe a carreira certa. Ou o homem certo. As feministas, que morram secas. Não gostou? Troca de lugar comigo, então, se tiver coragem...

quarta-feira, 7 de março de 2012

Cansada...


Levanta, toma café, sai correndo, corre a manhã inteira, leva o carro para a oficina - de novo - , não sobra tempo para ir para casa almoçar, almoça na rua, no fervo... Volta para o trabalho, espera o carro, nada... pega um táxi, vai para casa, o telefone não funciona direito, o interfone quebrou, o celular não pega... O stress quase te faz colocar fogo na casa e pensar em todas as suas decisões.

Casa nova, cidade nova, vida nova... uma filha para fazer feliz e ajudar... homens incompetentes às pencas em sua volta, é pedreiro que some  e deixa a obra pela metade, é vendedor que te vende gato por lebre, é colega de trabalho que finge que trabalha, é mecânico que só trabalha abaixo de gritaria, você acaba pensando que o futuro é mesmo das mulheres e que assim vai ficar muito chato, porque nós quando estamos em grupo somos mesmo muito chatas e tagarelas...

Você não combina com a opinião da maioria das suas colegas, sempre soube ser meio diferente. Mas procura ser justa e coerente. E tem que aguentar represálias. Você não gosta das músicas que o povão ama, e quer que morram todos os que vendem mais de um milhão de cópias. Você não procura se vestir como todo mundo se veste, nem sabe aliás o que está na moda.

Você adora cerveja e cafezinho, o povo toma chimarrão. Você gosta de nadar no clube, e não de ficar torrando no sol. Você aceita sexo sem compromisso e dá graças a Deus ver cuecas apenas no chão do quarto de motel. Você ama sair com suas amigas para beber e nem vê se tem homem bonito disponível no buteco. Enfim, você quer curtir a banda de rock'n roll e não ficar tirando fotos com o celular para mostrar no outro dia que você estava lá.

Tudo isso cansa! Eu ando cansada. Perdoem o sumiço, ideias para escrever não me faltam, mas eu preciso de dias com 30 horas...

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Viva as mulheres de quarenta!

(Foto Terra)

Hoje estava olhando a novela das nove e fiquei pensando - feliz - que a TV está mostrando mais os casais formados por mulheres maduras e homens maduros. Cansa ver tanto casalzinho de ninfeta-piriguete + homem "maduro"! Cansa também que sempre os protagonistas sejam jovenzinhos. Nada contra os jovenzinhos, já fui e era muito bom... mas pessoas maduras também podem e devem se apaixonar, se entregar e protagonizar uma história de amor.

A mídia tem um poder muito grande, e a novela das nove se inclui nisso. Não vou discutir mídia aqui, até porque nem tenho fundamentação suficiente, mas o fato de mostrar mulheres vibrantes com mais de quarenta me faz feliz e orgulhosa.

Minha geração pode se considerar felizarda, pois tivemos uma juventude mais inocente, com muito namorico e paquerinhas inconsequentes; depois, chegamos aos vinte com todo o gás e aproveitando toda a liberdade sexual antes da AIDS. Ninguém usava camisinha nem se preocupava com isso, apenas evitávamos - as espertas - uma gravidez indesejável. Óbvio que hoje as coisas mudaram... E temos que mudar junto.

Quando chegamos à fase dos trinta, começou a fase de se valorizar a mulher de trinta, que era independente e decidida, e que estava esperando mais um pouco para se casar e ter filhos. Sempre ouvi minha mãe dizer que a mulher chega no auge aos trinta. E realmente foi para mim a fase em que me achei mais bonita fisicamente, com mais saúde e disposição. Ali comecei a sentir o fetiche e a atração que as mulheres de trinta exerciam sobre os homens mais novos.

(Tirinha do blog Mulher de 30)

E agora a coisa toda está se repetindo com as mulheres de quarenta. Gosto de pensar que tenho um pouquinho de colaboração nisso, e não imaginam como fico feliz ao receber comentários e emails de quarentonas despertando para a vida com toda a força, algumas que não passaram pelas fases por que passei, pois eram mais reprimidas, ou porque casaram e tiveram filhos muito cedo.

Será que quando eu chegar aos cinquenta veremos a fase da "Mulher de 50"?  Não sei. O fato é que, no meu pensamento, não existe essa história de "melhor idade" - para mim um artifício para mascarar os muitos problemas do envelhecimento. Existe sim, o melhor de cada idade. Assim como cada idade tem seus problemas. Se aos vinte eu podia tudo, também perdi muita coisa por imaturidade e falta de visão. Se aos trinta estava linda, ainda não pensava em me estabilizar na vida. Aos quarenta descubro que ainda sou cheia de paixão mas já sinto o cansaço dos anos.

E me imagino daqui para a frente cada vez com menos abobrinhas na cabeça, cada vez mais leve e menos chata - tomara! rsrs - talvez com um pouco mais de medo, mas cada vez mais livre. Viver é envelhecer, desde que nascemos. Mas tudo é VIDA, a dor faz parte, mas a alegria maior é aprender sempre!

domingo, 13 de novembro de 2011

Tudo se encaixa?

Por que tudo parece acontecer na hora certa, às vezes? Parece que as coisas convergem para um fim. Como quando você vai fazer um bolo e pega os 3 últimos ovos, o resto de farinha e a última colher de fermento. Ou quando você vai mudar de cidade e vê que nada pode te fazer mudar de ideia, ou quase nada?
Às vezes as coisas se encaixam numa sucessão de acontecimentos e você se pega pensando no porquê de tudo ser assim. Se tudo aquilo está querendo te dizer algo. Ou então algo acontece de repente, frustrando todos os seus planos por tanto tempo amadurecidos, transformando e transtornando toda a sua vida. Como um acidente de carro, por exemplo.
Penso que às vezes realmente atraímos os fatos e as reações por eles desencadeadas. Mas às vezes parecemos joguetes do destino, marionetes na mão de uma grande força. E olha que acredito em livre arbítrio...
Passei alguns meses, esse ano, um tanto reclusa, devido a problemas e acontecimentos que me levam a esses pensamentos. Isolei-me do mundo real, quase que completamente. Me agarrei nas pessoas que me são mais chegadas, passando a valorizá-las cada vez mais. Meu "eu" rebelde se aquietou um pouco e me peguei pensando coisas mais comuns, digamos assim. Logo eu que sempre fui - acho que ainda sou - tão rebelde.
Será a idade? Afinal, completei 45 anos. Será que um tempo chega em que a gente se acomoda? Não gostaria que isso fosse verdade inteiramente, porque sei que tem coisas contra as quais sempre devemos nos rebelar e lutar para que mudem. Inclusive alguns velhos pensamentos. Mas até que ponto?
Alguns me dizem que isso é sabedoria. Para mim é apenas uma calmaria. Que às vezes prenuncia uma tempestade. Decidi não me rotular mais, me sinto em constante mudança, talvez mude para uma pessoa mais evoluída, talvez o tempo apenas tenha amenizado certas loucuras. Talvez ainda, seja apenas vontade de descansar...

domingo, 25 de setembro de 2011

Mudança

Fazer uma mudança mexe com a gente. Faz dois anos ou mais que me preparo para esta mudança, revirando gavetas e guardados, mas nunca é suficiente. A gente põe coisas fora, doa, separa, encaixota, mas vai remexer e sempre sai mais.
Encontrei... imaginem só! Escritos meus de quando era uma adolescente ou pós adolescente. Alguns queimei, outros guardei para meus blogs. Ou não. Da-ti-lo-gra-fa-dos, olha só, ou pterodactilografados... eu fiz curso de datilografia e me orgulhava da minha Oliveti Lettera. Foi lá que tudo começou...
Dez anos morando na mesma casa, não é fácil. Vivendo um momento bom, tentando olhar para a frente, para que as coisas melhorem ainda mais para mim e para as pessoas que amo. Mas é inevitável olhar para trás e já sentir saudades do que estou deixando...
E como a gente guarda coisas que não usa! Roupas, porque são boas... mas saíram de moda! "Mas a moda sempre volta..." ficamos tentando nos enganar. Livros de faculdade... como se a ciência já não tivesse dado mil e uma voltas em cima de tudo aquilo! E como se eu fosse estudar neles ainda...
Meus discos de vinil vou deixar com uma pessoa que também os adora e que desde criança os coleciona com toda dedicação. Não tenho onde os escutar e não investiria nisso agora. Mas vou guardar fitas cassete com músicas que não consegui baixar ainda... não encontro! Coisas de uma quarentona...
Minha filha não consegue se desfazer de seus brinquedos e de todos os cadernos desde a escolinha... Eu tenho umas caixinhas que forrei de tecido quando tinha uns 16 anos, e, mudança vai, mudança vem, limpezas são feitas, e as coisas vão sendo reorganizadas, mas lá estão as caixinhas...
"Quem guarda o que não quer, encontra o que precisa." Queria poder ter uma casa que acomodasse essa filosofia. Mas vou para uma casa menor, minha finalmente. Vou precisar de outras coisas. A vida corre. Espero chegar lá, e quando for abrir as caixas, jogar mais coisas fora ainda. Somente ficarão as lembranças. Essas são um tesouro precioso, depois que toda a poeira e o lixo forem jogados fora nessa mudança.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Eu digo sim!

Já falei muito aqui no blog sobre casamento. Sempre para detonar. Afinal, a vida toda tive problemas com relacionamentos. Algumas leitoras vêm aqui defender o relacionamento a dois. Ótimo. Agora passo a entendê-las.
Depois de praticamente 2 separações, uma definitiva e outra que não passou de uma ameaça, desfeito um casamento e outro empurrado com a barriga durante algum tempo, aconteceram coisas que me fizeram pensar diferente.
A distância foi uma delas. Quando estamos vivendo uma rotina há praticamente dez anos, e deixamos ela levar nossa vida para a frente, ao invés de conduzirmos a vida como capitãs, tudo vai sendo encoberto por um véu de desapontamentos e reclamações mesquinhas.
Vamos deixando de ver o outro com suas qualidades e passamos a ver apenas os defeitos, as coisas que nos incomodam, nele e nas coisas que faz; o que diz, os amigos que têm e por aí afora. Como me falou uma amiga... "Até o jeito como ele pega os talheres me irrita!"
E o tempo vai passando, o trabalho e a rotina nos cobrem de poeira, até que um dia a gente tenta sair dali de qualquer forma. No meu caso, foi tendo um caso. Achei que com isso iria revolucionar minha vida.
Serviu para muita coisa. Sacudiu minhas estruturas, me fez mudar e ver que a rotina é culpa minha em primeiro lugar. Mas o tempo passou e levou o que aconteceu para o passado. Tirado o véu da rotina, pude ver certas coisas de forma diferente.
Depois de tirar um tempo para mim mesma e mudar de cidade, lutando contra minha própria acomodação em todos os sentidos - profissional, familiar, amoroso, maternal, social - senti que poderia fazer muito. Mas não queria mais fazer tudo isso sozinha.
A distância me mostrou o valor das pequenas coisas, que de perto eu não via. Senti que poderia ter uma rotina, sim, e ser feliz apesar dela. Porque tudo vira rotina. Mas ser amada pode, sim, ser uma deliciosa rotina. Dividir as coisas boas e os problemas é uma bênção. Chegar ao fim do dia e contar com a simples presença do outro é maravilhoso.
Ter uma pessoa para ajudar em tudo, com quem podemos contar nas horas ruins, que nos dá o apoio para seguir em frente, não é mais para mim confissão de fraqueza ou dependência. Hoje entendo que sempre fui forçada a ser independente, e tomei isso como lei, transformando em regra de vida.
Mas ser independente não significa apenas ser só. Ser independente também pode significar ser individual - mas ser um indivíduo com outro na sua vida. Ter seus momentos de solidão, mas deles voltar e ter alguém para nos receber, com todos nossos defeitos, loucuras e carências. Uma pessoa para nos entender e ser entendida. Para viver ao nosso lado, e não na nossa frente, para tropeçarmos a toda hora, ou atrás, para carregarmos como um peso.
Por tudo isso, e por outras coisas que estou descobrindo (entre elas que família é algo muito valioso, mesmo que seja bem pequena)... agora eu digo "Sim!" ao casamento... e ao amor!

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