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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Quando ela está insuportável


Hoje fiquei pensando sobre as constantes exigências e reclamações das mulheres dentro dos relacionamentos com os homens. Quando a gente começa a namorar, tudo é maravilhoso, os pequenos defeitos do amado são engraçadinhos, as diferenças são facilmente superadas. Tudo envolto por uma aura cor-de-rosa que tudo mascara. Sempre a velha história dos "opostos que se atraem".
Prefiro acreditar que os opostos se distraem e os dispostos se atraem.
Isso li em algum lugar. Bem mais realista, não concordam? Enquanto estamos naquela lua-de-mel com o novo bofe, tudo é relevado em nome daquele tesão colossal que nos move. Não há tempo para reclamações, só para o prazer e para a fome de carinho. Ainda não vimos o querido usar fio dental no meio da sala, nem largar suas cuecas sujas no corredor. Porque é certo que, mais cedo ou mais tarde, vamos enxergar isso.
Passado o período inicial de cegueira, onde os opostos se distraem, passamos a querer moldar o ser amado de acordo com nossos sonhos. Passamos a enxergar o que queremos e não o que temos. Aí queremos opinar sobre as roupas que ele veste, os horários que trabalha ou que sai com os amigos, o tempo que passa longe de nós e até com quem ele conversa.
O homem normalmente é mais acomodado, então dá um certo espaço para que a mulher faça isso, uns reclamando mais, outros menos. Afinal, não quer atritos; homens, em geral, pagam para não se estressar com bobagens. E o tempo vai pa
ssando, e as exigências também. De repente o homem se depara com uma mulher em TPM contínua: estressada, irritada, reclamona, carente, chata mesmo.
É. Tudo isso pode ser considerado até normal e comum. Mas até que ponto temos que realmente passar por isso? E por que passamos?
Homens... entendam que ao seu lado está uma mulher, com toda a sua carga genética e de criação. Historicamente treinada para relacionamentos estáveis, biologicamente preparada para aninhar um novo ser em seu ventre, ela hoje, assim como o homem, está vivendo um novo momento. Não se conforma mais em ser/estar em um relacionamento tradicional, então se rebela. Tenta, dentro do que tem, construir algo com que sonha.
E passa a exigir do homem o que lhe falta, porque aprendeu que um dia um homem lhe daria tudo o que ela sonhasse.
O que nos falta? Já escrevi algo sobre isso aqui. Liberdade. "Liberdade é pouco. O que eu desejo ainda não tem nome. " Com essa frase, Clarice Lispector diz tudo. Não sabemos bem ainda o que queremos, mas é diferente de tudo o que as mulheres conquistaram
até hoje. Mas, mesmo estando de certa forma perdidas entre o que se espera de nós e o que nós esperamos da vida, o que não pode faltar em um homem é: sedução. É aqui que os dispostos se atraem.
Muito se fala em "aquecer um relacionamento", "reacender a chama". Sempre dirigindo-se às mulheres. Mas um relacionamento é feito
a dois. O homem deve deixar de lado seu comodismo e também tentar seduzir a mulher que está ao seu lado. Como? Olhando para ela. E vendo como ela se modifica com o tempo. Valorizando. Elogiando. Sugerindo coisas diferentes. Esses dias um amigo me perguntou o que eu faria se meu homem me levasse a uma loja de lingeries e passasse a tarde me ajudando a escolher novas calcinhas e soutiens. Respondi: eu daria para ele dentro do provador!!!
São atitudes como essa, tão difíceis de se ver, que estão faltando. A mulher sempre se produz para seu homem. E ele lá, com a mesma bermuda. Aí vêm as revistas femininas dizer que mulher se arruma para as outras mulheres, para ser invejada. Simples: as outras mulheres notam isso. Os homens não.
Homens: tomem a iniciativa, por favor. Mandem vocês as crianças para a casa da avó. Coloquem ela dentro do carro e a levem para um fim de semana num hotel distante. Ofereçam-se para massageá-la depois do banho com seu hidratante favorito. Ofereçam uma bebida sem motivo. Comprem aquela lingerie bem sexy e vistam nela, mostrando o quanto isso lhes dá prazer - e o quanto lhes dá prazer tirá-la, também, óbvio...
Ofereçam a ela também a oportunidade de ficar sozinha um pouco, ou de viajar com as amigas, se estiver a fim. Cuide bem das crianças para que ela tenha esse espaço, e até um tempo para ir à academia. Não pense que ao chegar em casa, suas obrigações terminam e a TV é sua companhia ideal. Pode até ser, às vezes. Mas se cuidar bem do que é seu, você nunca vai ter o desgosto de se deparar com uma mulher insuportável. Ou de ser traído.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Formspring.me - Sobre relacionamentos

Por que você continua casada? by MulherNaoPresta
Por causa da minha filha. OK, sou filha de pais separados e sei que isso não é o fim do mundo.
Porque tenho medo de ficar velha e sozinha.#prontofalei
E porque ainda não me dicidi totalmente a me separar.
E acho que teria mais algumas razões... porque meu marido é uma boa pessoa... porque temos uma história...
Putz! Me colocou contra a parede! Acho que vou fazer um post sobre isso no blog!!
Você não acha que seu marido tem o direito de buscar outra pessoa que o ame mais do que você, já que ele é uma boa pessoa? by MulherNaoPresta
Acho! Mas sou muito egoísta! Mas por enquanto nem ele, nem eu queremos largar o osso... mas é só uma questão de tempo... pagar pra ver quem vai pular primeiro do barco que já está afundando...
E por que você não joga limpo com ele e termina já que ambos sabem que a relação já desgastou e você sabe que ele não vai largar o osso? by MulherNaoPresta
Me pergunto isso todos os dias. Ainda não consegui encontrar a resposta.
Sinto mágoas com amores passado, isto fez com que acreditasse que amor de verdade não faz mais parte do seus sonhos? by podolatrabrasil
Não, apenas acho que nem todo mundo foi feito pra ser casado e achar isso perfeito. Acho que o casamento como existe para a maioria é uma instituição falida, não me serve como está, não me satisfaz... e estou tentando sair disso com um mínimo de certeza, o que não está sendo fácil. Amor é uma ilusão... dizem que é o que fica depois que termina a paixão. Para mim depois da paixão o que fica é a amizade, e isso eu tenho com pessoas que não se julgam donas de mim ou da minha vida sexual.
Então vc ainda tem esperanças que pode dar certo seu casamento? by podolatrabrasil
Talvez seja só uma fase... é o que muitos me dizem. E aqui, onde todos me colocam contra a parede, estou debatendo com vocês e comigo mesma!
Você considera a traição uma forma de vingança? by albertoonline
Não. Talvez seja uma fuga, ou uma forma de fazer aquilo que se tem vontade sem ter que tomar uma atitude mais séria, como uma separação. Existem várias formas de traição. A traição sexual é a mais comentada, mas com certeza não é a pior.

sábado, 30 de janeiro de 2010

Naquela mesa tá faltando um...


Fiquei hoje lendo o site do Mário Prata, e me deliciei com a crônica abaixo... A observação sem dúvida é um dos melhores dons... Acho que já passei por três ou quatro dessas mesas descritas por ele.
Estava ontem sozinho jantando num restaurante. Cinco mesas ocupadas, incluindo a minha. Quatro casais e eu, sozinho.
É como me encontro emocionalmente hoje... sozinha.
Mesa um: estava claro que era o primeiro encontro entre os dois. Dava para perceber que um fazia muita pergunta para o outro. E riam muito, os dois. Percebia-se que ali estava acontecendo uma conquista de ambos os lados. Os dois cheios de solicitudes. Ficarei aguardando até que peguem na mão. Como sorriem um para o outro.
Talvez hoje isso se dê muito por MSN... ou mensagens de celular. Muita pergunta e muito rsrsrsrs.
Mesa dois: outro casal ali pela casa dos 30, 35 anos. O pau está quebrando feio. Falam um pouco alto. Percebe-se que estão discutindo a relação. Só eles não devem saber que quando se discute a relação é porque não existe mais relação. A mulher está na ofensiva. Chego até a ficar um pouco com pena do homem. Aquilo não vai acabar bem.
Mesa três: sabe aquele casal que vai jantar fora sei lá porque? Não falam entre si. Apenas com o garçom. Aliás, ela não fala nem com o garçom. Ele pergunta, ela diz para o marido e ele pede ao serviçal. Estão entre os 50 e cinqüenta anos. Ela faz parte daquela geração – sabe-se lá o porque – que não fala com garçom, conhece? Eles já devem ter discutido muito a relação anos atrás e chegaram à conclusão que a vida é assim mesmo, fazer o que, vamos comer em silêncio.
Me encontro entre essas duas mesas. Porque às vezes quebro o maior pau com meu marido e na maioria das vezes ficamos em silêncio, fingindo que está tudo bem. Mas no fundo acho que gostaria de estar na mesa um - ou em outro lugar com outra pessoa - ou na mesa do Mário, conversando com ele e observando...
Mesa quatro: um casal de velhinhos. Resolvidos, felizes. O casal mais feliz do lugar. Ela conta histórias longas, lentas e ele presta atenção, como se fosse a primeira vez que ela estivesse narrando aquilo. Ele alisa o braço dela, eles devem se amar há mais de cinqüenta anos. Pelo jeitão, ela deve estar contando a última traquinagem de um neto. O velho é só sorrisos. Vida resolvida, nada a discutir.
Acho que nunca vou chegar nessa mesa. Não é minha natureza, A não ser que mande cortar um pedaço de mim mesma. Quem sabe o tempo faça isso comigo. Ou algum veneno que mate alguma parte de mim que nunca está satisfeita.
Mesa um: o rapaz pede mais uma caipirinha. A moça me pareceu perguntar: mais uma? Mas ele confirma com o garçom.
Mesa dois: a mulher se levanta e vai – irritadíssima – para o banheiro. O marido, sozinho, bufa, pega o celular e disca rapidamente. No telefonema é só sorrisos. Uma outra mulher? E quem me garante que ela não está fazendo o mesmo lá do banheiro?
Aqui em casa os telefones funcionam bastante. Reticências.
Mesa três: comem em silêncio.
E quando estamos os dois em casa, silêncio.
Mesa quatro: os dois estão vendo um álbum de fotos. Pagaria a conta deles para ver as fotos. Olham, comentam, riem. Ela dá um beijinho na bochecha ele. Ele percebe que eu vi. Sorri meio envergonhado para mim. Eu faço um sinal de positivo para ele.
Mesa dois: ela volta. Ele já acabou o telefone. Ela empurra o prato. Ele chama o garçom, pede a conta.
Mesa um: o rapaz está falando muito alto. Vai perder a gata.
Mesa dois: antes de chegar a conta, ela se manda e entra no carro. É ela quem dirige. A grana dele ser dela. O marido vai até o balcão.
Mesa um: o cara tenta beijar a moça. Ela, educadamente refuta.
Mesa três: ele pede a sobremesa para os dois. Ainda não se falaram.
Mesa um: começa a quebrar o pau. O pessoal da mesa três apenas observa.
Mesa quatro: os dois velhinhos estão abraçados. Chega uma champanha. Estoura. O velhinho mandar servir para mim e para as outras mesas. O rapaz da caipirinha gosta da idéia. O cara da mesa dois sai. Inesperadamente, depois do gole de champanha, o casal mudo se beija na boca.
Acho que para esse beijo não há mais tempo. O silêncio é maior.
O som do restaurante aumenta. Começa a chover.
Esse cara sabe tudo... E eu tentando pegar carona, que pretensão. Tomara que chova. Mesa para uma, por favor. A menos que o Mário apareça.
Mário Prata - Revista Época - 08/05/2004

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Um dia ele chegou tão diferente...

Valsinha
Vinicius de Moraes - Chico Buarque/1970

Um dia ele chegou tão diferente do seu jeito de sempre chegar
Olhou-a dum jeito muito mais quente do que sempre costumava olhar
E não maldisse a vida tanto quanto era seu jeito de sempre falar
E nem deixou-a só num canto, pra seu grande espanto convidou-a pra rodar

Então ela se fez bonita como há muito tempo não queria ousar
Com seu vestido decotado cheirando a guardado de tanto esperar
Depois os dois deram-se os braços como há muito tempo não se usava dar
E cheios de ternura e graça foram para a praça e começaram a se abraçar

E ali dançaram tanta dança que a vizinhança toda despertou
E foi tanta felicidade que toda a cidade se iluminou
E foram tantos beijos loucos
Tantos gritos roucos como não se ouvia mais
Que o mundo compreendeu
E o dia amanheceu
Em paz

E não é com isso que todas as mulheres sonham? Que um dia ele chegue diferente e a olhe - e veja - de um jeito muito mais quente? A mulher é como uma flor, que deve ser regada todos os dias. Eu sempre reguei meus relacionamentos de todas as formas. Mas quando é só uma pessoa que faz isso, não funciona. A acomodação, partindo de qualquer um dos lados, sempre contamina os dois. E a gente vai deixando de lado os pequenos gestos de atenção, os pequenos carinhos, as pequenas delicadezas que conquistam.

Fazemos anos e anos as mesmas coisas... quando finalmente nos damos conta de que não têm retribuição, sentimo-nos vazias e sozinhas. E o relacionamento vai para o espaço. Mentiras, traições, desatenção, descrença. Não posso me culpar por tudo. Tentei ser uma pessoa melhor, uma mulher menos chata, tentei silenciar minhas TPMs e tentei até "esquentar a relação". Mas um casamento não é algo para se levar sozinha nas costas.

O que as mulheres querem? Colocar seu vestido decotado cheirando a guardado de tanto esperar... um olhar de desejo incontido... uma atitude inesperada. Querem ser vistas como mulher e não como esposa-mãe-companheira-etc. Querem sair da rotina. Querem romance. E romance não é só trazer flores no aniversário ou no dia dos namorados, romance é tentar ver a pessoa de novo como se fosse a primeira vez.

Será que algum homem imagina o que seja isso? Ou é só um sonho das mulheres? Casamento é isso mesmo? Ou pode ser diferente? Continuo me perguntando. Acho que muitas mulheres por aí estão se perguntando. E você?

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Papai e mamãe não fazem mais papai e mamãe...



A revista Veja me surpreendeu e me esclareceu com uma matéria falando sobre a exigência atual da equiparação entre pai e mãe na capacidade de suprir as necessidades físicas e afetivas dos filhos. Tentarei resumir os principais pontos.
Os homens estão sendo submetidos a duas forças opostas. De um lado, a pressão das mulheres para que exerçam a paternidade de uma maneira inédita, em que várias das tarefas maternas lhes são confiadas. De outro, a limitação de ordem natural, que faz com que eles não se sintam totalmente à vontade nas novas funções, por motivos biológicos.
Experiências de laboratório mostram que os níveis de testosterona no organismo caem quando o homem segura uma boneca nos braços, ou quando o marmanjo embala um bebê de verdade. O hormônio masculino é aquele que proporcionava aos machos, nos tempos das cavernas, o ímpeto de caçar, acasalar-se – e dar uma bordoada na cabeça do inimigo.
Um estudo indica que os níveis do hormônio em homens casados são, em média, mais baixos do que em solteiros. E, entre os casados que passam todo o tempo livre com a mulher e os filhos, sem dar chance à cerveja com os amigos, a quantidade é ainda menor.
Bem, todo esse papo aí me inspirou várias explicações para os problemas enfrentados no casamento. Por exemplo, o fato de o sexo diminuir tanto no casamento. Hoje, como os homens estão mais próximos dos filhos, até pela exigência das mulheres e da vida atual, os hormônios estão indo para o espaço, e eles não estão mais querendo tanto sexo, como mostra outro artigo da Veja. Mas os hormônios das mulheres, não. Claro que não é desculpa para o aumento do número de traições femininas, mas uma parte do casamento vem sendo deixada de lado. A do romance. E isso sempre é culpa dos dois.
"Ao contrário do que muita gente pensa, o número de mulheres que reclamam da escassez de sexo é praticamente igual ao de homens."
Concluo que faz parte mesmo o homem ter seus amigos e seus programas masculinos. Aliás, isso aprendi depois de ter sido uma chata de galochas no meu primeiro casamento. E sempre digo aqui que a mulher também deve ter sua vida social independente do marido. E isso não se resume a chás de fralda ou passeios no shopping... Mas parece que homens e mulheres estão deixando de lado a vida a dois para viverem uma vida em família, onde tudo é de todos e para todos.
Eu errei muito nesse ponto. Sempre. Fui muito mais mãe do que qualquer outra coisa durante 8 anos. Esqueci meu lado fêmea. Meu parceiro, por sua vez, deixou-se envolver em uma atmosfera de ternura a três comigo e com nossa filha que matou todo o tesão. E hoje estamos afastados, eu envolvida com outro homem e desabafando num blog anônimo, ele tendo uma vida da qual não sei nada praticamente.
"As mulheres que sentem falta de mais sexo traem o marido? Sim. No começo da privação sexual, elas se sentem magoadas com o parceiro. Depois, passam a sentir raiva. Por causa dessa reação, o homem fica ainda mais distante dela. (...) Muitas mulheres acabam tendo um caso porque acreditam que esse é o único caminho para se sentirem desejadas e felizes."
É bem assim, mesmo. O grande problema é que nós, mulheres, achamos que homem tem que ter bola de cristal. Ou que, se temos que ensinar-lhes o caminho das pedras, não tem mais graça, já que outros homens já o sabem de cor. Talvez para eu ser feliz tenha que mudar o rumo da minha prosa, como dizem os matutos. Talvez tenha que dar uns passos para trás. Aprender com meus erros. Ou avançar rumo ao desconhecido?
Matérias na íntegra em Veja.com

domingo, 22 de novembro de 2009

Casamento... ainda

Esta imagem pode ter sido postada sob a ótica masculina... o homem sonha com uma bela mulher, cerveja e futebol. Mas o que encontra é aquilo ali à esquerda. E com TPM até, se bobear.
E as mulheres se prestam ao papel, mesmo. Início de namoro: se produz toda para sair com o gato, sempre bem depilada, unhas feitas, toda montada. Com o tempo, passamos a achar o máximo receber o namorado em casa com aquele shortinho velho, rasgado... é sexy. Usar as camisetas dele é sexy.
Para o casamento, então, toda a produção é pouco. Cerimônia, festa, roupas e mais roupas. Passada a lua de mel... festas e jantares de casais, aos poucos a coisa vai esfriando, vira família, vêm os filhos, os assuntos são sempre os mesmos...
E um belo dia você está como na foto aí em cima. Olhando a novela, de pantufas e fazendo a unha na sala. É a rotina que se instalou. Mas o que a mulher quer também é o que está à direita na foto. É sedução, romance, diversão. Porque o marido também já não é o bonitão com quem ela um dia começou a sair. Ele agora anda de cuecas rasgadas e dorme de meias. Não faz a barba pra sair com ela no sábado (que saco fazer a barba!), mas sim pra trabalhar na segunda-feira, todo cheiroso.
Falo de coisas que já me aconteceram duas vezes, pois estou no segundo casamento. Sim, eu também tenho culpa. O que não admito mais é ler aqueles milhares de conselhos de como "reacender a paixão" direcionados somente às mulheres. Só porque está sempre de pau duro, não significa que o homem também não tenha que investir e seduzir.
Por outro lado, penso que "quem inventou essa história de dormirem na mesma cama e morarem sob o mesmo teto?" Esse é o maior motivo da coisa toda desandar. Acho que se morássemos em casas diferentes meu casamento não estaria tão morno. Na verdade, gelado. Não teria ido para a internet procurar ex. E olha que procurei apenas pela amizade que tínhamos, mas como ele ficou tentando me seduzir meses... que mulher não adora ver um homem louco por ela, cercando-a de todas as formas, mesmo que seja só para comer e depois cair fora?
Eu adoro isso. Jogo, sedução. Não tem como jogar e seduzir com uma pessoa cujas cuecas você estende no varal e que vai à farmácia comprar seus absorventes. Vira irmão. O pai dos seus filhos. O melhor amigo. E a magia da sedução e do jogo só existe quando há dúvidas, medos, segredos não revelados... aquele coração acelerado quando você vê a pessoa, o medo de que seja a última vez, o querer aproveitar ao máximo...
Nos ensinaram a estudar, crescer, trabalhar, casar e ter filhos. Mas não nos avisaram que tudo isso poderia ser um saco. E não nos ensinaram a fazer tudo isso de um jeito diferente. Penso que está mais do que na hora de reinventar essa instituição chamada casamento, porque o que aí está não serve mais. Você que leu até aqui deve estar se perguntando por que ainda está casado. Pode até defender seu casamento. Mas por que tanta separação, divórcio e traição por aí? E antes que ME perguntem... não, não tenho coragem de me separar de novo. Ainda não. Talvez eu queira reinventar. Talvez não.
Obrigada, Félix, do blog Super Sinceros, pela conversa sobre casamento e traição (no MSN) durante essa postagem!

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Tudo enjoa

Pra variar, estava lendo sobre mulheres que perdem o tesão por seus maridos - a gente não ouve muitos caras falarem que perdem o tesão por suas mulheres, acho que eles se calam ou vão procurar outras mais facilmente, ou até não perdem o tesão tanto quanto nós... Mas o maior motivo das tais dores de cabeça é a falta de tesão mesmo!
Lembrei do seriado Aline, que está sendo exibido pela Rede Globo e foi baseado nas tiras de Adão Iturrusgarai. Fui procurar na internet e dei com essa tira da Aline original...
Quem de nós não gostaria de ter dois homens assim, loucamente apaixonados e de comum acordo? Eu particularmente confesso que um de cama e outro de mesa já me satisfariam... Difícil conseguir de um só homem que tenha selvageria suficiente na cama e civilidade fora dela... já namorei muito, e nunca encontrei nenhum assim. Eterna insatisfeita? Talvez.
(Até tive um que era músico, era bem quente na cama e também era "família" quando tinha que ser. Mas se vestia mal pra burro... o dia em que apareceu de tênis branco lá em casa caí do cavalo e o troquei pelo cozinheiro hehehe Na verdade, namoramos um tempo e terminamos, e ele fez uma música para mim falando "no segundo mês, eu dancei" por que eu falava pra ele que meus namoros não duravam mais de 2 meses...)
Tudo na vida enjoa. Até a Aline enjoou! Porque nascemos insatisfeitos. E morreremos assim. Do contrário seríamos uma planta, que apenas precisa de água e sol. Claro que reduzir um relacionamento mais sério a esses termos parece superficial. Mas as pessoas vão adquirindo hábitos e gostos no decorrer da vida e vão mudando - não em sua essência, que continua a mesma.
Quando a pessoa que está ao nosso lado vai mudando dessa forma e não vamos acompanhando por alguma razão, acabamos nos afastando. No início, a gente faz tudo junto. Visitas. Amigos. Baladas. Com o tempo, um dos dois acha alguma coisa de que goste, e descobre que o outro não curte tanto assim para acompanhá-lo.
Até aí, tudo bem. A individualidade deve ser preservada pois, a meu ver, faz parte da auto-estima. Mas, e quando essas coisas de que gostamos separadamente vão aumentando? Na verdade, não seria a tal essência que está mostrando a sua verdadeira face? E que escondemos no início para agradar o outro?
Isso cansa, enjoa!
Chega aquele ponto em que tudo que achávamos engraçadinho no início, agora irrita. Aquela piada que ele sempre conta. A reclamação dela de que ele sempre chega tarde. A falta de sexo. O excesso de TV e internet. A falta de privacidade por causa dos filhos...
Quem disse que tudo tem que ser engraçado a vida inteira? Quem disse que temos obrigação de levantar o que caiu ou colar os cacos do que se quebrou? Por que não criar coragem e #prontofalar tudo o que se passa na nossa cabeça, mesmo que vá doer?
Já fiz isso. Doeu muito. Estou fazendo de novo. Está doendo muito. Mas como crescer sem doer? Como ser bebê sem sair do útero? Como ser borboleta sem deixar de ser lagarta?

sábado, 7 de novembro de 2009

Casamento é uma merda

Ontem perguntei para uma pessoa qual o casamento que ela conheça que seja bom. Se conhecia alguém que estivesse bem em um casamento. Não soube responder. Mas se eu perguntasse qual o casamento que estava uma merda, com certeza a resposta estaria na ponta da língua.
E hoje, lendo um post do blog Doces ou Travessuras sobre Menos Separação?, lembrei de que é fato que atualmente é maior o número de divórcios que de casamentos... isso no cartório, fora os tantos que ainda não oficializaram a separação. Sinto também uma total descrença em relação ao casamento entre o pessoal de 20 e poucos anos, até mesmo com relação a namoro.
Já casei aos 24 com um homem da mesma idade, separei aos 29... "juntei" aos 34 com um homem 12 anos mais novo e estou em vias de me separar de novo... aos 43... e sentindo falta de um homem mais velho ou pelo menos da minha idade. Mas com certeza, se vier a me separar, jamais embarco nessa furada de novo!
Também já li em algum lugar sobre os casamentos em que os dois moram em casas separadas... para mim esse é o IDEAL, sem a menor dúvida. A rotina mata todo o tesão, transforma paixão em amizade e a gente passa a suspirar olhando novelas e vendo aqueles beijos calientes. Aí, se acontece de abrirmos a guarda para uma terceira pessoa, e temos um caso extraconjugal, o mundo desaba sobre nossas cabeças... principalmente se somos mulheres.
Estou passando por isso e não é fácil. No início é uma brincadeira. Com o tempo, vamos vendo que se isso aconteceu é porque faltava alguma coisa no casamento, ou mesmo porque o casamento já estava de certa forma acabando. O amante leva a mulher ao céu e ao inferno... o marido é sempre meio termo. Claro que relação nenhuma é perfeita, ninguém aqui quer brincar de Deus, mas tudo na vida tem um fim, nada é eterno.
Aí o que vemos são casamentos empurrados com a barriga. As mulheres de corsário e camisetão caminhando no parque e tomando antidepressivos. Os maridos barrigudos enchendo a cara na frente da TV e reclamando. Almoços de domingo, hehehe, como sempre falo... E a mulher sente falta de paixão, ontem mesmo assistindo à novela, vi elas falando em paquerar outros homens estando casadas. Mulher quer romance, sedução. Homem quer rotina, quer sossego, não liga para "essas coisas de mulher".
Quanto aos que moram em casas separadas e vivem um eterno namoro, esses talvez consigam "manter acesa a chama" por mais tempo. Ficar com uma pulguinha atrás da orelha tempera um relacionamento. Sentir saudades, mais ainda. Ninguém merece reduzir um amor a reclamações por toalhas atiradas no chão, cotoveladas embaixo das cobertas por causa
de ronco, discussão sobre quem vai ao mercado... essas ninharias me matam, fato. Não nasci pra isso. Talvez eu realmente não saiba cultivar um relacionamento.
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quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Boneca de Crochê

Feliz do homem que por um dia souber entender... A ALMA DA MULHER!!!!
Um homem e uma mulher estavam casados por mais de 60 anos. Eles tinham compartilhado tudo um com o outro e conversado sobre tudo.
Não haviam segredos entre eles, com exceção de uma caixa de sapato que a mulher guardava em cima de um armário e tinha avisado ao marido que nunca abrisse aquela caixa e nem perguntasse o que havia nela.
Por todos aqueles anos ele nunca nem pensou sobre o que estaria naquela caixa de sapato.
Um dia, a velhinha ficou muito doente e o médico falou que ela não sobreviveria. Sendo assim, o velhinho tirou a caixa de cima do armário e a levou pra perto da cama da mulher. Ela concordou que era a hora dele saber o que havia naquela caixa.
Quando ele abriu a tal caixa, viu 2 bonecas de crochê e um pacote de dinheiro que totalizava 95 mil dólares.
Ele perguntou a ela o que aquilo significava, ela explicou;
- Quando nós nos casamos minha avó me disse que o segredo de um casamento feliz é nunca argumentar/brigar por nada. E se alguma vez eu ficasse com raiva de você que eu ficasse quieta e fizesse uma boneca de crochê.
O velhinho ficou tão emocionado que teve que conter as lágrimas enquanto pensava 'Somente 2 bonecas preciosas estavam na caixa. Ela ficou com raiva de mim somente 2 vezes por todos esses anos de vida e amor.'
- Querida!!! - Você me explicou sobre as bonecas, mas e esse dinheiro todo de onde veio?
- Ah!!! - Esse é o dinheiro que eu fiz com a venda das bonecas.
PRECE:
Senhor, dai-me sabedoria para entender meu Marido, amor para perdoá-lo e paciência para aturá-lo, porque se eu pedir força, eu bato nele até matar... E eu não sei fazer crochê...Amém!
(Recebi por email, desconheço a autoria)

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Mulher que trai

Sempre lemos sobre por que uma mulher trai, mas é bem mais fácil fazer uma leitura superficial, depois analisar e julgar, quando não é na carne que sentimos. Aqui estou abrindo a minha alma, e não é fácil.
"Elas traem, eu não". Fácil. O marido não a valoriza. Ela cansou de comer o mesmo arroz-com-feijão anos a fio.
Ela não tentou "reacender a velha chama", nem quis usar os "47 truques para excitar seu homem". Ela não usou mais uma lingerie sexy, o marido não lhe trouxe mais flores.
O marido vai para a cama de meias, fica olhando TV horas e horas. Ela lê revistas... Enfim... sempre as mesmas razões, pisadas e reprisadas.
E se nada disso for verdade, se tudo foi feito, será que temos mesmo a obrigação de fazer durar para sempre? "Ninguém casa para se separar". Será que o pra sempre um dia não pode simplesmente acabar, como diz a música? Deixar o palco quando a platéia ainda ri, e não quando começou a levantar e ir embora de fininho...
Ninguém pode negar que um dia o tesão acaba. E ponto. Tudo pode estar em ordem, o marido ser atencioso, carinhoso, apaixonado... mas ela não pode querer mais? Mais do que tudo isso? Ou outra coisa a não ser isso? Então tá. Trai porque não presta, mesmo. É vagabunda.
Por que não deixar um espaço, ou mesmo um tempo, dentro de um relacionamento, para curtir outras pessoas, outras cabeças, outros olhares, outras emoções?
Isso é trair? Ou é abrir os horizontes? O que temos construído ao longo de anos é tão fraco que não suporte uma força maior? Ou é tão forte para não se abalar com uma fraqueza?
E agora?

sábado, 15 de agosto de 2009

Dia dos solteiros

Feliz dia dos solteiros... e antes que perguntem, eu pergunto: por quê não existe dia dos casados?
Solteiro: malha, toma banho, faz a barba/depilação, escolhe a roupa, usa perfume, vai à luta com todas as armas! Casado: toma banho, barba por fazer, calça de moleton e aquela camiseta que já não serve mais nem pra campanha do agasalho!
Solteiro quando está só com a pessoa amada ou desejada, não vê mais nada! Casado, assiste até o fim da programação de tv, não importa se os filhos foram dormir na casa dos amigos e se a casa está "livre"!
Solteiro é sinônimo de sexo. Casado, de falta de sexo. Juro que isso é a mais absoluta verdade.
Solteiro é sinônimo de muitos amigos. Casado, de família, principalmente aqueles que você tem de aguentar nos tais almoços de domingo...
Muitas amigas solteiras se queixam de que as amigas que arrumam maridos ou namorados deixam as companheiras de lado - já complemento que EU nunca fiz isso! Pior que a maioria realmente faz isso. Homem nem tanto, capaz que eles abandonem o futebolzinho, ou as trilhas, ou encontros de turma. Mas, pensem bem, quem sai perdendo nisso tudo? Solteiro está sempre se interessando por coisas novas, assuntos novos... as casadas quase sempre entram no ciclo casa-filhos-reclamar do marido-trocar receitas... ARGH!
Solteiro é sinônimo de liberdade de ir e vir sem dar satisfações. A melhor época de minha vida foi a época em que morei sozinha. Vivia com a casa cheia de amigos, mas também, quando não estava a fim, simplesmente nem atendia o interfone! E ninguém ligava pra isso!
Solteiro faz mesa grande em buteco, e dá muita risada. Casado, depois de um tempo, senta no buteco e já não conhece ninguém por ali. Ou ainda: vai à festa porque é do amigo do marido, chega lá e tem as mulheres dos amigos do marido... normalmente elas não tem nada a ver com você e você tem que se esforçar pra engatilhar uma conversa porque o seu acompanhante, marido ou namorado, está lá do outro lado, conversando sem lembrar que você existe.
Comemorem, solteiros... vocês tem a vida pela frente, vocês são a vida! Sei que ninguém me obriga a ficar casada, isso seria outra longa conversa, mas acho que minha alma será para sempre solteira! Confiem em mim, dormir de conchinha é bom, ombro amigo é bom, dividir as contas é bom... mas todo dia, todo mês, toda vida quem sabe, enjoa mesmo!
Beijos!

sábado, 18 de julho de 2009

Ser fiel envelhece?

Esse é, para mim, o outro lado da velha frase "casamento engorda".
Por que casamento engorda? Por que nos acomodamos, óbvio demais. Relaxamos. Não estamos mais tentando conquistar ninguém. Mas deveríamos, não é mesmo? As mulheres casadas se arrumam mais para as outras mulheres do que para si mesmas ou para o marido. Sempre vejo isso. E já fiz isso também, não vou negar.
Ano passado, resolvi realizar um sonho de menina... ter um cabelão. Meu cabelo nunca cresceu muito, é ralinho... coloquei um megahair. Meu Deus, o que isso fez com minha auto-estima vocês não têm ideia!!! Minha vida revolucionou total! Tinha passado anos sendo mais mãe do que mulher, meio desleixada comigo mesma, e eis que minha cabeça deu um giro de 180 graus só por causa de um cabelo...
O cabelo foi a espoleta. Coloquei para fora toda uma sensualidade que estava apagada pela maternidade. Por que depois que a gente é mãe, fica um tempo à base de ternura... O filho ocupa todo o espaço na vida emocional, e pra mim isso foi meio gritante durante anos.
Voltei a me sentir um ser, digamos, sexuado. Até a vida sexual deu uma esquentada.
Mas foi quando ressurgiu um caso do passado que me senti realmente viva de novo. Me senti uma menina novamente. Parece que todos aqueles anos devotada a um lar, marido, filha, etc, tinham feito envelhecer o meu outro lado, o lado mulher.
Isso se refletiu em todas as faces da minha vida. Senti mais vitalidade em tudo. Mais cor. Achava que depois dos 40 começava a "descer a ladeira". Não é verdade! Mas eu precisei que ressurgisse uma pessoa do "além" pra me fazer ver isso!
Senti que não precisava ser fiel pra sentir amor por meu marido. Afinal, sempre achei que sexo e amor não precisam estar grudados. Na verdade, senti que podia amar dois homens ao mesmo tempo! Loucura! Um pra cama, outro pra mesa... Foi melhor que plástica!
E agora, que apesar de toda a loucura, continuo sendo fiel, tou sentindo isso... uma dúvida... ser fiel envelhece?
Beijos!

sábado, 27 de junho de 2009

Casamento

Dizem que errar uma vez é humano, mas que 2 vezes já é burrice. Quem casa 2 vezes incorre na estupidez?
A paixão biologicamente acaba em, no máximo, 2 anos. Depois disso, diz a maioria, é o amor que leva um casamento para a frente. O que é esse tal amor que leva um casamento para a frente?
Seria um amor mais calmo, sem o fogo que faz com que a gente transe toda hora?
Seria um amor mais fraterno, que inclui sexo - ÀS VEZES - e companheirismo?
Companheirismo - odeio essa expressão. Sou companheira do meu irmão, da minha filha, dos meus alunos, dos meus amigos... mas do marido, até quando a gente consegue ser companheira?
E quando a gente começa a tomar rumos diferentes, um gosta de uma coisa, o outro de outra... A mulher já não tolera muito os amigos do marido, ele nem conhece direito os dela... Chega um momento em que a gente já nem sabe direito da vida um do outro.
A gente deixa essas coisas acontecerem por acomodação ou elas são naturais?
Algumas pessoas, que defendem o casamento, às vezes sem nem serem casadas, dizem "é fase".
Espero que seja, mesmo. Já tive fases mornas, frias e quentes nos meus 2 casamentos. Até quando esse vai durar, não sei. Tenho, como todas as mulheres e seres humanos, medo de ficar só. Mas qual é a vantagem de se estar só e acompanhada ao mesmo tempo?

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