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segunda-feira, 24 de abril de 2017

Fazendo exercícios...

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Hoje resolvi voltar para a academia. Sou ciclista, mas quero aproveitar as férias pra dar uma variada... Durante mais de metade da minha vida estive dentro de uma academia: como aluna, depois estagiária, professora e por fim como dona de uma. Sempre fui apaixonada por ginástica.
Mas os esportes em meio à natureza mudaram meus gostos... eu fiz trekking, agora ciclismo, e até tentei escalar mas não rolou.
Então comecei na esteira. 5 minutos e eu não saía do lugar, vendo sempre na minha frente a televisão ligada com atrizes magérrimas desfilando suas fomes na telinha.
Passei para o tal elíptico. Mais 5 minutos, e eu subia, subia, e não enxergava a tal da rocha.
Bicicleta ergométrica. O cúmulo! A paisagem lá fora não mudava nunca! Não tinha o vento no rosto nem o barulhinho das rodas no asfalto ou na terra... quase chorei.
Mas vamos lá... abdominais. Até curto fazer, e faço um monte. Depois fiquei observando as pessoas. Uma morena com excesso de peso mas o corpo de uma - desculpe a expressão - égua. Levantando 30 kg de caneleiras em cada perna. Minha filha, você precisa correr e definir seu corpo!!! As mulheres estão realmente a fim de ficar com corpo de éguas, e os homens tomam conta dos aparelhos até a gente pensar que eles moram ali.
Que fim levou a paquera na academia? A conversa? Virou insanidade. Exercício para a saúde? Não! Éguas. Pra quê isso, filha... depois tu acaba com um baita problema na coluna e nem vai poder mais malhar.
Ainda gosto de exercícios. Graças a eles, cheguei em minha idade com um corpo bem "pegável", segundo um amigo bem mais jovem que eu. E sei mais do que ninguém que são necessários. Mas tem que ter prazer. Tem que ter medida. Menos caneleiras e mais olho no olho, meninas. Menos bíceps e mais assunto, meninos.
Não estou mais acreditando nas pessoas...

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Paixão pela aventura


Chris McCandless

"Gostaria de repetir o conselho que lhe dei antes: acho que você deveria promover uma mudança radical em seu estilo de vida e fazer corajosamente coisas em que talvez nunca tenha pensado, ou que fosse hesitante demais para tentar.

Tanta gente vive em circunstâncias infelizes e, contudo, não toma a iniciativa de mudar sua situação porque está condicionada a uma vida de segurança, conformismo e conservadorismo, tudo isso parece dar paz de espírito, mas na realidade nada é mais maléfico para o espírito do homem que um futuro seguro.

A coisa mais essencial do espírito vivo de um homem é sua paixão pela aventura. A alegria da vida vem de nossos encontros com novas experiências [..]

Você está errado se acha que a alegria emana somente ou principalmente das relações humanas. Deus a distribuiu em toda a nossa volta. Está em tudo ou em qualquer coisa que possamos experimentar. Só temos de ter a coragem de dar as costas para nosso estilo de vida habitual e nos comprometer com um modo de vida não-convencional.

O que quero dizer é que você não precisa de mim ou de qualquer outra pessoa para pôr esse novo tipo de luz em sua vida. Ele está simplesmente esperando que você o pegue e tudo que tem a fazer é estender os braços. A única pessoa com quem você está lutando é com você mesmo [..]

Espero que na próxima vez que eu o encontrar você seja um homem novo, com uma grande quantidade de novas experiências na bagagem. Não hesite nem se permita dar desculpas. Simplesmente saia e faça. Simplesmente saia e faça. Você ficará muito, muito contente por ter feito."

(carta para Ron Franz, retirado do livro "Na Natureza Selvagem")

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Onde está a conquista?



"Mais que uma pergunta, um dilema. Após várias saídas desastrosas você mais uma vez se predispõe a sair e tentar conhecer alguém, porém você não faz o tipo de pessoa que acha que o termo quantitativo supre o qualitativo.

Primeiramente, você chega à balada e observa que metade das mulheres estão com um vestido que parece uma toalha enrolada ao corpo, já a outra metade está com uma regata branca, um casaquinho de couro, saia alta, uma bolsa transversal e o insistente 212, mas até aí tudo bem pois o uniforme faz parte.

Não muito distante disso você vê alguns homens com uma camisa polo com “número 43” nas costas, barriga saliente e com as mulheres mais bonitas da festa. Alguns gastando dinheiro que não tem, outros gastando por gastar e outros como eu agora, pensando em como funciona tudo isso…

Nesse instante por algum motivo você se sente diferente daquelas pessoas.

Culturalmente instruídos a sempre segurar um copo na mão seguimos o nosso caminho em busca de algo que no fundo não sabemos se realmente faz sentido.

Alguns caras querendo se divertir e outros numa disputa inútil para ver quem é o mais frouxo. Frouxo simplesmente por não conseguir pegar uma mulher só com o papo, por não saber jogar esse jogo de homem pra homem, mas novamente até aí tudo bem pois cada um usa as armas que tem.

Em meio a tudo isso me pergunto: onde está a conquista? Cadê o charme, o ato de arrancar um sorriso sincero, de você ficar com a mulher por ter falado a coisa certa na hora certa, sem sensacionalismo só acho que as coisas estão perdendo um pouco da graça.

Então depois de consecutivas experiências dessas, você acaba vendo que o mundo de balada é muito limitado e o mais importante, que o que você tanto procura não está e nem estará ali. De forma alguma estou dizendo que não gosto de balada ou que balada é algo de pessoas “vazias”, mas infelizmente na maioria das vezes é isso que eu vejo, mulheres que só querem levantar seu ego e homens que acham que baixar um litro de bebida lhe faz ser o macho “alpha “da festa.

Cada vez mais as pessoas têm a necessidade de mostrar ser uma coisa que não são e principalmente terem seu ego exaltado, agora só falta elas perceberem que isso não leva a lugar nenhum.

Chegamos num ponto chave da sociedade, onde máscaras valem mais do que expressões, garrafas de bebida em cima da mesa valem mais do que apertos de mão e companhias falsas valem mais do que uma conversa sincera com a menina menos atraente da festa.

Por fim entenda que você pode ser uma pessoa super charmosa, educada, inteligente ou qualquer outro adjetivo, mas se a outra pessoa não for equivalente ela não irá perceber o quão valiosa você é."

Texto de Frederico Elboni.


sábado, 16 de fevereiro de 2013

As mulheres realmente preferem os cafajestes?


Acabei de ler um artigo no site UOL que mostra um estudo feito para responder à seguinte pergunta:
As mulheres preferem os cafajestes?

Segundo o artigo, "o resultado surpreendeu até a pós-doutora em psicologia social: todas essas mulheres, independentemente da idade, se sentiram mais atraídas aos homens 'cafajestes' durante a ovulação e atribuíram a eles características de bons pais e parceiros estáveis para toda a vida."

As explicações são hormonais e têm a ver com a ovulação. Talvez por isso mesmo as mulheres na menopausa já não caem tanto assim no conto... será?

Mas o que me chamou a atenção foi os sinais que homens e  mulheres revelam antes de trair seus parceiros. Prestem atenção!
  • Se, de uma hora para a outra, quem divide a cama com você começar a propor posições diferentes, caprichar mais na qualidade e no tempo das preliminares e a se interessar por brinquedinhos eróticos, pode ser apenas uma tentativa de inovar. Mas pode ser um sinal de que há um desejo de traição surgindo.
  • Seu parceiro ou parceira passou a ficar com as antenas mais ligadas para conhecer a fundo os detalhes da sua rotina e saber seus horários.
  • Distanciamento com a chegada de um filho.
  • A pessoa passa por um momento de crise: (...) A crise nem sempre tem a ver apenas com o relacionamento ou com o namoro, mas com a carreira, com os projetos pessoais, os sonhos deixados para trás, a chegada de alguma faixa etária. "A pessoa se sente, de modo geral, insatisfeita, com vontade de dar uma guinada na vida. É esse desejo de mudança que, muitas vezes, abre espaço para o surgimento de um novo romance"
  • O interesse cultural aumenta: (...) A probabilidade é que, com isso, a pessoa queira ampliar o repertório para impressionar algum alvo amoroso.
O comodismo masculino, segundo a antropóloga Mirian Goldenberg, costuma detonar vários casos de infidelidade feminina. "Boa parte das mulheres que traem não busca o sexo. Elas têm sexo em casa. O que não têm, muitas vezes, é beijo na boca, romance, elogios. Elas querem se sentir conquistadas e seduzidas."

A íntegra da matéria você lê AQUI.

Ah... tem um testezinho lá... você prefere os cafajestes? Adivinha o que deu para mim...

sábado, 13 de outubro de 2012

Crescer...?


"Ao crescer, as pessoas param de brincar e parecem renunciar ao prazer que obtinham do brincar. Contudo, quem compreende a mente humana sabe que nada é tão difícil para o homem quanto abdicar de um prazer que já experimentou. Na realidade, nunca renunciamos a nada; apenas trocamos uma coisa por outra. O que parece ser uma renúncia é, na verdade, a formação de um substituto ou sub-rogado. Da mesma forma, a criança em crescimento, quando pára de brincar, só abdica do elo com os objetos reais; em vez de brincar, ela agora fantasia. Constrói castelos no ar e cria o que chamamos de devaneios." (Freud em "Escritores Criativos e Devaneio", 1907)

Encontrei este trecho no Facebook e fiquei pensando... isso explica a "imaturidade" emocional de pessoas como eu, que sempre se sentem diferentes e meio excluídas por não quererem abrir mão de certos sonhos e certas loucuras? Ou apenas encontrei uma frase que porventura possa justificar uma imaturidade real?

Acho que vou começar a ler Freud...

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Sexo casual e compromisso



"Li várias matérias suas e gostei muito de todas; gostaria de um conselho de alguém experiente como você em questões de relacionamento.

Tenho 29 e há 1 ano tenho sexo casual com um rapaz de 25, ele mora em outra cidade cerca de 100 km da minha. Na primeira vez ele veio me ver, a partir das próximas sempre eu que ia até a cidade dele. Sempre que a gente ficava ele nunca tomava a iniciativa de falar comigo no dia seguinte, a não ser que eu demorasse cerca de 10 dias pra fazer contato, daí ele vinha me chamar.

Certa noite nos encontramos coincidentemente numa festa, ele me tratou estranhamente, eu disse que não o perturbaria e saí. Ele ficou atrás de mim como um louco a  noite toda, me ligando, até nos encontrarmos e sairmos do local. Nessa noite, contraditoriamente à atitude de ficar correndo atrás de mim, ele me  disse que seria sincero, que saía sempre com várias e que estaria sempre disponível para mim, mas só sexualmente... Mas que eu era especial pois apesar de gostar de variar ele sempre queria me ver de novo e tal...

Aceitei a situação até porque não estava querendo relação séria com ninguém, não era meu momento. Continuamos nos vendo esporadicamente cerca de 1 vez por mês e ele não saía mais do meu pensamento.. era meu primeiro pensamento de manhã... no trânsito... antes de dormir... acho que ele percebeu que minhas atitudes começaram a mudar e terminou nosso ''rolo'' porque disse que não queria me magoar e eu estava misturando as coisas.

Fiquei arrasada durante 3 meses, e agora estamos combinando de nos encontrar novamente; ele já deixou claro que preciso levar as coisas de maneira mais suave, ou seja, não me apaixonar, não misturar. Não sei o que fazer. Tenho consciência de que ele não me ama, mas sei que algo muito interessante em mim sempre faz ele querer repetir e voltar, mesmo após esse tempo todo. Será que pode existir uma forma de virar esse jogo? O que e como posso agir pra que ele se apaixone por mim? Preciso tentar, se não der certo desisto de vez, mas me diga... o que posso fazer?

Obrigada!"

Resposta da Mulher de 40

Olá,

Lendo seu email, revivi histórias que andam acontecendo demais à minha volta, comigo e com várias amigas. O homem que não quer compromisso.

Já tinha escrito sobre isso em "Momento foda-se"   e em "Deixe de ser lanchinho", mas parece que o tema não se esgota.

A gente está com o cara, e parece que estamos nas nuvens... um caleidoscópio de emoções! O cafajeste normalmente é bom de cama pra burro e conquista a gente com um sexo inesquecível. Mas também não parece ser só isso: chama de "meu amor", diz que somos princesas, rainhas ou outra nobreza qualquer... Acreditamos piamente naquilo que não ouvimos: que ele nos ama! Que só tem alguns probleminhas para resolver e vai, finalmente, assumir o relacionamento!

A história tem variações: ele foi corneado e está numa fase "Mulher nenhuma presta!". Ou acabou de sair de um casamento e ainda não sabe o que sente pela ex. Ainda... tem filhos no meio da história e fica naquele "vai não vai", vai visitar os filhos e encontra a ex, aí ele muda de clima com você, e assim por diante, numa montanha russa.

Tem mais: quando precisa, ele te procura para desabafar, quer alguém para dar uma força, e você está ali, firme. E rola o sexo maravilhoso de novo. E as pseudo-declarações. Como a coisa é difícil mesmo, e a maioria das pessoas só gosta do que é difícil, vamos querendo cada vez mais "virar o jogo" a nosso favor. E ficamos naquela ilusão de conquistar essa pessoa imatura emocionalmente.

Não dá para ter ilusões, na boa. E faça o que eu digo, mas não o que eu faço rsrsr porque ainda teimo em cair nessas conversas às vezes, mesmo com 40 e poucos... Como disse no post anterior, sou meio imatura mesmo.

Tudo o que ele te disse eu já ouvi. Ele não quer compromisso e você pensa em mudar a história. Mas ele não quer mesmo. Se quisesse, vinha com tudo. Porque quando eles querem, reviram o mundo para te achar. A prova disso é que, quando sentem que tão perdendo, correm atrás. Mas é só para garantir o "lanchinho" de sempre. É só ficarem juntos de novo e a história recomeça: sem mensagens no dia seguinte, dias e dias ausente no MSN, fotos com outra no Facebook, não atendem celular, parece até que sofreram algum acidente ou amnésia!

As poucas explicações que eu sempre encontro para essas situações:

- a velha frase: os homens não sabem mais o que fazer com as mulheres, talvez por elas se mostrarem hoje mais independentes e seguras do que querem, e foram criados por outro padrão de mulher, a submissa.

- tem oferta demais por aí, ou seja, por que eles vão ficar só com uma quando tem tantas dando sopa? Meio superficial, mas talvez isso seja o reflexo do comportamento das próprias mulheres mesmo, não todas, claro.

- eles estão apenas sendo sinceros e a gente não quer ouvir: eles realmente não querem compromisso. Todo mundo tem o direito de escolher o próprio status de relacionamento, não é mesmo?

Espero ter ajudado um pouco...

Beijos!

terça-feira, 12 de junho de 2012

Namorar comigo mesma


É isso... já que inúmeros relacionamentos não prosseguiram... porque não acho legal falar "não deu certo". Deu certo, por um tempo. Ótimo. Então, dentro do velho chavão "amar a si para poder amar aos outros", eu acho que temos que ter um tempo para namorar consigo, para se amar, para se melhorar como pessoa...

Já tive outras épocas de "forever alone". Fazia até jantar à luz de velas para mim mesma. Melhor do que ser levada por um namorado para jantar em churrascaria no dia dos namorados... Hoje vi um anúncio de churrascaria com "jantar à luz de velas" e pensei... por mais que estejamos no Rio Grande do Sul, que tipo de homem leva uma namorada a uma churrascaria no dia dos namorados? Romântico, né? :S

Bem que adoraria hoje ser levada par uma suíte especial em um motel espetacular, daquelas com pétalas de rosa e etc (se bem que algemas fazem mais a minha cabeça...), mas estando assim em casa, sozinha, fico pensando... será que tem idade para tudo?

Tive a idade de namorar bastante... não éramos do tipo "ficar". Ficávamos, sim, mas duas ou três vezes com o mesmo e já resultava em namoro. No meu caso, o namoro durava em torno de dois meses e acabava. Nunca levei muito a fundo a coisa. Uma psicóloga me disse que eu não queria ter um relacionamento duradouro porque o primeiro homem da minha vida - meu pai - me decepcionou sempre. Mas já passei da fase de culpar a infância por minhas atitudes.

Voltando ao tema, acho que namorar é a melhor coisa que existe. Início de namoro, aquela fase em que você não sabe direito se chama a pessoa de namorado na frente dos outros ou não... até que ele pronuncia a frase e você fica saltitante por dentro. Aquela fase em que você se tranca num quarto e namora até cansar.. isso cansa? Acho que não srsrs... A fase de rir de mãos dadas. A fase de se olhar nos olho demoradamente.

 (ETERNAMENTE MULHER ADOLESCENTE...) 

Adoro tudo isso. Isso que relacionamentos duradouros não proporcionam. O brilho, a loucura, o tesão, o frio no estômago. A paixão. Sou viciada em paixão. Posso até me apaixonar várias vezes pelo mesmo homem, o que já aconteceu comigo. Mas tem que ser recomeço com gosto de começo. Comida com gosto de requentada, não. A surpresa. O esperar. O iludir-se...

Na minha idade, começo a duvidar se isso ainda pode acontecer comigo de novo. Até gostaria. Mas não tenho me visto a sair por aí, tentando conhecer alguém. Começar toda aquela história de novo. Cansaço? Maturidade? Saudades de algum relacionamento anterior? Preguiça? Não sei. Mas prefiro, atualmente, namorar comigo mesma. Já me conheço bem. Já sei minhas manias, minhas inconstâncias, meus momentos de paz e os de loucura.

E para finalizar, uma frase que vi no Facebook...

 MAIS VALE UMA AMIZADE COLORIDA QUE UM NAMORO PRETO E BRANCO. 

Se é que você me entende...

domingo, 6 de maio de 2012

Como escolher?


Como escolher? Entre viver com emoções ou sem?

Esta é a rotina de uma bipolar. Vou sobrevivendo, trabalhando, tomando minha medicação, e a vida vai passando como se eu fosse um vegetal. Acontecimentos que deixariam pessoas "normais" sensibilizadas não me tocam. Não tenho opiniões muito fortes sobre nada. Não me interesso por notícias. Não me interesso por sexo. Não me interesso por quase nada. Mas fico tranquila. Conformada. Mais uma noite de sono. Mais um dia de trabalho. Mais um fim de semana sem fazer nada. Mais uma semana sem fazer novas amizades. Mais um mês me afastando das pessoas. Rotina. Rotina. Rotina!

Súbito, me rebelo. Páro com a medicação. Passados 2 dias, elas começam a aparecer. Elas. As emoções. A saudade. A rebeldia. A vontade de bater em alguém. A vontade de fazer sexo, muito sexo, afinal, é muita energia represada. Começo a ter opiniões de novo. Vem a vontade de me expressar, escrever, beijar, dançar, conversar, sair, ouvir música, cantar, brigar, dar risadas, ver gente, amar, odiar, viver...

Aí vem a gangorra. De repente, estou dançando e cantando alto na sala. Em minutos estou chorando, fumando ao volante do carro, sonhando com uma estrada sem fim. Mais uns tempos controlando as emoções, consciente como posso, e chega um dia que estou quase saindo do controle. Só choro. Não tenho mais vontade de sair debaixo do cobertor. 

Volto aos comprimidos. Como viver assim? Como escolher?

sábado, 21 de abril de 2012

Entre 1959 e 2011... houve a mutação!


Cenário 1: João não fica quieto na sala de aula. Interrompe e perturba os colegas.
1959: É mandado à sala da diretoria, fica parado esperando 1 hora, vem o diretor, lhe dá uma bronca descomunal e até umas reguadas nas mãos e volta tranquilo à classe. Esconde o fato dos pais com medo de apanhar mais. Pronto.
2011: É mandado ao departamento de psiquiatria, o diagnosticam como hiperativo, com transtornos de ansiedade e déficit de atenção em ADD, o psiquiatra receita  Rivotril. Transforma-se num zumbi. Os pais reivindicam uma subvenção por ter um filho incapaz e processam o colégio.

Cenário 2: Luís, de sacanagem quebra o farol de um carro, no seu bairro.
1959: Seu pai tira a cinta e lhe aplica umas sonoras bordoadas no traseiro. A Luís nem lhe passa pela cabeça fazer outra nova "cagada", cresce normalmente, vai à universidade e se transforma num profissional de sucesso.
2011: Prendem o pai de Luís por maus tratos. O condenam a 5 anos de reclusão e, por 15 anos deve abster-se de ver seu  filho. Sem o guia de uma  figura paterna, Luís se volta para a droga, delinque e fica preso num presídio especial para adolescentes. 

Cenário 3: José cai enquanto corria no pátio do colégio, machuca o joelho. Sua professora Maria, o encontra chorando e o abraça para confortá-lo...
1959: Rapidamente, João se sente melhor e continua brincando.
2011: A professora Maria é acusada de não cuidar das crianças. José passa cinco anos em terapia pelo susto e seus pais processam o colégio por danos psicológicos e a professora por negligência, ganhando os dois juízos. Maria renuncia à docência, entra em aguda depressão e se suicida...

Cenário 4: Disciplina escolar
1959: Fazíamos bagunça na classe... O professor nos dava uma boa "mijada" e/ou encaminhava para a direção; chegando em casa, nosso velho nos castigava sem piedade e no resto da semana não incomodávamos mais ninguém.
2011: Fazemos bagunça na classe. O professor nos pede desculpas por repreender-nos e fica com a culpa por fazê-lo. Nosso velho vai até o colégio dar queixa do professor e para consolá-lo compra uma moto para o filhinho.

Cenário 5: Horário de Verão.
1959: Chega o dia de mudança de horário de inverno para horário de verão. Nada acontece.
2011: Chega o dia de mudança de horário de inverno para horário de verão. A gente sofre transtornos de sono, depressão, falta de apetite, nas mulheres aparece até celulite.

Cenário 6: Fim das férias.
1959: Depois de passar férias com toda a família enfiados num Gordini ou Fusca, é hora de voltar após 15 dias de sol na praia. No dia seguinte se trabalha e tudo bem.
Ano 2011: Depois de voltar de Cancun, numa viagem 'all inclusive', terminam as férias e a gente sofre da síndrome do abandono, "panic attack", seborréia, e ainda precisa de mais 15 dias de readaptação...

Cenário 7: Saúde.
1959: Quando ficávamos doentes, íamos ao INPS aguardávamos 2 horas para sermos atendidos, não pagávamos nada, tomávamos os remédios e melhorávamos.
2011: Pagamos uma fortuna por plano de saúde. Quando fazemos uma distensão muscular, conseguimos uma consulta VIP para daqui a 3 meses, o médico ortopedista vê uma pintinha no nosso nariz, acha que é câncer, nos indica um amigo dermatologista que pede uma biópsia, e nos indica um amigo oftalmologista porque acha que temos uma deficiência visual.  Fazemos quimioterapia, usamos óculos e depois de dois anos e mais 15 consultas, melhoramos da distensão muscular.

Cenário 8: Trabalho.
1959: O funcionário era "pego" fazendo cera (fazendo nada). Tomava uma reguada do chefe, ficava com vergonha e ia trabalhar.
2011: O funcionário pego "desestressando" é abordado gentilmente pelo chefe que pergunta se ele está passando bem. O funcionário acusa-o de bullying e assédio moral, processa a empresa que toma uma multa, o funcionário é indenizado e o chefe é demitido.

Cenário 9: Assédio.
1959: A colega gostosona recebe uma cantada de Ricardo. Ela reclama, faz charminho mas fica envaidecida, saem para jantar, namoram e se casam.
2011: Ricardo admira as pernas da colega gostosona quando ela  nem está olhando, ela o processa por assédio sexual, ele é condenado a prestar serviços comunitários. Ela recebe indenização, terapia e proteção paga pelo estado. 

Cenário10: Comportamento
1959: Era feio mostrar a bunda e rebolar em público e era bonito fumar.
2011: É feio fumar e é bonito mostrar a bunda e rebolar.


Pergunta-se:
EM QUE MOMENTO FOI, ENTRE 1959 E 2011, QUE NOS TRANSFORMAMOS NESTE BANDO DE BOSTAS?  

segunda-feira, 19 de março de 2012

A mulher madura

(Texto que anda rolando por aí, mas não consegui descobrir o seu autor verdadeiro.)

A  mulher madura não pega, TOCA.
não come, se ALIMENTA.
não provoca, já é PROVOCANTE.
não é inteligente,  é SÁBIA.
não se insinua, mostra o CAMINHO sutilmente.
não se precipita, espera o MOMENTO CERTO.
não nada,  NAVEGA.
não voa, FLUTUA.
não pensa em quantidade, prefere QUALIDADE.
não vê,  OBSERVA.
não anda, CAMINHA.
não deita, ADORMECE.
não é pretensiosa, simplesmente se GOSTA.
não julga, ANALISA.
não compara, ASSIMILA.
não consola, ACALENTA.
não acorda, DESPERTA.
não coloca algemas,  deixa LIVRE.
não enfeitiça, ENCANTA.
não é decidida, apenas sabe O QUE QUER.
não é exigente, é SELETIVA.
não se sente velha, considera-se EXPERIENTE.
não se lamenta, tenta fazer DIFERENTE.
não tem medo, tem RECEIOS.
não faz juras, deixa por conta do TEMPO.
não tira conclusões, faz SUPOSIÇÕES.
não desce do salto,  tem JOGO DE CINTURA.
não brilha, é ILUMINADA.
não dá tchau, ACENA.
não gosta de ser vigiada, prefere ser ESCOLTADA.
não é moderna, é ELEGANTE.
não quer ser cobiçada, prefere ser DESEJADA.
não tem sombras, tem AURA.
não adivinha, tem PERCEPÇÃO.
não faz sexo, é mestre na ARTE DE AMAR.
não fica, se ENVOLVE.
não é fácil, é FLEXÍVEL.
não manda, ADMINISTRA.
não aflora, é um constante FLORESCER.

Enfim, a MULHER MADURA é um conjunto de todas as belezas possíveis. É MULHER sensível, mas ao mesmo tempo uma verdadeira guerreira, é forte, mas é feminina. Muitos não possuem sensibilidade para perceber tal beleza, mas aqueles que a descobrem...preferem morrer nos braços dessa tal mulher, que não é DOCE mas que, simplesmente, é puro MEL.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Viva as mulheres de quarenta!

(Foto Terra)

Hoje estava olhando a novela das nove e fiquei pensando - feliz - que a TV está mostrando mais os casais formados por mulheres maduras e homens maduros. Cansa ver tanto casalzinho de ninfeta-piriguete + homem "maduro"! Cansa também que sempre os protagonistas sejam jovenzinhos. Nada contra os jovenzinhos, já fui e era muito bom... mas pessoas maduras também podem e devem se apaixonar, se entregar e protagonizar uma história de amor.

A mídia tem um poder muito grande, e a novela das nove se inclui nisso. Não vou discutir mídia aqui, até porque nem tenho fundamentação suficiente, mas o fato de mostrar mulheres vibrantes com mais de quarenta me faz feliz e orgulhosa.

Minha geração pode se considerar felizarda, pois tivemos uma juventude mais inocente, com muito namorico e paquerinhas inconsequentes; depois, chegamos aos vinte com todo o gás e aproveitando toda a liberdade sexual antes da AIDS. Ninguém usava camisinha nem se preocupava com isso, apenas evitávamos - as espertas - uma gravidez indesejável. Óbvio que hoje as coisas mudaram... E temos que mudar junto.

Quando chegamos à fase dos trinta, começou a fase de se valorizar a mulher de trinta, que era independente e decidida, e que estava esperando mais um pouco para se casar e ter filhos. Sempre ouvi minha mãe dizer que a mulher chega no auge aos trinta. E realmente foi para mim a fase em que me achei mais bonita fisicamente, com mais saúde e disposição. Ali comecei a sentir o fetiche e a atração que as mulheres de trinta exerciam sobre os homens mais novos.

(Tirinha do blog Mulher de 30)

E agora a coisa toda está se repetindo com as mulheres de quarenta. Gosto de pensar que tenho um pouquinho de colaboração nisso, e não imaginam como fico feliz ao receber comentários e emails de quarentonas despertando para a vida com toda a força, algumas que não passaram pelas fases por que passei, pois eram mais reprimidas, ou porque casaram e tiveram filhos muito cedo.

Será que quando eu chegar aos cinquenta veremos a fase da "Mulher de 50"?  Não sei. O fato é que, no meu pensamento, não existe essa história de "melhor idade" - para mim um artifício para mascarar os muitos problemas do envelhecimento. Existe sim, o melhor de cada idade. Assim como cada idade tem seus problemas. Se aos vinte eu podia tudo, também perdi muita coisa por imaturidade e falta de visão. Se aos trinta estava linda, ainda não pensava em me estabilizar na vida. Aos quarenta descubro que ainda sou cheia de paixão mas já sinto o cansaço dos anos.

E me imagino daqui para a frente cada vez com menos abobrinhas na cabeça, cada vez mais leve e menos chata - tomara! rsrs - talvez com um pouco mais de medo, mas cada vez mais livre. Viver é envelhecer, desde que nascemos. Mas tudo é VIDA, a dor faz parte, mas a alegria maior é aprender sempre!

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Traição virtual

"Olá, Mulher de 40,
Sou assíduo leitor de seu blog, por tratar de assuntos que muito contribuem para um relacionamento a dois. A situação inusitada descrita abaixo é verídica e, caso julgue que se encaixe no perfil para uma publicação em seu blog, peço que o faça. Abraços e parabéns pelas matérias sempre interessantes...
Por estar um tanto anestesiado, gostaria muito de saber o que os leitores pensam.
Minha esposa é muito sociável (estamos casados há 23 anos) e tem uma vasta legião de amigos no Facebook. Somos relativamente liberais, passeamos muito e até curtimos idas esporádicas a casas de swing para curtir o ambiente erótico (não, não praticarmos swing ou ménage). Em todo esse tempo de relação, nunca a traí e penso que ela também não, exceto pelo episódio abaixo.
Por brincadeira (talvez curiosidade mórbida) criei um perfil de um quarentão grisalho e enviei um convite para ela. Aceitou de imediato mesmo sem conhecê-lo.
Um pouco enciumado, resolvi fertar com ela e, apesar da resistência inicial, passou a entrar no jogo. A partir desse ponto, perdi o controle e passei a querer saber até onde iria e usei de todas as minhas armas (e conhecimento sobre seus gostos) para tentar conquistá-la.
Resumindo, ela entrou de cabeça e, mesmo dizendo ao seu amante virtual o quanto me amava e me prezava, terminou por chegar ao ponto de marcar um encontro, incluindo a possibilidade de uma tarde em um motel.
Obviamente, quem apareceu no encontro fui eu, e, depois de muita conversa e quase uma separação, acabamos por decidir em tentar superar isso, apesar de tudo. Ela diz que usei armas de conquista pesadas (por muito conhecer seus gostos) e fui o causador dessa situação, e eu digo que mesmo sendo assediada por um homem "perfeito", ela jamais poderia ter sucumbido e deveria ter respeitado os limites que não devem jamais serem ultrapassados em uma relação a dois.
Como as leitoras e leitores vêem uma situação como essa?"
Resposta da Mulher de 40
Bem, a única maneira de responder me pareceu ser me colocando no lugar dele. Se eu fizesse o que ele fez, como seria descobrir que meu companheiro estava me traindo... comigo mesma? Por um lado seria interessante saber que ainda poderia conquistá-lo de novo, mas por outro lado... será que era só comigo? No que falhamos para chegar a isso? São dúvidas que geram mais dúvidas ainda. Com a palavra, os leitores.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

As loucas

Estou lendo mais um livro de Marion Zimmer Bradley, "O Incêndio de Troia". Adoro suas histórias fascinantes, que se passam em eras remotas. Ela conta histórias famosas pelo ponto de vista das mulheres que as viveram. Assim, em "As Brumas de Avalon", ela conta a vida do Rei Arthur sob um ponto de vista totalmente diferente - o da sacerdotisa Morgana.
Em "O Incêndio de Troia", ela fala do matriarcado. Um tempo em que as mulheres de algumas tribos ainda viviam sob suas próprias leis, livres e sem a presença masculina. Apenas procuravam os homens quando chegava a época da procriação. Kassandra, a protagonista, sofre desde criança com seu poder de prever o futuro. Ninguém quer ouvir suas profecias.
"Sempre o meu destino; falar a verdade
e apenas ser considerada louca." (p. 13)
No decorrer da leitura, me deparo com o eterno dilema feminino de ser independente ou não, e por quê. Algumas mulheres do livro insistem em ser livres, são caçadoras e não aceitam que um homem determine suas vidas ou seus reinos. Outras buscam o amparo e a proteção do homem, por meio de casamentos, muitas vezes arranjados. Leiam um diálogo entre duas mulheres do livro, cada uma defendendo seu modo de vida:
" - Por que se perturba tanto com o fato de algumas das suas mulheres terem preferido viver como todas as mulheres nas cidades? Vocês poderiam viver muito bem com maridos para (...) tomar conta de seus cavalos, (...) não precisariam passar todo o tempo lutando para se defender. Muitas e muitas mulheres vivem assim e não acham nada de errado nisso. Está querendo me dizer que todas estão erradas?" (p. 277)
" - Não gosto de viver entre paredes... e por que deveríamos fiar, tecer e cozinhar? Se os homens usam roupas, por que não deveriam fazê-las? E os homens também comem; por que as mulheres devem preparar toda a comida? (...) Então por que as mulheres devem viver como escravas dos homens? (...) As mulheres fazem essas coisas como se fosse uma troca por partilhar suas camas e gerar seus filhos." (p. 278)
Claro, é uma discussão bem radical sobre depender ou não de homens, e hoje se daria em termos diferentes. Buscamos um meio termo entre as duas coisas; o que as mulheres querem, em geral, é ter um companheiro para repartir os bons e maus momentos, repartir as despesas e também as atividades domésticas, compartilhar a criação dos filhos e os programas de sábado à noite. (Será? rsrsrs...)
Voltando à frase inicial de Kassandra, muitas mulheres
ainda são consideradas loucas. Mas por pensarem
e quererem diferentemente das outras.
Desde que comecei a descrever aqui no blog minhas dúvidas e questões sobre relacionamentos, casamento, rebeldia, busca da felicidade, tenho recebido mensagens de muitas mulheres passando por situações parecidas e com questionamentos parecidos. Muitas, como eu, passam pelo inferno dos tratamentos para depressão, transtorno bipolar e outros rótulos diversos, talvez tão difundidos em parte pela pressão social de ser igual à maioria.
Como nos sentimos diferentes desde cedo, acabamos vivendo em um pêndulo de emoções. Ora buscamos tratamento para sermos "normais", ora vivemos intensamente nossas "loucuras" e o que elas nos levam a fazer. Como encontrar um meio termo? Como encontrar as decisões certas em cada crise da vida? Até que ponto decidir sozinha e até que ponto deixar que alguém simplesmente "cuide" de nós?
Eu confesso que às vezes tenho vontade de me enfiar debaixo das cobertas e só acordar quando tudo tiver sido decidido por outras pessoas. Às vezes também me sinto como um cavalo livre para correr e podendo tudo o que eu desejar. São as coisas da vida. São os pensamentos... de uma louca?
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sábado, 20 de agosto de 2011

Onde estão os pais?

Tenho convivido com adolescentes na faixa dos 15 - 18 anos em ocasiões sociais. Há 10 anos trabalho com eles e adoro o contato com essa faixa etária. Mas tem-me surpreendido o seu comportamento em sociedade.
Como disse alguém esses dias, parece que hoje em dia a moda é ser bagaceira. Marginal, mesmo. Começando pelo gosto musical, que nem se pode classificar de tão heterogêneo e lixo que é. Músicas que falam de baixaria, mesmo. Artistas que nem deveriam receber esse título. Ritmos que embalam amassos sem fim em frente a crianças e idosos que vão às festas comemorar os 15 anos de netas e primos.
Hoje, é careta ser educado.
Eles não têm o menor respeito a ninguém nem a nada. Estou generalizando, claro. Isso sempre existiu. Mas quando eu era jovem, era a exceção. Hoje infelizmente virou a regra. Adolescentes com vestidos micro - parecem ter esquecido a metade em casa. Meninas rebolando como em bailes funk. Meninos quebrando copos, vasos e até a louça sanitária dos banheiros.
Eles bebem e fumam. Concorrem para ver quem é o mais mal vestido. Camisa para fora das calças, tênis, gravata, parecendo um arremedo de - argh! - Restart. Cabelos invariavelmente desalinhados de propósito. Me desculpem, pode ser a moda, mas tem lugares e lugares para se exibir um visual tão lixo. Festa de 15 anos? Deveria ser renomeada. Festa da iniciação à putaria e à delinquência.
Nas redes sociais, postam desde cedo fotos em atitude sensual. Os meninos, sem desgrudar do copo. Até fotos com armas já vi postarem. Se eu começar a falar da linguagem e do péssimo português, então... E vejo isso tudo em várias classes sociais, desde os mais pobres, estudantes de escolas públicas, até filhinhos de papai que estudam em colégios caros. O que muda é o preço das roupas.
Não sei para onde vão. Na época em que eu era jovem, também gostava dos rapazes mais velhos de 18 anos e tal. Mas eles já estavam fazendo faculdade. Os de hoje estão patinando em um Ensino Médio que não ensina nada, dentro de um sistema educacional que confunde ensino com educação, já que em casa não se usa mais educar.
Quem vai cuidar deles?
Onde estão os pais dessas crianças? Por que os colocaram no mundo? Para chegar no final de semana e simplesmente deixá-los saírem por uma porta e só regressarem bêbados e desalinhados? Algumas mães dão pílulas anticoncepcionais às filhas. Desistiram de qualquer tipo de diálogo e controle e nem pensam em sexo seguro. Porque nem falam sobre assunto nenhum com os filhos.
A gente também bebia. Também tomava porre. Também "ficava". Mas tinha lugar para tudo. E hora. Respeitávamos a família, os pais. A "primeira vez" era uma instituição. Cigarro e bebida, meras transgressões ocasionais que não tinham sequência nas segundas-feiras. Hoje eles entram como cigarro aceso na escola, se deixarmos.
Sei que estou sendo bem alarmista com esse post. Existem lindas exceções a isso tudo. Mas, infelizmente, hoje é exceção uma criança ser criança, um jovem ser estudioso, ambos respeitarem a família, e a família proporcionar um ambiente sadio ao seu crescimento.
Se não sabemos aonde estão os pais, não saberemos tampouco para onde vai essa juventude. Sou mãe e me preocupo. Sou mãe e cuido. Sou mãe e educo. Sou mãe e me importo. E você? Sabe onde está seu filho agora, com quem e como? Por quê deixamos chegar a esse ponto?

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Você terminaria seu relacionamento se seu parceiro(a) engordasse?

Pesquisa feita com 70 mil pessoas revela dados interessantes sobre comportamento feminino e masculino nos relacionamentos. Metade dos homens terminaria um relacionamento se a parceira engordasse, diz a pesquisa.
Pessoalmente, acredito que isso pode ser verdade em início de relacionamento, porque depois de alguns anos, seguidamente vemos homens e mulheres engordando bastante e não se largam... É um desleixo mútuo! Aliás, comer juntos é um prazer, e, se não nos cuidamos... (Ainda acrescento que nada melhor para emagrecer do que uma separação!)
Outro dado interessante é que dois terços deles fantasiam com as amigas da companheira e metade gostaria de ser mais bem-dotado. Por outro lado, apenas 18 por cento das mulheres pensa que seu homem poderia ter "centímetros a mais."
Mais detalhes da pesquisa, como símbolos de status e ciúmes em redes virtuais, você lê no UOL.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Metade da laranja?

Já me manifestei aqui no blog contra a ideia de "metade da laranja". Como entrar em um relacionamento sem ser uma pessoa inteira? Encontrei uma entrevista no site M de Mulher com o terapeuta de casal Jorge Bucay, autor do romance Amar de Olhos Abertos. Confira alguns trechos interessantes:
"O relacionamento amoroso tem um grande poder: o de nos servir de espelho (sem o qual continuaríamos cegas sobre como realmente somos) e também de alavanca (para nos tornarmos quem verdadeiramente somos). Não considero que a medida do amor seja o quanto estou disposto a me sacrificar por alguém, e sim o quanto estou disposto a desenvolver minha autonomia”."
"Acontece que, quando nos apaixonamos, acreditamos que o ser amado corresponda exatamente aos nossos ideais. Mas, com o tempo, abrimos os olhos, inevitavelmente, e descobrimos que o parceiro não é como o imaginávamos. Ele é o que é. Então, nós nos frustramos a cada vez que ele não age da maneira desejada. Isso dói."
"Há, na verdade, um monstro de sete cabeças que ameaça os relacionamentos. A primeira cabeça é a ideia de que eu não posso viver sem estar enamorado; a segunda, a competição com o par; a terceira, a falta de projetos comuns; a quarta, problemas com a família do cônjuge; a quinta, a incompatibilidade de gostos; a sexta, antagonismo nas linhas ideológicas básicas; e a sétima, a rotina."
"Essa noção vem do mito de que duas pessoas são metades que, juntas, compõem uma maravilhosa e incrível unidade. Eu, particularmente, prefiro ser inteiro e ter a meu lado alguém igualmente inteiro, para, assim, enriquecermos a vida a dois. Não podemos descuidar esse ponto e deixar de ser quem somos. Afinal, a maior riqueza de conviver é a possibilidade de abrir espaço para que ambos possam ser quem são. Muitas pessoas, infelizmente, acreditam que, para estar junto de alguém, precisam renunciar a si mesmos."
"Uma relação saudável possui três pontos de apoio: o amor, a atração e a confiança. (...) Agora, se um dos três sair de cena, não haverá a parceria; talvez, o matrimônio, mas não a parceria."
"O problema não está em um dos cônjuges, mas no tipo de vínculo estabelecido entre eles. Muitas pessoas se separam e repetem com o parceiro seguinte a história nefasta que viveram no passado. (...) As pessoas se desentendem por causa da criação dos filhos, da relação com a família dele ou dela, por problemas financeiros, por disputa de poder e pelo direito de ter liberdade."
"Nós homens somos muito mais dependentes do que as mulheres, principalmente no que diz respeito a assuntos de ordem prática. Um homem se separa e, três meses depois, está vivendo com uma nova companheira. Já a mulher permanece só, aprende a fazer consertos domésticos, a se virar sozinha e, em pouco tempo, está pensando: 'Para que preciso de um homem nesta casa?' '
(Leia a matéria completa aqui.)
. . .
Mais sobre "metade da laranja" aqui no blog:

terça-feira, 26 de abril de 2011

Os domingos precisam de feriados

(Rabino Nilton Bonder)
"Toda sexta-feira à noite começa o shabat para a tradição judaica. Shabat é o conceito que propõe descanso ao final do ciclo semanal de produção, inspirado no descanso divino, no sétimo dia da Criação. Muito além de uma proposta trabalhista, entendemos a pausa como fundamental para a saúde de tudo o que é vivo.
A noite é pausa, o inverno é pausa, mesmo a morte é pausa. Onde não há pausa, a vida lentamente se extingue. Para um mundo no qual funcionar 24 horas por dia parece não ser suficiente, onde o meio ambiente e a terra imploram por uma folga, onde nós mesmos não suportamos mais a falta de tempo, descansar se torna uma necessidade do planeta.
Hoje, o tempo de 'pausa' é preenchido por diversão e alienação. Lazer não é feito de descanso, mas de ocupações 'para não nos ocuparmos'. A própria palavra entretenimento indica o desejo de não parar. E a incapacidade de parar é uma forma de depressão. O mundo está deprimido e a indústria do entretenimento cresce nessas condições. Nossas cidades se parecem mais com a Disneylândia. Longas filas para aproveitar experiências pouco interativas. Fim de dia com gosto de vazio. Um divertido que não é nem bom nem ruim. Dia pronto para ser esquecido, não fossem as fotos e a memória de uma expectativa frustrada que ninguém revela para não dar o gostinho ao próximo...
Entramos no milênio num mundo que é um grande shopping. A Internet e a televisão não dormem. Não há mais insônia solitária; solitário é quem dorme. As bolsas do Ocidente e do Oriente se revezam fazendo do ganhar e perder, das informações e dos rumores, atividade incessante. A CNN inventou um tempo linear que só pode parar no fim. Mas as paradas estão por toda a caminhada e por todo o processo.
Sem acostamento, a vida parece fluir mais rápida e eficiente, mas ao custo fóbico de uma paisagem que passa. O futuro é tão rápido que se confunde com o presente. As montanhas estão com olheiras, os rios precisam de um bom banho, as cidades de uma cochilada, o mar de umas férias, o domingo de um feriado...
Nossos namorados querem 'ficar', trocando o 'ser' pelo 'estar'.
Saímos da escravidão do século XIX para o leasing do século XXI - um dia seremos nossos? Quem tem tempo não é sério, quem não tem tempo é importante. Nunca fizemos tanto e realizamos tão pouco. Nunca tantos fizeram tanto por tão poucos...
Parar não é interromper. Muitas vezes continuar é que é uma interrupção. O dia de não trabalhar não é o dia de se distrair: - literalmente, ficar desatento; - é um dia de atenção, - de ser atencioso consigo e com sua vida. A pergunta que as pessoas se fazem no descanso é: 'o que vamos fazer hoje?' - já marcada pela ansiedade. E sonhamos com uma longevidade de 120 anos, quando não sabemos o que fazer numa tarde de Domingo.
Quem ganha tempo, por definição, perde. Quem mata tempo, fere-se mortalmente. É este o grande 'radical livre' que envelhece nossa alegria –o sonho de fazer do tempo uma mercadoria. Em tempos de novo milênio, vamos resgatar coisas que são milenares. A pausa é que traz a surpresa e não o que vem depois. A pausa é que dá sentido à caminhada.
A prática espiritual deste milênio será viver as pausas. Não haverá maior sábio do que aquele que souber quando algo terminou e quando algo vai começar. Afinal, por que o Criador descansou? Talvez porque, mais difícil do que iniciar um processo do nada, seja dá-lo como concluído."

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Brasileiro reclama de quê?

O brasileiro é assim:
- Coloca nome em trabalho que não fez.
- Coloca nome de colega que faltou em lista de presença.
- Paga para alguém fazer seus trabalhos.
- Saqueia cargas de veículos acidentados nas estradas.
- Estaciona nas calçadas, muitas vezes debaixo de placas proibitivas.
- Suborna ou tenta subornar quando é pego cometendo infração.
- Troca voto por qualquer coisa: areia, cimento, tijolo, e até dentadura.
- Fala no celular enquanto dirige.
- Usa o telefone da empresa onde trabalha para ligar para o celular dos amigos (me dá um toque que eu retorno...) - assim o amigo não gasta nada.
- Trafega pela direita nos acostamentos num congestionamento.
- Para em filas duplas, triplas, em frente às escolas.
- Viola a lei do silêncio.
- Dirige após consumir bebida alcoólica.
- Fura filas nos bancos, utilizando-se das mais esfarrapadas desculpas.
- Espalha churrasqueira, mesas, nas calçadas.
- Pega atestado médico sem estar doente, só para faltar ao trabalho.
- Faz "gato " de luz, de água e de tv a cabo.
- Registra imóveis no cartório num valor abaixo do comprado, muitas vezes irrisórios, só para pagar menos impostos.
- Compra recibo para abater na declaração de renda para pagar menos imposto.
- Muda a cor da pele para ingressar na universidade através do sistema de cotas.
- Quando viaja a serviço pela empresa, se o almoço custou 10, pede nota fiscal de 20.
- Comercializa objetos doados nessas campanhas de catástrofes.
- Estaciona em vagas exclusivas para deficientes.
- Adultera o velocímetro do carro para vendê-lo como se fosse pouco rodado.
- Compra produtos pirata com a plena consciência de que são pirata.
- Substitui o catalisador do carro por um que só tem a casca.
- Diminui a idade do filho para que este passe por baixo da roleta do ônibus, sem pagar passagem.
- Emplaca o carro fora do seu domicílio para pagar menos IPVA.
- Frequenta os caça-níqueis e faz uma fezinha no jogo de bicho.
- Leva das empresas onde trabalha, pequenos objetos, como clipes, envelopes, canetas, lápis... como se isso não fosse roubo.
- Comercializa os vales-transporte e vales-refeição que recebe das empresas onde trabalha.
- Falsifica tudo, tudo mesmo... só não falsifica aquilo que ainda não foi inventado.
- Quando volta do exterior, nunca diz a verdade quando o fiscal aduaneiro pergunta o que traz na bagagem.
- Quando encontra algum objeto perdido, na maioria das vezes não devolve.
E quer que os políticos sejam honestos... Escandaliza- se com a farra das passagens aéreas... Esses políticos que aí estão saíram do meio desse mesmo povo, ou não?
Brasileiro reclama de quê, afinal? E é a mais pura verdade, isso que é o pior!
Então sugiro adotarmos uma mudança de comportamento, começando por nós mesmos, onde for necessário! Vamos dar o bom exemplo!
Espalhe essa idéia!
"Fala-se tanto da necessidade deixar um planeta melhor para os nossos filhos e esquece-se da urgência de deixarmos filhos melhores (educados, honestos, dignos, éticos, responsáveis) para o nosso planeta, através dos nossos exemplos..."

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