Mostrando postagens com marcador comportamento. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador comportamento. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Relacionamento homem-mulher

(Texto de @lucames postado originalmente aqui.)
Há muita discussão sobre os problemas de relacionamento entre os homens e as mulheres.
A revolução sexual (feminismo para alguns) trouxe independência financeira e liberdade sexual para as mulheres. Ganho (?)
Como consequência, a influência do homem (patriarcado) na sociedade diminuiu e passou a ser dividida, até certo ponto, entre os dois sexos.
O homem deixou (será) de ser rotulado/procurado (?) como "provedor" e a mulher de ser rotulada como "vadia", "da vida" ou "fácil", a partir de sua liberdade econômico-sexual alcançada.
Mas a mulher continua procurando casamento e prefere homens que possuam patrimônio superior ao dela, ou seja, ainda continua presa no sistema patriarcal, mesmo possuindo liberdade econômico-sexual.
Acontece que a mesma mulher passou a reclamar de que "não há homem no mercado", que o homem não quer compromisso etc. Ora, quem disse que queríamos compromisso antes, no passado patriarcal?
Acontece que a revolução sexual, o chamado feminismo, trouxe muitas vantagens para os homens e que não existiam anteriormente: a) não precisam ser "provedores"; b) não precisam se casar para ter sexo.
O que nos parece é que as mulheres são as que mais perderam, pois continuam procurando homem com maior renda que a sua, além de continuarem a procurar casamento à moda antiga (da sociedade patriarcal).
Ao homem foi retirado o fardo de ser "provedor" e ainda, de quebra, ganhou com a liberdade sexual da mulher: sexo fácil, com menos envolvimento econômico e afetivo. Ora, os tempos não são outros?
Assim, as mulheres é que não compreenderam a revolução sexual, pois ainda vivem presas ao passado patriarcal onde eram vigiadas/controladas. Agora, não sabem o que fazer com o "excesso" de liberdade que conquistaram e passaram a culpar os homens por isso. Ora, quem "revolucionou" foram elas, então, devem assumir sua liberdade e os custos que isso acarreta, pois ninguém é livre impunemente: "A todo bônus corresponde um ônus".
Reclamam como se estivesse o inferno na terra, enquanto nós homens achamos que estamos no paraíso: menos responsabilidade financeira e mais prazer.
Para terminar, como disse o psicanalista Ângelo Gaiarsa há muitos anos: quem culpa os outros pela sua vida, nunca irá assumir seus problemas como próprios.
Sobre esse assunto do título desse artigo, ver Folha de São Paulo, caderno, Ilustrada, pág. E8, "Restos à janela", do Luiz Pondé.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Quem é o seu amante?

Texto de Jorge Bucay - Psicólogo
"Muitas pessoas têm um amante e outras gostariam de ter um. Há também as que não têm, e as que tinham e perderam. Geralmente, são essas últimas que vêm ao meu consultório, para me contar que estão tristes ou que apresentam sintomas típicos de insônia, apatia, pessimismo, crises de choro, dores etc.
Elas me contam que suas vidas transcorrem de forma monótona e sem perspectivas, que trabalham apenas para sobreviver e que não sabem como ocupar seu tempo livre. Enfim, são várias as maneiras que elas encontram para dizer que estão simplesmente perdendo a esperança.
Antes de me contarem tudo isto, elas já haviam visitado outros consultórios, onde receberam as condolências de um diagnóstico firme: 'Depressão', além da inevitável receita do anti-depressivo do momento.
Assim, após escutá-las atentamente, eu lhes digo que não precisam de nenhum anti-depressivo; digo-lhes que precisam de um AMANTE! É impressionante ver a expressão dos olhos delas ao receberem meu conselho. Há as que pensam: 'Como é possível que um profissional se atreva a sugerir uma coisa dessas?!' Há também as que, chocadas e escandalizadas, se despedem e não voltam nunca mais.
Aquelas, porém, que decidem ficar e não fogem horrorizadas, eu explico o seguinte: 'AMANTE' é aquilo que nos 'apaixona', é o que toma conta do nosso pensamento antes de pegarmos no sono, é também aquilo que, às vezes, nos impede de dormir. O nosso 'AMANTE' é aquilo que nos mantém distraídos em relação ao que acontece à nossa volta. É o que nos mostra o sentido e a motivação da vida.
Às vezes encontramos o nosso 'AMANTE' em nosso parceiro, outras, em alguém que não é nosso parceiro, mas que nos desperta as maiores paixões e sensações incríveis. Também podemos encontrá-lo na pesquisa científica ou na literatura, na música, na política, no esporte, no trabalho, na necessidade de transcender espiritualmente, na boa mesa, no estudo ou no prazer obsessivo do passatempo predileto...
Enfim, é 'alguém!' ou 'algo' que nos faz 'namorar a vida' e nos afasta do triste destino de 'ir levando' ! E o que é 'ir levando' ? Ir levando é ter medo de viver. É o vigiar a forma como os outros vivem, é o se deixar dominar pela pressão, perambular por consultórios médicos, tomar remédios multicoloridos, afastar-se do que é gratificante, observar decepcionado cada ruga nova que o espelho mostra, é se aborrecer com o calor ou com o frio, com a umidade, com o sol ou com a chuva.
Ir levando é adiar a possibilidade de desfrutar o hoje, fingindo se contentar com a incerta e frágil ilusão de que talvez possamos realizar algo amanhã. Por favor, não se contente com 'ir levando' ; procure um amante, seja também um amante e um protagonista... DA SUA VIDA!
Acredite: O trágico não é morrer, afinal a morte tem boa memória, e nunca se esqueceu de ninguém. O trágico é desistir de viver... Por isso, e sem mais delongas, procure um amante...
A psicologia após estudar muito sobre o tema, descobriu algo transcendental: Para estar satisfeito, ativo e sentir-se jovem e feliz, é preciso namorar a vida."

terça-feira, 24 de agosto de 2010

MulherNaoPresta e questões polêmicas

Descobri HOJE que meu ficante é "bi", quando eu fico com ele e a coisa tá mais "quente" ele empolga como um homem qualquer (se é que me entende). Você acha que por ele ser bi é motivo pra eu me preocupar mais ainda? O que eu faço pra não perder ele pra um gay?
Acho que você não deve se preocupar em perder para um gay mas com quem ele já saiu. Sim estou falando de DSTs.
Se ele é tão aberto assim a ponto de se empolgar com um cara na sua frente, as chances de ele ter exagerado nas festinhas homo são grandes.
Não estou, em hipótese alguma, insinuando que homossexuais tem mais DSTs que heteros mas estou dizendo claramente que muitos(as) - nem todos(as) - "bis" adoram uma festinha em grupo (se é que me entende).
Antes de se preocupar em perdê-lo, preocupe-se em se proteger.
Um homem que se diz não acreditar em nenhuma mulher, porque já foi traído, sempre irá agir do mesmo modo com que fizeram com ele? Mesmo que não deem motivos para desconfiança?
Ele não vai descontar o que fizeram com ele, mas vai ser do tipo ciumento ao extremo, com frases amargas como "mulher é tudo igual", "vadia do caralho", "Eu sabia", "Tava olhando pra ele que eu sei", "Tá me traindo que eu sei", "Mulher tem que apanhar", essas coisas aí.
Uma vez que se entra na "zona da amizade" tem como voltar? E conquistar a garota?
Zona da amizade. Quem foi que te disse essa besteira? Só existe "zona da amizade" se ela não sente nada por você. Não existe uma fase que antecede a zona da amizade, onde ela pode de uma hora pra outra ficar interessada. Ou você é interessante ou não é.
Fique atento a essas lendas urbanas que viraram leis.
Elas foram inventadas por homens e mulheres que só levam toco e estão sempre na moda porque a maioria dos homens e das mulheres comuns vivem levando toco de gente interessante.
MulherNaoPresta: Twitter - Formspring - Blog

sábado, 14 de agosto de 2010

Depilação feminina




"Em primeiro lugar, gostaria de dizer que adoro lhe seguir no Twitter...rs


Eu tenho uma dúvida, até os anos 90 as mulheres foram sempre adeptas à cabeludinha, porque pegaram essa moda rídicula das americanas de depilarem? Geralmente tem mulheres que são depiladas totalmente. Sinceramente, me corta o tesão... os Ginecologistas insistem que com a depilação as mulheres estão mais sujeitas a entrada de fungos, etc... recomendam no caso aparar os pelos. Gostaria de uma opinião sua a respeito do tema.

As últimas Playboys foram broxantes, salva-se a Cláudia Ohana, um show...rs
Obrigado pela atenção."

Resposta da Mulher de 40

Realmente, o que mais se vê hoje são as mulheres total ou quase totalmente depiladas. Segundo a Revista Tpm, na verdade "quem começou essa onda foram as J. Sisters, as irmãs brasileiras que têm um badalado salão em Nova York, freqüentado por atrizes e bergdorf blondes (as socialites de lá). Diz a lenda que a tal Brazilian wax aumenta o prazer sexual. Graças a Sex and The City, o método ficou pop pelos lados de lá." No site tem dicas sobre todos os métodos de depilação.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Namorada insatisfeita

"Olá Mulher de 40,
Leio seu blog todos os dias e fico super feliz quando tem post novo...rs...
Então, minha história é a seguinte: tenho 28 anos e namoro há 05. Vamos casar no fim do ano. Há 02 anos o namoro caiu naquele tédio típico que todo mundo já conhece. Segui todas as receitinhas que dizem por aí: supresas, viagens, lingerie nova, mudança radical no visual e blá blá blá.
Nada adiantou pra "reacender a paixão", mesmo porque ele não faz a parte dele. Como todo homem ele acha que tá tudo bem, que não há nada de errado, que tudo é uma fase... No fundo eles (os homens) só abrem o olho quando tudo já passou do ponto.
Enfim...diante dessa cena patética comecei a me sentir carente sexualmente e meus olhos se abriram pro mundo à minha volta. Foi quando então comecei a reparar num colega de trabalho (típico, né) 20 anos mais velho. Ele é inteligente, tem um senso de humor incrível e um corpo de parar o trânsito. Ele malha, se cuida, enquanto meu namorado é relaxado, mal faz a barba e corta cabelo.
Dei em cima desse sujeito com classe e elegância. Ele ficou meio desconfiado no começo, afinal eu sou bem mais jovem, bonita e bastante cobiçada por outros caras na empresa. Levou um tempo pra ele entender que eu queria apenas sexo e não "me aproveitar" dele financeiramente. Saímos uma primeira vez e foi tudo de bom. Não rolou sexo, mas uns amassos no carro.
Depois de um mês e meio saimos de novo. Veja bem, nesse tempo todo não liguei pra ele nem mandei mensagem, pra ele não pensar que eu tava envolvida. No trabalho, eu agia normalmente, apenas cumprimentos e olhares provocativos. Diante dos olhares insistentes dele, resolví pedir uma carona. Acabamos indo para um barzinho, bebemos, rimos muito... saímos de lá e fomos pro motel. Foi tudo de bom, como eu imaginava.
Daí 15 dias rolou de novo e foi bom também. Só que dessa vez eu disse pra ele: "se for pra rolar de novo eu gostaria que você me ligasse então. Eu não gosto de ficar correndo atrás, ainda mais que eu insisti muito até sair com você. Parece que eu tô mendigando, e eu detesto isso". Ele respondeu "eu também não gosto de mendigar, ainda mais que você é muito fria comigo lá no serviço". E eu disse: "relaxa, eu só não quero dar bandeira na frente do pessoal".
Enfim, já se passaram 15 dias desde o último encontro. Eu gostaria de vê-lo novamente porque sinto necessidade do corpo dele, o encaixe é perfeito. Nesse meio tempo nos falamos normalmente, mas não tocamos no assunto. Ele demonstra claramente que quer de novo, pois fica me olhando feito um adolescente de 16 anos. Mas... também não se manifestou sobre uma nova saída. Enfim, o que eu quero saber mesmo é como insinuar que quero dar pra ele de novo, sem que pra isso EU tenha que convidar. Como posso induzí-lo a me convidar pra sair sem parecer uma desesperada?
Detalhe: amo meu namorado e tenho plena certeza de que quero casar com ele. Nossa afinidade é incrível, só o sexo que tá mais ou menos. Não tenho nenhum sentimento romântico pelo "véio". Apenas gosto da pegada dele e ao que parece ele também tá na mesma. Convivo normalmente com essa situação e, ao contrário do que eu pensava, não rolou nenhuma ressaca moral depois de trair.
Aguardo ansiosamente sua resposta."
Resposta da Mulher de 40
O que aconteceu com você, essa insatisfação com seu namorado, acontece quase sempre, e com quase todas as mulheres com quem tenho contato. É incrível o grau de insatisfação atual das mulheres com relação aos homens que escolheram. Claro que, como os assuntos de meu blog giram em torno de meus problemas de relacionamento, atraem pessoas com problemas parecidos... os comentários reafirmam tudo o que é dito e até acrescentam.
As mulheres que se dizem felizes com seus namorados ou maridos não aparecem para explicar o porquê dessa felicidade. Sinceramente, estou inclinada a pensar que esse tipo de mulher é o tipo que não pensa muito, não se preocupa com muita coisa, não é exigente... cheguei a dizer esses dias que se eu não fosse tão inteligente seria mais feliz ou mais satisfeita. Podem me criticar se quiser, quem não gosta que crie seu blog para defender o que pensa! (E tem mais... eu ando revoltada mesmo! rsrsr)
Aí surge o cara que se cuida, que se valoriza e que te satisfaz na cama como o namorado não faz. Você quer se divertir. E o faz. Ninguém tem o direito de julgá-la. A minha sugestão, querida leitora, é que você vá lá, convide o cara para sair, se é isso que você quer. Tem aqui no blog um post sobre isso.
Mas se você quer realmente um conselho, e quer realmente aprender com os erros dos outros... NÃO CASE! Se você já não está satisfeita agora, acha que com um papel assinado e uma porção de fotos produzidas vai mudar alguma coisa? Não vai, não, só vai piorar. Sua afinidade com seu namorado é fruto de um relacionamento onde os dois já se conhecem, como dois amigos.
Se você não ficou com ressaca moral de traí-lo é sinal de que nem ao menos o respeita mais como homem. Você quer casar com alguém a quem não respeita? Se até você mesma já se deu conta de que os homens não se dão conta das coisas mesmo?
O caso que você teve com o colega de trabalho mostra bem que você está insatisfeita, sim, e ao mesmo tempo está querendo fazer o contrário do que diz o ditado, ou seja, está querendo segurar dois pássaros na mão. Pode acabar com os dois voando. Ou pretende continuar com seu caso depois de casada? Ou... vai conseguir ficar sem ele? E se contentar com um maridinho meia-boca?
Acho que está na hora de você questionar essa sua certeza de querer casar e essa sua "afinidade incrível" com seu namorado. O mais provável é que ele não mude. E, francamente na sua idade, eu não casaria, não... Dois caminhos, duas opções... você decide.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Machismo e mini-saia

Imagem BlogGitando
"Diga-me o que você acha das pessoas do sexo feminino que se sentem mais mulheres quando vestem uma saia mais curta para ser o centro das atenções, porque isso faz bem a ela. Porque assim ela se sente mais mulher...
Ultimamente, vejo pelas minhas amizades e casos próximos, que pessoas que pensam assim normalmente tem namoros que não duram muito, e muitas vezes terminam por traição do parceiro...
Por outro lado, amigas minhas que são taxadas de 'caretas' por não se vestirem ousadamente, por serem mais 'na delas', e que só o fato de chamar a atenção do namorado é mais que suficiente, são as que tem namoros mais duradouros e sólidos.
O que você acha das pessoas que precisam se vestir e demonstrar o exterior para se sentir bem, ao invés de demonstrar o interior e mostrar uma mulher que, na minha opinião, consideraria uma mulher de verdade, aquela que se preza, que se zela (não digo puritana) mas que é reconhecida pelo seu caráter e não pelas suas coxas."
Resposta da Mulher de 40

A sua constatação mostra o óbvio do qual eu sempre tentei fugir. Aproveito a sua questão para abordar uma bem mais ampla, que envolve o comportamento das mulheres e dos homens de um modo geral. Claro que a "piriguete" chama mais a atenção quando chega nos lugares, mas também é óbvio que o tipo de homem que a procura também está com intenções passageiras. Mas toda regra tem suas exceções.
Certa vez li que a gente não encontra um grande amor na balada de sábado, e sim na segunda-feira de manhã, quando você está "desarmada". Escrevi sobre isso esses dias. Mas confesso que quando era mais jovem adorava chegar nos lugares arrasando no modelito. De todos os que tentaram "me agarrar", só um chegou para conversar e dizer que admirava meu jeito de dançar. Em outra ocasião, me convidou... para um chá! Acabamos namorando e, conforme a opinião acima, não durou muito. Mas foi uma paixão muito intensa de ambas as partes, disso tenho a certeza, ele afirmava que eu seria a mãe de seus filhos.
Por que acabou? Porque não deixei de ser quem eu era, quis continuar tendo minhas amigas e minha vida individual, e ele simplesmente não suportou isso. Porque queria uma mulher discreta.
Como quase tudo o que conto e opino neste blog vem das minha experiências e observações, também tenho outra experiência para demonstrar o machismo e a insegurança de 99% dos homens. Tive um caso com alguém e ambos tínhamos compromisso com outras pessoas. Namoros. O sexo era incrível. Terminei meu namoro para ficar com ele, mas ele não fez o mesmo.
Ou seja, o homem adora se divertir com a mulher gostosa, inteligente, de atitude, culta e que tem algo a oferecer, inclusive amor e fidelidade se ele der espaço. Mas acaba ficando com a mulher mais simples, mais burrinha, que não o afronta, que não o desafia, aquela que ele apresenta para a família e para a sociedade. Aquela mesma que, anos depois, ele vai trair com outra mulher inteligente e gostosa. Isso é ser feliz? Duvido!

domingo, 18 de julho de 2010

Aprendendo a se amar


"Boa noite querida,
Te acompanho pelo twitter e gosto muito de seus posts. Hoje preciso desabafar. Estou separada há muitos anos, foi um casamento horrível, não o amava, ele era alcoólatra, enfim, graças a Deus, passado.

Já me apaixonei, mas eles não, sofri demais por amor; hoje, estou com uma pessoa que gosta de mim, estamos juntos há alguns meses. Ele é bom, mas não estou apaixonada. Meu filho e ele se dão muito bem, mas tem uma personalidade difícil, trabalha demais - nesses 5 meses saímos somente 2 vezes para jantar. Ficamos em casa todo fim de semana, eu sou caseira, mas às vezes isso cansa. Ele é anti-social, complicado.

Te pergunto, estou com ele por segurança, não sei se vou-me apaixonar, tenho medo de não encontrar ninguém. Estou com 32 anos e ele 29. Tenho dúvidas em levar adiante, mas também tenho medo de me arrepender se terminar tudo agora. O que faço?"

Resposta da Mulher de 40

Você parece ter o perfil de quem se atrai por homens problemáticos. Casou com uma pessoa doente, se apaixonou por homens que não lhe retribuíram, e agora está com medo de perder o porto seguro que conseguiu encontrar.

domingo, 11 de julho de 2010

Homens mimados


Às vezes, pergunto aos meu seguidores do Twitter sobre algum tema para postar. Principalmente quando ando sem ideias. Uma seguidora e amiga, há 6 meses atrás, me sugeriu falar "sobre esses homens mimados, literalmente estragados pelas mães".
E, parando para pensar, tem muito deles por aí, sobretudo escondidos por trás de uma carapaça de homens seguros. São homens mimados, que querem tudo na hora que eles querem, do jeito que eles querem, e se não for assim, se fazem de ofendidos e acham que estamos querendo mandar neles.
Inseguros, quase sempre foram criados cheios de vontade pelos pais, principalmente pelas mães. Conheço alguns exemplos (já vi e ouvi tudo isso, de mães e esposas ou namoradas!):
- "Filho, tá bom assim o suco ou quer mais doce, ou mais forte, ou se não tá bom, quer que faça outro?"

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Maconha versus Álcool



Vídeo de Márcio Américo

Ainda a acrescentar... os médicos nos viciam em benzodiazepínicos e antidepressivos de todo tipo, apoiados  e estimulados pela indústria farmacêutica. Há toda uma geração de professoras ao meu redor dependentes de rivotril e ainda assim, à beira de um ataque de nervos. Sofremos os efeitos colaterais desse monte de porcaria que nos receitam, os problemas não se resolvem e são criados novos problemas numa espiral sem fim. Mais problemas necessitam de mais remédios, mais remédios causam mais problemas.

Aqui na minha cidade, e acredito que não seja só aqui, existem clínicas médicas que vendem receitas de medicamentos controlados. É só chegar lá , pedir e pagar. Um negócio como qualquer outro?!?! Temos nossa parcela de culpa, pois nos deixamos levar pelos momentos iniciais de alívio que tais drogas nos proporcionam. Não levamos os tratamentos a sério, deixamos a terapia para depois. Mas nos viciamos com o aval de médicos, que em poucos minutos diagnosticam e liberam a receita. Sim, porque existem medicamentos controlados que viciam em poucos dias, tal como o crack.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Antidepressivos: por quê?

Tenho uma "saga" com depressão, síndrome do pânico, transtorno de humor e antidepressivos desde os 20 anos, quando comecei a sofrer de insônia. Evitei muito tempo tomar remédios, achava horrível apelar para isso. Um dia, não aguentei mais e cedi. Meu ginecologista decidiu me receitar fluoxetina, o famoso Prozac.
Talvez por uma tendência genética, somada a uma afinidade pela solidão, eu tenha desde então alternado minha vida entre bons e maus momentos. E entre "tomando" e "fugindo" dos comprimidos. Tive até depressão gestacional, mal que, só descobri hoje, assola cerca de 30% das gestantes. Depois da primeira crise de pânico, já experimentei de tudo um pouco, acho que fui cobaia de um psiquiatra mais louco que seus pacientes.
O fato é que a vida de todo mundo tem altos e baixos, são ciclos pelos quais a gente passa desde que a nossa expectativa média de vida subiu de 40 para 70 e poucos anos... Quando se vivia pouco, pouco tempo sobrava para pensar, e a vida era bem mais simples, rápida e rústica. Agora temos milhares de coisas para escolher, trocamos de profissão ao longo da vida, trocamos de marido/esposa, trocamos de sexualidade, deixamos de ser filhos e filhas para sermos pais e mães, avôs e avós, tios e tias... Não é justo me tacharem de "transtornada" por ser um pouco mais instável que os outros, talvez eu seja na verdade um pouco mais transparente ao demonstrar minha fragilidade sendo imprevisível.
O que me parece é que sempre que as pessoas estão infelizes e insatisfeitas com suas vidas, alguém acaba lhes convencendo de que é depressão. Eu sei que estou infeliz, e isso me deprime. E estar deprimida me rouba a coragem de mudar. E fico mais infeliz ainda não mudando. É uma bola de neve.
Resolvi procurar mais gente como eu, o que é mais fácil do que encontrar quem não tome algum tipo de antidepressivo, hoje em dia. Felizes os que não precisam. Embora eu saiba que a medicina e a indústria farmacêutica tenham banalizado o seu uso, por comodidade e lucro, o certo é que somos o que se poderia chamar de "civilização perdida"... muito não sabem por que estão aqui, para onde vão, nem onde estão... Eu gostaria de me achar, e receio que tenha que procurar pela quarta ou quinta vez a ajuda de psicoterapeutas. Ou quem sabe criar coragem para admitir quem eu realmente sou, para mim mesma e para os outros, que estão esperando que eu não seja mesmo aquela louca que surta de vez em quando.

sábado, 22 de maio de 2010

Profissional ou dona de casa?

Sou professora e andava uns dias revoltada com a profissão e com uns contratempos; aqueles dias - duvido a mulher que não passa por isso - em que a gente queria um homem para nos bancar! Tenho muitas colegas de profissão que usam seu salário para comprar suas roupas e supérfluos, enquanto os maridos sustentam o lar, doce lar... Seriam essas mulheres "independentes" de fato ou só na fachada?
Aqui comigo é diferente. As despesas são divididas, até porque nenhum dos dois ganha tão bem que possa bancar o outro. Mas, quando me sinto totalmente desvalorizada profissionalmente, e nem estou falando só em salário, mas em status, reconhecimento dos colegas, enfim, várias coisas que compõem a realização profissional, fico pensando que talvez fosse melhor cuidar só da minha casa, da minha filha... e que bom seria ter um marido com grana para isso!
Claro que são momentos de stress e depressão que me abatem dessa forma; hoje, um aluno me cumprimentou no supermercado e fiquei tão feliz! Porque adoro meus alunos, adoro o que faço, e sei que na maioria das vezes o que me deixa prostrada são os colegas e o maldito sistema educacional desse estado e desse país.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

As novelas

Como quase toda brasileira, me criei vendo novelas. Ainda mais em cidade pequena, aonde não temos opções de lazer, acabamos sempre na frente das ilusões que a televisão nos proporciona. Não perdia um único capítulo. O último então, víamos as duas vezes! Depois do advento do videocassete, até gravávamos para lembrar depois...
Sempre acompanhando os dramas das mocinhas sonhadoras e sofredoras, que penavam na mão das madrastas, das rivais e até das irmãs. Vítimas de fofocas, acabavam perdendo o homem amado para recuperá-lo quase sempre às vésperas do fim da novela. Os pobres, sempre dignos, felizes, cheios de alegria e vontade de trabalhar, falando um português corretíssimo, bem educados e amorosos com seus pais. Os ricos, quase sempre vilões, tentando acabar com a felicidade do resto do elenco.
Não tiro o mérito de mostrar certas facetas da realidade, mas as novelas também perpetuam rótulos, como o de que ser rico é ter problemas e ser pobre é que é ser feliz. Conheço muita gente que repete esse chavão. As pessoas não raciocinam que o rico pode usar seu dinheiro e seu poder de forma honesta e empreendedora, trazendo inúmeros benefícios à sociedade. E também não pensam que o pobre que fica o dia inteiro ali naquela vendinha cuidando a vida dos outros, pode ser pobre porque não trabalha tanto quanto deveria.
A novela que terminou semana passada, por exemplo, Viver a Vida, de Manoel Carlos, chegou a sujar o chão da minha sala de tanta água com açúcar... Uma paraplégica com toda a infraestrutura para mostrar o "dilema" dos cadeirantes. Médicos que sempre tinham um tempo pra tomar cafezinho e fofocar no restaurante de um hospital onde não se viam pacientes nem sangue. Modelos baixinhas. Uma fotógrafa talentosíssima que só sabia se interessar pela vida dos filhos e atormentá-los.
Estes, por sua vez, homens já com 20 e tantos anos talvez, bem sucedidos profissionalmente, fazendo parte da "geração canguru", que não sai da casa dos pais por comodismo. O personagem Miguel, então... o cúmulo da perfeição em um homem: bonito, rico, profissão de status, querido, sempre bem-humorado, sempre presente a todas as primeiras seções de hidroginástica, de massoterapia, de etc, etc, etc da amada, sempre levantando o seu astral, sempre carinhoso...
HELLOOOOO!!! Quando é que vão mostrar pessoas reais nas novelas? NÃO EXISTE HOMEM ASSIM! Pode até parecer desencanto ou descrença, mas é a verdade! Até quando vamos criar nossas filhas nessa ilusão? Todas as novelas, na minha opinião, nesse ponto prestam um enorme desserviço à sociedade, reforçando nos coraçõezinhos jovens a ilusão do príncipe encantado, que já começou lá atrás, com a Bela Adormecida e toda a cambada.
O casal Betina e Gustavo, que ficou a novela inteira tentando ser infiel e não conseguiu... na vida real quem duvida de que ambos teriam chegado às vias de fato? A chata da Helena teria fisgado um homem do naipe do Bruno, com todo aquele nhém-nhém-nhém dela? Sabe... gostei do final da Paixão, que mostrou que nem sempre que nos apaixonamos pelo homem-quase-perfeito, dá certo. Gostei também do final da Alice, com um moderno casamento a três (#sonho rsrssr), ventilando a ideia de que novos tipos de relacionamento podem fazer as pessoas felizes, longe do tradicional vestido de noiva e gravidezes inúmeras dos finais de novela.
Novela é entretenimento. Mas já virou instituição. Pense nisso. Todos os dias, no mesmo horário, as mesmas mensagens subliminares. Eu adoro olhar. Mas, graças a Deus e aos livros que me deram para ler desde criança, eu penso no que vejo. E hoje tenho a opção de estar aqui, na internet, questionando. Vou continuar me divertindo principalmente com novelas do tipo Caminho das Índias, bem fora da nossa realidade, e também com essa Passione, que vai começar, pelo número incrivelmente alto de homens lindos no elenco! Mas vou continuar me irritando com certas coisas.
Por último... sempre torci pelas vilãs! O que seria das novelas sem elas? Só para lembrar algumas... Flora (Patrícia Pilar), em A Favorita (2008); Maria de Fátima (Glória Pires), em Vale Tudo (1988); Laura (Cláudia Abreu), em Celebridade (2003); Taís (Alessandra Negrini), em Paraíso Tropical (2007). Beatriz Segal interpretou uma das maiores vilãs da tevê, Odete Roitman, e quem conseguia perder as loucuras de Nazaré Tedesco (Renata Sorrah)?
Fim!

domingo, 16 de maio de 2010

Enviar SMS durante o sexo?

Uma pesquisa publicada no site Mashsable mostra que 10 % das pessoas com menos de 25 anos acham normal mandar mensagens pelo celular enquanto estão fazendo sexo. 24 % acham normal usar o celular no banheiro e 49 % enquanto estão comendo.
As pessoas com mais de 25 anos já utilizam menos, conforme mostra o gráfico abaixo, retirado do site.
Estamos ficando cada vez mais multimidiáticos rrsrs? O texto fala do termo "sexting"... Tudo bem, eu sempre almoço, tomo café, etc, na frente do computador, agora, lembrar de um celular na hora do sexo para mim é porque - no mínimo - ou a pessoa é viciada mesmo, ou o sexo é muito ruim...
No site R7 notícias descobri que "Twitter e Facebook são uma espécie de novo cigarro. Uma pesquisa feita nos Estados Unidos aponta que 36% dos usuários dessas redes sociais com menos de 35 anos de idade costumam acessar os sites após fazer sexo."
Será que as pessoas não querem mais o carinho depois do sexo, nem o simples virar para o lado e dormir, ou, melhor ainda, descansar conversando para depois ir para o segundo tempo? Sintomas de uma época em que as emoções estão cada vez mais sendo deixadas de lado e as pessoas querem se mostrar na mídia a qualquer custo? Vaidade ou fuga?

Os bons tempos




Recebi este texto por email e achei muito interessante para refletirmos neste domingo... #not
Os bons tempos das sábias vovós italianas!
Frases retiradas de revistas femininas das décadas de 50 e 60:
“Não se deve irritar o homem com ciúmes e dúvidas". (Jornal das Moças, 1957)
"Se desconfiar da infidelidade do marido, a esposa deve redobrar seu carinho e provas de afecto, sem questioná-lo". (Revista Claudia, 1962)
Bons tempos...
"A desordem em um banheiro desperta no marido a vontade de ir tomar banho fora de casa". (Jornal das Moças, 1965)

sábado, 8 de maio de 2010

Segredos para um bom casamento - versão curta (curta?!)

O que uma mulher que já se separou uma vez, e quase se separou pela segunda vez, tem a ensinar sobre "um bom casamento"? Vamos ver. No primeiro post, em versão longa, já falei bastante. Agora chegou a vez da listinha... que acabou virando um listão! Repeti alguns tópicos e acrescentei outros!
Erro número 1 = Perder a capacidade de comunicação, se isolar dele/dela e dos amigos, do mundo, viver na internet, não saber o que o outro faz.
Lição número 1 = Mantenha contato com as pessoas, visite, telefone, tenha uma vida social... são eles que ficarão com você caso você se separe! Maridos, leiam os blogs que ela lê sobre relacionamentos, senão não vai adiantar nada eu estar aqui escrevendo só para as mulheres, um casamento é feito a dois!
Erro número 2 = Não ande pelada na frente dele! Parece bobagem, mas com o tempo ele acostuma e não acha mais graça nenhuma!
Lição número 2 = Deixe para fazer disso uma surpresa, por exemplo, um dia ele entra para debaixo dos cobertores e descobre que você está nuazinha...
Erro número 3 = Usar o banheiro de forma comunitária... um escovando os dentes, o outro tomando banho, ou fazendo outras coisas piores.
Lição número 3 = Não use o banheiro quando ele estiver lá! E quando for para o banheiro, se tranque! Banheiro a dois só pra dar aquela rapidinha no bar ou na casa da sogra!
Erro número 4 = Seguindo a mesma linha de raciocínio, fazer as unhas, se depilar, arrumar o cabelo na frente dele.
Lição número 4 = Suas intimidades são suas, embora lá de vez em quando você possa provocá-lo pedindo que ele depile sua virilha, por exemplo rsrsrs...
Erro número 5 = Quando sente que a coisa está se quebrando, que o casamento não está mais satisfazendo, a primeira tendência é fugir, se afastar do outro, culpá-lo e até se vingar.
Lição número 5 = Pára tudo que eu quero descer! Um casamento é feito e estragado por duas pessoas, e pode ser questionado e consertado por duas pessoas. Dar um tempo pode ser uma solução, sim!
Erro número 6 = Deixar o sexo para amanhã porque você ou ele estão cansados, ou porque tem que levantar cedo no outro dia, ou qualquer uma daquelas desculpas que a gente usa porque aquele corpo vai estar ali amanhã mesmo, enfim...
Lição número 6 = Peça a ele que passe hidratante no seu corpo após o banho, assim você já ganha uma hidratação, uma massagem, preliminares e... sexo \o/! Maridos... vocês também podem tomar a inciativa! Aí na barra lateral do blog tem um monte de blogs legais com dicas valiosas sobre sexo, nunca é tarde para aprender!
Erro número 7 = Levar os filhos a todos os lugares e viagens. Fazer tudo em família. Viver enfiado na casa dos sogros.
Lição número 7 = Reserve momentos especiais só para os dois, mande os filhos dormirem na casa dos amiguinhos ou dos avós, viajem só os dois, programem um motel, esqueçam da prole por alguns momentos!
Erro número 8 = Ter conta conjunta ou cartão de crédito comum, ou não ter controle do que cada um gasta.
Lição número 8 = Cada um deve ter o seu controle de gastos, as contas da casa devem ser repartidas, e se um dos dois ganha mais, pode haver um consenso de que pague por alguns supérfluos, como viagens, jantares, etc.
Erro número 9 = Falar mal dos parentes do marido/esposa.
Lição número 9 = Ele já tinha aquela família quando você o conheceu. Provavelmente ele será muito parecido no modo de agir e pensar com seus familiares. Pense bem antes de casar porque estará comprando um pacote completo, não há como fugir.
Erro número 10 = Pensar que é para sempre mesmo, e se conformar com coisas que você decididamente não concorda. Deixar as coisas esfriarem, virar parente, empurrar com a barriga.
Lição número 10 = (Só isso já dá outro post longo.) Conversar. Conversar. Conversar. Tentar mudar. Tentar evoluir. Estamos no mundo para transformar, senão ainda moraríamos nas cavernas. Para que serve o tempo mesmo? E o cérebro?

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Segredos para um bom casamento - versão longa

Isso pode ser apenas um título, afinal eu passei o blog inteiro falando mal de casamento, de traições, questionando relacionamentos. Mas pode chamar a atenção para as pessoas lerem, e assim, posso começar um debate. Também já postei vários textos meus e de outros autores acreditando em amores, retornos, perdão, etc. Estou passando pelo segundo casamento e uma quase separação.
O que uma mulher que já se separou uma vez, e quase se separou pela segunda vez, tem a ensinar sobre "um bom casamento"? Talvez algumas coisas, porque acredito que só aprende quem passa por problemas e sofrimentos na vida, infelizmente. As pessoas felizes, ou que são consideradas "normais", "convencionais", ou como quer que se rotulem, às vezes passam pela vida flanando e nem precisam pensar nessas questões. Sorte delas.
Ontem (pra variar quando já estou bem quentinha em minha cama as ideias brotam), me peguei pensando em atitudes minhas durante meus dois casamentos. Infelizmente a gente tende a repetir certos erros a vida toda, não enxerga ou não quer enxergar que está errada.
Tenho uma mórbida tendência familiar a me isolar. Não sou de visitar pessoas, nem de receber visitas. Aonde tenho conversado mais é no twitter. Nem MSN tenho usado, talvez por ser mais íntimo (!?!?!?). Erro número 1 = Perder a capacidade de comunicação. Resultado = perde-se a capacidade de se comunicar com o marido, com os filhos, com os amigos, etc. Se o marido tem amigos, então, piora, porque começam aquelas cobranças. Lição número 1 = mantenha contato!
Erro número 2. Parece bobagem, mas quem já morou sozinha um tempo, como eu, cria certos hábitos tipo: fazer xixi com a porta aberta, andar pela casa pelada, dormir sozinha com o ventilador ligado só pra ouvir o barulhinho, e outras esquisitices. Quando você já está suficientemente íntima de seu marido/namorado/namorido/sei-lá-o-quê, começa a fazer suas esquisitices na frente dele. No início é até engraçadinho fazer xixi enquanto ele toma banho, desfilar pelada na frente dele pra ouvir alguma gracinha...
Mas com o tempo essas coisas ficam rotineiras, familiares, e já não têm mais graça nenhuma. Aí reclamamos que ele não nota mais a gente. Claro, vai notar o quê, se já viu você de sutiã bege e calcinha estilo "confortável"? Se toda a noite você coloca a mesma camisola velhinha que adora? É como ele, desfilando pelo quarto com aquela cueca velha que deixa os "documentos" balançando e ele nem liga. Aí você vira pro lado, abre uma revista e dá de cara com uma foto do David Beckham de cueca... aff! Por que acha que ele olha para as gostosas na TV, na revista, na rua, no trabalho, na pqp?
Melhor pegar toda a sua roupa, se trancar no banheiro com os instrumentos necessários - tipo depilador, alicate de cutículas, cremes, perfumes e todo aquele nosso arsenal "de guerra" - e sair de lá linda, cheirosa, renovada, deliciosa e provocante. Esses dias pensei em levar um aparelho de som para o banheiro para ficar mais tempo ainda trancada por lá. Então, lição número 2 = suas intimidades são suas, embora lá de vez em quando você possa provocá-lo pedindo que ele depile sua virilha, por exemplo rsrsrs...
E quando a gente sente que a coisa está se quebrando, que o casamento não está mais satisfazendo, a primeira tendência é fugir, se afastar do outro, culpá-lo e até se vingar. Erro número 3. Passamos a procurar as amigas, mas para reclamar dele. Passamos a procurar lazer, mas sem ele. Ignoramos o que ele anda fazendo e passamos a acusá-lo. Lição número 3 = um casamento é feito por duas pessoas, é estragado por duas pessoas, e pode ser questionado e consertado por duas pessoas. Até que ponto? Não sei, isso estou aprendendo ainda.
Erro número 4. Sexo. O que isso tem a ver com casamento? Aparentemente, nada rsrsrs. É piada mas a gente constata que vira realidade. Estou cansadézima, ele vai estar ali amanhã e depois de amanhã mesmo, então deixa para outra hora. Ele resolveu ver um filme, você pegou no sono, deixa para sábado. Engatou uma conversa animada com alguém interessante na internet e... o sexo ficou para o próximo mês. Lição número 4 = Se você cumpriu direitinho a lição número 2 e apareceu com uma camisola nova bem curtinha pedindo para ele passar hidratante nas suas pernas... Ou você, homem, sim, você aí que está me lendo, reservou uma linda suíte no motel e pediu para ela colocar sua melhor roupa, e também colocou a sua melhor roupa e um perfume... rola, pode ter certeza! Não esqueçam os elogios mútuos...

Erro número 5. Filhos e parentes. Não, não é errado ter filhos. Errado é fazer deles o centro de um relacionamento. Levar os filhos a todos os lugares. Fazer todos os programas em família. Almoçar todos os domingos na casa da sogra (pela décima vez estou falando disso...). Viajar sempre com os filhos ou só para visitar parentes. Lição número 5 = reservar um tempinho para os dois. Deixar os filhos dormirem na casa dos amigos e fazer um programa a dois. Viajar somente os dois, assim, sem destino, quem sabe? Deixar as crianças no vizinho e se trancar no quarto numa tarde de sábado...
Acho que poderia ficar o resto da tarde aqui escrevendo. "Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é... (Caetano Veloso)" O que posso dizer para encerrar? Como comecei, é errando que se aprende. Não sei se para mim ou se para você, que está lendo e se identificando comigo, ainda tem remédio, ou motivos para tentar consertar alguma coisa. O motivo maior, claro, só pode ser o amor. Mas vou tentar descobrir sempre. Vou perguntar sempre. Só paro de incomodar o dia que estiver morta... e olhe lá, se não volto para puxar os pés de alguém...

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Exigências da vida moderna...


Texto de Luís Fernando Veríssimo
Dizem que todos os dias você deve comer uma maçã por causa do ferro. E uma banana pelo potássio. E também uma laranja pela vitamina C. Uma xícara de chá verde sem açúcar para prevenir a diabetes. Todos os dias, deve-se tomar ao menos dois litros de água. E uriná-los, o que consome o dobro do tempo. Todos os dias deve-se tomar um Yakult pelos lactobacilos, que ninguém sabe bem o que é, mas, que aos bilhões, ajudam a digestão.
Cada dia uma Aspirina, previne infarto. Uma taça de vinho tinto também é bom, pois combate o colesterol e protege o coração. Uma de vinho branco estabiliza o sistema nervoso. Um copo de cerveja, para não lembro bem o que faz, mas faz bem. O benefício adicional é que, se você tomar tudo isso ao mesmo tempo e tiver um derrame, nem vai perceber.
Todos os dias deve-se comer fibra. Muita, muitíssima fibra. Fibra suficiente para fazer um pulôver. Você deve fazer entre quatro e seis refeições leves diariamente. E nunca se esqueça de mastigar pelo menos cem vezes cada garfada. Só para comer, serão cerca de cinco horas do dia.

Síndrome de Gabriela


Esses dias no Twitter perguntei "E quando o cara sabe onde está errando, estufa o peito e diz 'Eu sou assim mesmo, sempre fui'?" @MulherNaoPresta me respondeu que "ele sofre de síndrome de Gabriela". Confesso que nunca tinha ouvido falar. Joguei no Google, óbvio.
Eu nasci assim, eu cresci assim, eu sou mesmo assim, vou ser sempre assim (Dorival Caymmi)
É muito difícil nos darmos conta de que não estamos conseguindo atingir nossos objetivos simplesmente porque não mudamos nossa maneira de agir. Brigamos pelas coisas, elas simplesmente não acontecem, reclamamos, nos fazemos de vítimas... mas no fundo talvez estejamos profundamente equivocados.
Encontrei artigos em sites sobre Recursos Humanos, como o Artigonal:
"O fato é que com tantas mudanças ocorrendo no mundo afora ainda tem gente que insiste em querer fazer tudo igual, sem chance de abrir uma possibilidade para o novo. (...) É aquela pessoa que quando sai de férias viaja sempre para o mesmo lugar e faz tudo sempre igual. Seguramente está perdendo a oportunidade de aprender com o novo e de descobrir outras possibilidades."
No Consultores encontrei isso:
"É o tipo rígido, que vive sua rotina e se assusta diante de possibilidades de mudança de atitudes e de comportamentos. Tenho encontrado várias pessoas com essa síndrome, ou seja, fazem o nosso curso, percebem alguma dificuldade, recebem a orientação para saná-la e depois de um tempo, permanecem com os mesmos problemas, nada fazendo para mudarem."
No blog Gosto de ler encontrei uma definição interessante:
"Um "gabriela" pode ser assim durante toda a vida e passar a falsa imagem de que se conhece muito bem e se aceita da forma como é, enquanto, muitas vezes, sua atitude é para esconder seu autodesconhecimento e sua baixa auto-estima. Embora não pareça, é muito mais difícil ser um portador da Síndrome de Gabriela do que assumir a própria identidade ou mudar o que for necessário. "
Mas o que mais gostei foi o que li no Vya Estelar:
"Algumas pessoas olham para o passado e conseguem perceber as lições, ainda que a custo de muito sofrimento, valorizam o aprendizado, pois conseguem aprender com a experiência passada. (...) Enquanto continuar acreditando que as coisas devem ser feitas sempre da mesma maneira, possivelmente tudo continuará tendo o mesmo resultado.
É preciso estar em constante aprendizado, aberto a mudanças, seja sobre o que for. Seja em relação ao trabalho, à educação dos filhos, fazer a comida, se relacionar, amar, enfim, tudo muda em fração de segundos e devemos acompanhar esse processo se desejarmos evoluir, crescer; do contrário encontraremos estagnação, e muitas vezes sofrimento. "
E finalmente, no Yahoo Respostas, encontrei algumas assim...
"O fato de ter amadurecido diz-me que não sou portador dessa síndrome."
'Eu prefiro ser , essa metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo"
"Aproveitando o que o psicólogo disse , todos podemos mudar, é só querer... muitos usam esse artifício para se destacar , mesmo que seja de uma forma negativa! Cada um tem sua personalidade , mas pode moldá-la para melhor, com certeza!!"
"Não, isso é coisa pra gente que não gosta de evoluir"
Eu penso assim... nem sempre consigo, mas uma das coisas que não mudo em mim é a capacidade de estar sempre mudando! Adquirindo novas experiências, novos conhecimentos, novos desejos, novos pontos de vista sobre as coisas. É difícil, mas às vezes temos que mudar para nos adaptar ao mundo que nos cerca, e assim conseguir algumas vitórias.
Também devemos aprender a mudar para nos relacionarmos melhor com as pessoas. No amor, então, acho isso imprescindível, pois a cada detalhe novo que descobrimos na pessoa amada temos um tipo de reação. O que é bonitinho hoje pode incomodar amanhã, essa é velha, mas o que incomoda hoje sempre vai incomodar.
E se estamos incomodando, por quê não mudar? Não falo em mudarmos nossa essência, essa é impossível mudar. Mas as pequenas coisas. Às vezes é mais fácil agradar do que parece... basta ter um pouco de atenção. De desprendimento. Olhar para o outro e tentar enxergar além das aparências. Difícil? Tente! Tire a mágoa do coração, tire a venda dos olhos, tire o preconceito do pensamento. Não faça como eles...

terça-feira, 20 de abril de 2010

Namorada baladeira

"Bom, Mulher de 40, tudo bem? Estou com um grande problema... Acho meio estranho pedir conselhos para alguém que não conheço..."
Quanto a isso, à vezes é mais fácil nos abrirmos com estranhos do que com conhecidos... veja o fato de eu me manter anônima no blog!
"Mas minha agonia é tanta que nem os melhores conselhos de minhas melhores amigas puderam me ajudar, o mesmo digo de meus amigos mais próximos (que, por sinal, não pensaram muito e deram a resposta mais rápida: galinhar haha)."
Homem quase sempre tem a saída mais fácil para os problemas dos outros...
"Tenho 19 anos, faço faculdade e tenho uma namorada de 17 que está no terceiro colegial. Nos 'conhecemos' indiretamente por comentários de amigos há uns 2 anos, até que em uma balada acabei encontrando ela e ficamos... Tinha acabado de sair de um relacionamento (uns 2 meses), extremamente bêbado na balada e ela também, estava crente que nada passaria daquela noite maravilhosa. Dançamos e conversamos, descobrindo coisas em comum.
Após acabar caindo de paixão pela garota que todos garotos temiam, por ser o tipo de garota poderosa, lutei com unhas e dentes para conquistá-la. Valeu até sair da ceia de ano novo na casa da avó pra encontrar com ela na virada da Av.paulista! Sei que toda garota poderosa sempre tem um grande ponto fraco mas não utilizei isso para conquistá-la... usei o que sentia por ela... logo então estávamos enrolados, e mais tarde namorando. Foi apenas 1 ano maravilhoso com ela, tantas expectativas, coisas novas que aprendia com ela! Primeiro Natal com uma namorada ! Não era o tipo de cara que conseguia ficar com alguém por mais que 4 ou 5 meses, imagina um ano ! Era uma coisa maravilhosa, tudo parecia tão novo... com um gostinho diferente de 'quero mais'...
Você é bem jovem... o primeiro amor é muito forte e a gente nunca esquece, e quando está no meio de tudo, se envolve completamente! Depois de muitos namorinhos sem compromisso, surge "aquela" pessoa...
"Até que comecei a aprender que a vida não é às mil maravilhas, que nada vem do céu e que mar de rosas só existe na imaginação... Você começa a se dar conta de que trabalhar é preciso, que conquistar uma independência financeira é ótimo e ser consciente do mundo e de tudo que nele acontece é algo soberbo!"

Claro, você está amadurecendo, nada mais normal, saudável e construtivo do que pensar assim.
"Mas ela ainda vive no conto das maravilhas, nunca fui um garoto endinheirado, aprendi na marra pelo lado ruim da coisa, ela não... Apesar de dificuldades familiares e financeiras, ela desfruta da vida "mentalidade revista capricho", todo aquele estereótipo louco e superficial, 'vou pras baladas mais fodas, me visto bem, me visto sexy, tento ser adulta, quero fazer uma viagem de intercâmbio, rodar o mundo todo e ser médica pra salvar todo mundo'."
Ela ainda não chegou na fase do amadurecimento...
"O fato é que o nosso relacionamento esfriou. Agora nos vemos somente aos finais de semana, isso quando ela sai comigo, pois agora meus horários não batem direito com os dela e a gente mal se fala... Ela agora vai pras baladas que playboyzinho dá passagem vip, posta no orkut Just Dance da Lady Gaga... mas fala que me ama perdidamente... Como posso ter respeito por ela, como posso amá-la desse jeito? É praticamente impossível...
Depois ela não entende por que os namorados antigos dela sempre metiam o chifre nela (sei que estou errado em acusar assim, parece que estou seguindo o mesmo caminho deles, mas não quero, não mesmo, ainda mais porque mais que namorados, começamos como amigos... e se existe ainda consideração pelos 'bons tempos' acho correto dizer tudo antes de fazer uma 'cagada' que me faça perder a razão.)
Creio eu que o "nosso" tempo já se foi.
Será que já tenho todas as respostas mas tenho medo de saber que elas são de fato a verdade?"

Parece que ela está querendo curtir tudo o que a vida está lhe proporcionando, sem pensar muito a sério em nada... E você está inseguro a ponto de pensar em fazer o que os outros fizeram ou dizem pra você fazer - traí-la. Mas sinto que essa não é a sua praia, você está principiando a construir uma vida independente e adulta e merece alguém que caminhe ao seu lado.

Você é jovem! Aproveite a vida e liberte-se de um relacionamento que não o está satisfazendo! Conviva com amigos que pensem parecido com você, não tente fazer o que os outros fazem, seja verdadeiro. Existem mil garotas por aí, e vou lhe dar os conselhos mais óbvios: "A fila anda", e "Se você não quer, tem quem queira!" Não estou dizendo para você galinhar, mas para conhecer pessoas e ver como o mundo é plural, e como um belo dia descobrimos uma pessoa que simplesmente fala o que estamos pensando!

Espero ter ajudado e obrigada pela confiança!
Beijos!

LinkWithin

Related Posts with Thumbnails