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segunda-feira, 24 de abril de 2017

Fazendo exercícios...

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Hoje resolvi voltar para a academia. Sou ciclista, mas quero aproveitar as férias pra dar uma variada... Durante mais de metade da minha vida estive dentro de uma academia: como aluna, depois estagiária, professora e por fim como dona de uma. Sempre fui apaixonada por ginástica.
Mas os esportes em meio à natureza mudaram meus gostos... eu fiz trekking, agora ciclismo, e até tentei escalar mas não rolou.
Então comecei na esteira. 5 minutos e eu não saía do lugar, vendo sempre na minha frente a televisão ligada com atrizes magérrimas desfilando suas fomes na telinha.
Passei para o tal elíptico. Mais 5 minutos, e eu subia, subia, e não enxergava a tal da rocha.
Bicicleta ergométrica. O cúmulo! A paisagem lá fora não mudava nunca! Não tinha o vento no rosto nem o barulhinho das rodas no asfalto ou na terra... quase chorei.
Mas vamos lá... abdominais. Até curto fazer, e faço um monte. Depois fiquei observando as pessoas. Uma morena com excesso de peso mas o corpo de uma - desculpe a expressão - égua. Levantando 30 kg de caneleiras em cada perna. Minha filha, você precisa correr e definir seu corpo!!! As mulheres estão realmente a fim de ficar com corpo de éguas, e os homens tomam conta dos aparelhos até a gente pensar que eles moram ali.
Que fim levou a paquera na academia? A conversa? Virou insanidade. Exercício para a saúde? Não! Éguas. Pra quê isso, filha... depois tu acaba com um baita problema na coluna e nem vai poder mais malhar.
Ainda gosto de exercícios. Graças a eles, cheguei em minha idade com um corpo bem "pegável", segundo um amigo bem mais jovem que eu. E sei mais do que ninguém que são necessários. Mas tem que ter prazer. Tem que ter medida. Menos caneleiras e mais olho no olho, meninas. Menos bíceps e mais assunto, meninos.
Não estou mais acreditando nas pessoas...

Triste

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Aqui está uma mulher que já namorou bastante na vida. Desde os 12 anos, sempre estive apaixonada por alguém. Também sempre gostei de sexo e nunca vi isso como moeda de troca para relacionamentos. Para mim é a coisa mais normal do mundo sentir atração por alguém e transar. Uma necessidade física, ao mesmo tempo tão intensa como uma paixão - quando estou apaixonada - ou tão corriqueira como tomar um café em boa companhia.
Infelizmente, o universo masculino não entende assim. Da mesma forma que trata o sexo como necessidade, a imensa maioria dos homens trata as mulheres que assim pensam como vadias. Sem qualquer mimimi feminista, pois também me servi do sexo quando me aprouve, mas talvez por isso mesmo tenha passado que seria só isso... ou só para isso.
Dou muita importância à amizade. Com homens ela é diferente. Pode envolver cama, e é tão bom quando envolve! Mas também gostaria de poder contar com o "amigo" nas horas nem tão prazerosas assim. Sonhadora!
Encontro-me bem desiludida das pessoas. O último por quem me apaixonei mostrou-se quase um sociopata, e fico me perguntando por que me apaixono tão fácil. Ou, me apaixonava.
Agora me sinto impermeável. Não me vejo mais com alguém, não mais como antes, o que está aqui agora é uma mulher que quer ser cortejada, cobiçada e também tratada como ser humano, e com gentileza e cavalheirismo, qualidades tão distantes das atitudes masculinas atuais.
Conheci exceções, claro. Mas neste momento a tristeza que se passa em meu coração é sobre essas coisas, que sempre dominaram meus sentimentos. Buscando porquês. Aprendendo. Sempre!

... por que não eu?


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Vi um casamento ao ar livre sábado...e hoje umas fotos lindas de casamentos bem diferentes. Às vezes, quando isso acontece, me pego pensando... por que não eu?
Já casei no civil uma vez, separei, juntei com outro, separei... na maior parte da minha vida não sonhei com casamento assim, cerimônia e tal...
Perto de completar 50 anos, vejo que parei de amadurecer aos 13, pois até hoje me comporto como uma menininha nos relacionamentos com homens. E como uma menininha acabo apanhando sempre. Atração por cafajestes? 
Talvez. Conheci há pouco um cara com tantos problemas quanto eu... ou mais... senti mil afinidades pra variar, rolou sexo bom, imaginei cumplicidade, no fim ele voltou para a ex e ainda descobri que provavelmente também estava ficando com outra ao mesmo tempo.
Sou imatura e atraio imaturos? Quando encontrei bons homens estava o quê? Ruim, por isso os perdi?
Às vezes viver cansa. Não sei viver sem paixões. Tem que ter alguém na volta. Devo mudar isso. Cansada de sofrer.

sábado, 8 de março de 2014

Feliz o que?


Fiquei pensando sobre o Dia Internacional da Mulher e em como estamos. Não há muito que comemorar. Qual a vitória em virar ninja e ter que se multiplicar em mil para tentar atender trabalho, marido, filhos, casa, mãe, parentes, passar por crises hormonais e ainda ter algum tipo de vida social independente? Qual a vantagem aqui no Brasil por exemplo em ganhar o direito ao voto se o governo frauda urnas? 

Por toda a parte mulheres ainda consentem em apanhar dos homens que escolhem para companheiros. Sim, pois são elas mesmas que escolhem, muitas vezes se colocando e à sua prole em risco. Mulheres se colocam ao lado de amantes contra filhas estupradas por estes. Mulheres fazem filhos a rodo para receberem mais e mais auxílios do governo.

Solteiras, segundo elas, por opção, vivem atrás de tratamentos de beleza, e dá-lhe chapinha, e coloração, e manicure (socorro, essas unhas decoradas!), e o escambau. Não sou contra nada disso, mas tem mulher que vive no salão, até para ir em reunião da escola dos filhos. Isso aquelas que vão na escola dos filhos, que já são muito poucas. A maioria hoje põe os filhos no mundo e entrega para a avó criar, ou para a creche, ou para a escola educar, numa inversão fatal de valores que resulta em adultos totalmente inaptos para qualquer vida útil e produtiva em sociedade.

Então, como estão as mulheres hoje? Continuam ganhando menos, estão conquistando cargos e doenças antes tipicamente masculinos, estão deixando de fazer as coisas boas antes tipicamente femininas, não estão mais conseguindo namorados - queixa geral - , só correndo atrás do prejuízo, pais que as deixam criando os filhos sozinhas e vão atrás das periguetes, e sua escolha pela independência acaba por deixá-las mais sozinhas ainda.

Passei um tempo de retiro em casa sem trabalhar e confesso que foi uma das melhores épocas da minha vida. Cuidar da casa e da minha filha era tudo de bom. Trabalhar fora é muito bom sem filhos. Ou depois que eles crescem. O carinho, o companheirismo, a educação e as notas da minha filha compensam tudo! 

Isso soa machista? Podem me chamar do que quiserem. Com 47 já passei por várias fases, a feminista mal informada, a festeira deslumbrada, a casada certinha, a supermãe, agora estou me lixando para tudo quanto for rótulo. Hormônio é uma merda. Na próxima encarnação quero nascer homem. É muito mais fácil. 

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Novo ano, velhos problemas... e agora?


Não sou muito de datas festivas e consumistas, então passei o final de ano de forma até frugal, sem muita comida nem bebida, sem muita gente ao redor, só com as pessoas que importam. Acabo me irritando com tanta foto de gente com o copo na mão, e depois no outro dia tanta tragédia nos jornais... Até quando? Será que cada brasileiro vai ter que perder um ente querido de forma bem trágica para aprender? Por que não aprender com os erros dos outros também? Até que ponto somos tão ignorantes assim e não podemos mudar um pouquinho?

Então, ontem postei no Facebook assim... mas por favor, reflitam e não só achem bonitinho!

Então, já estamos em 2014, quase nada mudou, os jornais continuam relatando a violência incrível nessas datas que deveriam ser festivas... Até quando vamos encher a cara e fingir que está tudo bem? E os protestos do ano passado serviram para alguma coisa? Para nada! Tudo continua igual, as passagens subindo, os preços no mercado um absurdo, Dilma e seus comparsas roubando, merdas e merdas do passado de Lula aparecendo... Mas agora tudo é festa até o Carnaval, depois, ah, depois tem a Copa, e os feriadões, e o PIB por água abaixo segundo já preveem os economistas... Vamos lá, é Brasil, o eterno deitado em berço esplêndido, o eterno país do futuro, que nunca tem presente nem lembra do passado.

domingo, 8 de dezembro de 2013

Dos 40 aos 50


Quero voltar a escrever, passado o desespero de me sentir já perto dos 50, pois fiz 47 esse ano. Não me atirem pedras, cada um com seus problemas, quem acabou de entrar nos 40 está naquela euforia de "estou com tudo em cima ainda", ouvindo aquela ladainha do "você está muito bem para a sua idade" (já falei sobre isso AQUI ). Mas perto dos 47 a gente descobre que tudo é sim mais difícil, como disse uma amiga, na nossa idade emagrecer, por exemplo, é passar a pão, água e alface rsrsr...

A boa notícia é que agora sinto vontade sim de emagrecer - engordei um pouco de um ano para cá - mas não penso mais na estética, ufa! Libertando-me das algemas do espelho, da estética, agora quero é ter saúde, pois descobri que quero fazer coisas que ainda não fiz e que jurava que nunca iria querer fazer.

Fui ao cardiologista e pasmei quando descobri que meu colesterol está no limite, apesar de estar com bom condicionamento físico e pouco excesso de peso. Estresse, só pode. Então, é hora de correr para o prazer, a diversão, deixar de se preocupar com coisas inúteis, que até há pouco me importavam muito.

Estou cuidando da saúde mental também, como deveria ter feito há uns 30 anos já kkkk.... Mas o velho ditado é sempre válido: nunca é tarde, não mesmo!

Imagem Facebook

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Saúde?

Tudo neste país se resume em um termo: infraestrutura. No caso da saúde, por exemplo, os médicos reclamam de falta de condições de trabalho da mesma maneira com que os professores reclamam. Então, há profissionais, mas não se têm condições dignas. 

Deixando a educação de lado por ser o "óbvio ululante", vou falar da saúde. Você vai a um médico e ele em minutos tem um diagnóstico. Bravo! Mas e quando você descobre que a maioria do pacientes dele recebem a mesma prescrição de medicamento? Ele estaria recebendo comissão dos representantes de laboratório? (Já vi um médico ficar mais tempo com um desses senhores da malinha preta do que com um paciente)

E você em casa, tomando já 3 tipos de medicamentos diferentes porque está em situação crítica, lembra também do balconista da farmácia, que falou que o genérico é a mesma coisa - diferentemente do médico - , mas que tentou te empurrar um fortificante que "estava em promoção".

Em quem confiar? Já deixei de fazer uma cirurgia muito séria graças - pasmem! - a uma comunidade do Orkut, aonde encontrei pessoas passando por situações muito parecidas com a minha. E um médico deixou de ganhar uma fortuna de meu plano de saúde...

Continuarei buscando informações. Será que os médicos que me atendem também estão na rede se atualizando?

Não sei. Não sei mais nada. Sempre em busca de respostas. Com a palavra, os profissionais da saúde.

sábado, 13 de julho de 2013

Onde está?


Onde está o lugar onde meu cansaço passa?
Onde está o abraço que acabe com minha carência?
Onde a comida que faça minha fome terminar?
Onde a máquina do tempo que faça minha vida voltar muitos anos atrás?
Onde está o jeito de entender que as coisas deram erradas por minhas escolhas?
Onde está o livro que ensine as pessoas a não se boicotarem?
Onde a casa em que perdoarei minha infância?
Onde o colo em que possa desabar?
Onde está o amigo que possa somente ouvir sem aconselhar?


terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Um minuto de silêncio

"Nos anos 70, Marina Abramovic viveu uma intensa história de amor com Ulay. Durante 5 anos viveram num furgão realizando todo tipo de performances. Quando sentiram que a relação já não valia aos dois, decidiram percorrer a Grande Muralha da China; cada um começou a caminhar de um lado, para se encontrarem no meio, dar um último grande abraço um no outro, e nunca mais se ver.

23 anos depois, em 2010, quando Marina já era uma artista consagrada, o MoMa de Nova Iorque dedicou uma retrospectiva a sua obra. Nessa retrospectiva, Marina compartilhava um minuto de silêncio com cada estranho que sentasse a sua frente. Ulay chegou sem que ela soubesse e... Foi assim."

(Traduzido por Rodrigo Robleño)




Vi no Criação Criativos no Facebook
Pra quem sempre espera o tal do final feliz, vá ver novela. A vida é como ela é.
Ou será que esse é um final feliz?

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Prazeres da Melhor Idade


Texto de Ruy Castro

A voz em Congonhas anunciou: "Clientes com necessidades especiais, crianças de colo, melhor idade, gestantes e portadores do cartão tal terão preferência etc.".

Num rápido exercício intelectual, concluí que, não tendo necessidades especiais, nem sendo criança de colo, gestante ou portador do dito cartão, só me restava a "melhor idade" - algo entre os 60 anos e a morte.

Para os que ainda não chegaram a ela, "melhor idade" é quando você pensa duas vezes antes de se abaixar para pegar o lápis que deixou cair e, se ninguém estiver olhando, chuta-o para debaixo da mesa.

Ou, tendo atravessado a rua fora da faixa, arrepende-se no meio do caminho porque o sinal abriu e agora terá de correr para salvar a vida. Ou quando o singelo ato de dar o laço no pé esquerdo do sapato equivale, segundo o João Ubaldo Ribeiro, a uma modalidade olímpica.

Privilégios da "melhor idade" são o ressecamento da pele, a osteoporose, as placas de gordura no coração, a pressão lembrando placar de basquete americano, a falência dos neurônios, as baixas de visão e audição, a falta de ar, a queda de cabelo, a tendência à obesidade e as disfunções sexuais. 
Ou seja, nós, da "melhor idade", estamos com tudo, e os demais podem ir lamber sabão.

Outra característica da "melhor idade" é a disponibilidade de seus membros para tomar as montanhas de Rivotril, Lexotan e Frontal que seus médicos lhes receitam e depois não conseguem retirar.

Outro dia, bem cedo, um jovem casal cruzou comigo no Leblon. Talvez vendo em mim um pterodáctilo da clássica boemia carioca, o rapaz perguntou: "Voltando da farra, Ruy?". Respondi, eufórico: "Que nada! Estou voltando da farmácia!".

E esta, de fato, é uma grande vantagem da "melhor idade": você extrai prazer de qualquer lugar a que ainda consiga ir.

Primeiro, a aposentadoria é pouca e você tem que continuar a trabalhar para melhorar as coisas. Depois vem a condução.
Você fica exposto no ponto do ônibus com o braço levantado esperando que algum motorista de ônibus te dê uns 60 anos.
Olha... a analise dele é rápida. Leva uns 20 metros e, quando pára, tem a discussão se você tem mais de 60 ou não.

No outro dia entrei no ônibus e fui dizendo:
- "Sou deficiente".
O motorista me olhou de cima em baixo e perguntou:
- "Que deficiência você tem?"
- "Sou broxa!"
Ele deu uma gargalhada e eu entrei.
Logo apareceu alguém para me indicar um remédio. Algumas mulheres curiosas ficaram me olhando e rindo...
Eu disse bem baixinho para uma delas:
- "Uma mentirinha que me economizou R$ 3,00, não fica triste não"

Bem... fui até a pedra do Arpoador ver o por do sol.
Subi na pedra e pensei em cumprir a frase. Logicamente velho tem mais dificuldade.

Querem saber? Primeiro, tem sempre alguém que quer te ajudar a subir: "Dá a mão aqui, senhor!!!"
Hum, dá a mão é o cacete, penso, mas o que sai é um risinho meio sem graça.
Sentar na pedra e olhar a paisagem.
É, mas a pedra é dura e velho já perdeu a bunda e quando senta sente os ossos em cima da pedra, o que me faz ter que trocar de posição a toda hora.
Para ver a paisagem não pode deixar de levar os óculos se não, nada vê.
Resolvo ficar de pé para economizar os ossos da bunda e logo passa um idiota e diz:
- "O senhor está muito na beira pode ter uma tontura e cair."
Resmungo entre dentes: ... "só se cair em cima da sua mãe"... mas, dou um risinho e digo que esta tudo bem.
Esta titica deste sol esta demorando a descer, então eu é que vou descer, meus pés já estão doendo e o sol nada.
Vou pensando - enquanto desço e o sol não - "Volto de metrô, é mais rápido..."

Já no metrô, me encaminho para a roleta dos idosos, e lá está um puto de um guarda que fez curso, sei eu em que faculdade, que tem um olho crítico que consegue saber a idade de todo mundo.
Olha sério para mim, segura a roleta e diz:
- "O senhor não tem 65 anos, tem que pagar a passagem."
A esta altura do campeonato eu já me sinto com 90, mas quando ele me reconhece mais moço, me irrompe um fio de alegria e vou todo serelepe comprar o ingresso.
Com os pés doendo fico em pé, já nem lembro do sol, se baixou ou não, dane-se. Só quero chegar em casa e tirar os sapatos...
Lá estou eu mergulhado em meus profundos pensamentos, uma ligeira dor de barriga se aconchega... Durante o trajeto não fui suficientemente rápido para sentar nos lugares que esvaziavam...

Desisti... lá pelo centro da cidade, eu me segurando, dei de olhos com uma menina de uns 25 anos que me encarava... Me senti o máximo.

Me aprumei todo, estufei o peito, fiz força no braço para o bíceps crescer e a pelanca ficar mais rígida, fiquei uns 3 dias mais jovem.
Quando já contente, pelo menos com o flerte, ela ameaçou falar alguma coisa, meu coração palpitou.
É agora...
Joguei um olhar 32 (aquele olhar de Zé Bonitinho) ela pegou na minha mão e disse:
- "O senhor não quer sentar? Me parece tão cansado?"

Melhor Idade??? Melhor idade é a puta que te pariu...


Ruy Castro (Caratinga, 27 de fevereiro de 1948) é um jornalista e escritor brasileiro.


ESTE TEXTO INAUGURA A TAG "RUMO AOS 50". É inevitável, então vamos gozar...

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

27.01.2013


Há dois anos vim morar em Santa Maria. Acredito que o principal motivo que me trouxe para cá foi o fato de ter passado os melhores anos de minha juventude aqui, o tempo de faculdade. O melhor tempo da vida de qualquer pessoa! Um desejo meio adolescente de reviver tudo, talvez, não sei... Fato é que sempre fui mais feliz aqui do que em minha cidade natal.

Santa Maria no verão tem um calor de madrugada que não senti em nenhum outro lugar, um bafo e um cheiro de xis... Santa Maria do DCE, onde - hoje sabemos - arriscamos quem sabe quantas vezes nossas vidas?

Onde fui tão feliz despreocupadamente, vim parar com minha filha, pensando no futuro dela, estudos e muito mais. E hoje quando passo na esquina da Andradas com a Rio Branco dá vontade de chorar, me sinto infeliz e impotente. A cidade carrega agora um peso enorme.

Sei que com o tempo as coisas passam. Mas tantas vidas não podem se perder em vão. Vidas que estavam no auge. Vidas que eu acredito que se foram por um propósito maior, que não é consciente para nós.

E hoje, quando passo de madrugada pelas ruas, ouvindo um bom rock, meu pensamento já não é mais nos bons tempos... Fomos roubados na nossa alegria de viver aqui em Santa Maria. Fomos roubados em nossa inocência. Perdemos um pedaço de nós na madrugada de domingo.

Só nos resta cobrar incansavelmente a punição dos culpados e mais, a mudança necessária, já prevista em leis que não são cumpridas. Mudemos nosso pensamento de "deixa pra lá". Mudemos nossa mania brasileira de esquecer tudo em pouco tempo. Nossos filhos merecem lugares seguros para serem inocentes como já fomos. Todos nós merecemos um futuro que foi tão súbita e violentamente roubado daquelas 235 crianças.

* O número total de vítimas chegou a 242. Um ano após, não houve justiça ainda.

sábado, 13 de outubro de 2012

Crescer...?


"Ao crescer, as pessoas param de brincar e parecem renunciar ao prazer que obtinham do brincar. Contudo, quem compreende a mente humana sabe que nada é tão difícil para o homem quanto abdicar de um prazer que já experimentou. Na realidade, nunca renunciamos a nada; apenas trocamos uma coisa por outra. O que parece ser uma renúncia é, na verdade, a formação de um substituto ou sub-rogado. Da mesma forma, a criança em crescimento, quando pára de brincar, só abdica do elo com os objetos reais; em vez de brincar, ela agora fantasia. Constrói castelos no ar e cria o que chamamos de devaneios." (Freud em "Escritores Criativos e Devaneio", 1907)

Encontrei este trecho no Facebook e fiquei pensando... isso explica a "imaturidade" emocional de pessoas como eu, que sempre se sentem diferentes e meio excluídas por não quererem abrir mão de certos sonhos e certas loucuras? Ou apenas encontrei uma frase que porventura possa justificar uma imaturidade real?

Acho que vou começar a ler Freud...

sábado, 18 de agosto de 2012

Você está muito bem!


Vi num "Saia Justa"... Mulher depois dos 40 não é linda, apenas "está bem para a idade". É a pura verdade. Até os 30 e poucos ainda escutamos "Como você é linda!" Depois dos 40 e poucos, vira "Mas você não parece que tem 45"... "Você está muito bem!"

Conviver com isso não tem sido muito agradável. É claro que tenho outros atrativos. Mas a imensa maioria dos homens não está interessada em muita coisa além de um corpinho jovem. E olha que eu estou muito bem, obrigada! rsrsrs

Outro dia conversava com uma colega sobre isso. Ela começou a me elogiar e eu respondi... "Não quero ouvir isso de uma mulher, de uma amiga... quero ouvir isso de um homem!" Mas eles estão atrás dos tais corpinhos. A oferta é muito grande. A falta de vontade de se comprometer aumentou muito. Então eles aproveitam. Não podemos forçar os homens a admirar nossa inteligência e sabedoria, não podemos exibir nossa experiência como um troféu.

Minhas amigas que estão na fase dos trinta estão arrasando! Realmente, é a idade em que beleza física e maturidade se encontram numa química perfeita! Mas chegam os 40... Aí a coisa vai caindo. E cai mesmo. Tudo fica mais difícil. Emagrecer é mais difícil e a gente já não tem saco pra sofrer com dieta, nem acha tão bonito ficar magra demais. Mas o endocrinologista mandou emagrecer.

O corpo precisa de uma musculação para manter a forma. Mas a coluna já não aguenta mais aqueles agachamentos que a gente fazia com tanta facilidade aos 25 anos. Estamos na fase de ir para o clube dar uma alongada e tomar uma cerveja, porque ninguém é de ferro...

Gostaríamos que os filhos não crescessem tanto, mas eles estão criando asas e já sentimos o vazio se apossar do ninho. Quem não se deu bem no casamento, como a maioria, está vislumbrando uma velhice solitária ou está acomodada num casamento que não satisfaz há muito. Pensamos em investir mais na profissão. Mas, e os fins de semana... estudando, de novo?

São muitas mudanças. E sempre nos respondem com lugares comuns. Como nunca gostei disso, estou desenhando uma velhice diferente para mim. Vou dar espaço para catarses. Agora posso vestir o que eu quiser, não tenho mais que sair arrasando! Vou ser perua e dar uma banana para a moda! Vou insistir na musculação, mas para me sentir forte e não "gostosa". A coluna aguenta mais um pouquinho.

E estudar sim, por que não? A única coisa que não sinto envelhecer neste corpo é a vontade de aprender. 

domingo, 8 de julho de 2012

Sozinha sábado à noite?


Sábado à noite. Casa limpa e organizada. Vinho na geladeira. Banho. Lavar o cabelo. Esfoliar. Depilar. Passar uma dose generosa de óleo com perfume de rosas no corpo. Fazer uma escova nos cabelos. Passar silicone nas pontas. Creme anti sinais no rosto. Creme hidratante nas mãos. Dar uma olhadinha no Facebook para ver o que não quero. Dormir. What?

Outro dia inventei de entrar no tal do Badoo. Aí descobri que 234 pessoas tinham visitado meu perfil. Dei uma fuçada. Só tinha velhos, feios e gordos. Tipo de homem que quer uma mulher de 45? Catando uma agulha num palheiro, achei dois razoáveis. Um professor como eu, baixinho, já me deu seu celular e queria marcar encontro em alguma praça porque achou que eu sou "do bem". O outro, médico, mais jovem, me pareceu meio doido, porque de imediato declarou sua tara por pés e disse que gostaria de ter uma dona. Nada contra, mas numa primeira conversa?  O que as pessoas fazem no Badoo? Muitos estão "em um relacionamento". What?

Volto para mim mesma. Minha vida de "só-trabalho-e-cuido-da-minha-filha". 45 anos errando bastante, aprendendo um pouco menos, ensinando talvez menos ainda, já que a maioria das pessoas não quer mesmo mudar nem aprender. Tenho um pouco de cultura, bom papo, consigo conversar sobre quase tudo, bom humor e nenhuma vergonha. Não gosto de fofocas - tá legal, só um pouquinho... - nem de hipocrisia. Sempre fui boa confidente de meus namorados, maridos e amantes.

O que há com os relacionamentos? Ainda existem pessoas que os desejam? Alguém ainda quer ter um parceiro não por desespero ou apenas por tara?


"Eu tenho um bom papo e sei até dançar
Não posso compreender, não faz nenhum efeito
A minha aparição será que errei na mão
As coisas são mais fáceis na televisão"


Li em duas noites o "Diário de Bridget Jones". Gosto de ler livros famosos depois que saíram de moda. O termo "babaquice emocional" ficou gravado em minha cabeça. O namorado de uma amiga dela, "com quem ela vai e volta há 18 meses, tinha terminado tudo porque ela perguntou se podiam passar as férias juntos. (...) 'Sou uma dependente. Pedi muito mais do que o necessário só para satisfazer minha carência.'"

Mais uma mulher inventando desculpas para o homem que não quer compromisso. Mais tarde converso com uma amiga e fazemos exatamente a mesma coisa a respeito de dois ou três caras. Porque simplesmente os homens não pensam em responder mensagens de celular, não se preocupam com o dia seguinte, nem com a semana seguinte, nem com nada. A mulherada está aí, solta, querendo, pedindo, então eles preferem variar. 

Tenho preferido a minha companhia e a de amigos. Estou me fechando para o mundo dos relacionamentos. Preguiça emocional maior do que a carência. Desculpem, mas não quero baixinhos, nem gordos, nem desesperados, nem tarados, nem velhos. Nem estou preocupada com o tipo de homem que eu atraio. Vou sair do Badoo. Prefiro ir ao cinema.

(Para quem está como eu, achei umas dicas ótimas aqui = 10 coisas para fazer sozinha em casa no sábado à noite)

terça-feira, 12 de junho de 2012

Namorar comigo mesma


É isso... já que inúmeros relacionamentos não prosseguiram... porque não acho legal falar "não deu certo". Deu certo, por um tempo. Ótimo. Então, dentro do velho chavão "amar a si para poder amar aos outros", eu acho que temos que ter um tempo para namorar consigo, para se amar, para se melhorar como pessoa...

Já tive outras épocas de "forever alone". Fazia até jantar à luz de velas para mim mesma. Melhor do que ser levada por um namorado para jantar em churrascaria no dia dos namorados... Hoje vi um anúncio de churrascaria com "jantar à luz de velas" e pensei... por mais que estejamos no Rio Grande do Sul, que tipo de homem leva uma namorada a uma churrascaria no dia dos namorados? Romântico, né? :S

Bem que adoraria hoje ser levada par uma suíte especial em um motel espetacular, daquelas com pétalas de rosa e etc (se bem que algemas fazem mais a minha cabeça...), mas estando assim em casa, sozinha, fico pensando... será que tem idade para tudo?

Tive a idade de namorar bastante... não éramos do tipo "ficar". Ficávamos, sim, mas duas ou três vezes com o mesmo e já resultava em namoro. No meu caso, o namoro durava em torno de dois meses e acabava. Nunca levei muito a fundo a coisa. Uma psicóloga me disse que eu não queria ter um relacionamento duradouro porque o primeiro homem da minha vida - meu pai - me decepcionou sempre. Mas já passei da fase de culpar a infância por minhas atitudes.

Voltando ao tema, acho que namorar é a melhor coisa que existe. Início de namoro, aquela fase em que você não sabe direito se chama a pessoa de namorado na frente dos outros ou não... até que ele pronuncia a frase e você fica saltitante por dentro. Aquela fase em que você se tranca num quarto e namora até cansar.. isso cansa? Acho que não srsrs... A fase de rir de mãos dadas. A fase de se olhar nos olho demoradamente.

 (ETERNAMENTE MULHER ADOLESCENTE...) 

Adoro tudo isso. Isso que relacionamentos duradouros não proporcionam. O brilho, a loucura, o tesão, o frio no estômago. A paixão. Sou viciada em paixão. Posso até me apaixonar várias vezes pelo mesmo homem, o que já aconteceu comigo. Mas tem que ser recomeço com gosto de começo. Comida com gosto de requentada, não. A surpresa. O esperar. O iludir-se...

Na minha idade, começo a duvidar se isso ainda pode acontecer comigo de novo. Até gostaria. Mas não tenho me visto a sair por aí, tentando conhecer alguém. Começar toda aquela história de novo. Cansaço? Maturidade? Saudades de algum relacionamento anterior? Preguiça? Não sei. Mas prefiro, atualmente, namorar comigo mesma. Já me conheço bem. Já sei minhas manias, minhas inconstâncias, meus momentos de paz e os de loucura.

E para finalizar, uma frase que vi no Facebook...

 MAIS VALE UMA AMIZADE COLORIDA QUE UM NAMORO PRETO E BRANCO. 

Se é que você me entende...

domingo, 6 de maio de 2012

Como escolher?


Como escolher? Entre viver com emoções ou sem?

Esta é a rotina de uma bipolar. Vou sobrevivendo, trabalhando, tomando minha medicação, e a vida vai passando como se eu fosse um vegetal. Acontecimentos que deixariam pessoas "normais" sensibilizadas não me tocam. Não tenho opiniões muito fortes sobre nada. Não me interesso por notícias. Não me interesso por sexo. Não me interesso por quase nada. Mas fico tranquila. Conformada. Mais uma noite de sono. Mais um dia de trabalho. Mais um fim de semana sem fazer nada. Mais uma semana sem fazer novas amizades. Mais um mês me afastando das pessoas. Rotina. Rotina. Rotina!

Súbito, me rebelo. Páro com a medicação. Passados 2 dias, elas começam a aparecer. Elas. As emoções. A saudade. A rebeldia. A vontade de bater em alguém. A vontade de fazer sexo, muito sexo, afinal, é muita energia represada. Começo a ter opiniões de novo. Vem a vontade de me expressar, escrever, beijar, dançar, conversar, sair, ouvir música, cantar, brigar, dar risadas, ver gente, amar, odiar, viver...

Aí vem a gangorra. De repente, estou dançando e cantando alto na sala. Em minutos estou chorando, fumando ao volante do carro, sonhando com uma estrada sem fim. Mais uns tempos controlando as emoções, consciente como posso, e chega um dia que estou quase saindo do controle. Só choro. Não tenho mais vontade de sair debaixo do cobertor. 

Volto aos comprimidos. Como viver assim? Como escolher?

sábado, 21 de abril de 2012

Entre 1959 e 2011... houve a mutação!


Cenário 1: João não fica quieto na sala de aula. Interrompe e perturba os colegas.
1959: É mandado à sala da diretoria, fica parado esperando 1 hora, vem o diretor, lhe dá uma bronca descomunal e até umas reguadas nas mãos e volta tranquilo à classe. Esconde o fato dos pais com medo de apanhar mais. Pronto.
2011: É mandado ao departamento de psiquiatria, o diagnosticam como hiperativo, com transtornos de ansiedade e déficit de atenção em ADD, o psiquiatra receita  Rivotril. Transforma-se num zumbi. Os pais reivindicam uma subvenção por ter um filho incapaz e processam o colégio.

Cenário 2: Luís, de sacanagem quebra o farol de um carro, no seu bairro.
1959: Seu pai tira a cinta e lhe aplica umas sonoras bordoadas no traseiro. A Luís nem lhe passa pela cabeça fazer outra nova "cagada", cresce normalmente, vai à universidade e se transforma num profissional de sucesso.
2011: Prendem o pai de Luís por maus tratos. O condenam a 5 anos de reclusão e, por 15 anos deve abster-se de ver seu  filho. Sem o guia de uma  figura paterna, Luís se volta para a droga, delinque e fica preso num presídio especial para adolescentes. 

Cenário 3: José cai enquanto corria no pátio do colégio, machuca o joelho. Sua professora Maria, o encontra chorando e o abraça para confortá-lo...
1959: Rapidamente, João se sente melhor e continua brincando.
2011: A professora Maria é acusada de não cuidar das crianças. José passa cinco anos em terapia pelo susto e seus pais processam o colégio por danos psicológicos e a professora por negligência, ganhando os dois juízos. Maria renuncia à docência, entra em aguda depressão e se suicida...

Cenário 4: Disciplina escolar
1959: Fazíamos bagunça na classe... O professor nos dava uma boa "mijada" e/ou encaminhava para a direção; chegando em casa, nosso velho nos castigava sem piedade e no resto da semana não incomodávamos mais ninguém.
2011: Fazemos bagunça na classe. O professor nos pede desculpas por repreender-nos e fica com a culpa por fazê-lo. Nosso velho vai até o colégio dar queixa do professor e para consolá-lo compra uma moto para o filhinho.

Cenário 5: Horário de Verão.
1959: Chega o dia de mudança de horário de inverno para horário de verão. Nada acontece.
2011: Chega o dia de mudança de horário de inverno para horário de verão. A gente sofre transtornos de sono, depressão, falta de apetite, nas mulheres aparece até celulite.

Cenário 6: Fim das férias.
1959: Depois de passar férias com toda a família enfiados num Gordini ou Fusca, é hora de voltar após 15 dias de sol na praia. No dia seguinte se trabalha e tudo bem.
Ano 2011: Depois de voltar de Cancun, numa viagem 'all inclusive', terminam as férias e a gente sofre da síndrome do abandono, "panic attack", seborréia, e ainda precisa de mais 15 dias de readaptação...

Cenário 7: Saúde.
1959: Quando ficávamos doentes, íamos ao INPS aguardávamos 2 horas para sermos atendidos, não pagávamos nada, tomávamos os remédios e melhorávamos.
2011: Pagamos uma fortuna por plano de saúde. Quando fazemos uma distensão muscular, conseguimos uma consulta VIP para daqui a 3 meses, o médico ortopedista vê uma pintinha no nosso nariz, acha que é câncer, nos indica um amigo dermatologista que pede uma biópsia, e nos indica um amigo oftalmologista porque acha que temos uma deficiência visual.  Fazemos quimioterapia, usamos óculos e depois de dois anos e mais 15 consultas, melhoramos da distensão muscular.

Cenário 8: Trabalho.
1959: O funcionário era "pego" fazendo cera (fazendo nada). Tomava uma reguada do chefe, ficava com vergonha e ia trabalhar.
2011: O funcionário pego "desestressando" é abordado gentilmente pelo chefe que pergunta se ele está passando bem. O funcionário acusa-o de bullying e assédio moral, processa a empresa que toma uma multa, o funcionário é indenizado e o chefe é demitido.

Cenário 9: Assédio.
1959: A colega gostosona recebe uma cantada de Ricardo. Ela reclama, faz charminho mas fica envaidecida, saem para jantar, namoram e se casam.
2011: Ricardo admira as pernas da colega gostosona quando ela  nem está olhando, ela o processa por assédio sexual, ele é condenado a prestar serviços comunitários. Ela recebe indenização, terapia e proteção paga pelo estado. 

Cenário10: Comportamento
1959: Era feio mostrar a bunda e rebolar em público e era bonito fumar.
2011: É feio fumar e é bonito mostrar a bunda e rebolar.


Pergunta-se:
EM QUE MOMENTO FOI, ENTRE 1959 E 2011, QUE NOS TRANSFORMAMOS NESTE BANDO DE BOSTAS?  

sábado, 7 de abril de 2012

No amor e na guerra...


Há uma frase dizendo que "no amor e na guerra, vale tudo". Mas até a guerra tem suas regras. E o amor? Ficar em casa em um início de feriado, com a cidade bombando, faz com que você acabe filosofando sobre o porquê de estar em casa, sozinha, em um início de feriado, com a cidade bombando.

"A amizade é, acima de tudo, certeza – é isso que a distingue do amor."
Marguerite Yourcenar

Sempre fui de me apaixonar pelos incertos. Pelos difíceis. Homem no meu pé, acaba sempre virando capacho. Mas também, quem gosta? Só que tudo cansa. Ficar esperando aquele telefonema, cansa. Ficar esperando resposta para um convite, cansa. Ficar esperando atitude de um homem, cansa.

"O amor é como a guerra; fácil de começar, e muito difícil de terminar."
Ninon de Lenclos


O amor parece não ter fim. Só quando acaba. Sempre troquei um amor por outro. Ou melhor, uma paixão por outra. Talvez por não saber amar, que é uma coisa mais comprometida. Mas paixão dá fome. E qualquer animal, quando não encontra alimento, muda de casa.

"Amor e desejo são coisas diferentes.
Nem tudo o que se ama se deseja e nem tudo o que se deseja se ama."
Miguel Cervantes


Seria isso um epitáfio pra os relacionamentos? Amamos até o desejo acabar? Depois, fica só a amizade. De volta à frase inicial... "A amizade é, acima de tudo, certeza – é isso que a distingue do amor."

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