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terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Listen

LISTEN
Beyoncé
Composição: Anne Preven / Beyoncé Knowles / Henry Krieger / Scott Cutler
Listen to the song here in my heart
A melody I start but can't complete
Listen to the sound from deep within
It's only beginning to find release
Oh, the time has come for my dreams to be heard
They will not be pushed aside and turned
Into your own all 'cause you won't
Listen
Listen, I am alone at a crossroads
I'm not at home in my own home
And I've tried and tried to say what's on mind
You should have known
Oh, now I'm done believing you
You don't know what I'm feeling
I'm more than what you made of me
I followed the voice you gave to me
But now I've gotta find my own
You should have listened, there is someone here inside
Someone I thought had died so long ago
Oh, I'm screaming out and my dreams'll be heard
They will not be pushed aside on words
Into your own all 'cause you won't
Listen
Listen, I am alone at a crossroads
I'm not at home in my own home
And I've tried and tried to say what's on mind
You should have known
Oh, now I'm done believing you
You don't know what I'm feeling
I'm more than what you made of me
I followed the voice you gave to me
But now I've gotta find my own
I don't know where I belong
But I'll be moving on
If you don't, if you won't
Listen to the song here in my heart
A melody I start but I will complete
Oh, now I'm done believing you
You don't know what I'm feeling
I'm more than what you made of me
I followed the voice you think you gave to me
But now I've gotta find my own, my own
(Tradução AQUI)

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Transar no primeiro encontro

Esse tema é bem repetitivo nos blogs de relacionamento, revistas femininas e bate papos entre mulheres. Aqui no blog, devo ter escrito apenas alguns parágrafos sobre o assunto. Na verdade é um assunto que para mim não importa muito, porque sou de uma época em que os adolescentes não ficavam... até ficavam, mas a coisa fatalmente se repetia e se transformava em namoro. Quando não se transformava em namoro, ficávamos amarrando o bode por um tempo e logo partíamos para outra.
Depois de passada a fase da adolescência, os namoros passaram a envolver sexo. As meninas não davam para qualquer um, não. Pelo menos não eu e as da minha turma. Se acontecia sexo na primeira vez que a menina ficasse com alguém, era porque já havia algum tipo de envolvimento anterior, no mínimo amizade. Havia uma espécie de seleção. Por isso, quando leio sobre "pagar boquete no primeiro encontro", fico meio abismada... Isso não é sexo?
Ou eu era - e sou - muito puritana, ou as pessoas perderam a noção. Acho sexo oral uma coisa muito íntima para ser feita antes do sexo ou com um estranho. Para mim, sempre rolou depois de um tempo de relacionamento. Senão, se torna uma coisa meio fria, parece que a mulher está querendo mostrar uma naturalidade com o sexo que a torna vulgar aos olhos dos outros.
Aí é que está o ponto... Às vezes a mulher quer parecer liberal e moderna para um cara, transa, e, já meio apaixonada, acha que o cara também vai se apaixonar por causa de umas boas horas de sexo. Por isso fica esperando o tal telefonema que nunca vem, ou que só vem nas noites de segunda a quinta. Por isso descobre depois que ficou "falada". Não é o fazer sexo em si que a torna vulgar, é a atitude.
Se você transou e está segura de que fez o que estava realmente a fim, não há motivos para se considerar vulgar. Aí o cara que falar isso, está se mostrando machista. Bem, se você está a fim de um macho, entre na dele e não dê. Mas se está a fim de um homem de verdade, na certa este homem não vai ligar se você transou com ele no primeiro, terceiro ou décimo encontro. É a sintonia que existiu que vai determinar o seu, digamos, grau de vulgaridade (achei ridículo esse termo...).
Pense bem... Às vezes temos com uma pessoa desconhecida uma afinidade instantânea, e não estou falando só de sexo. Afinidade de ideias, de motivações, de vidas. Você conversa horas com uma pessoa e descobre inúmeras coisas em comum. Viram amigos. O corpo também pode ter essa afinidade com outro corpo. Viram amantes. Se as afinidades aumentarem com o sexo, ou com as conversas, ou com as coisas que fizerem juntos, vocês poderão ter um relacionamento.
Um relacionamento verdadeiro não pode ser começado com mentiras. Você gosta de sexo e tem que mentir para o cara se interessar. Palmas para você, que mais adiante vai fingir que está feliz com um cara que te troca pelos amigos no sábado. Isso te serve? Entre no jogo. Se não te serve, na próxima vez que se sentir atraída por alguém descubra aonde está pisando e vá fundo!
Acredito que na vida passamos por fases. Se você está em uma fase de desespero e quer muito arrumar um relacionamento sério, pode saber que seu olhar espantará qualquer tipo de homem, a não ser os cafajestes, que se aproveitarão da sua carência. Se você está bem consigo mesma, o mundo vai conspirar a seu favor. Ninguém quer uma desesperada. E nem sempre é uma desesperada que transa no primeiro encontro, às vezes é uma mulher que sabe o que quer, e para ela, não é qualquer homem que satisfaz.
Você transou e ficou querendo mais? Pense se não estava desesperada. E você que é homem... sabe se satisfez aquela mulher que você pegou e usou para sexo? Sabe se somente usou ou se foi usado também? E amanhã... será que ele - ou ela - vai ligar?

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Blogueira em férias...

Pois é, eu também sou filha de Deus e estou partindo em férias. Vou encontrar meu grande amigo, o mar, e esquecer um pouco o cotidiano e a rotina. Quem quiser me encontrar, estarei em alguma praia desse Rio Grande do Sul, rsrsr e depois na capital. Vamos ver se saindo da rotina eu reencontro minha inspiração para escrever, afinal, quem não vive não tem nada para contar, e ultimamente eu não tenho vivido muito. Ainda aguardo uma grande mudança em minha vida, para melhor, e espero que todos fiquem torcendo por mim. Até a volta!

domingo, 9 de janeiro de 2011

Quando eu for velhinha...

Quando for velhinha, viverei uma longa temporada com cada filho... Lhes darei tanta felicidade! Quero devolver toda a alegria que eles me deram, retribuindo e agradecendo cada coisa. Oh! Ficarão tão emocionados!
Escreverei nas paredes com lápis coloridos, saltarei sobre as camas calçando sapatos. Brincarei de casinha com todas as cobertas da casa, beberei o leite direto da caixa e entupirei o vaso com papel higiênico.
Quando estiverem ao telefone e não puderem me ver, vou revirar todos os lugares, caixas e caixinhas. Me apontarão o dedo e farão sinais com a cabeça. Farei cara de "não fui eu" e fingirei estar ofendida.
Quando fizerem a comida e chamarem para comer, demorarei a ir, só para deixá-los nervosos. Não comerei a verdura. Direi que a comida está ruim, engasgarei com os cereais, derramarei a água, o suco e também o leite na toalha da mesa. Quando se aborrecerem, chorarei até que se desesperem. Quero só ver a cara deles!
Sentarei bem pertinho da TV, mudarei de canal o tempo todo, colocarei no programa que mais detestam e cruzarei os olhos para ver se fico vesga. Daí sairei sem desligar a TV.
Antes de ir deitar tomarei meu copo de leite e deixarei a porta da geladeira aberta, as luzes acesas e meus sapatos e meias no meio da copa.
Falarei ao telefone com minhas amigas íntimas por cerca de meia hora com cada uma, contando-lhes como estou passando.
Buscarei quem faça tudo por mim e como não pegarei as coisas no chão, também não me importarei se alguém tropeçar nos meus sapatos.
Se me pedirem um favor, lhes direi "Já vou!" Mais tarde, já na cama, vou me espreguiçar, darei um suspiro, cantarei minha canção preferida e colarei minha goma de mascar debaixo da cama. Agradecerei a Deus com uma oração e cerrarei os olhos.
Meus filhos vão me ver sorrindo, sairão devagarinho do quarto e dirão, queixosos: "É tão meiga quando está dormindo!"
Pergunto para mim mesma... Acharão graça ou começarão a procurar um lugar onde haja outras mães que fazem os mesmo que eu? Mas não importa... O importante é que pude devolver-lhes as alegrias que eles me deram quando pequenos!
(Desconheço a autoria)

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Espelho, espelho meu...

Já repararam como os comportamentos tendem a se repetir dentro de uma mesma família? Os filhos imitam os pais, as filhas imitam as mães. É o que os psicólogos chamam de identificação, que acontece quando admiramos alguém ou quando uma pessoa representa um obstáculo para nós.
Começa cedo. A menina quer fazer o que a mãe faz, e repete suas frases. Então, a mulher, como mãe, se sente tremendamente responsável e poderosa. Como não usar esse poder para repetir coisas ruins? E como não repetir comportamentos desastrosos?
Famílias disfuncionais tendem a gerar filhos com relacionamentos disfuncionais. Se tivermos uma baixa auto estima, seremos perfeccionistas e exigentes em relação aos outros. Isso se mostra em comportamentos críticos, controladores e mexeriqueiros. A pessoa se sente insegura perante outras com mais autoridade, está sempre buscando agradar a todos, e, por outro lado, tenta sempre evidenciar os defeitos dos outros.
Conhece alguém assim? A vítima da sociedade. Acaba atraindo outras vítimas e começa o concurso de sofrimentos. Seus relacionamentos tendem a ser destrutivos e negativos, pois os semelhantes acabam se atraindo - não estamos falando aqui de física, que é a única ciência onde os opostos se atraem.
Desde a infância aprendemos tudo por observação. A falar, a pedir, a caminhar, etc. Também aprendemos a nos relacionar. Como sua mãe se relacionava com os homens de sua vida - seu pai, seu marido, seus irmãos, seu filho? Então foi assim que você aprendeu como seria um relacionamento homem-mulher. Você pode ler, ver filmes, conversar, se encher de conhecimentos e cultura, mas, se não tiver consciência de seu passado, vai continuar vivendo relacionamentos pela metade.
Daí se formam os relacionamentos neuróticos, onde um dos dois transfere para o outro os sentimentos que desenvolveu em relação ao sexo oposto, por tudo o que viveu na infância. É a mulher que transfere a raiva que sentia pelo pai para o marido, o filho que espera que a mulher seja uma mãe para ele, e assim por diante. E quando o outro não está disposto a viver esse papel, começam os conflitos e desentendimentos.
Esperando que os outros resolvam nossos problemas, ou tentando resolver os problemas dos outros, acabamos esquecendo de nos examinarmos por dentro. E examinar o passado, da forma mais fria que pudermos, pode ajudar a entendermos o porquê de certos comportamentos atuais nossos. Já olhou para o espelho hoje? Então olhe, escute e pense...
Beijos...

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

40 anos: subindo ou descendo o morro?

Chegando ao fim o concurso das mais belas mulheres de 40 e eu me pego pensando nos meus 40. Na verdade, 44. Quando completei 40, imaginei um morro bem alto. Tinha chegado ao topo e estava prestes a começar a descida. Em muitos aspectos. Alguns, inevitáveis, como a saúde, que já não é mais a mesma. Outros dependem mais do ponto de vista, como o "ficar velha".
Lá pelos 37 ou 38 anos, comecei a notar alguns sinais no rosto... os contornos já não são os mesmos. Nem os do corpo, apesar de tantos anos malhando. Sempre fui muito vaidosa, e sempre gostei de elogios. (Cheguei a pensar em colocar uma foto minha no post do concurso, mas seria anti-ético rsrsrs...) Recorri aos ácidos. Uma maravilha sentir na pele os efeitos da tecnologia anti-envelhecimento!
Como exagerei na dose quando era mais jovem, hoje não posso mais malhar como gosto. Tenho de me contentar com a hidroginástica e aquele cheiro horrível de cloro (odeio!). Mas talvez ainda consiga reverter essa situação... haja paciência! E vejo várias na mesma situação, mas de nada adianta avisarmos aos mais jovens. Aliás, cada dia penso mais em plásticas e tenho mais preguiça.
Então, estou-me dando conta de que o "morro" é ao contrário, para descer todo santo ajuda, ou seja, para chegar até os 40 é fácil, tudo é simples, vai lá e faz, troca de profissão, de marido, tem filhos, muda de cidade, chuta o balde, faz loucuras, e por aí vai. Já agora, começa a subida até o final, que não sabemos aonde fica. Depois dos 40 a coisa não é tão simples assim.
Sim, nos tornamos mais exigentes. Mais sábias. Mais ponderadas. Mais experientes e donas do próprio nariz. Mário Prata disse que sexualmente sabemos tudo. Talvez sim. Mas a mim já ronda o fantasma da menopausa: quando será? Será que vou perder a vontade? E perder o tesão por tudo o mais? Afinal, já gosto de ficar quietinha no meu canto e passo cada vez mais a pensar na chácara dos meus sonhos... isolada no meio do mato (com ar condicionado e internet, claro...)
Tem horas que realmente sinto que estou subindo uma ladeira. Principalmente quando levanto cedo para trabalhar. Ou quando penso em fazer um empréstimo bancário para realizar alguma aventura, como agora... Dizem que a gente pode tudo, basta querer. Lindo! Mas na realidade, não funciona bem assim. Tenha um filho e saberá (a menos que seja um pai ou uma mãe irresponsável, coisa que não me considero).
Ainda estou para descobrir se estou subindo ou descendo uma ladeira. Me coloquei atualmente em um plano. Me dei um tempo. Olho para um lado, um precipício. Olho para o outro, uma ladeira. Vou decidir qual deles vai dominar a paisagem daqui até o fim. Diga lá, Rei!

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Incompatibilidade sexual


"Boa noite, Mulher de 40.
Teu blog é uma delicia... descobri por acaso visitando outros blogs e te encontrei. Amei você e sua alma 'aberta' logo de cara. Parabéns pelo espaço,viu?
Minha história é um tanto complicada. Tenho 31 anos e sou casada com um homem de 49. Começamos a namorar quando eu tinha 20. No início, você sabe, né? Uma loucura... Mas depois de 6 anos de casados muitas coisas mudaram na minha cabeça. Principalmente relacionadas ao sexo. Temos uma vida sexual ativa, gostosa, e até certo tempo me achava a mais feliz das mulheres. No entanto, as coisas mudam... Situações que antes me faziam perder o 'chão', agora me deixam entediada.
Há mais ou menos 4 anos me descobri bi. Na verdade, acho que sempre fui, mas devido à criação rigorosa e cheia de proibições, sempre fiquei na minha. Depois disso, nossa vida sexual deu uma guinada, melhorou muito, mas eu quero mais e mais... e ele não quer esse mais. Diz que eu basto para ele. Já tentei propor outros homens, casais... Eu quero e preciso viver isso. Às vezes até sonho com cenas assim, porém ele diz que se eu quero viver isso tudo, tenho de me separar, porque não admite outro homem me possuindo.
Ele é um cara bacana, divertido,companheiro, fiel e me trata como princesa, mas eu não estou feliz. Muitas vezes até me sinto culpada por isso, mas não acho justo viver uma relação onde estarei sempre incompleta. Eu adoraria que ele fosse meu cúmplice nas aventuras, mas a única coisa que ele permite é o ménage feminino, e mesmo assim ele diz que tem de estar presente, caso contrário, seria uma traição. Sem contar que ele sente ciúmes de tudo e de todos. Muitas vezes me sufoca.
Há mais ou menos 3 meses criei um blog erótico e passei a entrar em salas de bate papo... Comecei a conhecer homens atraentes que me deixam 'babando'. Recentemente comecei a pensar em divórcio. Estou cansada dessa amorzinho 'morno', desse sexo apenas com ele. Quero mais, muito mais, quero outros homens, mulheres... Mas percebo que estando com ele isso é impossível , pois já conversamos inúmeras vezes e ele sempre acaba aborrecido. E não quero traí-lo. Não gosto de viver às escondidas. O que devo fazer?"
Resposta da Mulher de 40
O clássico problema do tédio no casamento. Depois de alguns anos, a relação cai na mesmice e um dos lados se rebela. Como você casou nova, talvez não tenha tido a oportunidade de experimentar mais no sexo. E agora, com os hormônios aflorados, deseja ter outras experiências, o que seu marido não admite.
É perfeitamente normal que você tenha curiosidade de experimentar. E também é normal que seu marido não queira, afinal cada pessoa tem seu ponto de vista. Mas você vai ter que decidir se vive tudo isso sem ele ou se tenta convencê-lo a participar.
Talvez uma boa maneira de iniciar isso seja convidá-lo para ir a uma casa de swing apenas para olhar. Existem muitos casais que fazem isso, são chamados de "casais tacinha". Busque informações e relatos pela internet, leia junto com ele e aos poucos vá tentando mudar sua opinião. Se ele aceita ménage feminino, faça isso. Tire fotos de vocês transando, ou até filmem, para olharem depois e juntos se desfazerem de certos pudores.
O importante é que ele não se sinta pressionado. Aos poucos as informações são absorvidas e novos limites podem ser traçados. Mas se nada disso trouxer resultados, então chega o momento de você se perguntar se realmente quer continuar ao seu lado e se contentar com o que sempre teve.
Também fica uma reflexão... você está se redescobrindo sexualmente ou se deixando levar pela enorme quantidade de estímulos eróticos a que temos acesso no mundo virtual? Pense muito antes de tomar uma decisão, pois a internet pode te trazer muitas alegrias mas também muitas desilusões.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Amo meu namorado, mas não sou completamente fiel

"Em outubro de 2008, terminei um namoro de um ano. Fiquei mal, chorei, bebi horrores e fiz muita besteira. Em novembro, depois de um porre, conheci um cara. Nos falamos por MSN durante uns meses, nos vimos mais uma vez e, em junho, confessei que estava apaixonada por ele. Foi terrível! Ele dizia que não me via como mulher e que só éramos amigos. Me senti horrível, sofri muito. Quando voltamos a nos falar, ele me tratava diferente, todo fofo e carinhoso como se fôssemos namorados. Não entendi nada.
Fiquei com outras pessoas e, em dezembro de 2009 comecei a namorar outro, mas não contei para ele. Em janeiro, ele quis ficar comigo e transamos. Rolou ‘eu te amo’ e tudo o mais, mas só. Terminei meu namoro para ficar com ele e começamos a namorar. Duas semanas se passaram e ele não tinha tempo para me ver, nos falávamos pouco e ele estava sempre estudando para o vestibular.
No trabalho, conheci um rapaz. Tivemos um papo maravilhoso, conversamos o dia todo. Ele tinha namorada e eu também, mas algo ficou no ar. No dia seguinte, ele me beijou. Dois dias depois terminei meu namoro, sem contar que já estava com outra pessoa. Ele terminou o namoro dele uma semana depois. Começamos a namorar sério, mas continuei falando normalmente com o meu ex.
O problema é que sou burra e fiquei com ele duas vezes depois que já estava namorando meu atual. Ele ainda não sabe que eu estou namorando e meu namorado quer que eu conte, para que ele desista de mim de uma vez por todas. Ele ainda me chama para ir à sua casa, solta umas piadas... mas nunca mais falamos de amor ou volta. Amo meu namorado, mas não sou completamente fiel.
E nem quero contar para o meu ex que estou com outro. Não sei se é pela possibilidade (oi?) de voltarmos um dia ou simplesmente medo de perder a amizade dele, que é importante pra mim, já que ele sempre me fez companhia (exceto no namoro) e está sempre ao meu lado. Sei que fui idiota aceitando a volubilidade dele e que deveria seguir meu namoro, que é maravilhoso, mas estou confusa."
Resposta da Mulher de 40
Me parece que você tem dificuldade em trocar o certo pelo duvidoso, ou seja, quer manter seu namorado mas não quer perder o outro também. Já passei por situação parecida. Quanto mais a gente demora em decidir, mais coisas vai perdendo, pode ter certeza.
O melhor conselho seria você ficar sozinha, mas sei como isso é difícil. Depois de estar sozinha um tempo, quem sabe convivendo com os dois, mas sem compromisso, talvez você pudesse chegar a uma conclusão.
Às vezes não é nenhum dos dois... pode um dia aparecer outra pessoa. A gente sempre tem tempo de se reinventar.

domingo, 21 de novembro de 2010

Do sofrimento e da rebeldia

Ia começar esse post falando de minha atual fase, calma e paciente - ou quase, rsrs. Mas fiquei lembrando do furacão que foi minha vida nos últimos 24 meses e me indaguei: o que será que faz com que a gente dê uma sacudida tão forte na vida de vez em quando? E muitas vezes sem resultar em nada?
É como uma roupa velha que está guardada há muito tempo no armário, e, quando a encontramos, lembramos de tempos passados. Aí ficamos sem saber se, por não ser usada, a roupa deve ser doada, ou se, por guardar lembranças, ela deve ficar ali, enchendo os armários de coisas inúteis. Ou experimentá-la, para ver se ainda serve...
Às vezes fico observando pessoas ao meu redor, e gosto muito de falar bobagens. Sinto olhares de reprovação e penso se essa pessoa não estaria sentindo o que falo e não tem coragem de dar voz aos sentimentos. Como são pouco sinceras as pessoas! Parece que virou moda ser feliz, mesmo que só nas aparências. A maldita onda de livros de auto-ajuda... Prefiro ser sincera. Assumir as próprias mazelas é o primeiro passo para nos livrarmos delas.
Isso é particularmente bizarro em cidades pequenas, como a em que moro. A vida de todos é conhecida e, mesmo assim, insistem em manter as aparências. Olham com cara de nojo para a sua tatuagem mas não enxergam o próprio nariz. Jogam areia se você tenta fazer alguma coisa realmente legal, porque não querem sair do comodismo de não fazer nada, e não querem ser ofuscados.
Voltando ao início... sacudi, sim, a minha vida. De uma forma que mudou a minha perspectiva para o futuro. É bom isso, mesmo que doa e faça doer. A vida mostra seu verdadeiro gosto - do contrário, imagine-se comendo um doce embrulhado em plástico, sem sentir o sabor. A vida pode ser amarga também, mas é inevitável e ficar "dourando a pílula" não vai adiantar nada. Curtir a dor faz parte, e chorar bastante, e assim aliviar a dor e a auto-piedade que nos acomete.
Talvez porque ande calma, ando sem muita inspiração para escrever. Mas estarei sempre tentando, e, se puderem me enviar sugestões, agradecerei! Por enquanto, a minha rebeldia vai aparecer em arte corporal: tatuagens, piercings, tinta no cabelo... o que mais? (Quanto mais me olham de cara feia, mais eu quero chocar rsrsrs....)

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Dia de muito...


Desde criança ouço essa expressão "Dia de muito, véspera de nada". Minha avó, depois dos dias de festa, falava que ficava cansada. Minha mãe sempre se sente triste depois de um dia muito alegre. Quando bebemos muito, temos ressaca. Quando comemos demais, sentimos os efeitos no sistema digestivo. Depois de um carnaval, então, ficamos vários dias assim, meio entre o céu e a terra, ou entre o céu e o inferno...
Já li que todo o universo tem seus pontos altos e baixos, e houve uma época em que era moda falar em biorritmo (se quiser fazer o seu, clique aqui). O que nunca esqueço foi uma afirmativa de que atualmente viveríamos uma fase muito pobre artisticamente - na verdade afirmavam que a fase boa já teria alcançado o seu ápice em torno dos anos 60, e depois decairia. (#fato.)
Não vou descambar para a filosofia, que não é o meu forte, mas vou falar de mim, é para isso que tenho este blog. O fato é que o ano passado para mim foi um pico em vários sentidos. Aconteceram muitas coisas. Em todas as esferas de minha vida, foi um ano em que entrei em erupção. Fiz e falei tudo o que tinha vontade. Criei uma personagem virtual que hoje é meu alter ego, e acho a minha pessoa um tanto sem graça perto dela.
Este ano estou em um vale emocional, físico, espiritual e profissional. Sinto como se tivesse jogado para o alto tudo o que tinha em minha vida e agora estou tentando catar no chão, entre o que restou, o que realmente tem valor para mim. É um ciclo que se fecha. Sinto uma nova vida pela frente, mas ainda está tudo muito difuso. Sinto que tenho que tomar decisões, mas não me forço mais. Estou tomando o meu tempo.
Tento recuperar uma coisa de cada vez. A saúde mental foi a primeira; procurei ajuda enquanto precisei. Agora estou cuidando da minha parte física. Meu lado espiritual tem me dado vários chamados e não tenho escutado; sei que em breve terei de cuidar disso. Ele é muito forte e influencia todo o resto da minha vida. Porque é de meu espírito que tiro forças para todo o resto.
Meu lado social está, no momento, se recolhendo um pouco. Não me cobro. Já pensei até em parar com o blog, porque tem horas que parece que ele não tem mais razão de ser. Ainda tenho que arrumar forças para resolver o meu ponto de transcendência: minha profissão. Ela é a única coisa que vai me pertencer por toda a vida. Nem amigos, nem filhos, nem marido, nem familiares... apenas a profissão acompanha um ser humano por toda a sua vida, e é nela que tudo se apoia.
O momento em que você enviuvar ou se divorciar, que seu filho for estudar fora ou seu melhor amigo for embora para o exterior, a hora em que você começa a perder seus parentes próximos; quando todos lhe viram as costas, quando você começa a perder a beleza física e o frescor da juventude... enfim... sempre acreditei nisso: é na profissão que você se agarra. Ela lhe dá a chance de ser alguém no mundo e fazer diferença.
E é esse meu principal problema atualmente: não me sinto mais útil em minha profissão. Cheguei em um ponto em que não há mais desafios intelectuais, e as barreiras para fazer o que eu acho certo me parecem intransponíveis. Estamos também chegando ao fim de mais um ano, e a perspectiva de em breve fazer (mais um?) aniversário, e todas aquelas festas e rituais, nada disso me alegra nem um pouco.
Hoje vinha pela rua pensando... quero parar um pouco. Com tudo. Meditar. Respirar fundo. Ficar alguns momentos sem fazer nada. Eu mereço. Mereço um pouco de nada.
Beijos a todos.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Alguém anotou o número da placa?

Hoje volto ao motivo inicial que me moveu ao criar este blog. A passagem pelos 40 anos. Estou passando, talvez mais rápido do que gostaria, mas o fato é que é bem fácil falar que é a melhor fase da vida, que os 40 são os novos 30, etc, etc. Não é bem assim. Para algumas, talvez até seja, e eu então me considero imatura comparada a elas, porque certas coisas estão demorando para serem aceitas como parte da vida. Da minha vida.
Hoje comecei a fazer hidroginástica. Depois de muito brigar contra a minha natureza, porque sempre fui rata de academia. Até que a idade foi chegando, e com ela, os problemas de coluna. O médico começou aconselhando, terminou ameaçando. Ou hidro, ou pilates, ou vou acabar na faca. Não posso mais caminhar. Nem levantar pesos. Ainda insisti um pouco em casa, pois amo ginástica localizada, que já faço há 25 anos. Mas acabei tendo que tomar remédios fortíssimos para dor. Ou seja, porque não aceito envelhecer rsrsrs...
Para mim, exercícios físicos e espelhos sempre foram sinônimos. Sempre adorei ver meus músculos se contraindo no espelho, sentir o suor escorrendo pela nuca, sempre corrigindo a postura e procurando fazer o movimento mais exato. Tinha épocas que passava 3 ou 4 horas por dia malhando. E hidroginástica para mim sempre foi coisa de velha, sem querer ser preconceituosa. Uma coisa meio parada, meio de doente mesmo. Como sempre, estou sendo bem sincera.
Mas a hora de cada um sempre chega. Depois de 2 anos sentindo dores diárias, e adiando, acabei lá, na hidro. Junto com uma porção de mulheres bem mais velhas ou bem mais gordas do que eu. Quando entrei na piscina, ficou todo mundo me olhando. Depois imaginei por que seria. Achei que foi por causa de uma grande tatuagem que tenho no braço, que é tão agressiva quanto meu temperamento. E meu temperamento não se importa em chocar ou chamar a atenção.
Gostei de fazer hidroginástica. Mas porque minha cabeça está mudando. Acho que estou aceitando estar com quase 44. E estou vendo vantagens nisso. Por exemplo, atualmente ando às voltas com "perder 3 quilinhos"... mas não é nem um pouco por estética, se fosse por isso estaria me lixando, me sinto muito bem como estou, obrigada. Mas, mais uma vez, por questões de saúde.
Senti falta de me olhar no espelho fazendo exercícios. Parecia que não estava fazendo nada, pois não doía, não suava, não enxergava. Mas, aos poucos, o bicho foi pegando, e como estou fora de forma justamente por não estar mais conseguindo malhar como adorava... fui sentindo os músculos. Nem sei como vou me sentir amanhã. Agora estou ótima! Se estiver dolorida amanhã, vou adorar! Só quem gosta de exercícios sabe do que estou falando - aquela dorzinha gostosa do
day after.
É uma mudança pequena. Mas para mim é enorme. Mudar de hábitos não é fácil, depois dos trinta, a gente passa a ser cada vez menos flexível, se não se der conta disso. É o tal do envelhecer na cabeça e não no corpo. Mas eu mais uma vez estou notando que posso, sim, continuar mudando. E fico muito feliz com isso. Aliás, venho notando algumas mudanças em meu temperamento ultimamente. Coisas da idade? Nao sei, mas vou continuar por aqui falando sobre isso e buscando pessoas que pensem parecido.
Enquanto isso... alguém aí anotou o número da placa do caminhão que passou por cima de mim hoje naquela piscina?

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Relacionamento homem-mulher

(Texto de @lucames postado originalmente aqui.)
Há muita discussão sobre os problemas de relacionamento entre os homens e as mulheres.
A revolução sexual (feminismo para alguns) trouxe independência financeira e liberdade sexual para as mulheres. Ganho (?)
Como consequência, a influência do homem (patriarcado) na sociedade diminuiu e passou a ser dividida, até certo ponto, entre os dois sexos.
O homem deixou (será) de ser rotulado/procurado (?) como "provedor" e a mulher de ser rotulada como "vadia", "da vida" ou "fácil", a partir de sua liberdade econômico-sexual alcançada.
Mas a mulher continua procurando casamento e prefere homens que possuam patrimônio superior ao dela, ou seja, ainda continua presa no sistema patriarcal, mesmo possuindo liberdade econômico-sexual.
Acontece que a mesma mulher passou a reclamar de que "não há homem no mercado", que o homem não quer compromisso etc. Ora, quem disse que queríamos compromisso antes, no passado patriarcal?
Acontece que a revolução sexual, o chamado feminismo, trouxe muitas vantagens para os homens e que não existiam anteriormente: a) não precisam ser "provedores"; b) não precisam se casar para ter sexo.
O que nos parece é que as mulheres são as que mais perderam, pois continuam procurando homem com maior renda que a sua, além de continuarem a procurar casamento à moda antiga (da sociedade patriarcal).
Ao homem foi retirado o fardo de ser "provedor" e ainda, de quebra, ganhou com a liberdade sexual da mulher: sexo fácil, com menos envolvimento econômico e afetivo. Ora, os tempos não são outros?
Assim, as mulheres é que não compreenderam a revolução sexual, pois ainda vivem presas ao passado patriarcal onde eram vigiadas/controladas. Agora, não sabem o que fazer com o "excesso" de liberdade que conquistaram e passaram a culpar os homens por isso. Ora, quem "revolucionou" foram elas, então, devem assumir sua liberdade e os custos que isso acarreta, pois ninguém é livre impunemente: "A todo bônus corresponde um ônus".
Reclamam como se estivesse o inferno na terra, enquanto nós homens achamos que estamos no paraíso: menos responsabilidade financeira e mais prazer.
Para terminar, como disse o psicanalista Ângelo Gaiarsa há muitos anos: quem culpa os outros pela sua vida, nunca irá assumir seus problemas como próprios.
Sobre esse assunto do título desse artigo, ver Folha de São Paulo, caderno, Ilustrada, pág. E8, "Restos à janela", do Luiz Pondé.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

E agora?

"Sempre namorei bastante, mas nada sério, e com meu último namorado, que foi maravilhoso, acabei engravidando, o que gerou uma linda filha. Não estamos mais juntos por opção minha, ele entendeu numa boa, sem qualquer desentendimento, e decidimos manter a amizade, o que tem funcionado muito bem. Nos falamos todos os dias, ou por conta da nossa filha, ou só para conversar mesmo. Eu não tenho nenhum desejo por ele, ou sentimento que não seja fraternal, e a recíproca é a mesma.
Mas tenho receio de encontrar alguém antes dele e ofendê-lo, ele disse que quando encontrasse alguém me contaria. Respondi que não queria me envolver em sua vida íntima, que se aparecer alguém que seja uma pessoa legal e madura para nos compreender, vai fime, e que também não contaria a ele sobre nenhum caso meu, só quando for sério!
Nossas conversas sobre o assunto são bem diretas 'Se quer transar, ficar, namorar com quem quer que seja, beleza, mas pra apresentar para a nossa filha só a pessoa certa'. Nessa dúvida cruel tem sido dificil até me interessar por outros caras. Qual sua análise do assunto?"
Resposta da Mulher de 40
Acho que vocês estão certíssimos em só apresentar para a filha alguém com quem tenham um relacionamento mais sério. Mas e quando é esse momento? O momento em que seu ex aprovar? O momento em que você aprovar alguma namorada que seu ex venha a ter?
Pense bem, acho que vocês até agora estão tendo um relacionamento bem maduro. Dependendo da idade, a criança já pode começar a entender que as pessoas têm vários relacionamentos na vida, alguns dão certo mais tempo, alguns menos.
Quanto ao seu temor, é normal, talvez você pense que ele ainda a ama... E é mais difícil para a mulher mesmo, nessas horas... quando a gente se separa é sempre a bruxa da história. Mas não vai deixar de viver a vida e se divertir pensando no que os outros, ou mesmo ele, vai pensar. Não estou dizendo para ser inconsequente, mas seja mais independente em suas decisões.

sábado, 11 de setembro de 2010

Namoro ou amizade?

Caso 1
"Estou apaixonado loucamente por minha melhor amiga, já me declarei, não sei mais o que faço, ela diz que somos bem diferentes. Ela trabalha no mesmo local de serviço, os olhares são inevitáveis. Agora vou sair de onde estou trabalhando por uma nova proposta de serviço, para mim vai ser bom, mas será que devo partir e deixá-la desse jeito? Desde que ela soube que eu iria sair, vem se aproximando... O que faço? Estou perdido..."
Caso 2
"No momento, estou namorando. Gosto de tentar entender as mulheres, saber como pensam, e só quero fazer minha namorada feliz. Ela foi minha amiga durante 4 anos e o desejo cresceu e acabamos namorando. Foi mútuo. Bem a questão é: Sinto desejo por ela e fico muito inseguro de às vezes andar 'rápido demais' e parecer que sou canalha, o que não é o caso. Parece que ela quer que acelere mas não quer demostrar isso. Fico confuso, daí minha dúvida... será que ela sente desejo também ? Ah! faltou o essencial: tenho 18 anos e ela 17, ambos somos virgens. Me ajuda?"
São inúmeros os casos de amizade que vira paixão. Às vezes é mútuo, às vezes acontece só de um lado. Quem se lembra do programa de TV do Sílvio Santos "Em nome do amor"? Nele, 7 casais dançavam uma música e, ao final, o apresentador perguntava aos dois se era namoro ou amizade. Se a menina respondia que era namoro, saía com um namorado novinho em folha. Se respondia que era amizade, iam os dois para uma "repescagem".
Na vida real, o que vemos são amigos que, de tanto se conhecerem, e até chorarem as mágoas um no ombro do outro, acabam um dia chegando mais perto, rola um beijo e a amizade acaba virando paixão. Sei bem como é isso rsrs... Mas podem ficar com dúvida em levar adiante e acabar estragando a amizade. Acredito que isso é consequência de imaturidade, pois já namorei amigos e quando o namoro acabou, continuamos amigos normalmente (às vezes com recaídas que serviam para "quebrar um galho" rsrsr).
Quanto a fazer sexo nessa idade - 18 e 17 anos, no segundo caso - acho que o melhor é esperar mesmo, pelo menos até a menina fazer 18 anos. E com muita responsabilidade, camisinha, etc. Afinal, aquela fase dos "amassos" é tão gostosa, senpre fica aquele gostinho de quero mais, que depois com os anos se perde, a partir do momento em que você passa a ter uma vida sexual ativa. E os amassos também servem para os dois irem se conhecendo melhor...
Aqui no blog, na coluna MulherNaoPresta, tem um texto sobre a primeira vez com outro ponto de vista.
Por fim, e talvez verdadeira, a frase que li no Twitter um dia... amizade entre homem e mulher só não acaba na cama se um dos dois for muito pouco atraente fisicamente... E você, o que pensa a respeito? Já teve um amigo que virou amor?
(Tem um texto bem legal sobre isso no Pensador!)

domingo, 29 de agosto de 2010

Relação com mulher mais velha

Recebo emails de homens preocupados por estarem se relacionando com mulheres mais velhas, algumas até com filhos. E não sabem como lidar com a situação. Algum tempo atrás, eram as mulheres que não sabiam o que fazer num caso desses...
Caso 1
"Sou homem, 26 anos, saindo com uma mulher de 37, solteira e mãe de 2 filhos. Estou completamente confuso e inseguro por ser mais novo. Ela é inteligente, culta, gostosa e bem resolvida, a mulher dos meus sonhos... Mas estou perdido na relação, nunca me envolvi com uma mulher onde a diferença de idade fosse tão grande. Transamos a noite inteira e nunca sei se ela está satisfeita. Não sei que convites fazer, o assunto “filhos” é meio que um tabu, pois ela tem vergonha de me apresentar para a família.
Acho que ela está comigo porque sou diferente dos outros caras com quem ela se envolvia: cafajestes, sempre pisando na bola, etc... Eu sou o oposto: carinhoso, romântico, inteligente e trato com respeito, mas gosto de puxar os cabelos na hora certa. (risos)
Enfim: Sei que não existe a 'receita do sucesso', mas imagino que devam existir 'coisas básicas' que mulheres com mais de 30 gostam e não gostam. Que tipo de inseguranças tem uma mulher de 37 anos? O que devo fazer para que ela confie em mim e assuma a relação...? Me ajuda?"
Talvez ela esteja esperando a hora certa de te assumir. Uma mulher nessa faixa etária, com filhos e madura, não fica apresentando qualquer um para seus filhos. É o que eu faria. Ela precisa ter certeza da relação, e isso vem com o tempo.
Quanto a transar a noite inteira, aproveite a fase dela, pois é quando ficamos mais liberadas sexualmente, e os hormônios femininos, que mudam depois dos 30 anos, nos deixam mais fogosas... se ela transa a noite inteira é porque está gostando!
Com o tempo você conseguirá mostrar a ela a sinceridade de seus sentimentos. Se ela está acostumada com cafas, é bem provável que fique com um pé atrás em relação aos homens em geral. Conquiste a sua confiança. Convide-a para programas de que você goste, e veja a reação dela. Se ela está saindo com um cara mais novo, provavelmente não goste de programas de "velha". Falo por experiência própria.
Caso 2
"Tenho 21 anos e estou me relacionando com uma mulher de 37 que teve uma história com outra pessoa e teve filho...

O problema é que ela ainda não percebe que agora existe outra pessoa, que não pensa sobre as coisas que ela esteve construindo dentro de sua cabeça em relação a ter uma família, que agora se desfez, começou tudo de novo... Sem falar de coisas como às vezes me chamar pelo nome da outra pessoa na cama...
Já estamos entrando no 8º mês de namoro... Gosto dela indiscutivelmente, acredito que ela também de mim, mas eu sou um rapaz de quase 22, e ela adulta e mãe, mora com os pais, na minha cidade (sou universitário em outra cidade), nos vemos 2 vezes ao mês, quando dá, nos falamos frequentemente..."
Achei você um tanto inseguro de seu relacionamento, e parece que ela não te dá a menor margem para essa segurança, pois não tirou o pai de seu filho da cabeça ainda. Será que vale a pena você investir nesse relacionamento? Afinal, você é tão novo, tem tantas coisas para pensar, estudos, carreira... Pode ser que ela esteja querendo te usar como apoio para ter a família que tanto queria, ou para esquecer o outro. E amor a gente não força.
Converse com ela sobre suas inseguranças, e juntos cheguem a uma conclusão sobre o que fazer daqui para a frente. Não é pela diferença de idade que as coisas devem ser diferentes, tudo envolve diálogo e química para um relacionamento dar certo.
Enfim, o que eu diria para os homens é o que digo para as mulheres também... preocupem-se primeiramente com vocês mesmos, em estudar, construir uma carreira sólida, um referencial de vida, isso é o que irá acompanhar qualquer ser humano por toda a vida. Nas horas fáceis e difíceis é a profissão que te sustenta, é onde você vai sempre se apoiar para mostrar o seu valor e a sua transcendência.

Devem pensar também, com relação à diferença de idade, na questão "filhos" que surgirá mais adiante... E, independente da idade de nosso parceiro, o que queremos é alguém seguro de si, não concordam, meninas?
Mais textos sobre o assunto:

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Desabafo #2


Já se sentiu alguma vez assexuada? Pois é assim que me sinto atualmente. Deixei invadirem meu lado mais bonito, mais mulher, mais sexy, e fui simplesmente usada como diversão.
Muitas mulheres passam por isso, eu sei. Olhar para as lingeries lindas que comprou para impressionar o cara, e ter vontade de chorar ou de colocar fogo em tudo. Mas guarda como recordação de um pedaço seu que foi embora.
Não sei quando vou conseguir me sentir mulher de novo ao lado de alguém. Não me imagino nua ao lado de homem nenhum. Não imagino homem algum invadindo minha intimidade, explorando meu corpo, afetando meus sentidos, me fazendo desfalecer. Fui roubada.
E os beijos? Simplesmente minha boca ficou seca. Não sei mais o que é ter vontade de beijar demoradamente, assim, com o corpo todo se envolvendo. Quando vejo uma cena de novela assim, parece que é uma coisa de um passado distante, tão distante quanto o tempo em que eu trocava bilhetinhos na escola com o garoto de quem gostava.
Me fechei em copas. Fechada para balanço. Depois de ter vontade de arrancar minha própria pele de tanto nojo que senti, fiquei estranhamente fria. Sem sentimento algum em minha alma. Nada mais me move. Sou um corpo que responde automaticamente aos pedidos de comida e água. Trabalho por necessidade. Durmo muito menos do que gostaria. Fico sozinha menos ainda.
A única vontade que tenho é de pegar meu carro e sair pela estrada, sem destino. Para sorte de minha filha, Deus me fez uma boa mãe, então isso está fora de cogitação. Talvez o destino esteja me proporcionando mais ocupações do que o normal, então minha cabeça fica ocupada, pois quando páro, acendo um cigarro, o mundo cai de novo.
E, sem querer fugir dos lugares comuns... Sei do meu valor. Sei o quanto posso. Sei também que o tempo traz todas as respostas e novas perguntas. Minha consciência está tranquila. Tudo foi dito. Tudo foi feito. E sei que tudo que fazemos e desejamos volta em dobro para nós. Eu só quero um pouco de paz.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Relacionamentos


"Oi! Tenho apenas 18 anos e não sei mais o que pensar em relação ao meu antigo e último relacionamento. Tudo começou há 5 anos atrás, quando nos conhecemos, éramos amigos, e fomos ficando, ele havia terminado há pouco tempo com a ex, ela pisava nele. Quando a doida soube que estávamos juntos, e era pra valer (pelo menos pra mim) ela pirou e correu muito atrás dele. Ele voltou com ela, e fiquei muito mal, sem dormir, sem comer, apenas chorava.
O tempo passou e ele terminou com ela para voltar comigo, eu não quis. Sempre gostei de conversar com ele, é a pessoa que faz eu não me sentir sozinha, além de sempre me fazer gostar mais dele. O tempo passou e voltamos a ficar, aí a história se inverteu: ele queria levar a sério e eu não, porque tinha outro na jogada. Depois de algumas semanas terminei, e continuamos a nos falar, e ele começou a namorar outra menina. Encontrava com os dois com frequência, e ela também sentia ciúmes de mim. Ele namorou uns dois anos e depois terminaram, o que aconteceu? Ele veio correndo me procurar... depois de alguns meses ficamos de novo, de vez em quando, e assim foi por um ano.

sábado, 7 de agosto de 2010

Dia dos pais

Esses dias um tweet de @leleobhz me fez parar nessa cena de filme... Quantos de nós não tiveram um pai presente em nossas vidas, para ouvir um dia coisas assim? Eu sou uma. Às vezes, quando o bicho pega, gostaria de um colo masculino forte, que não passasse a mão na minha cabeça, mas que me falasse as verdades com amor e pulso firme.
Mesmo agora, com mais de 40 anos, às vezes me sinto como uma criança perdida, fraca e covarde perante a vida. Como um cachorro que caiu do caminhão de mudança. Talvez eu seja de uma geração em que os pais não se faziam tão presentes. Fui criada quase que somente pela minha mãe. E vou conviver sempre com isso.
Homens, e pais... pensem nisso... (cena do filme Rocky Balboa)
"Você não vai acreditar nisso, mas você costumava caber aqui. Eu te levantava e dizia para sua mãe: 'Esse garoto será o melhor de todo o mundo. Esse garoto será melhor do que qualquer pessoa já conheceu.'
E você cresceu bem e admirável. Foi bom só observar, todos os dias eram como um privilégio.
Então, quando chegou sua hora de ser um homem e tomar seu lugar no mundo... e foi o que fez. Mas, com o passar dos tempos, você mudou. Deixou de ser você. Deixou as pessoas apontarem para sua cara e dizerem que você não é bom. E quando as coisas ficam difíceis, você começa a procurar alguém para culpar... como uma grande sombra.
Deixe-me te dizer uma coisa que você já sabe. O mundo não é um mar de rosas. É um lugar ruim e asqueroso, e não importa quão durão você é... ele te deixará de joelhos e te manterá assim se permitir. Nem você, nem eu, nem ninguém baterá tão forte quanto a vida.
Mas isso não se trata de quão forte pode bater. Se trata de quão forte pode ser atingido... e continuar seguindo em frente. Quanto você pode receber e continuar seguindo em frente. É assim que a vitória pode ser conquistada!
Agora, se você sabe o seu valor, vá e o conquiste. Mas deve estar preparado para ser atingido e não ficar apontando para os outros dizendo que não está onde queria por causa dele ou dela ou de qualquer um! Covardes fazem isso, e você não é! Você é melhor que isso!"

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Machismo e mini-saia

Imagem BlogGitando
"Diga-me o que você acha das pessoas do sexo feminino que se sentem mais mulheres quando vestem uma saia mais curta para ser o centro das atenções, porque isso faz bem a ela. Porque assim ela se sente mais mulher...
Ultimamente, vejo pelas minhas amizades e casos próximos, que pessoas que pensam assim normalmente tem namoros que não duram muito, e muitas vezes terminam por traição do parceiro...
Por outro lado, amigas minhas que são taxadas de 'caretas' por não se vestirem ousadamente, por serem mais 'na delas', e que só o fato de chamar a atenção do namorado é mais que suficiente, são as que tem namoros mais duradouros e sólidos.
O que você acha das pessoas que precisam se vestir e demonstrar o exterior para se sentir bem, ao invés de demonstrar o interior e mostrar uma mulher que, na minha opinião, consideraria uma mulher de verdade, aquela que se preza, que se zela (não digo puritana) mas que é reconhecida pelo seu caráter e não pelas suas coxas."
Resposta da Mulher de 40

A sua constatação mostra o óbvio do qual eu sempre tentei fugir. Aproveito a sua questão para abordar uma bem mais ampla, que envolve o comportamento das mulheres e dos homens de um modo geral. Claro que a "piriguete" chama mais a atenção quando chega nos lugares, mas também é óbvio que o tipo de homem que a procura também está com intenções passageiras. Mas toda regra tem suas exceções.
Certa vez li que a gente não encontra um grande amor na balada de sábado, e sim na segunda-feira de manhã, quando você está "desarmada". Escrevi sobre isso esses dias. Mas confesso que quando era mais jovem adorava chegar nos lugares arrasando no modelito. De todos os que tentaram "me agarrar", só um chegou para conversar e dizer que admirava meu jeito de dançar. Em outra ocasião, me convidou... para um chá! Acabamos namorando e, conforme a opinião acima, não durou muito. Mas foi uma paixão muito intensa de ambas as partes, disso tenho a certeza, ele afirmava que eu seria a mãe de seus filhos.
Por que acabou? Porque não deixei de ser quem eu era, quis continuar tendo minhas amigas e minha vida individual, e ele simplesmente não suportou isso. Porque queria uma mulher discreta.
Como quase tudo o que conto e opino neste blog vem das minha experiências e observações, também tenho outra experiência para demonstrar o machismo e a insegurança de 99% dos homens. Tive um caso com alguém e ambos tínhamos compromisso com outras pessoas. Namoros. O sexo era incrível. Terminei meu namoro para ficar com ele, mas ele não fez o mesmo.
Ou seja, o homem adora se divertir com a mulher gostosa, inteligente, de atitude, culta e que tem algo a oferecer, inclusive amor e fidelidade se ele der espaço. Mas acaba ficando com a mulher mais simples, mais burrinha, que não o afronta, que não o desafia, aquela que ele apresenta para a família e para a sociedade. Aquela mesma que, anos depois, ele vai trair com outra mulher inteligente e gostosa. Isso é ser feliz? Duvido!

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