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sábado, 25 de junho de 2016

Aquele que te faz rir...



(Prefiro um companheiro, casamento não rola mais, mas tá valendo...)

"Case-se com alguém que adore te escutar contando algo banal como o preço abusivo dos tomates, ou que entenda quando você precisar filosofar sobre os desamores de Nietzsche.
Case-se com alguém que você também adore ouvir. É fácil reconhecer uma voz com quem se deve casar; ela te tranquiliza e ao mesmo tempo te deixa eufórico como em sua infância, quando se ouvia o som do portão abrindo, dos pais finalmente chegando. Observe se não há desespero ou insegurança no silêncio mútuo, assim sendo, case-se.

Se aquela pessoa não te faz rir, também não serve para casar. Vai chegar a hora em que tudo o que vocês poderão fazer, é rir de si mesmos. E não há nada mais cruel do que estar em apuros com alguém sem espontaneidade, sem vida nos olhos.
Case-se com alguém cheio de defeitos, irritante que seja, mas desconfie dos perfeitinhos que não se despenteiam. Fuja de quem conta pequenas mentiras durante o dia. Observe o caráter, antes de perceber as caspas.

Case-se com alguém por quem tenha tesão. Principalmente tesão de vida. Alguém que não lhe peça para melhorar, que não o critique gratuitamente, alguém que simplesmente seja tão gracioso e admirável que impregne em você a vontade de ser melhor e maior, para si mesmo.
Para se casar, bastam pequenas habilidades. Certifique-se de que um dos dois sabe cumpri-las. É preciso ter quem troque lâmpadas e quem siga uma receita sem atear fogo na cozinha; é preciso ter alguém que saiba fazer massagem nos pés e alguém que saiba escolher verduras no mercado.

E assim segue-se: um faz bolinho de chuva, o outro escolhe bons filmes; um pendura o quadro e o outro cuida para que não fique torto. Tem aquele que escolhe os presentes para as festas de criança e aquele que sabe furar uma parede, e só a parede por ora. Essa é uma das grandes graças da coisa toda, ter uma boa equipe de dois.

Passamos tanto tempo observando se nos encaixamos na cama, se sentimos estalinhos no beijo, se nossos signos se complementam no zodíaco, que deixamos de prestar atenção no que realmente importa; os valores. Essa palavra antiga e, hoje assustadora, nunca deveria sair de moda.
Os lábios se buscam, os corpos encontram espaços, mas quando duas pessoas olham em direções diferentes, simplesmente não podem caminhar juntas. É duro, mas é a verdade. Sabendo que caminho quer trilhar, relaxe! A pessoa certa para casar certamente já o anda trilhando. Como reconhecê-la? Vocês estarão rindo. Rindo-se."

(autoria desconhecida)


terça-feira, 5 de agosto de 2014

Os novos cinquentões...




- Não, não se fazem mais velhos como antigamente.
- É verdade. Não se fazem.
- Veja você. Você está com 54. Lembra quando você era jovem, quem tinha 54 era um velhinho, não era?
- Avô, avô......
- Então. E as mulheres de 54?
- Bisavós, bisavós.....
- Não exagera. Avós, também. Aliás, mulher de 40 já tava velhinha. Todas de preto. Iam à igreja. A mãe da gente tinha 40, né? Era uma santa, né? Imagina se fazia o que as de 40 fazem hoje...
- Onde é que você quer chegar?
- É que a nossa geração mudou tudo. Mudou até a velhice. A gente é de uma turma que rompeu com tudo. Esse negócio de Beatles, Rolling Stone, pílula, tropicalismo, isso fez mudar tudo.
- Prossiga.
- É que a gente mudou os velhos que a gente ia ser. Veja a sua roupa. Você esta vestido igual a um cara de 20, 30 anos. Você não está de terno e gravata como os cinquentões de antigamente.
- Você está é justificando a nossa velhice.
- Que velhice, cara! Você hoje faz tudo que um cara de 20 faz.
- Mais ou menos, mais ou menos.
- A nível comportamental.....
- A nível, cara?
- Desculpa, mas comportalmente falando, ficou tudo igual. O cara de hoje, com 50, não se comporta mais como um cara de 50 dos anos 50. Nivelou, entendeu?
- Explica melhor.
- As meninas também. As nossas amigas de 40, por exemplo.
- Melhor não citar nomes.
- É que hoje elas fazem coisas que a gente não poderia imaginar que a mãe da gente fizesse com a idade delas. Estão todas aí, inteiraças. Liberadas, está entendendo? Mandando ver. E nós também. Veja a roupa do seu filho. Igual à sua. Antigamente um cara de 23 se vestia completamente diferente de um cara de 53. Ou você alguma vez viu o seu pai de tênis? Acho que até para jogar tênis ele devia jogar de sapato.
- Se a gente então não está velho, vai ficar velho quando?
- Pois é aí que eu quero chegar. Não existe mais a velhice. Nos anos 60 a gente fez tanta zorra que, sem querer, garantimos o nosso futuro sem velhice. Pode escrever aí. Não existe mais velhice.
- Ficamos imortais?
- Quase. Antigamente o sujeito começava a morrer mais cedo. Ficava uns 10, 15 anos morrendo. Agora não, ele vai ficar até os 80, 90. Daí ele fica doente e morre logo. Acabou a agonia. Pensa bem: a gente está com 50. Temos mais uns 30 pela frente. Firmes. É isso, cara: não existe mais a velhice. E fomos nós que detonamos com ela.
- Mas tem o cabelo branco, as rugas, a barriguinha.....
- Detalhes, cara, detalhes. O cabelo branco, a ruga e a barriguinha hoje em dia são encarados como charme. Mesmo porque os cabelos não ficam mais tão brancos como nos nossos pais. E as rugas também. Os velhos estão cada vez com menos rugas. E pra barriguinha, estão aí as academias. Tem fórmulas.
- E isso vale também para as mulheres, né?
- Principalmente. Eu estava falando nas nossas amigas de 40. Pega as de 50. Tudo com corpinho de 30. Cabeça de 20. Tão até melhores do que nós, cara.
- Peraí. a sua namorada não tem nem 30.
- E isso me preocupa. Tem cabeça de 50. De 50 das antigas.
- Eu não estou entendendo aonde é que você quer chegar.
- Quero chegar nos 90. Me passa o uísque. Me passa o cigarro. Me passa a saudade que eu tenho dos meus 20 anos. Me passa a vida a limpo. E mete os Beatles aí na radiovitrola. Help, please.

Mário Prata




domingo, 18 de maio de 2014

Almas gêmeas


"Não devemos ter a ilusão de que todas as almas gêmeas são feitas para durar uma vida. Algumas são destinadas apenas a durar um momento. Aquele breve olhar com um 'estranho' no supermercado que te lembrou de sua própria essência foi o bastante. Aquele encontro inesperado num fim de semana que deixou seu espírito nas nuvens é perfeito. Aquele grande amor que foi embora depois de partir seu coração era exatamente a receita de cura para a alma. Qualquer coisa de que você precise para lapidar o diamante bruto da alma. Não importa quanto tempo duram, as conexões profundas pintam quadros de possibilidades no céu, expandindo nossa lente para toda a eternidade."

Jeff Brown

vi no https://www.facebook.com/NoticiasDoCorpo

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Onde está a conquista?



"Mais que uma pergunta, um dilema. Após várias saídas desastrosas você mais uma vez se predispõe a sair e tentar conhecer alguém, porém você não faz o tipo de pessoa que acha que o termo quantitativo supre o qualitativo.

Primeiramente, você chega à balada e observa que metade das mulheres estão com um vestido que parece uma toalha enrolada ao corpo, já a outra metade está com uma regata branca, um casaquinho de couro, saia alta, uma bolsa transversal e o insistente 212, mas até aí tudo bem pois o uniforme faz parte.

Não muito distante disso você vê alguns homens com uma camisa polo com “número 43” nas costas, barriga saliente e com as mulheres mais bonitas da festa. Alguns gastando dinheiro que não tem, outros gastando por gastar e outros como eu agora, pensando em como funciona tudo isso…

Nesse instante por algum motivo você se sente diferente daquelas pessoas.

Culturalmente instruídos a sempre segurar um copo na mão seguimos o nosso caminho em busca de algo que no fundo não sabemos se realmente faz sentido.

Alguns caras querendo se divertir e outros numa disputa inútil para ver quem é o mais frouxo. Frouxo simplesmente por não conseguir pegar uma mulher só com o papo, por não saber jogar esse jogo de homem pra homem, mas novamente até aí tudo bem pois cada um usa as armas que tem.

Em meio a tudo isso me pergunto: onde está a conquista? Cadê o charme, o ato de arrancar um sorriso sincero, de você ficar com a mulher por ter falado a coisa certa na hora certa, sem sensacionalismo só acho que as coisas estão perdendo um pouco da graça.

Então depois de consecutivas experiências dessas, você acaba vendo que o mundo de balada é muito limitado e o mais importante, que o que você tanto procura não está e nem estará ali. De forma alguma estou dizendo que não gosto de balada ou que balada é algo de pessoas “vazias”, mas infelizmente na maioria das vezes é isso que eu vejo, mulheres que só querem levantar seu ego e homens que acham que baixar um litro de bebida lhe faz ser o macho “alpha “da festa.

Cada vez mais as pessoas têm a necessidade de mostrar ser uma coisa que não são e principalmente terem seu ego exaltado, agora só falta elas perceberem que isso não leva a lugar nenhum.

Chegamos num ponto chave da sociedade, onde máscaras valem mais do que expressões, garrafas de bebida em cima da mesa valem mais do que apertos de mão e companhias falsas valem mais do que uma conversa sincera com a menina menos atraente da festa.

Por fim entenda que você pode ser uma pessoa super charmosa, educada, inteligente ou qualquer outro adjetivo, mas se a outra pessoa não for equivalente ela não irá perceber o quão valiosa você é."

Texto de Frederico Elboni.


domingo, 24 de fevereiro de 2013

Prazeres da Melhor Idade


Texto de Ruy Castro

A voz em Congonhas anunciou: "Clientes com necessidades especiais, crianças de colo, melhor idade, gestantes e portadores do cartão tal terão preferência etc.".

Num rápido exercício intelectual, concluí que, não tendo necessidades especiais, nem sendo criança de colo, gestante ou portador do dito cartão, só me restava a "melhor idade" - algo entre os 60 anos e a morte.

Para os que ainda não chegaram a ela, "melhor idade" é quando você pensa duas vezes antes de se abaixar para pegar o lápis que deixou cair e, se ninguém estiver olhando, chuta-o para debaixo da mesa.

Ou, tendo atravessado a rua fora da faixa, arrepende-se no meio do caminho porque o sinal abriu e agora terá de correr para salvar a vida. Ou quando o singelo ato de dar o laço no pé esquerdo do sapato equivale, segundo o João Ubaldo Ribeiro, a uma modalidade olímpica.

Privilégios da "melhor idade" são o ressecamento da pele, a osteoporose, as placas de gordura no coração, a pressão lembrando placar de basquete americano, a falência dos neurônios, as baixas de visão e audição, a falta de ar, a queda de cabelo, a tendência à obesidade e as disfunções sexuais. 
Ou seja, nós, da "melhor idade", estamos com tudo, e os demais podem ir lamber sabão.

Outra característica da "melhor idade" é a disponibilidade de seus membros para tomar as montanhas de Rivotril, Lexotan e Frontal que seus médicos lhes receitam e depois não conseguem retirar.

Outro dia, bem cedo, um jovem casal cruzou comigo no Leblon. Talvez vendo em mim um pterodáctilo da clássica boemia carioca, o rapaz perguntou: "Voltando da farra, Ruy?". Respondi, eufórico: "Que nada! Estou voltando da farmácia!".

E esta, de fato, é uma grande vantagem da "melhor idade": você extrai prazer de qualquer lugar a que ainda consiga ir.

Primeiro, a aposentadoria é pouca e você tem que continuar a trabalhar para melhorar as coisas. Depois vem a condução.
Você fica exposto no ponto do ônibus com o braço levantado esperando que algum motorista de ônibus te dê uns 60 anos.
Olha... a analise dele é rápida. Leva uns 20 metros e, quando pára, tem a discussão se você tem mais de 60 ou não.

No outro dia entrei no ônibus e fui dizendo:
- "Sou deficiente".
O motorista me olhou de cima em baixo e perguntou:
- "Que deficiência você tem?"
- "Sou broxa!"
Ele deu uma gargalhada e eu entrei.
Logo apareceu alguém para me indicar um remédio. Algumas mulheres curiosas ficaram me olhando e rindo...
Eu disse bem baixinho para uma delas:
- "Uma mentirinha que me economizou R$ 3,00, não fica triste não"

Bem... fui até a pedra do Arpoador ver o por do sol.
Subi na pedra e pensei em cumprir a frase. Logicamente velho tem mais dificuldade.

Querem saber? Primeiro, tem sempre alguém que quer te ajudar a subir: "Dá a mão aqui, senhor!!!"
Hum, dá a mão é o cacete, penso, mas o que sai é um risinho meio sem graça.
Sentar na pedra e olhar a paisagem.
É, mas a pedra é dura e velho já perdeu a bunda e quando senta sente os ossos em cima da pedra, o que me faz ter que trocar de posição a toda hora.
Para ver a paisagem não pode deixar de levar os óculos se não, nada vê.
Resolvo ficar de pé para economizar os ossos da bunda e logo passa um idiota e diz:
- "O senhor está muito na beira pode ter uma tontura e cair."
Resmungo entre dentes: ... "só se cair em cima da sua mãe"... mas, dou um risinho e digo que esta tudo bem.
Esta titica deste sol esta demorando a descer, então eu é que vou descer, meus pés já estão doendo e o sol nada.
Vou pensando - enquanto desço e o sol não - "Volto de metrô, é mais rápido..."

Já no metrô, me encaminho para a roleta dos idosos, e lá está um puto de um guarda que fez curso, sei eu em que faculdade, que tem um olho crítico que consegue saber a idade de todo mundo.
Olha sério para mim, segura a roleta e diz:
- "O senhor não tem 65 anos, tem que pagar a passagem."
A esta altura do campeonato eu já me sinto com 90, mas quando ele me reconhece mais moço, me irrompe um fio de alegria e vou todo serelepe comprar o ingresso.
Com os pés doendo fico em pé, já nem lembro do sol, se baixou ou não, dane-se. Só quero chegar em casa e tirar os sapatos...
Lá estou eu mergulhado em meus profundos pensamentos, uma ligeira dor de barriga se aconchega... Durante o trajeto não fui suficientemente rápido para sentar nos lugares que esvaziavam...

Desisti... lá pelo centro da cidade, eu me segurando, dei de olhos com uma menina de uns 25 anos que me encarava... Me senti o máximo.

Me aprumei todo, estufei o peito, fiz força no braço para o bíceps crescer e a pelanca ficar mais rígida, fiquei uns 3 dias mais jovem.
Quando já contente, pelo menos com o flerte, ela ameaçou falar alguma coisa, meu coração palpitou.
É agora...
Joguei um olhar 32 (aquele olhar de Zé Bonitinho) ela pegou na minha mão e disse:
- "O senhor não quer sentar? Me parece tão cansado?"

Melhor Idade??? Melhor idade é a puta que te pariu...


Ruy Castro (Caratinga, 27 de fevereiro de 1948) é um jornalista e escritor brasileiro.


ESTE TEXTO INAUGURA A TAG "RUMO AOS 50". É inevitável, então vamos gozar...

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Superar em 2013

(clique na imagem)

Vi isso no Kzuka ... Concordei com quase tudo. Maias? Conheça a sua cultura e o lugar onde viveram, mas nem tudo o que eles falavam deve ser entendido ao pé da letra... a gente não tem o ponto de vista deles. "Só que não." Mais um viral que deve sumir voando (espero); aliás, não gosto muito de falar igual a todo mundo - isso é meio coisa de adolescente, não é não?

E respeitem a Língua Portuguesa...

Frases com hashtag e sneakers - sem comentários. Os dois sempre foram a coisa mais ridícula que já vi. Bota ortopédica é mais digna. Aliás, pior mesmo é o tal do biquinho pra tirar foto. Até no Orkut já era brega. Outra coisa: CHEGA DE TIRAR FOTO AGACHADA, PARECE TIME DE FUTEBOL!!!

Keep calm e se quiser curta seus vampiros... Brad Pitt em Entrevista com o Vampiro que seja eterno. MSN? Pena... já foi muito bom...

Desinteresse? Sem dúvida já era! Estar antenado com o mundo é coisa para se começar cedo e não se perder nunca! Quem se desinteressa já morreu!

E uma boa virada a todos, sem exageros, afinal, é só um dia após o outro. Começar tudo de novo deve ser lema de todo dia, ou pelo menos sempre que preciso.

Beijos da Mulher de 40!

domingo, 16 de dezembro de 2012

Alma gêmea ou 1 kg de sal


"Quando iniciamos o namoro, minha mulher falando com o pai sobre o namorado, disse a ele: “Pai, ele é bacana, amigo, companheiro...” aí meu sábio sogro falou: “Filha, ele pode até ser isso tudo que você está falando, mas deixe para me dizer isto depois que comerem um quilo de sal juntos”!!!

Sábio sogro, sal se come de pitadas em pitadas, quando se consegue comer 1 kg de sal juntos, é porque já se passaram muitos anos, e aí sim podemos falar com PROPRIEDADE sobre o outro! Fala-se muito em alma gêmea! Ela não é minha alma gêmea, nem eu a dela, mas a nossa luta diária por amor, respeito, carinho, buscar o melhor para o outro... faz com que a cada dia sejamos mais cúmplices e amigos! Independente de muitas diferenças que existem!

Quando começamos a namorar, eu tinha a certeza de que nunca teríamos nada sério... Nada como o tempo, para como Raul Seixas dizia: “Eu quero dizer, agora o oposto do que eu disse antes!” Não podemos ter “aquela velha opinião formada sobre tudo”, e o tempo e a vontade de seguir juntos, nos mostra o melhor da vida!

Ser diferente é um barato! Aí entra o melhor de uma relação, morder e soprar, concessões, olhar pelo prisma do outro, lutar para dar certo e ser muito feliz! MUITO FELIZ! Isso aí! Por eu não saber viver nada mais ou menos, lutamos todos os dias para manter a chama acesa! Comemoramos todos os meses de namoro! Seja com um jantar, almoço, flores, cartão, ou um simples beijo! Mas não passa um mês em branco!

Admirar o outro é combustível para a relação! Como conviver e viver com alguém que não admiramos?! As pessoas se contentam com pouco, às vezes permanecem numa relação ruim, por comodismo, covardia, ou por não saberem que podem ser mais felizes do que de fato são! Mas o que é ser mais feliz, podemos ser mais felizes sendo sós, do que numa relação mais ou menos... Me dou muito bem comigo mesmo! Ou está muito bom, ou estou só!

SINTONIA sim é importante! Num olhar sabemos o que o outro está pensando, se quer ir embora, se está aprovando ou reprovando uma situação. Nós parecemos dois malucos quando estamos sozinhos! Curtimos e rimos muito das nossas loucuras, afinidades e diferenças! Se houvesse uma câmera de vigilância em casa nossas famílias nos internariam! rs Como dizemos ao outro: “Intimidade é uma merda!” rs

Mas sintonia não nasce pronta, se desenvolve dia a dia. Quantas concessões são feitas numa relação? Muitas e sempre! Só é ruim se forem unilaterais, aí o outro cansa. Mas se existe bom senso e meio termo, sempre há a alternância de “favores”. Um não gosta de forró, o outro adora, impor ao que não gosta que isso aconteça muitas vezes é tirar o pino de uma granada, mas excepcionalmente abrir uma exceção e curtir o que o outro gosta é bacana. Falando em curtir, se vai fazer algo que não ama pelo seu parceiro, faça bem feito! Aproveite o que de melhor aquela situação pode te dar, e tente fazer com que seja especial para o outro. Porque fazer algo que não gosta, e deixar isso claro enquanto faz? Se vai fazer, faça ser especial!

Interessante como ao longo do tempo a SIMBIOSE faz com que passemos a ter o prisma e até comportamento do outro em muitas situações. Passar a gostar de comidas, atividades que não gostávamos, e até diferentes manias são simultaneamente trocadas sem que percebamos.

Nada como o tempo! Não tenho paciência hoje em dia para a maioria das coisas que muitos ainda tem! Festas são bacanas, mas todo excesso é sobra! Em doses homeopáticas gosto de “quase tudo”. Dou valor a coisas que simples que antes não dava, domingo passado dormi até 15hs e amei! Estar com minhas filhas e esposa é um prazer especial! Assistir um filme à dois mesmo numa tela de um notebook, andar juntos, descobrir um bom restaurante, ir à casa de amigos, adoro! Para não confirmar que estou velho, digo que estou SELETIVO!

Consegui ter uma relação com minha mulher de realmente amigos e cúmplices! O que não confesso a meu melhor amigo, falo a ela sem problemas! Entendo que ela é “fora de curva”, não conheço uma mulher que seja segura e racional como ela. Por isso, o que passa por minha cabeça pode ser conversado sem qualquer problema. Como dizia minha amiga Dora, sou um sortudo! Tive uma ex-mulher bacana (mãe de minhas duas princesas) e tenho uma outra maravilhosa! Alguma coisa devo ter de bacana, não pode ser só sorte... rs

A palavra mais importante para nós hoje é “PAZ”! Problemas todos temos, mas quem enxerga problemas onde não existe merece ficar só! Se podemos simplificar a vida, porque uns complicam?
Temos que ser verdadeiros sempre, intensos nos momentos certos, e leves em todos os outros momentos! Respeitar o espaço do outro, individualidade, amigos, é o segredo de uma relação bacana!

(Comecei a escrever este texto em 19/05, mas com o pouco tempo livre e muito trabalho, estou terminando ele hoje, 05/06/2012! Significa que em 28/05/2012 completamos 10 anos juntos!!!!!!!!!!!!! Trocamos nossas alianças por alianças novas, as mesmas foram bentas pelo Padre que fez a primeira comunhão de nosso sobrinho Gabriel no RJ! Continuaremos lutando por nossa FELICIDADE todos os dias! E sei que o melhor da vida ainda estar por vir! AGORA SIM POSSO DIZER QUE JÁ COMEMOS 1 KG DE SAL! Viu meu sogro?! Beijos meu AMOR! Te AMO e admiro a cada dia mais!)"

Roberto LÔPO  Salvador, 19 de maio de 2012

Perigo


Estou tentando voltar para cá... parece que o que guia minha verborragia é a infelicidade, mas sei que tenho muito o que dizer ainda! Feliz ou não... beijos a todos e desculpem a minha ausência aqueles que sentem minha falta...


O perigo do sexo é que você pode se apaixonar. O perigo do amor é virar amizade (Arnaldo Jabor)

Mais frases de Arnaldo Jabor em kdfrases.com

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Dicas de Conquista para Mulheres de 40


Dicas do Como conquistar um homem

Veja as dicas de conquista para mulheres maduras e saiba
tirar o maior proveito dessa fase na arte da sedução.

Muitas mulheres não gostam de dizer a sua idade e tantas outras têm medo de envelhecer; esta é uma questão que pertence ao mundo dos homens também, mas eles parecem saber encarar isso melhor e tirar proveito das suas diferentes fases da vida. A mulher também deve usar o charme de cada idade ao seu favor, e isso vale, em especial, para as mulheres que estão na casa dos 40.

Aos 30 anos, já é comum o sexo feminino se martirizar com a ideia de que já não pertence mais aos vinte e poucos, então, aos 40, nem se fala, mas quando essa idade realmente chega para uma mulher é quando ela percebe que o seu medo foi em vão. Essas mulheres possuem muita experiência, inclusive, em relação aos homens, e, por isso, estão mais confiantes de suas atitudes. Elas sabem que possuem o mundo nas mãos e podem conquistar qualquer tipo de homem, inclusive, os mais jovens e mesmo os de sua idade ou mais.

Aproveitando um pouco mais o amor

Para você saber como aproveitar melhor essa fase, algumas dicas de como atrair um homem para mulheres de 40 podem lhe mostrar como você está mais do que apta para começar um romance a qualquer momento. Durante toda a vida, as mulheres costumam se preocupar com a idade, com o peso, com a sua beleza, com o seu corpo, etc, e muitas vezes deixam de aproveitar a vida e as oportunidades que esta apresenta. Aos 40 anos, é quando se percebe que não adianta nada temer ou se precaver da passagem dos anos, porque eles chegam para todo mundo e, mesmo assim, continuam lindas.

Por isso, melhor do que ficar se preparando para a vida é vivê-la. Além disso, muitos homens preferem mulheres mais velhas justamente por isso, elas são mais confiantes e não ficam toda hora querendo que o homem com quem estão confirme a sua beleza e a sua juventude. Isso significa que outra dica de conquista para essas mulheres é sempre estar atenta aos homens ao seu redor, ainda mais se você quiser ter um romance com um homem mais novo, pois ele pode estar bem próximo de você.

Como aproveitar os 40 para conquistar os homens

Mas não são apenas os homens mais jovens que preferem as mulheres de 40; assim como eles, os homens que também estão com a mesma idade ou os mais velhos são fortes candidatos a se interessar por você. Isso acontece pelos mesmos motivos, você não vai exigir de um homem que a elogie a toda a hora, não vai fazer uma bobagem qualquer virar uma bola de neve, como muitas mulheres, inclusive as mais jovens, costumam fazer, nem vai ser ciumenta, e é mais provável que tenha uma carreira profissional, o que confere equilíbrio para a mulher de 40 anos.

Outra dica para você: conquistar os homens é mostrar como é uma pessoa madura para tomar as decisões. Os homens sentem-se muito atraídos pelas mulheres que são determinadas e sabem o que querem. Além disso, é importante manter o visual em dia, estar bem bonita, bem vestida e arrumada. Não é também porque você está com a confiança a mil que deve descuidar da aparência, mas isso não deve ser em exagero. Além disso, não é porque você tem 40 anos que não deve colocar aquela roupa mais sensual, mais justa ou mais curta, ela vai ficar ótima.

Claro que o bom senso nessas horas é importante, mas é bobagem pensar que só porque você está na casa dos 40 que deve se vestir toda fechada, como uma freira. Nessa idade, a sensualidade está à flor da sua pele e com muita naturalidade você pode conquistar os homens que desejar.

# # #
E vocês... concordam com essas dicas? Eu me achei imatura lendo isso, porque ainda ajo como uma adolescente nos relacionamentos... sou ciumenta, sim, e quero ouvir elogios!

segunda-feira, 19 de março de 2012

A mulher madura

(Texto que anda rolando por aí, mas não consegui descobrir o seu autor verdadeiro.)

A  mulher madura não pega, TOCA.
não come, se ALIMENTA.
não provoca, já é PROVOCANTE.
não é inteligente,  é SÁBIA.
não se insinua, mostra o CAMINHO sutilmente.
não se precipita, espera o MOMENTO CERTO.
não nada,  NAVEGA.
não voa, FLUTUA.
não pensa em quantidade, prefere QUALIDADE.
não vê,  OBSERVA.
não anda, CAMINHA.
não deita, ADORMECE.
não é pretensiosa, simplesmente se GOSTA.
não julga, ANALISA.
não compara, ASSIMILA.
não consola, ACALENTA.
não acorda, DESPERTA.
não coloca algemas,  deixa LIVRE.
não enfeitiça, ENCANTA.
não é decidida, apenas sabe O QUE QUER.
não é exigente, é SELETIVA.
não se sente velha, considera-se EXPERIENTE.
não se lamenta, tenta fazer DIFERENTE.
não tem medo, tem RECEIOS.
não faz juras, deixa por conta do TEMPO.
não tira conclusões, faz SUPOSIÇÕES.
não desce do salto,  tem JOGO DE CINTURA.
não brilha, é ILUMINADA.
não dá tchau, ACENA.
não gosta de ser vigiada, prefere ser ESCOLTADA.
não é moderna, é ELEGANTE.
não quer ser cobiçada, prefere ser DESEJADA.
não tem sombras, tem AURA.
não adivinha, tem PERCEPÇÃO.
não faz sexo, é mestre na ARTE DE AMAR.
não fica, se ENVOLVE.
não é fácil, é FLEXÍVEL.
não manda, ADMINISTRA.
não aflora, é um constante FLORESCER.

Enfim, a MULHER MADURA é um conjunto de todas as belezas possíveis. É MULHER sensível, mas ao mesmo tempo uma verdadeira guerreira, é forte, mas é feminina. Muitos não possuem sensibilidade para perceber tal beleza, mas aqueles que a descobrem...preferem morrer nos braços dessa tal mulher, que não é DOCE mas que, simplesmente, é puro MEL.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Sobre o Alzheimer



(Recebi este texto por email e é atribuído a Roberto Goldkorn, psicólogo e escritor)

"A cada minuto de tristeza perdemos a oportunidade de ser felizes por 60 segundos."

"Meu pai está com Alzheimer. Logo ele, que durante toda vida se dizia 'o Infalível'. Logo ele, que um dia, ao tentar me ensinar matemática, disse que as minhas orelhas eram tão grandes que batiam no teto. Logo ele que repetiu, ao longo desses 54 anos de convivência, o nome do músculo do pescoço que aprendeu quando tinha treze anos e que nunca mais esqueceu: esternocleidomastóideo.

O diagnóstico médico ainda não é conclusivo, mas, para mim, basta saber que ele esquece o meu nome, mal anda, toma líquidos de canudinho, não consegue terminar uma frase, nem controla mais suas funções fisiológicas, e tem os famosos delírios paranóicos comuns nas demências tipo Alzheimer. Aliás, fico até mais tranqüilo diante do 'eu não sei ao certo' dos médicos; prefiro isso ao 'estou absolutamente certo de que.....', frase que me dá arrepios.

E o que fazer... para evitar essas drogas? Como?

Lendo muito, escrevendo, buscando a clareza das idéias, criando novos circuitos neurais que venham a substituir os afetados pela idade e pela vida 'bandida'.

Meu conselho é: não sejam infalíveis como o meu pobre pai; não cheguem ao topo, nunca, pois dali só há um caminho: descer. Inventem novos desafios, façam palavras cruzadas, forcem a memória, não só com drogas (não nego a sua eficácia, principalmente as nootrópicas), mas correndo atrás dos vazios e lapsos. Eu não sossego enquanto não lembro do nome de algum velho conhecido, ou de uma localidade onde estive há trinta anos. Leiam e se empenhem em entender o que está escrito, e aprendam outra língua, mesmo aos sessenta anos.

Coloquem a palavra FELICIDADE no topo da sua lista de prioridades: 7 de cada 10 doentes nunca ligaram para essas 'bobagens' e viveram vidas medíocres e infelizes - muitos nem mesmo tinham consciência disso.
Mantenha-se interessado no mundo, nas pessoas, no futuro. Invente novas receitas, experimente (não gosta de ir para a cozinha? Hum... Preocupante). Lute, lute sempre, por uma causa, por um ideal, pela felicidade. Parodiando Maiakovski, que disse 'melhor morrer de vodca do que de tédio', eu digo: melhor morrer lutando o bom combate do que ter a personalidade roubada pelo Alzheimer.

Dicas para escapar do Alzheimer:

Uma descoberta dentro da Neurociência vem revelar que o cérebro mantém a capacidade extraordinária de crescer e mudar o padrão de suas conexões. Os autores desta descoberta, Lawrence Katz e Manning Rubin (2000), revelam que NEURÓBICA, a 'aeróbica dos neurônios', é uma nova forma de exercício cerebral projetada para manter o cérebro ágil e saudável, criando novos e diferentes padrões de atividades dos neurônios em seu cérebro. Cerca de 80% do nosso dia-a-dia é ocupado por rotinas que, apesar de terem a vantagem de reduzir o esforço intelectual, escondem um efeito perverso; limitam o cérebro.

Para contrariar essa tendência, é necessário praticar exercícios 'cerebrais' que fazem as pessoas pensarem somente no que estão fazendo, concentrando-se na tarefa. O desafio da NEURÓBICA é fazer tudo aquilo que contraria as rotinas, obrigando o cérebro a um trabalho adicional. Tente fazer um teste:

- use o relógio de pulso no braço direito;
- escove os dentes com a mão contrária da de costume;
- ande pela casa de trás para frente; (vi na China o pessoal treinando isso num parque);
- vista-se de olhos fechados;
- estimule o paladar, coma coisas diferentes; (conheço tanta gente que só quer comer a mesma coisa)
- veja fotos de cabeça para baixo;
- veja as horas num espelho;
- faça um novo caminho para ir ao trabalho.

A proposta é mudar o comportamento rotineiro! Tente, faça alguma coisa diferente com seu outro lado e estimule o seu cérebro. Vale a pena tentar! Que tal começar a praticar agora, trocando o mouse de lado?"

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Pudim

"Não há nada que me deixe mais frustrada do que pedir Pudim de sobremesa, contar os minutos até ele chegar e aí ver o garçom colocar na minha frente um pedacinho minúsculo do meu pudim preferido. Um só.
Quanto mais sofisticado o restaurante, menor a porção da sobremesa. Aí a vontade que dá é de passar numa loja de conveniência, comprar um pudim bem cremoso e saborear em casa com direito a repetir quantas vezes a gente quiser, sem pensar em calorias, boas maneiras ou moderação...
O PUDIM é só um exemplo do que tem sido nosso cotidiano.
A vida anda cheia de meias porções, de prazeres meia-boca,
de aventuras pela metade.
A gente sai pra jantar, mas come pouco. Vai à festa de casamento, mas resiste aos bombons. Conquista a chamada liberdade sexual, mas tem que fingir que é difícil (a imensa maioria das mulheres continua com pavor de ser rotulada de "fácil").
Adora tomar um banho demorado, mas se contém pra não desperdiçar os recursos do planeta. Quer beijar aquele cara 20 anos mais novo, mas tem medo de fazer papel ridículo. Tem vontade de ficar em casa vendo um DVD, esparramada no sofá, mas se obriga a ir malhar. E por aí vai.
Tantos deveres, tanta preocupação em "acertar", tanto empenho em passar na vida sem pegar recuperação... Aí a vida vai ficando sem tempero, politicamente correta e existencialmente sem-graça, enquanto a gente vai ficando melancolicamente sem tesão...
Às vezes dá vontade de fazer tudo "errado". Deixar de lado a régua, o compasso, a bússola, a balança e os 10 mandamentos. Ser ridícula, inadequada, incoerente e não estar nem aí pro que dizem e o que pensam a nosso respeito. Recusar prazeres incompletos e meias porções.
Até Santo Agostinho, que foi santo, uma vez se rebelou e disse uma frase mais ou menos assim:
'Deus, dai-me continência e castidade, mas não agora...'
Nós, que não aspiramos à santidade e estamos aqui de passagem, podemos (devemos??) desejar vários pedaços de pudim, bombons de muitos sabores, vários beijos bem dados, a água batendo sem pressa no corpo, o coração saciado.
Um dia a gente cria juízo.
Um dia.
Não tem que ser agora.
Por isso, garçom, por favor, me traga: um pudim inteiro, um sofá para eu ver 10 episódios do "Law and Order", uma caixa de trufas bem macias e o Brad Pitt, nu, embrulhado pra presente. OK ??
Não necessariamente nessa ordem.
Depois a gente vê como é que faz para consertar..."
(autoria desconhecida - a Martha Medeiros já declarou em
seu blog que não é dela, como circula por aí...)

domingo, 11 de setembro de 2011

Jocasta Moderna: A mulher Climatérica do Século XXI

"A menopausa convida nossos importunos fantasmas a se porem a descoberto. Pede uma confrontação mais fundamental com o lado sombrio. (...) é um tempo para derramar as lágrimas pelo que foi, pelo que poderia ter sido e as lágrimas pelo que já não será."
(Strahan, 1994)
A mulher climatérica poderia ser psicologicamente comparada a uma adolescente? Quais suas expectativas para o futuro? Como o processo da perda da juventude e fertilidade afeta esta mulher? Existe atenção por parte dos poderes Federais, Estaduais e Municipais com programas sócio-culturais e de saúde coletiva específicos para esta mulher? Mas... Quem é essa mulher climatérica para nós?
Ela está na meia idade e vem, aparentemente, sendo cenário para sua família, para seu trabalho ....e vivendo através e por eles. Ou não? Isso é fato? Essa condição de cenário permanece no séc. XXI? Como essa invenção de “feminilidade” produzida e reforçada ao longo dos anos atua sobre esta mulher? Como o climatério encontra esta mulher e o que ela espera desse momento?
Objeto de investigações filosóficas desde a antiguidade, a diferença entre homens e mulheres é investida de uma enorme quantidade de saberes que procuravam encontrar na natureza dos gêneros alguma espécie de verdade sobre o ser.
A revista Época de setembro/2003 trazia na reportagem de capa : ETERNAMENTE JOVEM e uma frase chamou atenção: Velha é a vovozinha. Seria correto pensar que só as vovozinhas envelhecem? Em outubro deste mesmo ano , o Jornal televisivo Hoje da Rede Globo de Televisão apresentou a reportagem A chegada dos 40 anos.
Depoimentos de mulheres de diversos níveis socioculturais afirmavam : "Os 40 anos marcam a metade da vida [...]o grande medo é como vai ser a descida" (Ida Kublikowiski). Podemos dizer então que, uma mulher por volta dos 40 anos, estaria na metade de sua vida? Significaria que quase 50 % da vida dessa mulher se passa em declínio hormonal, sexual, social e psíquico?
No Brasil, a partir do final dos anos 80 início da década de 90 o climatério começa receber alguma atenção. Se havia relativo silêncio a respeito, por ainda ser tema tabu entre as mulheres, não deixava de ser uma questão relevante. Situando a menopausa como processo natural da vida da mulher, como de fato é , estava excluído dos programas de saúde coletiva e desqualificava a importância de uma assistência multidisciplinar com objetivo de melhora da qualidade de vida, optando claramente num primeiro momento pelo caminho da medicalização de mulheres poliqueixosas. Ou seja, tratava-se apenas o sintoma.
Em 1984, o Ministério da Saúde atendendo às reivindicações dos movimentos feministas da época elaborou o PAISM (Política de Assistência Integral à Saúde da Mulher). Seu texto descrevia ações educativas, preventivas de diagnóstico englobando assistência à mulher em clínica ginecológica, pré-natal, parto, puerpério, planejamento familiar, D.S.T. (Doenças sexualmente transmissíveis), câncer de colo de útero e mama, além de outras necessidades identificadas a partir do perfil da população. Só em 1993, o Ministério da Saúde incluiu orientações específicas sobre o climatério, com objetivo de "[...]universalizar os procedimentos em diversos níveis de atendimento, contemplando a melhoria dos indicadores de saúde[...]ao maior nível de atendimento sobre as modificações biológicas inerentes ao período do climatério, [...] propiciar adequada vigilância epidemiológica às situações de risco associadas." Os aspectos psicológicos e a sexualidade ainda não estavam contemplados.
Evidenciava o momento político, e naturalizando a exclusão dos desejos, dos sonhos de futuro, anseios de vida projetados pelas mulheres climatéricas, como se estivesse demarcando uma deadline para vida. Somente em 2004 o texto foi alterado visualizando a mulher como um ser biopsicossocial, incluindo e destacando a auto gerência sobre seu corpo e alertando sobre apelos da indústria farmacêutica com ofertas de eterna juventude.
Esta mulher precisa de um olhar psicológico para compreensão, transcendendo ao corpo físico, ao cultural, ao produzido e naturalizado. O que é comum encontrar? A super- vovó sublimada, dolorida, poliqueixosa ou a “loba” moderna devoradora de sua vida ou a executiva produtiva ou ainda uma versão moderna de Dona Benta? Joana D’Arc ou Thieta do Agreste? "Ninguém, aqui é puro anjo ou demônio, nem sabe a receita de viver feliz".
Escutando as histéricas, Freud começou a entender que havia um abismo entre a subjetividade das mulheres e a natureza feminina do pensamento iluminista. Pensou inicialmente que a cura para histeria consistiria em remetê-las de volta aos ideais de feminilidade que seus sintomas insistiam em recusar. A partir daí, todas as investigações que tentam fundar a diferença na anatomia tornaram-se obsoletas e pensar apenas nas condições pro criativas não desata o nó do significado da sexualidade. Mulher já saída da mãe (será?), da casa paterna, do primeiro namorado, da defloração e da menstruação. Casada ou não, sem filhos ou com eles já se indo...e os netos chegando... Procura no seu tempo, o re-conhecimento de si mesma.
Para Virginia Wolf "O tempo tem passado por cima de mim, é a aproximação dos quarenta. Que coisa estranha! Nada é mais uma coisa só” (Orlando, 1928). Esse sentimento de desconhecimento de si , o não reconhecer-se diante do espelho provoca uma angústia carente de escuta.
"(...)A crise tem mais a ver com as coisas que gostaria de ter feito e não fiz. Depois de certa idade você percebe que anda nas ruas e as pessoas não olham mais[...] Você olha para retratos antigos e pensa: puxa vida, eu era assim....!"
(Moema Toscano)
Se através do corpo (identidade física) vivemos e existimos em um dos aspectos de nossa identidade pessoal, então, tudo aquilo que o ameaça colocaria em risco nossa identidade psíquica?
Há séculos, a perda da capacidade reprodutora vem sendo associada à perda da feminilidade e da possibilidade de prazer sexual,uma espécie de crônica da morte anunciada. Trazer à luz sobre o sentimento psíquico de castração final e “irreparável” da mulher menopausada, investigar e analisar de forma crítica, as necessidades na vida da mulher climatérica tem sido cada dia mais valorizado com o aumento da expectativa de vida... Possibilitando uma qualidade de vida satisfatória e um re-encontro com o prazer de ser mulher através de cuidados psicológicos que atentem para esta mulher de forma holística e livre de juízos de valor , deixando longe a visão da poliqueixosa ...
Afinal... "Toda mulher quer ser amada, toda mulher quer ser feliz... toda mulher se faz de coitada. TODA MULHER É MEIO LEILA DINIZ". (Rita Lee)
(Texto enviado por Yoneide Carmo - Psicóloga Clínica
Estudou Psicologia clínica na Universidade Gama Filho)

domingo, 14 de agosto de 2011

Nossos Velhos

"Pais heróis e mães heroínas do lar. Passamos boa parte da nossa existência cultivando estes estereótipos. Até que um dia o pai herói começa a passar o tempo todo sentado, resmunga baixinho e puxa uns assuntos sem pé nem cabeça. A heroína do lar começa a ter dificuldade de concluir as frases e dá de implicar com a empregada.
O que papai e mamãe fizeram para caducar de uma hora para outra? Envelheceram.... Nossos pais envelhecem. Ninguém havia nos preparado pra isso. Um belo dia eles perdem o garbo, ficam mais vulneráveis e adquirem umas manias bobas.
Estão cansados de cuidar dos outros e de servir de exemplo: agora chegou a vez deles serem cuidados e mimados por nós, nem que pra isso recorram a uma chantagenzinha emocional. Têm muita quilometragem rodada e sabem tudo, e o que não sabem eles inventam. Não fazem mais planos a longo prazo, agora dedicam-se a pequenas aventuras, como comer escondido tudo o que o médico proibiu.
Estão com manchas na pele. Ficam tristes de repente. Mas não estão caducos: caducos ficam os filhos, que relutam em aceitar o ciclo da vida. É complicado aceitar que nossos heróis e heroínas já não estão no controle da situação. Estão frágeis e um pouco esquecidos, têm este direito, mas seguimos exigindo deles a energia de uma usina. Não admitimos suas fraquezas, seu desânimo.
Ficamos irritados e alguns chegam a gritar se eles se atrapalham com o celular ou outro equipamento e ainda não temos paciência para ouvir pela milésima vez a mesma história que contam como se acabassem de tê-la vivido. Em vez de aceitarmos com serenidade o fato de que as pessoas adotam um ritmo mais lento com o passar dos anos, simplesmente ficamos irritados por eles terem traído nossa confiança, a confiança de que seriam indestrutíveis como os super-heróis.
Provocamos discussões inúteis e os enervamos com nossa insistência para que tudo siga como sempre foi. Essa nossa intolerância só pode ser medo. Medo de perdê-los, e medo de perdermos a nós mesmos, medo de também deixarmos de ser lúcidos e joviais. E nós ficamos irritados quando eles esquecem de tomar seus remédios, e ao brigar com eles, os deixamos chorando, tal qual crianças que fomos um dia.
É uma enrascada essa tal de passagem do tempo. Nos ensinam a tirar proveito de cada etapa da vida, mas é difícil aceitar as etapas dos outros... Ainda mais quando os outros são nossos alicerces, aqueles para quem sempre podíamos voltar e sabíamos que estariam com seus braços abertos, e que agora estão dando sinais de que um dia irão partir sem nós.
Façamos por eles hoje o melhor, o máximo que pudermos, para que amanhã, quando eles já não estiverem mais aqui conosco... ... possamos lembrar deles com carinho, de seus sorrisos de alegria e não das lágrimas de tristeza que eles tenham derramado por nossa causa.
Afinal, nossos heróis de ontem... serão nossos heróis eternamente..."
(Marie von Ebner-Eschenbach) (também atribuído a Martha Medeiros. Quem souber ao certo a autoria, me mande o link...)

sábado, 18 de junho de 2011

É fácil amar?

"É fácil amar o outro na mesa de bar, quando o papo é leve, o riso é farto, e o chope é gelado.
É fácil amar o outro nas férias de verão, no churrasco de domingo, nas festas agendadas no calendário do de vez em quando.
Difícil é amar quando o outro desaba. Quando não acredita em mais nada. E entende tudo errado. E paralisa. E se vitimiza. E perde o charme. O prazo. A identidade. A coerência. O rebolado.
Difícil amar quando o outro fica cada vez mais diferente do que habitualmente ele se mostra ou mais parecido com alguém que não aceitamos que ele esteja.
Difícil é permanecer ao seu lado quando parece que todos já foram embora. Quando as cortinas se abrem e ele não vê mais ninguém na plateia. Quando o seu pedido de ajuda, verbalizado ou não, exige que a gente saia do nosso egoísmo, do nosso sossego, da nossa rigidez, do nosso faz-de-conta, para caminhar humanamente ao seu encontro.
Difícil é amar quem não está se amando.
Mas esse talvez seja, sim, o tempo em que o outro mais precisa se sentir amado. Eu não acredito na existência de botões, alavancas, recursos afins, que façam as dores mais abissais desaparecerem, nos tempos mais devastadores, por pura mágica. Mas eu acredito na fé, na vontade essencial de transformação, no gesto aliado à vontade, e, especialmente, no amor que recebemos, nas temporadas difíceis, de quem não desiste da gente."
Ana Jácomo
em Eu amo o amor no Facebook

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Metade da laranja?

Já me manifestei aqui no blog contra a ideia de "metade da laranja". Como entrar em um relacionamento sem ser uma pessoa inteira? Encontrei uma entrevista no site M de Mulher com o terapeuta de casal Jorge Bucay, autor do romance Amar de Olhos Abertos. Confira alguns trechos interessantes:
"O relacionamento amoroso tem um grande poder: o de nos servir de espelho (sem o qual continuaríamos cegas sobre como realmente somos) e também de alavanca (para nos tornarmos quem verdadeiramente somos). Não considero que a medida do amor seja o quanto estou disposto a me sacrificar por alguém, e sim o quanto estou disposto a desenvolver minha autonomia”."
"Acontece que, quando nos apaixonamos, acreditamos que o ser amado corresponda exatamente aos nossos ideais. Mas, com o tempo, abrimos os olhos, inevitavelmente, e descobrimos que o parceiro não é como o imaginávamos. Ele é o que é. Então, nós nos frustramos a cada vez que ele não age da maneira desejada. Isso dói."
"Há, na verdade, um monstro de sete cabeças que ameaça os relacionamentos. A primeira cabeça é a ideia de que eu não posso viver sem estar enamorado; a segunda, a competição com o par; a terceira, a falta de projetos comuns; a quarta, problemas com a família do cônjuge; a quinta, a incompatibilidade de gostos; a sexta, antagonismo nas linhas ideológicas básicas; e a sétima, a rotina."
"Essa noção vem do mito de que duas pessoas são metades que, juntas, compõem uma maravilhosa e incrível unidade. Eu, particularmente, prefiro ser inteiro e ter a meu lado alguém igualmente inteiro, para, assim, enriquecermos a vida a dois. Não podemos descuidar esse ponto e deixar de ser quem somos. Afinal, a maior riqueza de conviver é a possibilidade de abrir espaço para que ambos possam ser quem são. Muitas pessoas, infelizmente, acreditam que, para estar junto de alguém, precisam renunciar a si mesmos."
"Uma relação saudável possui três pontos de apoio: o amor, a atração e a confiança. (...) Agora, se um dos três sair de cena, não haverá a parceria; talvez, o matrimônio, mas não a parceria."
"O problema não está em um dos cônjuges, mas no tipo de vínculo estabelecido entre eles. Muitas pessoas se separam e repetem com o parceiro seguinte a história nefasta que viveram no passado. (...) As pessoas se desentendem por causa da criação dos filhos, da relação com a família dele ou dela, por problemas financeiros, por disputa de poder e pelo direito de ter liberdade."
"Nós homens somos muito mais dependentes do que as mulheres, principalmente no que diz respeito a assuntos de ordem prática. Um homem se separa e, três meses depois, está vivendo com uma nova companheira. Já a mulher permanece só, aprende a fazer consertos domésticos, a se virar sozinha e, em pouco tempo, está pensando: 'Para que preciso de um homem nesta casa?' '
(Leia a matéria completa aqui.)
. . .
Mais sobre "metade da laranja" aqui no blog:

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Amo minha cidade!

Pois é, eu me mudei e hoje, mais uma vez, vendo o amanhecer em minha cidade, ela envolta na neblina, eu indo trabalhar, agradeço a Deus por estar morando aqui. Esta é a cidade que eu escolhi para morar. Não nasci aqui, mas me sinto mais daqui do que de qualquer outro lugar. Odiava minha cidade natal.
É como aquela a velha frase... "os amigos são a família que você escolhe". Pois bem, a minha cidade é a cidade que eu escolhi para viver. Onde tenho mais chance de ser eu mesma, e de fazer coisas de que gosto, e de conviver com pessoas mais parecidas comigo.
Pode parecer bobagem, mas, mesmo presa em um engarrafamento, me sinto feliz. Lembro de quanto tempo fiquei querendo e tentando criar coragem para vir embora, e penso "por quê demorei tanto para fazer isso?"
Alguém pode dizer que isso é deslumbramento... Tudo aqui me faz sentir feliz, o trabalho melhorou, as pessoas são diferentes, cidade maior, ninguém fica reparando na vida dos outros... E o engarrafamento é o sinal de uma cidade maior \o/ e que não estou mais morando em um fim de mundo!
Sou uma pessoa essencialmente urbana. Adoro shopping, cinema, restaurantes, ruas cheias de gente a toda hora, lojas, boates, bares - amo buteco! Natureza para mim, só da janela do hotel rsrsr... Esta cidade vive 24 horas! A qualquer hora do dia ou da noite você vê a vida.
Foi aqui que fiz minha faculdade. Depois fui embora. A vida dá suas voltas, só eu sei como! Quando vou ao centro da cidade, estaciono o carro em uma rua próxima à que eu morava antes, e parece que volto no tempo. Me sinto jovem como há vinte e poucos anos atrás. E sinto que posso tudo de novo!
Em breve, terei minha casa aqui. Aqui, na cidade que amo. Um poeta que também adotou esta cidade escreveu assim...
A alma

Minha alma andou
Pelas ruas desta cidade
Mais do que meu corpo.

Minha alma anda
Pelas ruas da cidade
Mais do que meu corpo.

Minha alma andará
Pelas ruas da cidade
Livre do meu corpo. Resoluta.

(Imagino a inveja
Que meu corpo terá
Da minha alma.)

(Prado Veppo)

terça-feira, 26 de abril de 2011

Os domingos precisam de feriados

(Rabino Nilton Bonder)
"Toda sexta-feira à noite começa o shabat para a tradição judaica. Shabat é o conceito que propõe descanso ao final do ciclo semanal de produção, inspirado no descanso divino, no sétimo dia da Criação. Muito além de uma proposta trabalhista, entendemos a pausa como fundamental para a saúde de tudo o que é vivo.
A noite é pausa, o inverno é pausa, mesmo a morte é pausa. Onde não há pausa, a vida lentamente se extingue. Para um mundo no qual funcionar 24 horas por dia parece não ser suficiente, onde o meio ambiente e a terra imploram por uma folga, onde nós mesmos não suportamos mais a falta de tempo, descansar se torna uma necessidade do planeta.
Hoje, o tempo de 'pausa' é preenchido por diversão e alienação. Lazer não é feito de descanso, mas de ocupações 'para não nos ocuparmos'. A própria palavra entretenimento indica o desejo de não parar. E a incapacidade de parar é uma forma de depressão. O mundo está deprimido e a indústria do entretenimento cresce nessas condições. Nossas cidades se parecem mais com a Disneylândia. Longas filas para aproveitar experiências pouco interativas. Fim de dia com gosto de vazio. Um divertido que não é nem bom nem ruim. Dia pronto para ser esquecido, não fossem as fotos e a memória de uma expectativa frustrada que ninguém revela para não dar o gostinho ao próximo...
Entramos no milênio num mundo que é um grande shopping. A Internet e a televisão não dormem. Não há mais insônia solitária; solitário é quem dorme. As bolsas do Ocidente e do Oriente se revezam fazendo do ganhar e perder, das informações e dos rumores, atividade incessante. A CNN inventou um tempo linear que só pode parar no fim. Mas as paradas estão por toda a caminhada e por todo o processo.
Sem acostamento, a vida parece fluir mais rápida e eficiente, mas ao custo fóbico de uma paisagem que passa. O futuro é tão rápido que se confunde com o presente. As montanhas estão com olheiras, os rios precisam de um bom banho, as cidades de uma cochilada, o mar de umas férias, o domingo de um feriado...
Nossos namorados querem 'ficar', trocando o 'ser' pelo 'estar'.
Saímos da escravidão do século XIX para o leasing do século XXI - um dia seremos nossos? Quem tem tempo não é sério, quem não tem tempo é importante. Nunca fizemos tanto e realizamos tão pouco. Nunca tantos fizeram tanto por tão poucos...
Parar não é interromper. Muitas vezes continuar é que é uma interrupção. O dia de não trabalhar não é o dia de se distrair: - literalmente, ficar desatento; - é um dia de atenção, - de ser atencioso consigo e com sua vida. A pergunta que as pessoas se fazem no descanso é: 'o que vamos fazer hoje?' - já marcada pela ansiedade. E sonhamos com uma longevidade de 120 anos, quando não sabemos o que fazer numa tarde de Domingo.
Quem ganha tempo, por definição, perde. Quem mata tempo, fere-se mortalmente. É este o grande 'radical livre' que envelhece nossa alegria –o sonho de fazer do tempo uma mercadoria. Em tempos de novo milênio, vamos resgatar coisas que são milenares. A pausa é que traz a surpresa e não o que vem depois. A pausa é que dá sentido à caminhada.
A prática espiritual deste milênio será viver as pausas. Não haverá maior sábio do que aquele que souber quando algo terminou e quando algo vai começar. Afinal, por que o Criador descansou? Talvez porque, mais difícil do que iniciar um processo do nada, seja dá-lo como concluído."

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Ser chique sempre

Texto de Glória Kalil
"Nunca o termo 'chique' foi tão usado para qualificar pessoas como nos dias de hoje. A verdade é que ninguém é chique por decreto. E algumas boas coisas da vida, infelizmente, não estão à venda. Elegância é uma delas.
Assim, para ser chique é preciso muito mais que um guarda-roupa ou closet recheado de grifes famosas e importadas. Muito mais que um belo carro Italiano. O que faz uma pessoa chique, não é o que essa pessoa tem, mas a forma como ela se comporta perante a vida.
Chique mesmo é quem fala baixo. Quem não procura chamar atenção com suas risadas muito altas, nem por seus imensos decotes e nem precisa contar vantagens, mesmo quando estas são verdadeiras.
Chique é atrair, mesmo sem querer, todos os olhares, porque se tem brilho próprio. Chique mesmo é ser discreto, não fazer perguntas ou insinuações inoportunas, nem procurar saber o que não é da sua conta.
Chique mesmo é parar na faixa de pedestre. É evitar se deixar levar pela mania nacional de jogar lixo na rua. Chique mesmo é dar bom dia ao porteiro do seu prédio e às pessoas que estão no elevador. É lembrar do aniversário dos amigos.
Chique mesmo é não se exceder jamais! Nem na bebida, nem na comida, nem na maneira de se vestir. Chique mesmo é olhar nos olhos do seu interlocutor. É 'desligar o radar' quando estiverem sentados à mesa do restaurante, e prestar verdadeira atenção a sua companhia.
Chique mesmo é honrar a sua palavra, ser grato a quem o ajuda, correto com quem você se relaciona e honesto nos seus negócios. Chique mesmo é não fazer a menor questão de aparecer, ainda que você seja o homenageado da noite!
Mas para ser chique, chique mesmo, você tem, antes de tudo, de se lembrar sempre de o quão breve é a vida e de que, ao final e ao cabo, vamos todos retornar ao mesmo lugar, na mesma forma de energia. Portanto, não gaste sua energia com o que não tem valor, não desperdice as pessoas interessantes com quem se encontrar e não aceite, em hipótese alguma, fazer qualquer coisa que não te faça bem.
Lembre-se: o diabo parece chique, mas o inferno não tem qualquer glamour! Porque, no final das contas, chique mesmo é ser feliz! Investir em conhecimento pode nos tornar sábios... mas amor e fé nos tornam humanos!!!"

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