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quinta-feira, 29 de abril de 2010

Horóscopo por Evandro Santo




Homem de peixes: sonso
Mulher de peixes: volúvel
Gay de peixes: babadeiro
Lésbica de peixes: suicida!






Homem de aquário: "maluco beleza"
Mulher de aquário: "Prafrentex",rsrsrss
Gay de aquário: perturbado...
Lésbica de aquário: desmiolada.




Homem de capricórnio: ambicioso
Mulher de capricórnio: sensata
Gay de capricórnio: dono da verdade
Lésbica de capricórnio: paternal




Homem de sagitário: palhaço
Mulher de sagitário: fervida
Gay de sagitário: baladeiro
Lesbica de sagitário: mochileira




Homem de escorpião: determinado
Mulher de escorpião: astuta
Gay de escorpião: Rei das saunas
Lésbica de escorpião: macumbeira




Homem de libra: romântico
Mulher de libra: deusa
Gay de libra: príncipe
Lésbica de libra: Lesbian Chic





Homem de virgem: cauteloso
Mulher de virgem: implicante
Gay de virgem: higiênico (super chucado)
Lésbica de virgem: nerd






Homem de Leão: autoritário
Mulher de Leão: perua
Gay de Leão: Chic,chic,chic
Lésbica de Leão: Leão de chácara!





Homem de câncer: sensível
Mulher de câncer: protetora
Gay de cancer: Fã de Maria Betânia
Lésbica de Cãncer: Fã de Ana Carolina!!!



Homem de gêmeos: Hiperativo
Mulher de gêmeos: "Futriqueira"
Gay de gêmeos: Curioso
Lésbica de gêmeos: Bipolar




Homem deTouro: cauteloso
Mulher de touro: teimosa
Gay de touro: sensual
Lésbica de touro: Mão de vaca!






Homem de áries: Mandão
Mulher de áries: brava
Gay de áries: Conquistador
Lésbica de áries: Quebradora de botecos!!!


Twitter @santoEvandro
(Observação: Tinha salvado essas frases do Twitter, mas agora não tenho mais certeza se foi do twitter dele ou do fake @christianpior. Coisas da idade...)

domingo, 25 de abril de 2010

Posso Errar?

Texto de Leila Ferreira
Há pouco tempo fui obrigada a lavar meus cabelos com o xampu “errado”. Foi num hotel, onde cheguei pouco antes de fazer uma palestra e, depois de ver que tinha deixado meu xampu em casa, descobri que não havia farmácia nem shopping num raio de 10 quilômetros. A única opção era usar o dois-em-um (xampu com efeito condicionador) do kit do hotel. Opção? Maneira de dizer. Meus cabelos, superoleosos, grudam só de ouvir a palavra “condicionador”. Mas fui em frente. Apliquei o produto cautelosamente, enxaguei, fiz a escova de praxe e... surpresa! Os cabelos ficaram soltos e brilhantes — tudo aquilo que meus nove vidros de xampu “certo” que deixei em casa costumam prometer para nem sempre cumprir. Foi aí que me dei conta do quanto a gente se esforça para fazer a coisa certa, comprar o produto certo, usar a roupa certa, dizer a coisa certa — e a pergunta que não quer calar é: certa pra quem? Ou: certa por quê?
O homem certo, por exemplo: existe ficção maior do que essa? Minha amiga se casou com um exemplar da espécie depois de namorá-lo sete anos. Levou um mês para descobrir que estava com o marido errado. Ele foi “certo” até colocar a aliança. O que faz surgir outra pergunta: certo até quando? Porque o certo de hoje pode se transformar no equívoco monumental de amanhã. Ou o contrário: existem homens que chegam com aquele jeito de “nada a ver”, vão ficando e, quando você se assusta, está casada — e feliz — com um deles.
E as roupas? Quantos sábados você já passou num shopping procurando o vestido certo e os sapatos certos para aquele casamento chiquérrimo e, na hora de sair para a festa, você se olha no espelho e tem a sensação de que está tudo errado? As vendedoras juraram que era a escolha perfeita, mas talvez você se sentisse melhor com uma dose menor de perfeição. Eu mesma já fui para várias festas me sentindo fantasiada. Estava com a roupa “certa”, mas o que eu queria mesmo era ter ficado mais parecida comigo mesma, nem que fosse para “errar”.
Outro dia fui dar uma bronca numa amiga que insiste em fumar, apesar dos problemas de saúde, e ela me respondeu: “Eu sei que está errado, mas a gente tem que fazer alguma coisa errada na vida, senão fica tudo muito sem graça. O que eu queria mesmo era trair meu marido, mas isso eu não tenho coragem. Então eu fumo”. Sem entrar no mérito da questão — da traição ou do cigarro —, concordo que viver é, eventualmente, poder escorregar ou sair do tom. O mundo está cheio de regras, que vão desde nosso guarda-roupa, passando por cosméticos e dietas, até o que vamos dizer na entrevista de emprego, o vinho que devemos pedir no restaurante, o desempenho sexual que nos torna parceiros interessantes, o restaurante que está na moda, o celular que dá status, a idade que devemos aparentar. Obedecer, ou acertar, sempre é fazer um pacto com o óbvio, renunciar ao inesperado.
O filósofo Mario Sergio Cortella conta que muitas pessoas se surpreendem quando constatam que ele não sabe dirigir e tem sempre alguém que pergunta: “Como assim?! Você não dirige?!”. Com toda a calma, ele responde: “Não, eu não dirijo. Também não boto ovo, não fabrico rádios — tem um punhado de coisas que eu não faço”. Não temos que fazer tudo que esperam que a gente faça nem acertar sempre no que fazemos. Como diz Sofia, agente de viagens que adora questionar regras: “Não sou obrigada a gostar de comida japonesa, nem a ter manequim 38 e, muito menos, a achar normal uma vida sem carboidratos”. O certo ou o “certo” pode até ser bom. Mas às vezes merecemos aposentar régua e compasso.
Leila Ferreira é jornalista, autora do livro "Mulheres – Por que será que elas...," e tem o blog Nós, mulheres
Achei esse texto numa coluna da Marie Claire

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Homem traído


Estava lendo uma revista e me deparei com a capa da Playboy de fevereiro, com a chamada para uma entrevista com Pedro Bial, aonde ele fala que "O cara quando é corneado fica com o maior tesão na mulher." Já havia conversado com outros 3 amigos que me confirmaram a mesma teoria. Quando o homem é traído, quer provar na cama que é melhor do que o amante. Um deles me contou que as melhores transas que teve com uma ex foi quando descobriu que havia sido traído. Outro me disse que fez de tudo pra reconquistar a ex-mulher, inclusive na cama.
Fui pesquisar e encontrei trechos da entrevista no blog O Gordo e o Magro. Olha só o que ele falou... realmente uma opinião corajosa:
“Acho a ‘corno-mansuetude’ uma característica fundamental para o homem. Corno revoltado é ridículo. Tem de ser corno manso. E o melhor corno manso é aquele que não sabe. Se a mulher quer pular a cerca, pula, mas não conta. E eu conheço alguns homens que souberam e conseguiram exercer a corno-mansuetude, mas com uma puta raiva. Quando eu fui corneado, isso me despertou um desejo sexual enorme. Você sabe tem dois tipos de espermatozóide, né? Um que fecunda e os guarda-costas para brigar com os espermatozóides de outros homens. (...) O cara quando é chifrado fica com o maior tesão na mulher, quer comer e come com raiva! E comer com raiva às vezes é bom. É aquela coisa do provérbio inglês: ‘Você acha sexo uma coisa suja? Não, só quando é bom.' [Gargalha]"
Procurando mais sobre o assunto, que daria um belo debate, achei um artigo na Marie Claire dizendo que "homens e mulheres reagem de maneiras diferentes ao trauma. Elas questionam a qualidade do vínculo amoroso e vivem a questão como falta de afeto. Já a resposta masculina está ligada à performance - eles se sentem incompetentes em seus papéis de amantes, maridos e provedores. Acham que não foram homens o suficiente. (...) O homem traído tende a se comparar com o outro para ver quem é melhor. Para sarar essa dor é necessário um período de luto, quando os homens questionam os motivos da traição e se teriam feito algo errado. (...) Muitos têm dificuldade de conversar com amigos sobre sua vulnerabilidade. Isso faz com que o tempo de luto seja ainda mais penoso, pois o homem machucado tende a se isolar."
Os depoimentos da Marie Claire são bem marcantes, confira alguns trechos:
"Fiquei me perguntando o que ele tinha que eu não tenho. Eu queria saber onde tinha falhado. Se você é muito bonzinho, as mulheres pisam em cima. Me tornei inseguro e também desconfiado, coisa que nunca fui. Acho que, para o homem, a traição pesa mais. Se o cara é corno, ele se expõe ao ridículo, fica com a reputação lá embaixo. Mas sei que homens e mulheres traem. A tentação é a mesma para todo mundo."
"Eu me sentia inseguro, achava que não era bonito, que era uim de papo e de cama. Tive vontade de morrer, passei muito mal, foi extremamente doloroso. Eu sentia vergonha de me abrir, mas falar com os amigos sobre isso me aliviava. Acho que infidelidade é mais difícil para o homem, a gente se sente triplamente traído: na cabeça, no coração e no sexo. Faz quatro anos que tudo aconteceu, mas ficaram seqüelas, me tornei cético em relação às mulheres."
"Fiquei louco. Mas o pior foi descobrir que ela estava namorando a tal amiga inseparável. Meu mundo veio abaixo. É difícil imaginar que uma pessoa que conviveu comigo tanto tempo de repente se apaixona por uma mulher. Eu andava desconfiado, mas não era nada concreto. Quando tive certeza, deu uma dor imensa no coração, senti raiva, ódio mortal. (...) Me perguntava por que isso tinha de acontecer comigo. Chorei muito e, quando me senti mais aliviado, procurei uns amigos e contei tudo. (...) Ainda tenho mágoa. Hoje estou mais cauteloso e exigente. Sei exatamente os defeitos que posso aceitar em uma mulher e não tolero mentiras."

Tenho minha opinião a respeito. O homem sempre diz "E se fosse eu que tivesse te traído?" Mas não é por aí, para a mulher a questão tem outro ponto de vista. A mulher já enfoca o sentimento porque quando trai, acaba se envolvendo e mesmo assim, questiona se deveria se separar e tentar uma nova relação. As mulheres que traem seus maridos, com quem converso, dizem sempre estar insatisfeitas e que somente elas fazem alguma coisa para "aquecer a relação", reclamam de falta de atenção e de sexo, mas ao mesmo tempo não sabem viver sem os maridos. Costume? Amor? Acomodação? Questões financeiras? Companheirismo?
A questão que sempre fica no ar... o casamento é válido? Mantê-lo acima de tudo e acima de nossos erros vale a pena? É sinal de força e superioridade atravessar crises, abandonos e traições, valorizando a família e toda uma vida construída em comum, com alegrias e tristezas? Ou é sinal de fraqueza e covardia manter um relacionamento que mostrou não ser tão forte assim, já que um dos dois pisou na bola? O que é pior, trair, ser traído, abandonar, ser abandonado? Como você vê isso tudo?

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Ninguém é perfeito

(Texto recebido por email)
Cada ser humano tem suas peculiaridades. Isso é muito fácil de perceber, mas certamente difícil de aceitar. Cada um tem sua história, crenças e pensamentos que estão diretamente ligados à sua criação. As experiências vividas na infância, os modelos familiares, os comportamentos adotados e os valores arraigados, constituem a essência de uma pessoa.
Muitos sofrem desnecessariamente por querer mudar os outros de acordo com suas crenças. Esquecem quão profundamente essas verdades estão estruturadas. As pessoas são únicas: “ Ninguém é igual a ninguém e ninguém é perfeito”.
Todos nós sabemos que nenhum ser humano é perfeito. Os pais não são perfeitos. O chefe não é perfeito. Os empregados não são perfeitos. Os clientes não são perfeitos. Os amigos não são perfeitos. O cônjugue está longe do ideal de perfeição. Os filhos também não são perfeitos. E, principalmente, nós também não somos perfeitos.
Todo mundo sabe disso. Então por que queremos encontrar no outro a perfeição? Estamos fazendo uma viagem de aprimoramento e a imperfeição faz parte desse processo evolutivo. Por mais virtudes que alguém tenha, cometerá, em algum momento da vida, pequenos deslizes. Ou seja, as pessoas são como são, por suas próprias razões e não para magoar os outros. Se não se comportam segundo nossas expectativas, julgamos que estão agindo daquela maneira para nos magoar, quando, na verdade, esse é apenas o jeito de ser de cada um.
Portanto, vamos repensar em nossas atitudes e atos pois: A vida é a única verdade que existe. Então se permita ser dominado pela vida em todas as suas formas, cores e dimensões. E lembre-se, quanto mais seguro você se sentir sobre seu processo de mudança, menos dependerá, da decisão alheia, menos se sentirá prisioneiro de alguém ou de alguma coisa. Toda mudança tem início dentro de você
Lembre-se: Ninguém é perfeito

sábado, 13 de março de 2010

Glauco - Dona Marta


Ela foi educada à maneira antiga e, tanto esperou seu homem, que acabou ficando para titia. Quando viu que não arrumaria namorado, passou para o ataque. Aliás, Dona Marta canta qualquer um. Pode ser o chefe, o boy do escritório, o entregador de pizza ou o salva-vidas. Mesmo não tendo o corpo em forma, ela se acha a mais gostosa do planeta. Dona Marta foi criada em 1981 junto com o Geraldão para o livro independente "Minorias do Glauco". A personagem é baseada em uma amiga do Glauco que, até hoje, não sabe que virou desenho.
O cartunista Glauco Villas Boas, 53, morreu na madrugada do dia 12 de março de 2010, em Osasco (SP), assassinado junto com seu filho, Raoni Villas Boas, de 25 anos.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Outro tipo de mulher nua...


De: Martha Medeiros
Depois da invenção do photoshop, até a mais insignificante das criaturas vira uma deusa, basta uns retoquezinhos, aqui e ali. Nunca vi tanta mulher nua. Os sites da internet renovam semanalmente seu estoque de gatas vertiginosas. O que não falta é candidata para tirar a roupa. Dá uma grana boa. E o namorado apóia, o pai fica orgulhoso, a mãe acha um acontecimento, as amigas invejam, então pudor pra quê?
Não sei se os homens estão radiantes com esta multiplicação de peitos e bundas. Infelizes não devem estar, mas duvido que algo que se tornou tão banal ainda enfeitice os que têm mais de 14 anos.
Talvez a verdadeira excitação esteja, hoje, em ver uma mulher se despir de verdade... emocionalmente. Nudez pode ter um significado diferente e muito mais intenso. É assistir a uma mulher desabotoar suas fantasias, suas dores, sua história.
É erótico ver uma mulher que sorri, que chora, que vacila, que fica linda sendo sincera, que fica uma delícia sendo divertida, que deixa qualquer um maluco sendo inteligente. Uma mulher que diz o que pensa, o que sente e o que pretende, sem meias-verdades, sem esconder seus pequenos defeitos. Aliás, deveríamos nos orgulhar de nossas falhas, é o que nos torna humanas, e não bonecas de porcelana.
Arrebatador é assistir ao desnudamento de uma mulher em quem sempre se poderá confiar, mesmo que vire ex, mesmo que saiba demais.
Pouco tempo atrás, posar nua ainda era uma excentricidade das artistas, lembro que esperava-se com ansiedade a revista que traria um ensaio de Dina Sfat, por exemplo - pra citar uma mulher que sempre teve mais o que mostrar além do próprio corpo. Mas agora não há mais charme nem suspense, estamos na era das mulheres coisificadas, que posam nuas porque consideram um degrau na carreira.
Até é. Na maioria das vezes, rumo à decadência. Escadas servem para descer também. Não é fácil tirar a roupa e ficar pendurada numa banca de jornal mas, difícil por difícil, também é complicado abrir mão de pudores verbais, expor nossos segredos e insanidades, revelar nosso interior.
Mas é o que devemos continuar fazendo. Despir nossa alma e mostrar pra valer quem somos, o que trazemos por dentro. Não conheço strip-tease mais sedutor.

terça-feira, 2 de março de 2010

A mulher depois dos 40

Nosso leitor Marcio 4.0 nos enviou um belíssimo texto, homenageando as sempre ávidas por elogios mulheres de 40!
As mulheres que já estão na faixa dos “quarenta” nem sempre têm a real noção de seu charme e poder de sedução. São raras as que se acham belas e interessantes. Numa sociedade imediatista e consumista como a nossa não é fácil aceitar os anos que lentamente vão nos acariciando.
Temos sempre como parâmetro a mídia e a mesma nem sempre não nos favorece. Estão transbordando nas telinhas e telões, jornais e revistas, jovens esbanjando sensualidade e corpos perfeitos. É como se envelhecer fosse pecado capital!
Por sorte não é unânime a teoria que estamos velhas e ultrapassadas. Tem certamente, uma penca de homens com mais de quarenta que se encantam com as mais jovens, tentando ao lado delas dizer a si mesmos que não estão envelhecendo. Mas também tem aqueles que sabem reconhecer algo mais nas chamadas “lobas”.
Veja o texto de muito bom gosto escrito por Adriano Silva, de 31 anos, diretor de redação da revista “Superinteressante”.
“Tome a mesma mulher aos 20 e aos 40 anos. No segundo momento ela será umas sete ou oito vezes mais interessante, sedutora e irresistível do que no primeiro. Ela perde o frescor juvenil, é verdade. Mas também o ar inseguro de quem ainda não sabe direito o que quer da vida, de si mesma, de um homem.
Não sustenta mais aquele ar ingênuo, uma característica sexy da mulher de 20. Só que é compensado por outros atributos encantadores de que se reveste a mulher de 40. Como se conhece melhor, ela é muito mais autêntica, centrada, certeira no trato consigo mesma e com seu homem.
Aos 40, a mulher tem uma relação mais saudável com o próprio corpo e com seu cheiro cíclico. Não briga mais com nada disso. Na verdade, ela quer brigar o menos possível. Está interessada em absorver do mundo o que lhe parecer justo e útil, ignorando o que for feio e baixo-astral. Quer é ser feliz!
Se o seu homem não gostar do jeito que ela é, que vá procurar outra. Ela só quer quem a mereça. Aos 40 anos, a mulher sabe se vestir. Domina a arte de valorizar os pontos fortes e disfarçar o que não interessa mostrar. Sabe escolher sapatos, tecidos e decotes, maquiagem e corte de cabelo.
Gasta mais porque tem mais dinheiro. Mas, sobretudo, gasta melhor. E tem gestos mais delicados e elegantes. Aos 40, ela carrega um olhar muito mais matador quando interessa matar; finge indiferença com mais competência quando interessa repelir.
Ela não é mais bobinha. Não que fique menos inconstante. Mulher que é mulher, se pudesse, não vestiria duas vezes a mesma roupa nem acordaria dois dias seguidos com o mesmo humor.
Mas, aos 40, ela já sabe lidar melhor com este aspecto peculiar da condição feminina. E poupa (exceto quando não quer) seu homem desses altos e baixos hormonais que aos 20 a atingiam - e quem mais estiver por perto - irremediavelmente.
Aos 20, a mulher tem espinhas. Aos 40, tem pintas, encantadoras trilhas de pintas. Que só sabem mesmo onde terminam uns poucos e sortudos escolhidos. Sim, aos 20 a mulher é escolhida.
Aos 40, é ela quem escolhe. E não veste mais calcinhas que não lhe favorecem. Só usa lingeries com altíssimo poder de fogo. Também aprende a se perfumar na dose certa, com a fragrância exata.
A mulher aos 40, mais do que aos 20, cheira bem, dá gosto de olhar, captura os sentidos, provoca fome. Aos 40, ela é mais natural, sábia e serena. Menos ansiosa, menos estabanada. Até seus dentes parecem mais claros.
Seus lábios, mais reluzentes. Sua saliva, mais potável. E o brilho da pele não é o da oleosidade dos 20 anos, mas pura luminosidade. Aos 20, ela rói unhas. Aos 40, constrói para si mãos plásticas e perfeitas.
Ainda desenvolve um toque ao mesmo tempo firme e suave. Ocorre algo parecido com os pés, que atingem uma exatidão estética insuperável. Acontece também alguma coisa com os cílios, o desenho das sobrancelhas.
O jeito de olhar fica mais glamuroso, mais sexualmente arguto. Aos 40, quando ousa no que quer que seja, a mulher costuma acertar em cheio.
No jogo com os homens, já aprendeu a atuar no contra-ataque. Quando dá o bote, é para liquidar a fatura.
Ela sabe dominar seu parceiro sem que ele se sinta dominado. Mostra sua força na hora certa e de modo sutil. Não para exibir poder, mas para resolver tudo a seu favor antes de chegar o ponto de precisar exibi-lo. Consegue o que pretende sem confrontos inúteis.
Sabiamente, goza das prerrogativas da condição feminina sem engolir sapos supostamente decorrentes do fato de ser mulher. Se você, anda preocupada porque não tem mais 20 anos - ou porque ainda tem mas percebeu que eles não vão durar para sempre - fique tranqüila. É precisamente aos 40 que o jogo começa a ficar bom!”

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Casar-se de Novo



Por Arnaldo Jabor
Meus amigos separados não se cansam de perguntar como consegui ficar casado 30 anos com a mesma mulher. As mulheres, sempre mais maldosas que os homens, não perguntam à minha esposa como ela consegue ficar casada com o mesmo homem, mas como ela consegue ficar casada comigo.
Os jovens é que fazem as perguntas certas, ou seja, querem conhecer o segredo para manter um casamento por tanto tempo. Ninguém ensina isso nas escolas, pelo contrário.
Não sou um especialista do ramo, como todos sabem, mas dito isso, minha resposta é mais ou menos a que segue:
Hoje em dia o divórcio é inevitável, não dá para escapar. Ninguém agüenta conviver com a mesma pessoa por uma eternidade.
Eu, na realidade, já estou em meu terceiro casamento, a única diferença é que casei três vezes com a mesma mulher. Minha esposa, se não me engano está em seu quinto, porque ela pensou em pegar as malas mais vezes que eu.
O segredo do casamento não é a harmonia eterna. Depois dos inevitáveis arranca-rabos, a solução é ponderar, se acalmar e partir de novo com a mesma mulher. O segredo no fundo é renovar o casamento e não procurar um casamento novo. Isso exige alguns cuidados e preocupações que são esquecidos no dia-a-dia do casal.
De tempos em tempos, é preciso renovar a relação. De tempos em tempos é preciso voltar a namorar, voltar a cortejar, seduzir e ser seduzido.
Há quanto tempo vocês não saem para dançar?
Há quanto tempo você não tenta conquistá-la ou conquistá-lo como se seu par fosse um pretendente em potencial? Há quanto tempo não fazem uma lua-de-mel, sem os filhos eternamente brigando para ter a sua irrestrita atenção?
Sem falar dos inúmeros quilos que se acrescentaram a você depois do casamento. Mulher e marido que se separam perdem 10 kg em um único mês - por que vocês não podem conseguir o mesmo?
Faça de conta que você está de caso novo. Se fosse um casamento novo, você certamente passaria a frequentar lugares novos e desconhecidos, mudaria de casa ou apartamento, trocaria seu guarda-roupa, os discos, o corte de cabelo, a maquiagem. Mas tudo isso pode ser feito sem que você se separe de seu cônjuge.
Vamos ser honestos: ninguém aguenta a mesma mulher ou o mesmo marido por trinta anos com a mesma roupa, o mesmo batom, com os mesmos amigos, com as mesmas piadas.
Muitas vezes não é a sua esposa que está ficando chata e mofada, é você, são seus próprios móveis com a mesma desbotada decoração. Se você se divorciasse, certamente trocaria tudo, que é justamente um dos prazeres da separação.
Quem se separa se encanta com a nova vida, a nova casa, um novo bairro, um novo circuito de amigos. Não é preciso um divórcio litigioso para ter tudo isso. Basta mudar de lugares e interesses e não se deixar acomodar.
Isso obviamente custa caro e muitas uniões se esfacelam porque o casal se recusa a pagar esses pequenos custos necessários para renovar um casamento. Mas se você se separar, sua nova esposa vai querer novos filhos, novos móveis, novas roupas e você ainda terá a pensão dos filhos do casamento anterior.
Não existe essa tal 'estabilidade do casamento', nem ela deveria ser almejada. O mundo muda, e você também, seu marido, sua esposa, seu bairro e seus amigos. A melhor estratégia para salvar um casamento não é manter uma 'relação estável', mas saber mudar junto.
Todo cônjuge precisa evoluir, estudar, aprimorar-se, interessar-se por coisas que jamais teria pensado em fazer no início do casamento. Você faz isso constantemente no trabalho, porque não fazer na própria família? É o que seus filhos fazem desde que vieram ao mundo.
Portanto, descubra a nova mulher ou o novo homem que vive ao seu lado, em vez de sair por aí tentando descobrir um novo e interessante par.
Tenho certeza de que seus filhos os respeitarão pela decisão de se manterem juntos e aprenderão a importante lição de como crescer e evoluir unidos apesar das desavenças.
Brigas e arranca-rabos sempre ocorrerão: por isso de vez em quando é necessário casar-se de novo, mas tente fazê-lo sempre com o mesmo par.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Afinidade - Artur da Távola


Afinidade é um dos poucos sentimentos que resistem ao tempo e ao depois. A afinidade não é o mais brilhante, mas o mais sutil, delicado e penetrante dos sentimentos. E o mais independente também.
Não importa o tempo, a ausência, os adiamentos, as distâncias, as impossibilidades. Quando há afinidade, qualquer reencontro retoma a relação, o diálogo, a conversa, o afeto no exato ponto em que foi interrompido.
Ter afinidade é muito raro. Mas quando existe não precisa de códigos verbais para se manifestar. Existia antes do conhecimento, irradia durante e permanece depois que as pessoas deixaram de estar juntas.
Afinidade é ficar longe pensando parecido a respeito dos mesmos fatos que impressionam, comovem ou mobilizam.
É ficar conversando sem trocar palavras, é receber o que vem do outro com aceitação anterior ao entendimento.
Não é sentir nem sentir contra... Nem sentir para... Nem sentir por... Nem sentir pelo... Afinidade é sentir com.
Sentir com é não ter necessidade de explicar o que está sentindo. É olhar e perceber... É mais calar do que falar, ou, quando falar, jamais explicar: apenas afirmar.
Afinidade é ter perdas semelhantes e iguais esperanças. É conversar no silêncio, tanto nas possibilidades exercidas quanto das impossibilidades vividas.
Afinidade é retomar a relação no ponto em que parou sem lamentar o tempo de separação. Porque tempo e separação nunca existiram, foram apenas oportunidades dadas pela vida.
Artur da Távola

sábado, 30 de janeiro de 2010

Naquela mesa tá faltando um...


Fiquei hoje lendo o site do Mário Prata, e me deliciei com a crônica abaixo... A observação sem dúvida é um dos melhores dons... Acho que já passei por três ou quatro dessas mesas descritas por ele.
Estava ontem sozinho jantando num restaurante. Cinco mesas ocupadas, incluindo a minha. Quatro casais e eu, sozinho.
É como me encontro emocionalmente hoje... sozinha.
Mesa um: estava claro que era o primeiro encontro entre os dois. Dava para perceber que um fazia muita pergunta para o outro. E riam muito, os dois. Percebia-se que ali estava acontecendo uma conquista de ambos os lados. Os dois cheios de solicitudes. Ficarei aguardando até que peguem na mão. Como sorriem um para o outro.
Talvez hoje isso se dê muito por MSN... ou mensagens de celular. Muita pergunta e muito rsrsrsrs.
Mesa dois: outro casal ali pela casa dos 30, 35 anos. O pau está quebrando feio. Falam um pouco alto. Percebe-se que estão discutindo a relação. Só eles não devem saber que quando se discute a relação é porque não existe mais relação. A mulher está na ofensiva. Chego até a ficar um pouco com pena do homem. Aquilo não vai acabar bem.
Mesa três: sabe aquele casal que vai jantar fora sei lá porque? Não falam entre si. Apenas com o garçom. Aliás, ela não fala nem com o garçom. Ele pergunta, ela diz para o marido e ele pede ao serviçal. Estão entre os 50 e cinqüenta anos. Ela faz parte daquela geração – sabe-se lá o porque – que não fala com garçom, conhece? Eles já devem ter discutido muito a relação anos atrás e chegaram à conclusão que a vida é assim mesmo, fazer o que, vamos comer em silêncio.
Me encontro entre essas duas mesas. Porque às vezes quebro o maior pau com meu marido e na maioria das vezes ficamos em silêncio, fingindo que está tudo bem. Mas no fundo acho que gostaria de estar na mesa um - ou em outro lugar com outra pessoa - ou na mesa do Mário, conversando com ele e observando...
Mesa quatro: um casal de velhinhos. Resolvidos, felizes. O casal mais feliz do lugar. Ela conta histórias longas, lentas e ele presta atenção, como se fosse a primeira vez que ela estivesse narrando aquilo. Ele alisa o braço dela, eles devem se amar há mais de cinqüenta anos. Pelo jeitão, ela deve estar contando a última traquinagem de um neto. O velho é só sorrisos. Vida resolvida, nada a discutir.
Acho que nunca vou chegar nessa mesa. Não é minha natureza, A não ser que mande cortar um pedaço de mim mesma. Quem sabe o tempo faça isso comigo. Ou algum veneno que mate alguma parte de mim que nunca está satisfeita.
Mesa um: o rapaz pede mais uma caipirinha. A moça me pareceu perguntar: mais uma? Mas ele confirma com o garçom.
Mesa dois: a mulher se levanta e vai – irritadíssima – para o banheiro. O marido, sozinho, bufa, pega o celular e disca rapidamente. No telefonema é só sorrisos. Uma outra mulher? E quem me garante que ela não está fazendo o mesmo lá do banheiro?
Aqui em casa os telefones funcionam bastante. Reticências.
Mesa três: comem em silêncio.
E quando estamos os dois em casa, silêncio.
Mesa quatro: os dois estão vendo um álbum de fotos. Pagaria a conta deles para ver as fotos. Olham, comentam, riem. Ela dá um beijinho na bochecha ele. Ele percebe que eu vi. Sorri meio envergonhado para mim. Eu faço um sinal de positivo para ele.
Mesa dois: ela volta. Ele já acabou o telefone. Ela empurra o prato. Ele chama o garçom, pede a conta.
Mesa um: o rapaz está falando muito alto. Vai perder a gata.
Mesa dois: antes de chegar a conta, ela se manda e entra no carro. É ela quem dirige. A grana dele ser dela. O marido vai até o balcão.
Mesa um: o cara tenta beijar a moça. Ela, educadamente refuta.
Mesa três: ele pede a sobremesa para os dois. Ainda não se falaram.
Mesa um: começa a quebrar o pau. O pessoal da mesa três apenas observa.
Mesa quatro: os dois velhinhos estão abraçados. Chega uma champanha. Estoura. O velhinho mandar servir para mim e para as outras mesas. O rapaz da caipirinha gosta da idéia. O cara da mesa dois sai. Inesperadamente, depois do gole de champanha, o casal mudo se beija na boca.
Acho que para esse beijo não há mais tempo. O silêncio é maior.
O som do restaurante aumenta. Começa a chover.
Esse cara sabe tudo... E eu tentando pegar carona, que pretensão. Tomara que chova. Mesa para uma, por favor. A menos que o Mário apareça.
Mário Prata - Revista Época - 08/05/2004

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

As mulheres de quarenta - por Mário Prata

"Não tenho estatísticas em mãos e nem sei se existe alguma coisa a respeito das mulheres na faixa dos 40 ao 50, sobre o seu estado civil. Mas se eu for pensar nas minha amigas que estão por aí, posso afirmar que a grande maioria está separada. E com filhos. E achando que nunca mais vão conseguir outro homem. E se acham horrorosas.
Como eu sou de uma faixa um pouquinho acima, vou meter meu bedelho (que palavrinha mais feia) entre as quarentonas (pra começar, elas odeiam a palavra quarentona, saudosas dos trintinha. E temem o inevitável: cinqüentona. Sexagenária elas não ousam nem pensar. Lembra aquelas tias que elas achavam carcomidas pelo tempo e pela memória).
Eu dizia que elas se acham acabadas. Porque elas não se consideram achadas? A mulher de quarenta tem várias vantagens.
A primeira é que já tiveram os filhos que tinham que ter e a gente não precisa se preocupar com a possibilidade de elas quererem mais um...
... (aliás, conheço uma quarentinha – olha que simpático – que já é avó), justamente com a gente que não estamos mais a fim de trocar fralda, ir na reunião de pais e filhos e vigiar a maconha na adolescência. Esta parte elas já resolveram.
Outra vantagem é que elas sabem que Cinema Novo não é aquele cineminha que inauguraram outro dia no shopping. Cantam as músicas dos Beatles com a gente e também não sabem muito bem quem são Oásis. Lembram até da copa de 70, no México e algumas delas chegaram a ver o Pelé jogar. Sabem até a medida da Marta Rocha.
Sexualmente sabem tudo. E como. Tiveram mais homens que possa imaginar nossa filosofia. Aquele negócio de ter orgasmo assim ou assado (assado é péssimo) elas já resolveram há mais de uma década. E já viveram o suficiente para se darem ao luxo de filosofarem sobre a vida, sem aquelas bobagens que as meninas de vinte pensam e dizem e, ás vezes, até escrevem em diário.
Conseguem aprender a mexer no computador com muito mais eficiência que as mulheres de 60 (com todo o respeito, minha senhora). E não perdem parte do dia atrás da alma gêmea na internet, como fazem a turma de 20 e de mais de 50.
Neste momento, por exemplo, o computador acaba de me avisar que chegou uma mensagem nova. Fui olhar e era mais uma daquelas perguntando se eu quero aumentar o tamanho do meu pênis. Tem até a foto de um aparelho que “infla”. Você já pensou, na hora de fazer sexo, você abrir o guarda-roupa, tirar aquela geringonça (a máquina, não a sua) e dizer: um momentinho que você vai ver o que é bom pra tosse? Não, as mulheres de 40 há muito tempo deixaram de se preocupar com o tamanho da geringonça. Com elas é “menas” preliminar e mais ação. A mulher de 40 vai direto ao assunto. Eles já perceberam que podem comer e não apenas dar. As mulheres de 40 comem como gente grande, comem como homem. E a gente dá, com prazer.
A mulher de 40 já tomou aqueles porres memoráveis de quando tinha trintinha. Ela sabe beber. E ainda puxa um sem ficar rindo feito uma principiante de 20 e sem a culpa da turma de 50. Dois tapinhas e vai para o cinema. Relaxadona, dona.
Ah, a mulher de 40 no verão chega ao seu esplendor debaixo do sol. Sabe a medida certa da sua cor e do seu suor. Sai da água como se saísse de um aquário, como se desfilasse em cima da água. Não acampa mais, nem fica em pousada sem internet. A mulher de 40 sabe onde quer ficar. Gosta de um confortinho.
Ela se pinta pouco, ao contrário das de vinte e das de 50 e 60. No máximo um batom básico. Não se enchem de perfumes e pode pintar o cabelo até de vermelho que lhe cai bem. Não fica ridículo com as de 20 ou 50.
Enfim, a mulher de 40 sabe tudo e não está nem aí.
Por que então você sofre, mulher? O mundo não está perdido, está achado. Você é o melhor papo da praça. Você é o que há."
. . .
A garrafinha você faz seguindo as dicas do blog TPM.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Contos de Fadas


1. Conto de fadas para mulheres do séc. 21
Era uma vez uma linda moça que perguntou a um lindo rapaz:
- Você quer casar comigo?
Ele respondeu:
- NÃO!
E a moça viveu feliz para sempre, foi viajar, fez compras, conheceu muitos outros rapazes, transou bastante, visitou muitos lugares, foi morar na praia, comprou outro carro, mobiliou sua casa, sempre estava sorrindo e de bom humor, nunca lhe faltava nada, bebia cerveja com as amigas sempre que estava com vontade e ninguém mandava nela. O rapaz ficou barrigudo, careca, a bunda murchou, ficou sozinho e pobre, pois não se constrói nada sem uma MULHER.
FIM!!!
2. Conto de fadas para mulheres do séc. 21
Era uma vez, numa terra muito distante, uma linda princesa independente e cheia de auto-estima que, enquanto contemplava a natureza e pensava em como o maravilhoso lago do seu castelo estava de acordo com as conformidades ecológicas, se deparou com uma rã. Então, a rã pulou para o seu colo e disse:
- Linda princesa, eu já fui um príncipe muito bonito. Mas uma bruxa má lançou-me um encanto e eu transformei-me nesta rã asquerosa. Um beijo teu, no entanto, há de me transformar de novo num belo príncipe e poderemos casar e constituir um lar feliz no teu lindo castelo. A minha mãe poderia vir morar conosco e tu poderias preparar o meu jantar, lavarias as minhas roupas, criarias os nossos filhos e viveríamos felizes para sempre...
E então, naquela noite, enquanto saboreava pernas de rã à sautée, acompanhadas de um cremoso molho acebolado e de um finíssimo vinho branco, a princesa sorria e pensava: - Nem fo...den...do!
FIM!!!
(Luís Fernando Veríssimo)

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Texto de Arnaldo Jabor - comentado

Sempre acho que namoro, casamento, romance, tem começo, meio e fim. Como tudo na vida. Detesto quando escuto aquela conversa:
-Ah,terminei o namoro...
-Nossa, estavam juntos há tanto tempo.....
-Cinco anos... que pena... acabou...
-É... não deu certo...
Claro que deu! Deu certo durante cinco anos, só que acabou. E o bom da vida, é que você pode ter vários amores.
É bom, mesmo... mas quando parar
de recomeçar?
Não acredito em pessoas que se complementam. Acredito em pessoas que se somam. Às vezes voce não consegue nem dar cem por cento de você para voce mesmo, como cobrar cem por cento do outro?
Também penso assim. Aquela história de "metade da laranja é
conversa pra criança". Como querer alguém por inteiro
se você é apenas a metade de algo?
E não temos essa coisa completa. Às vezes ela é fiel, mas é devagar na cama. Às vezes ele é carinhoso, mas não é fiel. Às vezes ele é atencioso, mas não é trabalhador. Às vezes ela é muito bonita, mas não é sensível. Tudo junto, não vamos encontrar. Perceba qual o aspecto mais importante para você e invista nele.
E quando a gente encontra um pouco em uma pessoa e o resto em outra???
Pele é um bicho traiçoeiro. Quando você tem pele com alguém, pode ser o papai com mamãe mais básico que é uma delícia. E as vezes você tem aquele sexo acrobata, mas que não te impressiona...
Dizem que "a carne é fraca"... Acho que é muito forte, senão não mandava
na vida da gente tantas vezes... e não fazia a gente fazer tanta loucura!
Acho que o beijo é importante...e se o beijo bate... se joga... se não bate... mais um Martini, por favor... e vá dar uma volta.
Já me joguei! Muito!
Se ele ou ela não te quer mais, não force a barra. O outro tem o direito de não te querer. Não brigue, não ligue, não dê pití. Se a pessoa tá com dúvidas, problema dela, cabe a você esperar.... ou não. Existe gente que precisa da ausência para querer a presença.
Aqui cabe aquela história de "dar um tempo" ou é tudo balela?
O ser humano não é absoluto. Ele titubeia, tem dúvidas e medos, mas se a pessoa REALMENTE gostar, ela volta. Nada de drama. Que graça tem alguém do seu lado sob pressão? O legal é alguém que está com você, só por você. E vice versa. Não fique com alguém por pena. Ou por medo da solidão. Nascemos sós. Morremos sós. Nosso pensamento é nosso, não é compartilhado. E quando você acorda, a primeira impressão é sempre sua, seu olhar, seu pensamento.
Tem gente que pula de um romance para o outro. Que medo é este de se ver só, na sua própria companhia?
Sempre pulei. Mas sempre adorei minha companhia
e adoro ficar só com meu mundo interior!
Gostar dói. Muitas vezes voce vai sentir raiva, ciúmes, ódio, frustração... Faz parte. Você convive com outro ser, um outro mundo, um outro universo. E nem sempre as coisas são como você gostaria que fossem... A pior coisa é gente que tem medo de se envolver. Se alguém vier com este papo, corra, afinal você não é terapeuta. Se não quer se envolver, namore uma planta. É mais previsível.
E repita isso mil vezes todos os dias!
Na vida e no amor, não temos garantias.
Nem toda pessoa que te convida para sair é para casar.
Nem todo beijo é para romancear.
E nem todo sexo bom é para descartar...
Ou se apaixonar... Ou se culpar...
Enfim...quem disse que ser adulto é fácil?
Porisso sou a mulher adolescente...

domingo, 22 de novembro de 2009

Loucos e Santos - Oscar Wilde

Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.
Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.
Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice!
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Descontruções - texto de Martha Medeiros

Quando a gente conhece uma pessoa, construímos uma imagem dela. Esta imagem tem a ver com o que ela é de verdade, tem a ver com as nossas expectativas e tem muito a ver com o que ela "vende" de si mesma. É pelo resultado disso tudo que nos apaixonamos.
Se esta pessoa for bem parecida com a imagem que projetou em nós, desfazer-se deste amor, mais tarde, não será tão penoso. Restará a saudade, talvez uma pequena mágoa, mas nada que resista por muito tempo. No final, sobreviverão as boas lembranças.
Mas se esta pessoa "inventou" um personagem e você caiu na arapuca, aí, somado à dor da separação, virá um processo mais lento e sofrido: o de desconstrução daquela pessoa que você achou que era real.
Desconstruindo Flávia, desconstruindo Gilson, desconstruindo Marcelo. Milhares de pessoas estão vivendo seus dias aparentemente numa boa, mas por dentro estão desconstruindo ilusões, tudo porque se apaixonaram por uma fraude, não por alguém autêntico.
Ok, é natural que, numa aproximação, a gente "venda" mais nossas qualidades que defeitos. Ninguém vai iniciar uma história dizendo: muito prazer, eu sou arrogante, preguiçoso e cleptomaníaco. Nada disso, é a hora de fazer charme. Mas isso é no começo.
Uma vez o romance engatado, aí as defesas são postas de lado e a gente mostra quem realmente é, nossas gracinhas e nossas imperfeições. Isso se formos honestos. Os desonestos do amor são aqueles que fabricam idéias e atitudes, até que um dia cansam da brincadeira, deixam cair a máscara e o outro fica ali, atônito.
Quem se apaixonou por um falsário, tem que desconstruí-lo para se desapaixonar. É um sufoco. Exige que você reconheça que foi seduzido por uma fantasia, que você é capaz de se deixar confundir, que o seu desejo de amar é mais forte do que sua astúcia.
Significa encarar que alguém por quem você dedicou um sentimento nobre e verdadeiro não chegou a existir, tudo não passou de uma representação – e olha, talvez até não tenha sido por mal, pode ser que esta pessoa nem conheça a si mesma, por isso ela se inventa.
A gente resiste muito a aceitar que alguém que amamos não é, e nem nunca foi, especial. Que sorte quando a gente sabe com quem está lidando: mesmo que venha a desamá-lo um dia, tudo o que foi construído se manterá de pé.

Saúde Mental - texto de Rubem Alves


"Fui convidado a fazer uma preleção sobre saúde mental. Os que me convidaram supuseram que eu, na qualidade de psicanalista, deveria ser um especialista no assunto. E eu também pensei. Tanto que aceitei.
Mas foi só parar para pensar para me arrepender. Percebi que nada sabia. Eu me explico. Comecei o meu pensamento fazendo uma lista das pessoas que, do meu ponto de vista, tiveram uma vida mental rica e excitante, pessoas cujos livros e obras são alimento para a minha alma. Nietzsche, Fernando Pessoa, Van Gogh, Wittgenstein, Cecília Meireles, Maiakovski. E logo me assustei. Nietzsche ficou louco. Fernando Pessoa era dado à bebida. Van Gogh matou-se.Wittgenstein alegrou-se ao saber que iria morrer em breve: não suportava mais viver com tanta angústia. Cecília Meireles sofria de uma suave depressão crônica. Maiakoviski suicidou-se.
Essas eram pessoas lúcidas e profundas que continuarão a ser pão para os vivos muito depois de nós termos sido completamente esquecidos.Mas será que tinham saúde mental? Saúde mental, essa condição em que as idéias comportam-se bem, sempre iguais, previsíveis, sem surpresas, obedientes ao comando do dever, todas as coisas nos seus lugares, como soldados em ordem unida, jamais permitindo que o corpo falte ao trabalho, ou que faça algo inesperado; nem é preciso dar uma volta ao mundo num barco a vela, basta fazer o que fez a Shirley Valentine (se ainda não viu, veja o filme) ou ter um amor proibido ou, mais perigoso que tudo isso, a coragem de pensar o que nunca pensou.
Pensar é uma coisa muito perigosa... Não, saúde mental elas não tinham... Eram lúcidas demais para isso. Elas sabiam que o mundo é controlado pelos loucos e idosos de gravata. Sendo donos do poder, os loucos passam a ser os protótipos da saúde mental. Claro que nenhum dos nomes que citei sobreviveria aos testes psicológicos a que teria de se submeter se fosse pedir emprego numa empresa. Por outro lado, nunca ouvir falar de político que tivesse depressão. Andam sempre fortes em passarelas pelas ruas da cidade, distribuindo sorrisos e certezas.
Sinto que meus pensamentos podem parecer pensamentos de louco e por isso apresso-me aos devidos esclarecimentos.Nós somos muito parecidos com computadores. O funcionamento dos computadores, como todo mundo sabe, requer a interação de duas partes. Uma delas chama-se hardware, literalmente "equipamento duro", e a outra denomina-se software, "equipamento macio". Hardware é constituído por todas as coisas sólidas com que o aparelho é feito. O software é constituído por entidades "espirituais" - símbolos que formam os programas e são gravados nos disquetes. Nós também temos um hardware e um software.
O hardware são os nervos do cérebro, os neurônios, tudo aquilo que compõe o sistema nervoso. O software é constituído por uma série de programas que ficam gravados na memória. Do mesmo jeito como nos computadores, o que fica na memória são símbolos, entidades levíssimas, dir-se-ia mesmo "espirituais", sendo que o programa mais importante é a linguagem.
Um computador pode enlouquecer por defeitos no hardware ou por defeitos no software. Nós também. Quando o nosso hardware fica louco há que se chamar psiquiatras e neurologistas, que virão com suas poções químicas e bisturis consertar o que se estragou. Quando o problema está no software, entretanto, poções e bisturis não funcionam.
Não se conserta um programa com chave de fenda. Porque o software é feito de símbolos e, somente símbolos, podem entrar dentro dele. Ouvimos uma música e choramos. Lemos os poemas eróticos de Drummond e o corpo fica excitado. Imagine um aparelho de som. Imagine que o toca-discos e os acessórios, o hardware, tenham a capacidade de ouvir a música que ele toca e se comover. Imagine mais, que a beleza é tão grande que o hardware não a comporta e se arrebenta de emoção!
Pois foi isso que aconteceu com aquelas pessoas que citei no princípio: A música que saia de seu software era tão bonita que seu hardware não suportou... Dados esses pressupostos teóricos, estamos agora em condições de oferecer uma receita que garantirá, àqueles que a seguirem à risca, "saúde mental" até o fim dos seus dias.
Opte por um software modesto. Evite as coisas belas e comoventes. A beleza é perigosa para o hardware. Cuidado com a música... Brahms, Mahler, Wagner, Bach são especialmente contra-indicados. Quanto às leituras, evite aquelas que fazem pensar. Tranquilize-se há uma vasta literatura especializada em impedir o pensamento. Se há livros do doutor Lair Ribeiro, por que se arriscar a ler Saramago?
Os jornais têm o mesmo efeito. Devem ser lidos diariamente. Como eles publicam diariamente sempre a mesma coisa com nomes e caras diferentes, fica garantido que o nosso software pensará sempre coisas iguais. E, aos domingos, não se esqueça do Silvio Santos e do Gugu Liberato.
Seguindo essa receita você terá uma vida tranqüila, embora banal. Mas como você cultivou a insensibilidade, você não perceberá o quão banal ela é. E, em vez de ter o fim que tiveram as pessoas que mencionei, você se aposentará para, então, realizar os seus sonhos. Infelizmente, entretanto, quando chegar tal momento, você já terá se esquecido de como eles eram..."

domingo, 18 de outubro de 2009

Doidas e Santas

" 'Estou no começo do meu desespero/ e só vejo dois caminhos:/ ou viro doida ou santa'. São versos de Adélia Prado.
(...) Mas vamos lá. Pra começo de conversa, não acredito que haja uma única mulher no mundo que seja santa. Os marmanjos devem estar de cabelo em pé: como assim, e a minha mãe???
Nem ela, caríssimos, nem ela.
Existe mulher cansada, que é outra coisa. Ela deu tanto azar em suas relações que desanimou. Ela ficou tão sem dinheiro de uns tempos pra cá, que deixou de ter vaidade. Ela perdeu tanto a fé em dias melhores que passou a se contentar com dias medíocres. Guardou sua loucura em alguma gaveta e nem lembra mais.
Santa mesmo, só Nossa Senhora, mas cá entre nós, não é uma doideira o modo como ela engravidou? (não se escandalize, não me mande e-mails, estou brin-can-do).
Toda mulher é doida. Impossível não ser. A gente nasce com um dispositivo interno que nos informa desde cedo que, sem amor, a vida não vale a pena ser vivida, e dá-lhe usar nosso poder de sedução para encontrar "the big one", aquele que será inteligente, másculo, se importará com nossos sentimentos e não nos deixará na mão jamais. Uma tarefa que dá para ocupar uma vida, não é mesmo? Mas além disso temos que ser independentes, bonitas, ter filhos e fingir de vez em quando que somos santas, ajuizadas, responsáveis, e que nunca, mas nunca... pensaremos em jogar tudo pro alto e embarcar num navio-pirata comandado pelo Johnny Depp, ou então virar uma cafetina, sei lá, diga aí uma fantasia secreta, sua imaginação deve ser melhor que a minha.
Eu só conheço mulher louca. Pense em qualquer uma que você conhece e me diga se ela não tem ao menos três dessas qualificações: exagerada, dramática, verborrágica, maníaca, fantasiosa, apaixonada, delirante. Pois então. Também é louca. E fascinante.
Todas as mulheres estão dispostas a abrir a janela, não importa a idade que tenham. Nossa insanidade tem nome: chama-se Vontade de Viver até a Última Gota. Só as cansadas é que se recusam a levantar da cadeira para ver quem está chamando lá fora. E santa, fica combinado, não existe. Uma mulher que só reze, que tenha desistido dos prazeres da inquietude, que não deseje mais nada? Você vai concordar comigo: só sendo louca de pedra."
Martha Medeiros

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

O que José Mayer pensa...

Essa semana ninguém falou em outra coisa... Só nele. Lembrei de um artigo que li certa vez, no site da revista Cláudia, Bate-papo com Reynaldo Gianecchini, José Mayer e Cauã Reymond, onde comentam o filme Divã, e retirei algumas falas dele, o cara que comeu Chuck Norris!
O fundamental a gente nunca fala
"Eu digo o fundamental. Tento chegar ao âmago das coisas. Não gosto é de uma espécie de masturbação verbal. Palavras demais geram conteúdos demais e equívocos. Mulheres de 40 são pessoas especiais. Têm mais coragem para enfrentar a realidade." Uhu!
Sexo sem amor é melhor ainda
"Sexo sem envolvimento é bom, salutar às vezes, quando flui. Mas os homens também acham que sexo com amor e intimidade é melhor, embora sejam capazes de se envolver muito menos do que as mulheres. É que eles foram secularmente treinados para isso."
Eu adoro a Mercedes, tão previsível. será que vou aguentar até o fim?
"A mesmice não é um problema de casais. É da vida. A vantagem de ser um casal é que você pode quebrar a mesmice com as invenções de duas cabeças. Se você não tiver um olhar que reinvente o cotidiano, então acabou. É possível lutar contra a mesmice. Só uma coisa desgraça a vida: a doença."
Mesmo separados, aquele casal que a gente foi nunca vai deixar de existir
"Acho que casamentos que se reconstroem não são malsucedidos. São vitoriosos, mesmo que tenham falhado em algum momento. O que é compreensível, porque é humano. Para perdoar em matéria amorosa, tem que ter um espírito muito vigoroso e sofisticado."

É bom um pouco de risco para apimentar a rotina
"Duas coisas para mim são altamente sedutoras numa relação. A primeira é o humor, (...) a segunda é a capacidade de reinvenção. O que mata uma relação é a repetição. Casais talentosos podem compreender risco como uma capacidade bem-humorada de reinventar a vida. Não se trata apenas de posições sexuais diferentes. Tenho uma relação longa, e sempre passamos para patamares superiores. (...) Não me vejo sem o olhar feminino contribuindo na minha reinvenção. Também sou responsável por uma boa reinvenção pessoal da minha mulher. É uma mão dupla."
Um caso breve (extraconjugal) não muda nada
"Com o tempo, a moral também se modifica. Ela não é fixa, é viva. O homem moderno e a mulher têm tratado a sexualidade com outra compreensão. Não que a moral tenha se tornado elástica. Não é isso. Mas os conceitos mudam. Sartre e Simone de Beauvoir não existiram impunemente. Com relação ao sentimento de culpa, mesmo essas coisas mudam com o tempo."
Ser infiel não é ser desleal
"A infidelidade é de uma relatividade absoluta. O que para um casal pode parecer infidelidade, para outro não parece. O amor tornou-se menos possessivo. Essa nova mulher, que está aí, tem ajudado os homens a compreender a vida de outra maneira."
Alta da terapia? Agora que eu estava começando a me divertir!
"Eu também nunca fiz terapia. Eu gosto desse poço, desse caos dentro da alma que vive comigo há tanto tempo. (...) Não troco o palco por divã nenhum. (...) Eu gosto dessa zona de mistério que habita em mim e que eu cutuco e investigo quando preciso."
Tenho medo de ser feliz para sempre
Todos nós estamos de acordo: não há felicidade eterna. Acho esquisitíssimo gente que aparenta ser feliz o tempo todo. Não é humano. A melancolia é criativa.

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