sábado, 27 de junho de 2009

Casamento

Dizem que errar uma vez é humano, mas que 2 vezes já é burrice. Quem casa 2 vezes incorre na estupidez?
A paixão biologicamente acaba em, no máximo, 2 anos. Depois disso, diz a maioria, é o amor que leva um casamento para a frente. O que é esse tal amor que leva um casamento para a frente?
Seria um amor mais calmo, sem o fogo que faz com que a gente transe toda hora?
Seria um amor mais fraterno, que inclui sexo - ÀS VEZES - e companheirismo?
Companheirismo - odeio essa expressão. Sou companheira do meu irmão, da minha filha, dos meus alunos, dos meus amigos... mas do marido, até quando a gente consegue ser companheira?
E quando a gente começa a tomar rumos diferentes, um gosta de uma coisa, o outro de outra... A mulher já não tolera muito os amigos do marido, ele nem conhece direito os dela... Chega um momento em que a gente já nem sabe direito da vida um do outro.
A gente deixa essas coisas acontecerem por acomodação ou elas são naturais?
Algumas pessoas, que defendem o casamento, às vezes sem nem serem casadas, dizem "é fase".
Espero que seja, mesmo. Já tive fases mornas, frias e quentes nos meus 2 casamentos. Até quando esse vai durar, não sei. Tenho, como todas as mulheres e seres humanos, medo de ficar só. Mas qual é a vantagem de se estar só e acompanhada ao mesmo tempo?

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Amores do passado - parte 2

Bem, eu estudava em uma cidade, me formei e fui morar em outra... tinha reatado um namoro e fui morar com ele. Mas o tal "amor do passado" também foi pra mesma cidade, fazer um estágio.

Meu morar-junto não durou muito, como aliás todos os meus namoros também... um dia, já morando sozinha de novo, atendi o interfone e era ele!!! O "caso"...

Continuou a dupla traição... ele traía a namorada dele, eu traía o meu. E que tardes alucinantes! Sexo num tapetão felpudo, com a cabeça cheia de uísque e fumaça.

Não aguentei a situação. Acabei meu namoro. Mas ele não quis mais saber, óbvio que eu já tava me apaixonando por ele.

Pausa.

Casei com o tal namorado (com quem tinha terminado), voltamos pra nossa cidade natal.

Separei.

Caí na gandaia.

Tive minha segunda adolescência aos 30 anos.
Um belo dia, toca meu celular. Era minha mãe me contando que ele, o "caso", ligou pra ela perguntando o número do meu telefone. Telefonou para todas as pessoas com meu sobrenome na minha cidade até me achar. Estava agora casado com a tal namorada corna. Porisso não dei muita trela. Eu até tinha um namorado, na época.

Telefonou algumas vezes, conversamos muito, mas sumimos de novo um da vida do outro.

Pausa.

Muita coisa aconteceu, namoros, amizades, show de rock'nroll... fui até cantora de uma banda (isso eu conto outra hora...).

Engravidei de um namorado. Tive minha filha. Casei de novo.

Um belo dia, toca meu celular. Era ele, o "caso". De novo. Ligou até pro lugar onde eu trabalho perguntando meu telefone. Continuava casado, agora com filho tb. Falava que a vida de casado se resumia ao filho. A história se repetia, conversamos muito ao telefone. E ele começou a me mandar mensagens mais ousadas. Eu, numa época muito esposa-e-mãe, não dava muita trela de novo. Até que um dia chegou uma mensagem bem assim: "Eu sempre quis possuir o teu corpo de novo".

Não respondi.

Sumimos de novo um da vida do outro.

Mas essa história não acaba aqui. Já faz 19 anos mais ou menos que começou.

Aguardem a parte 3!!

Beijos!

segunda-feira, 22 de junho de 2009

"Amigas" mulheres?

Muita gente fala que mulheres nunca são verdadeiramente amigas, porque no fundo estão sempre competindo entre si. Nunca concordei muito com isso, mas ultimamente estou achando um pouco de verdade nisso.

Maria inveja Ana porque tem marido, e Ana inveja Maria porque é solteira. Se Ana resolve arrumar um amante, Maria acha que ela está louca. Não quer saber se a amiga está feliz ou não. Se está satisfeita ou não.

Medo de encontrar mais concorrência. Inveja. Quando duas solteiras se juntam, então, é uma competição tipo "quem trepa mais". Até os gays entram na confusão e querem sair ganhando das mulheres no quesito "mais peguetes numa noite".

Não sei se quando eu era mais jovem a coisa era realmente diferente, ou se eu era inocente. Aliás, apesar de todas as histórias quentes que possam rolar nesse blog, sempre me achei meio inocente pra certas coisas. Sempre fui a última a saber de todas as fofocas, a última da turma a beijar na boca, a última a transar... e até hoje nunca fui além do sexo a 2, embora vontade não me falte!

Mas "antigamente", vá lá, amiga era amiga... As amigas ouviam e respondiam. Agora a gente tem msn, orkut, twitter, mas parece que todo mundo tá surdo... E eu juro, sou toda ouvidos... me chamam, me pedem favores, me convidam, choram no meu colo, tou sempre lá. Sempre.

Acho que esse é um dos motivos desses blog. Preciso ser ouvida - ou lida! - e acima de tudo saber que existem pessoas que pensam como eu em determinando momento de suas vidas.

Beijos apaixonados!

Adoro chuva!!

Dias de chuva: bolinho de chuva e muito chá com cravo e canela.
Dias de chuva: dormir no meio da tarde e acordar sem saber o que está acontecendo, nem que horas são...
Noites de chuva: o barulhinho de chuva na lata do ar condicionado é tudo! Ainda mais para alguém como eu, que só dorme com um ventilador ligado por causa do barulhinho. Quando chove, não precisa...
Raios e trovões: amo! Quando era criança, ficava com medo, agora me passam uma sensação de algo aconchegante, como ficar em casa em frente à lareira, fazendo tricô e vendo a gata se lamber.
Dias de chuva: também servem pra olhar fotos antigas, ouvir músicas bem calmas, Keane, Coldplay, escrever, e ... ler! Ler é tudo de bom em dias de chuva!
Me deixem aqui no meu canto bem quietinha em dias de chuva...

Cio

Péssima idéia criar um blog bem quando estou no meu período fértil... só tenho vontade de falar de sexo!
Quando a mulher vai chegando aos trinta anos, começa a realmente conhecer seu corpo. O período fértil é uma tortura, porque ficamos literalmente subindo pelas paredes... até o empacotador do supermercado dá tesão... o coroa no posto de gasolina que fica olhando pra gente... eita! Haja vibrador...
Mas até chegar nessa idade, a gente faz muuuuuuuito sexo... várias vezes numa só noite, às vezes. Nem sabe bem o que está fazendo.
Eu, na verdade, só sabia gozar sozinha. Aí quando o cara com quem eu estava descobria isso, em vez de pedir pra ver eu fazer, queria se achar "Agora eu vou te fazer sentir..." Homem é tudo igual, mesmo, hem?
Mas depois dos trinta, achei um cafajeste que adorou ficar olhando enquanto eu me satisfazia. A gente transava, ele terminava e depois eu sozinha. Lógico que daí pra frente a coisa mudou...
Isso vai estar em algum lugar dos "Amores do passado", aguarde!
Beijos apaixonados em quem está lendo, seja homem, ou mulher hehehe...

domingo, 21 de junho de 2009

Sexo

É bom!
Mas depois de tantos anos casada, perde a graça mesmo. A gente começa a pensar em loucuras, fantasias não realizadas, sonha com outros homens...
Tenho vontade de beijar mulheres, experimentar uma coisa diferente. Sexo a três. Com outra mulher e outro homem. Com dois homens... ui!!!!
Esse filme aí ao lado é muito sugestivo... bem sensual... Veja um trecho aqui.

Amores do passado - parte 1

Escolhia na academia a "vítima" do mês. E ele apareceu um dia no leg press. Dias depois, se mudou para o meu prédio. Pensei... olha!...
A primeira visita que fiz foi para reclamar do som alto, estava ouvindo U2. "Tá alto o som, quer que eu baixe o volume?" "Não, quero que levante mais" kkkkkkkk
Foi o início de uma amizade nada convencional. Ficávamos bebendo vinho na sacada, ouvindo U2, Pink Floyd e outras coisas. E o papo rolava. Mas o que eu queria não era só conversa.
Uma noite, ele fez uma festa no apartamento com os colegas de faculdade dele. Vestida para matar, apareci na festa. Ele embasbacou.
Colocou duas cadeiras no meio de todo mundo e sentou na minha frente, babando. Literalmente. E eu dando trela para todos, menos para ele. A namorada não estava lá. Sim, ele tinha uma.
Mais tarde rolou uma boate, e dançamos. Provoquei até. Ele não resistia mais, mas não queria ficar ali, na frente dos colegas, porque a namorada era colega também. E não estava lá naquela noite.
"Então vamos sair daqui" falei. E saímos. O que houve depois foi uma explosão. Muito tesão guardado. Eu nem sabia direito o que era sexo. Hoje sei que o que houve foi muito forte, porque 19 anos depois ainda marca, até mais para ele do que pra mim.
Mas isso fica para outro post.
E começou um caso, segundo ele, o melhor da vida dele. E agora, pra mim, um dos mais fortes da minha vida.
Teve uma noite que... minhas amigas adoram ouvir o que aconteceu.
Ouvi o barulho do carro dele chegando na garagem e fui espiar se ele subiria só, pelo olho mágico.
Quando subiu, foi a vez dele espiar pelo meu olho mágico!!! Abri a porta de sopetão e ele levou o maior susto! Falei "o que você está espiando para dentro do meu apartamento?"
Ele entrou, sentou no chão na minha frente e ficou tentando conversar.
Mas o que aconteceu foi que me levou no colo para o quarto. Meu Deus, que tudo!!
Homem que tem pegada é isso, faz a gente fazer na cama o que a gente não quer, o que a gente não deixa, o que a gente nunca fez. Foi o primeiro cara que tentou fazer sexo anal comigo. Na época eu não deixava.
Continua na parte 2.
Kisses

Antidepressivos... quem não toma?


Tenho uma longa história com antidepressivos. Desde nova, tenho insônia e episódios de depressão. Lá pelos 30 e poucos, comecei a tomar... passei por fluoxetina, lamitor, cymbalta, frontal, e outros tantos que nem lembro. Ansiedade. Síndrome de pânico. Bipolar?
Talvez, mas não tão grave. Psicoterapia vááárias vezes. E novamente remédios pra dormir. E novamente antidepressivos....
Depois de tanta coisa, vi que eles me deixavam sempre bem. Só bem. Tipo meia-boca, mesmo. Sempre bem, nunca mal. Mas nunca super feliz, nunca super triste, libido quase zero, auto-estima não existia mais. Era só sobreviver e não incomodar os outros.
Parei com tudo. Comecei a conviver com minhas TPM violentas, mas dessa vez consciente delas. Comecei a buscar meu espaço e minha personalidade. Afinal, eu sempre fui uma pessoa de altos e baixos, pra quê negar?
Aí comecei a ver... cadê os altos? Por quê os baixos? O que é ser feliz na verdade? O que tem sido minha vida?
Trabalho pra casa, casa pro trabalho. Show de rock'n roll nunca mais. Tesão? O que era isso mesmo? Cuidar da filha. Não atazanar o marido. Aguentar a depressão do resto da família, mãe, irmão, pai... Ficar quietinha no meu canto quando precisava.
Hoje tou buscando mais. Alguns me chamam de louca, dizem que eu tenho que me tratar, que sou doente. Mas eu não quero chegar daqui a 20 anos, se viver tanto, e pensar que eu poderia ter feito certas coisas hoje e não fiz.

Oi!

Oi! Resolvi criar esse blog para poder falar de mim, de minhas experiências, minhas histórias... que são muitas!
A mulher de 40 que não aceita envelhecer pode parecer, para alguns, ridícula. Para outros, jovial, o que é um eufemismo para "tá bem, você não parece que tem 40", o que, para mim, é uma meia verdade.
O que é "parecer 40"? É parecer velha, para toda essa geração on line? Ou será que na verdade a maioria das mulheres de 40 está aparentando ter mais do que deveria?
Sinto que minha geração está no máximo atuando como espectadora de tudo o que acontece no mundo virtual, e, o que é pior, no mundo real também. Acho difícil encontrar alguém de minha idade para trocar idéias assim, a maioria vem com aquele papo de marido ou ex, filhos, casa, antidepressivos...
Também vou falar desses assuntos eventualmente, mas, e o resto? O que te faz feliz? A vida dos outros? Eu não quero ser assim. Então fico me sentindo assim, mulher-adolescente! Mario Prata falou em Você é um Envelhescente? e eu adorei a idéia, apesar de ainda não ter 45, já me sinto uma envelhescente. Vamos trocar idéias? Beijo apaixonado!

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