
A última mulher que andou na linha... o trem pegou. Frase bem batida essa, mas é verdade. Pode soar meio negativista da minha parte, mas ser muito certinha nunca me pareceu algo que recompensasse verdadeiramente.
Quando falo em "certinha", falo em pessoas convencionais, que procuram aparentar sempre aquilo que é socialmente adequado. Que estão sempre com a roupa mais comum. Que não ousam, não causam, não demonstram sofrimento nem querem magoar ninguém. Mulher que não sai sozinha. Homem que não chora. Dona de casa que obedece ao marido.
Quem acompanha meu blog, e minhas aventuras e desventuras, sabe que não gosto de nada convencional. Nunca fui, aliás. Minha família já era toda errada. Quando escolhi um menino para perder a virgindade, ele não era nem meu namorado. Apenas senti que havia chegado a hora certa, fui lá e fiz. Quando casei, não quis casar na Igreja, coisa que todo mundo na época fazia. Como nunca frequentei nenhuma igreja, achava a maior hipocrisia... e ainda acho, noiva de branco é igual a um merengue de padaria, me desculpem as que sonham com isso...
Talvez eu, pelo meu jeito rebelde, tenha sempre gostado de provocar as pessoas. Chocar. Mas na verdade, sempre vi algo podre sob as lindas aparências. Cada um tem o direito de mostrar o que quer da sua vida, ou de não mostrar... mas quem disse que há um jeito certo e um errado de se fazer isso? Tenho me perguntado muito se é melhor ser convencional ou fazer aquilo que a gente realmente tem vontade. Mesmo que isso possa magoar as pessoas.
E magoa mesmo a gente ser verdadeira? A gente se mostrar como é, sem disfarces? Por que magoa? Porque as pessoas não querem o inesperado... Talvez o que queiram é seguir suas vidas, como um barco de papel que as águas levam... Sem surpresas, sem choques, sem verdade... Este, definitivamente, nunca foi o meu jeito de ser.
"Máscara é aquilo que se põe no rosto para esconder a sua identidade. Pode ser também aquilo que usamos temporariamente ou permanentemente, tentando esconder de nós mesmos o que não queremos admitir." (Paulo Itajahy)
Aqui neste blog estou usando uma máscara, não nego. Mas estou tentando não esconder, e sim trazer à tona o que não quero admitir.
Tira a máscara que cobre o seu rosto
Se mostre e eu descubro se eu gosto
Do seu verdadeiro jeito de ser
Ninguém merece ser só mais um bonitinho
Mesmo que seja estranho, seja você
Mesmo que seja bizarro...
(Pitty)









