quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Histórias de mulheres


Tenho uma amiga que só ela daria um livro de 1200 páginas com fonte 8. Ainda pretendo contar muitas de nossas histórias aqui, mas uma delas me foi revelada por ela a poucos dias, eu que achava que não tínhamos segredos. Mas ela sempre consegue me surpreender com mais uma história de seu passado, porque passamos alguns anos meio distantes, onde aconteceu muita coisa em sua vida.
Ela estava muito apertada de grana, não sabia mais o que fazer, então decidiu aceitar o convite de uma amiga dela e procurou uma cafetina. Decidiu fazer programa. Ou pelo menos tentou.
Chegando lá, a dona da casa ficou com seu telefone para contato, e os possíveis clientes escolhiam a menina para o programa por meio da cafetina, que as avisava pelo telefone.
O primeiro programa que pintou foi... seria cômico se não fosse trágico! A cafetina deu o endereço do cliente, que a tinha escolhido, e ela estava se dirigindo ao endereço dado. Era perto de seu apartamento, por sinal. Nisso, a mulher ligou e disse que o cliente havia mudado de ideia e escolhido outra menina.
Dias depois, por acaso, essa outra menina foi visitá-la e comentou que havia feito um programa no seu prédio... o seu primeiro "possível cliente" era seu vizinho de cima!!!
Havia também uma boate onde as meninas ficavam disponíveis para os clientes, sempre intermediadas pela tal mulher. Um homem puxou conversa com ela, e, como ela é boa de papo, começou a conversar. A cafetina apareceu e perguntou para o homem se ele iria fazer programa. Ela respondeu que estavam só conversando. A mulher disse "Pra conversar, são 50 reais." O homem pagou.
E volta e meia a mulher aparecia para saber se iam só conversar ou se o homem iria querer algo mais. "Pra mais meia hora de conversa, mais 50 reais." Até que o homem se decidiu e levou minha amiga para um dos quartos disponíveis. Transaram e voltaram para a boate, onde ficaram conversando. A mulher queria cobrar de novo para o homem continuar conversando.
Ele decidiu ir embora e deu o telefone dele para minha amiga. Quando a mulher viu o cartão na mão dela, tomou e encheu ela de lixo, dizendo que ela estava querendo lhe roubar clientes. E ela acabou não recebendo nada pelo "programa". Pior... tinha simpatizado com o cliente e transou porque ficou com vontade, mesmo.
Depois disso, desistiu. Viu que literalmente "não dava" para a coisa. Ela mesma sugeriu o nome para esse post... "Minha amiga que não conseguiu ser puta"!

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Já faz um ano


Já faz um ano. Um ano que me envolvi em uma história que parece agora não ter fim. Saí da minha rotina, da minha "vida normal" e parti para uma outra realidade. Comecei a buscar outras coisas para minha vida. Parei de fazer muitas coisas da minha vida de antes. Passei a ter duas vidas: a de antes e a de agora.
Já faz mais de um ano que resolvi mudar. Resolvi assumir minha característica essencialmente feminina. Hormonal. Instável. Resolvi assumir uma característica que é minha essência pessoal. Um dia lá em cima, outro lá embaixo, alguns poucos no meio termo.
Mulher é assim. E nunca está satisfeita. Mas me dei conta de que isso não deve ser sempre um problema, desde que se tenha consciência da coisa. Se você acordou meio depressiva, ou emotiva, ou o simples fato de alguém te olhar já te irritou, não pense que você é uma louca. Você é mulher. Simples assim.
Homens são mais previsíveis. Principalmente maridos. Porque aquele que não quis ser marido de ninguém não é previsível, mas dele a gente não sabe nada, afinal.
Já faz mais de um ano que procurei alguém tão imprevisível quanto eu. E a história parece não ter mais fim. E, por enquanto, nem eu quero que tenha. Estou tentando descobrir agora em qual realidade me encaixo melhor. Mas rotina com certeza não é a palavra ideal.
Passei a ser duas: a de antes e a de agora. A de antes, mãe, esposa, rotineira, joga Tetris no computador, prepara a comida que todos gostam, não deixa faltar nada em casa, pensa na família, tem o MSN com login automático.
A de agora, tem vida dupla. Apaga sistematicamente históricos de navegação no computador e mensagens do celular. Viaja assim, sem prévio aviso. Mente. Esconde-se atrás de um codinome. Tem amigos em quem nunca deu um abraço. Vive mais por meio de uma tela de LCD do que por meio de contatos pessoais.
Mas hoje estou apenas cansada. Só isso. Não sei nem em que "tag" vou encaixar esse post. Porque hoje não sei nem em qual das duas me encaixo: a de antes ou a de agora. As duas convivem em mim. A de antes, que parece passado, mas que não se afetava com o passado. A de agora, que revive o passado e não se acha no tempo presente. Qual delas sobreviverá no futuro? Ou será que encontrarei alguma coisa no meio disso tudo?

sábado, 23 de janeiro de 2010

Viajando... férias em prestações...

Pois é, queridos leitores, minha vida anda meio conturbada e minhas férias não estão sendo como o esperado.
Vou ficar mais uns 2 ou 3 dias fora de casa, meio off line. Num período de minha vida em que eu queria mesmo era estar quietinha no meu canto, ou somente perto das pessoas que me amam.
Não deixem de dar uma olhada nos posts mais antigos, tem bastante coisa interessante... juro!
Beijos!! Até a volta!!

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