Fui assistir ao filme Avatar. Lindíssimo. Chorei ao assistí-lo. Durante o filme, comecei a viajar nos meus pensamentos, também em parte devido ao comentário que um leitor deixou no post Momento foda-se.
Acho que durante o processo de escrever este blog, acabei criando um Avatar de mim mesma. Uma pessoa que existe em mim mas que não é a minha realidade. E quando eu estou investida no meu avatar, sou tudo aquilo que quero ser. Mas quando apago o histórico de navegação, volto a ser aquela que eu devo ser por obrigação e convenção. Realmente, de acordo com o comentário recebido, eu tenho a sina de ser abandonada mesmo sendo a mulher da vida de alguém. Já fui abandonada e estou sendo de novo. Apesar de "criativa, ousada, apaixonada, alegre e apimentada", sou facilmente descartada. Isso acontece por que os homens não aguentam a minha natureza? Por que eu não me deixo acomodar? Já não importa mais. Sou aqui, como disse na resposta ao comentário, uma diversão para os que me lêem. Serei facilmente esquecida assim que deixar o palco. Restarei sozinha no meu canto ao se apagarem as luzes e ao sair o último espectador. Os que dizem que pensam como eu na verdade esperam que eu fale de uma forma e aja de outra. Por que também não têm coragem de agir de maneira rebelde, embora aplaudam os que assim se manifestam. No processo de criação desse avatar de mim mesma, fui inventando e aprofundando várias facetas, de acordo com o que sentia de retorno. Ninguém escreve um blog para não ser lido. Comecei por terapia e a coisa acabou tomando um curso próprio. Escrevia em parte o que pensava e em parte o que imaginava que agradaria a um determinado tipo de público. E tive um bom retorno, nesse sentido... descobri que no mundo blogueiro é mais ou menos como na música... o que vende mais de um milhão de cópias não presta! Agradeço ao meus leitores e a todos que se envolveram comigo. Agora estarei iniciando uma nova etapa em minha vida, com certeza. Não sei bem ainda qual será esta etapa. Mas com certeza não paro mais de escrever, pois é uma coisa que me completa. Mas, talvez daqui para frente a Mulher de 40 seja uma pessoa diferente. Mais real? Talvez. Mais inventada? Quem sabe?


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