quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Avatar



Fui assistir ao filme Avatar. Lindíssimo. Chorei ao assistí-lo. Durante o filme, comecei a viajar nos meus pensamentos, também em parte devido ao comentário que um leitor deixou no post Momento foda-se.
Acho que durante o processo de escrever este blog, acabei criando um Avatar de mim mesma. Uma pessoa que existe em mim mas que não é a minha realidade. E quando eu estou investida no meu avatar, sou tudo aquilo que quero ser. Mas quando apago o histórico de navegação, volto a ser aquela que eu devo ser por obrigação e convenção.
Realmente, de acordo com o comentário recebido, eu tenho a sina de ser abandonada mesmo sendo a mulher da vida de alguém. Já fui abandonada e estou sendo de novo. Apesar de "criativa, ousada, apaixonada, alegre e apimentada", sou facilmente descartada. Isso acontece por que os homens não aguentam a minha natureza? Por que eu não me deixo acomodar? Já não importa mais.
Sou aqui, como disse na resposta ao comentário, uma diversão para os que me lêem. Serei facilmente esquecida assim que deixar o palco. Restarei sozinha no meu canto ao se apagarem as luzes e ao sair o último espectador. Os que dizem que pensam como eu na verdade esperam que eu fale de uma forma e aja de outra. Por que também não têm coragem de agir de maneira rebelde, embora aplaudam os que assim se manifestam.
No processo de criação desse avatar de mim mesma, fui inventando e aprofundando várias facetas, de acordo com o que sentia de retorno. Ninguém escreve um blog para não ser lido. Comecei por terapia e a coisa acabou tomando um curso próprio. Escrevia em parte o que pensava e em parte o que imaginava que agradaria a um determinado tipo de público. E tive um bom retorno, nesse sentido... descobri que no mundo blogueiro é mais ou menos como na música... o que vende mais de um milhão de cópias não presta!
Agradeço ao meus leitores e a todos que se envolveram comigo. Agora estarei iniciando uma nova etapa em minha vida, com certeza. Não sei bem ainda qual será esta etapa. Mas com certeza não paro mais de escrever, pois é uma coisa que me completa. Mas, talvez daqui para frente a Mulher de 40 seja uma pessoa diferente. Mais real? Talvez. Mais inventada? Quem sabe?

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Bola de cristal


Quando a gente está em um relacionamento, frequentemente escutamos as pessoas dizerem que devemos falar o que queremos para o parceiro, que ninguém tem bola de cristal para adivinhar o que pensamos. Os homens também adoram dizer que um dia queremos uma coisa e no outro queremos outra bem diferente. E quando estamos reclamando ou surtando, todos adoram nos chamar de loucas.
Ok, você está iniciando um relacionamento e conhecendo alguém. Óbvio que deve falar o que pensa, dizer o que gosta e pedir o que está querendo. Afinal, estão se conhecendo. E você também não é louca de surtar com um novo pretendente, né... Então muito certo que seja bem sincera e diga tudo o que está incomodando e também o que está adorando.
E quando faz anos que você já está com alguém? Também tem que estar sempre falando e, em alguns casos, desenhando aquilo que gosta em um banner para o outro entender? Será que o tempo não foi suficiente para que vocês se conheçam o suficiente para saber o que o outro gosta ou não? Aí você surta e você é a louca? A eterna insatisfeita?
Se estamos mudando, o outro deveria ter noção disso. Sentir que a coisa está indo para outros caminhos. E tentar saber se ainda se encaixa nisso tudo. Ou tentar acompanhar, se isso lhe faz bem. Se sente que você está insatisfeita ou distante, tem que tentar saber o porquê. Mas, como sempre, são os homens que acabam deixando pra lá... ninguém gosta de discutir relacionamento, afinal - nem eu, que sou mulher.
Não se trata de discutir relacionamento, embora muitas mulheres gostem de apelar para isso. Se trata de envolver o outro na sua vida. Mostrar no quê você está mudando. E lembrar que a outra pessoa que está ao seu lado há tanto tempo tem que ser valorizada e lembrada. E principalmente... seduzida.
Já enfrentei dois casamentos. O que falta? Sedução. Envolvimento. Dedicação ao relacionamento. De vez em quando, olhar para a mulher como se fosse a primeira vez. Mulheres mais facilmente se mantêm apaixonadas, e qualquer ciuminho que venham a sentir já mostra isso. Eu mesma, quando sinto ciúmes me apaixono de novo, com a mesma intensidade. Mas os homens caem na monotonia, se acomodam e acham graça quando a mulher "surta".
Assim, passamos a ser a louca, a má, a mulher com TPM, a depressiva, a chata. Será que estamos sapateando para sermos vistas e lembradas, como crianças que fazem arte para chamar atenção? Ou será que é o nosso subconsciente pedindo para sermos seduzidas?
Eu não sou mulher de discutir relação. Sou mulher para ser notada e seduzida. Muito simples. Quero ter de vez em quando a primeira noite de volta. Quero a paixão, o reencontro, o mistério. Quero lua de mel. Quero ser agarrada de repente, por trás, ganhar uma mordida no pescoço e um convite bem safado. Quero ser levada pelos sentimentos mais vezes, quero fechar os olhos e me entregar sem vergonha, sem pudores e com muita paixão.
(Se você é mulher, provavelmente está me dando razão em quase tudo... mas, mais uma vez, é VOCÊ que está lendo isso e, no máximo, talvez venha a mostrar para o seu homem, e dificilmente ele vai ler com atenção. Se você é homem, parabéns, deve ter uma mulher de sorte ao seu lado, ou logo terá, porque você se preocupa com ela!)
Beijos... sempre apaixonados!

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Afinidade - Artur da Távola


Afinidade é um dos poucos sentimentos que resistem ao tempo e ao depois. A afinidade não é o mais brilhante, mas o mais sutil, delicado e penetrante dos sentimentos. E o mais independente também.
Não importa o tempo, a ausência, os adiamentos, as distâncias, as impossibilidades. Quando há afinidade, qualquer reencontro retoma a relação, o diálogo, a conversa, o afeto no exato ponto em que foi interrompido.
Ter afinidade é muito raro. Mas quando existe não precisa de códigos verbais para se manifestar. Existia antes do conhecimento, irradia durante e permanece depois que as pessoas deixaram de estar juntas.
Afinidade é ficar longe pensando parecido a respeito dos mesmos fatos que impressionam, comovem ou mobilizam.
É ficar conversando sem trocar palavras, é receber o que vem do outro com aceitação anterior ao entendimento.
Não é sentir nem sentir contra... Nem sentir para... Nem sentir por... Nem sentir pelo... Afinidade é sentir com.
Sentir com é não ter necessidade de explicar o que está sentindo. É olhar e perceber... É mais calar do que falar, ou, quando falar, jamais explicar: apenas afirmar.
Afinidade é ter perdas semelhantes e iguais esperanças. É conversar no silêncio, tanto nas possibilidades exercidas quanto das impossibilidades vividas.
Afinidade é retomar a relação no ponto em que parou sem lamentar o tempo de separação. Porque tempo e separação nunca existiram, foram apenas oportunidades dadas pela vida.
Artur da Távola

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Adoro!


Não tenho medo da minha companhia. Sempre brinquei sozinha quando era criança, ou no máximo com uma amiguinha. Hoje, continuo sendo assim, só com uma amiguinha, ou uma de cada vez... acho que fico com ciúmes quando tem mais gente e não me dão a devida atenção rsrsrs. Não! O fato é que detesto muita gente junto, a gente não consegue ouvir o que cada uma tem a dizer.
Se a gente se sente bem consigo mesma, não tem medo da solidão. Enfrenta tempestades com serenidade. Deseja a liberdade e a solidão, às vezes. E isso passa para o exterior, para a expressão de bem estar. Para a beleza exterior, também.
Quando uma pessoa não se sente bem sozinha, se torna ansiosa e fica dependendo das outras para tudo. Fica pedindo coisas. Tentando ser o centro das atenções. Não ouve os outros, só ouve a própria voz. Incrível, mas é aí, quando mais deseja e precisa de atenção, que a pessoa mais afasta os outros.
Também é bom ficar só quando não estamos bem. Assim podemos acariciar o nosso ego sem incomodar os outros. Comer aquele chocolate escondidos, ouvir aquela música que nos faz bem ao coração, deixar o MSN invisível e não atender ao telefone. Passado o momento, voltamos à realidade mais fortalecidos, com coragem para encarar o inevitável.
Minha força está na solidão. Não tenho medo nem de chuvas tempestivas nem de grandes ventanias soltas, pois eu também sou o escuro da noite.
Clarice Lispector

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Hombres!!!

Dicionário Feminino

Aliança - Garantia financeira.
Amante - Homem que faz tudo aquilo que o marido nunca faz.
Amor impossível - Um pretendente pobre.
Batom - Poderosa arma feminina que deixa marcas fatais.
Bolsa - Membro essencial no funcionamento do corpo feminino.
Cansaço - Vontade de ficar sozinha.
Carteira - Principal órgão masculino.
Certeza - Quase certeza.
Confiança - Ação incompatível com os homens.
Dor de cabeça - Falta de vontade.
Extravasar - Galinhar.
Falta de atenção - Falta de presentes.
Fracasso - Perder um homem para uma mulher mais magra.
Gravidez - Investimento a longo prazo.
Minutos - Horas. Principalmente antes de sair.
Maquiagem - Realce da beleza natural e disfarce de feiúra original.
Meia calça - Camada de acabamento das pernas.
Namorado - Desculpa usada para despistar homens indesejados.
Nunca - Por enquanto não...
Pílula - Medicamento usado no momento certo e suspenso no momento oportuno.
Problemas conjugais - Ausência de orgasmo.
Satisfação - Verbete desconhecido no dicionário feminino.
Seios - Sinônimo de maçaneta, pois também abrem muitas portas.
Talvez - Sim.
Terapia de grupo - Shopping com as amigas.
Valorização - Flores no dia seguinte...

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Quando ela está insuportável


Hoje fiquei pensando sobre as constantes exigências e reclamações das mulheres dentro dos relacionamentos com os homens. Quando a gente começa a namorar, tudo é maravilhoso, os pequenos defeitos do amado são engraçadinhos, as diferenças são facilmente superadas. Tudo envolto por uma aura cor-de-rosa que tudo mascara. Sempre a velha história dos "opostos que se atraem".
Prefiro acreditar que os opostos se distraem e os dispostos se atraem.
Isso li em algum lugar. Bem mais realista, não concordam? Enquanto estamos naquela lua-de-mel com o novo bofe, tudo é relevado em nome daquele tesão colossal que nos move. Não há tempo para reclamações, só para o prazer e para a fome de carinho. Ainda não vimos o querido usar fio dental no meio da sala, nem largar suas cuecas sujas no corredor. Porque é certo que, mais cedo ou mais tarde, vamos enxergar isso.
Passado o período inicial de cegueira, onde os opostos se distraem, passamos a querer moldar o ser amado de acordo com nossos sonhos. Passamos a enxergar o que queremos e não o que temos. Aí queremos opinar sobre as roupas que ele veste, os horários que trabalha ou que sai com os amigos, o tempo que passa longe de nós e até com quem ele conversa.
O homem normalmente é mais acomodado, então dá um certo espaço para que a mulher faça isso, uns reclamando mais, outros menos. Afinal, não quer atritos; homens, em geral, pagam para não se estressar com bobagens. E o tempo vai pa
ssando, e as exigências também. De repente o homem se depara com uma mulher em TPM contínua: estressada, irritada, reclamona, carente, chata mesmo.
É. Tudo isso pode ser considerado até normal e comum. Mas até que ponto temos que realmente passar por isso? E por que passamos?
Homens... entendam que ao seu lado está uma mulher, com toda a sua carga genética e de criação. Historicamente treinada para relacionamentos estáveis, biologicamente preparada para aninhar um novo ser em seu ventre, ela hoje, assim como o homem, está vivendo um novo momento. Não se conforma mais em ser/estar em um relacionamento tradicional, então se rebela. Tenta, dentro do que tem, construir algo com que sonha.
E passa a exigir do homem o que lhe falta, porque aprendeu que um dia um homem lhe daria tudo o que ela sonhasse.
O que nos falta? Já escrevi algo sobre isso aqui. Liberdade. "Liberdade é pouco. O que eu desejo ainda não tem nome. " Com essa frase, Clarice Lispector diz tudo. Não sabemos bem ainda o que queremos, mas é diferente de tudo o que as mulheres conquistaram
até hoje. Mas, mesmo estando de certa forma perdidas entre o que se espera de nós e o que nós esperamos da vida, o que não pode faltar em um homem é: sedução. É aqui que os dispostos se atraem.
Muito se fala em "aquecer um relacionamento", "reacender a chama". Sempre dirigindo-se às mulheres. Mas um relacionamento é feito
a dois. O homem deve deixar de lado seu comodismo e também tentar seduzir a mulher que está ao seu lado. Como? Olhando para ela. E vendo como ela se modifica com o tempo. Valorizando. Elogiando. Sugerindo coisas diferentes. Esses dias um amigo me perguntou o que eu faria se meu homem me levasse a uma loja de lingeries e passasse a tarde me ajudando a escolher novas calcinhas e soutiens. Respondi: eu daria para ele dentro do provador!!!
São atitudes como essa, tão difíceis de se ver, que estão faltando. A mulher sempre se produz para seu homem. E ele lá, com a mesma bermuda. Aí vêm as revistas femininas dizer que mulher se arruma para as outras mulheres, para ser invejada. Simples: as outras mulheres notam isso. Os homens não.
Homens: tomem a iniciativa, por favor. Mandem vocês as crianças para a casa da avó. Coloquem ela dentro do carro e a levem para um fim de semana num hotel distante. Ofereçam-se para massageá-la depois do banho com seu hidratante favorito. Ofereçam uma bebida sem motivo. Comprem aquela lingerie bem sexy e vistam nela, mostrando o quanto isso lhes dá prazer - e o quanto lhes dá prazer tirá-la, também, óbvio...
Ofereçam a ela também a oportunidade de ficar sozinha um pouco, ou de viajar com as amigas, se estiver a fim. Cuide bem das crianças para que ela tenha esse espaço, e até um tempo para ir à academia. Não pense que ao chegar em casa, suas obrigações terminam e a TV é sua companhia ideal. Pode até ser, às vezes. Mas se cuidar bem do que é seu, você nunca vai ter o desgosto de se deparar com uma mulher insuportável. Ou de ser traído.

Quando o homem é mais jovem



Querida, olá!
Cheguei ao seu blog após revirar páginas e páginas sobre temperamento feminino, na esperança de encontrar algo que de fato vá me ajudar na hora de demonstrar carinho por uma mulher.
Já fui casado com uma mulher da minha idade por 4 anos. Dos 18 aos 22. Hoje, estou há 2 meses com uma mulher 14 anos mais experiente do que eu. Neste período, já amadureci bastante e refinei meus gostos em culinária e vestuário. Tenho aproveitado MUITO esse momento pois sempre fui fascinado por mulheres mais maduras.
Então, o que além de "uma aventura" minha amante atual vê em mim? Me preocupo, pois não me considero metade do homem que ela poderia ter. No meio profissional dela, ela conhece centenas de homens interessantes, bonitos e bem de vida. Sou jovem e em início de carreira, não possuo bens materiais mas muita dedicação para conquistá-los.
Já ela possui uma vida toda estruturada, é independente, não tem filhos, é LINDA! As vezes penso nela como uma "predadora", e isso me entristece! Entristece, mas não me abate nenhum pouco, pois estou aproveitando ao máximo! Procuro ser bastante dedicado e atencioso, não sou grude, carinho e tesão pra ela não falta! Gosto mais de DAR carinho do que de receber. E já percebi que ela AMA meus carinhos e minha atenção para ela na cama e fora da cama.
Porém... Ela superdimensiona alguns "defeitos" no meu comportamento que a levam para o dilema "Ele só tem 23..." Enquanto EU, quando percebo uma PARTICULARIDADE dela, procuro APRECIAR, pois sei que se trata de uma característica ÚNICA, e não um "defeito" no sentido literal da palavra. Quero muito AMÁ-LA e fazê-la FELIZ, porém algumas vezes esse comportamento dela nos afasta.
Logo no início, quando conversamos da "loucura de estarmos juntos", ela falou que depois que se divorciou há 10 anos atrás, nunca teve longos relacionamentos. Da minha parte respondi que, no final, eu teria a CERTEZA de ter dado o MELHOR DE MIM! E sairia muito feliz por tê-la conhecido um dia. Sem esforço algum, entendo ela e seus sentimentos, pois sou cabeça aberta e tranquilo para as opiniões dos outros. Já ela, quando tento argumentar alguma atitude minha, parece não aceitar e nem querer entender o que eu digo.
Neste domingo dormimos juntos e transamos. Mas quando acordamos ela disse, "Como é ruim se sentir assim. Distantes." Eu tinha sentido o mesmo durante o final do domingo, e percebi que naquela hora o sentimento era comum aos dois. Deixei a segunda passar e fui fazer uma rápida visita a ela pela noite. A distância ainda imperava! Enviei flores ao trabalho dela na terça. Ela AMOU! No cartão escrevi: "Sinto que ainda estamos distantes. Você quer superar essa junto comigo? Beijos..."
Ela não consegue se desvencilhar dos problemas dela no trabalho, e também fica matutando sobre estar com um cara de 23 anos. Eu já senti que ela QUER que dê certo. Mas sei que muitos outros obstáculos surgirão... A questão é: quando saberei que devo tirar meu time de campo? Não quero preocupá-la em "me dispensar" para não parecer que "ela mais uma vez não conseguiu dar continuidade a um relacionamento"... pois já vi que isso a faz um pouco frustrada... Mas também não quero deixá-la não mão nos momentos que ela mais precisar da minha proteção! O QUE É QUE EU FAÇO?????

Resposta da Mulher de 40
Enquanto lia seu email, um filme se passava na minha cabeça.
Meu marido é 12 anos mais novo que eu. Quando o conheci, para mim não significava muito, até porque eu já havia me relacionado com vários homens mais novos - e mais velhos também - e nunca deu em nada mais sério. Porém, pouco tempo depois de começarmos a namorar, descobri que estava grávida! Foi um susto enorme em nossas vidas; na dele, porque era muito novo e estava na fase de estudante ainda, e na minha porque já estava com mais de 30, tinha meu próprio negócio e não imaginava que algum dia teria uma família, já que vinha da vários relacionamentos desfeitos e até um divórcio. Achava que ter marido e filhos não era para mim, que eu "não dava para a coisa"!
Briguei muito com ele durante a gravidez, rejeitava-o às vezes por ser mais novo que eu, e me sentia às vezes ridícula ao seu lado. Uma vez critiquei-o por usar boné, porque achava que, com isso, ele ficava com mais cara de piá menino perto de mim! Chorava muito, também sentia muito sua falta, pois morávamos em cidades diferentes, era uma confusão de emoções, rejeitava-o e ao mesmo tempo queria ele ao meu lado.
Quando ganhei minha filha, passamos a morar juntos. Mas, com o tempo, volta e meia eu tinha crises de ciúmes, vasculhava Orkut, essas coisas. Ficava insegura pelo fato de ser mais velha do que ele, e isso que fisicamente não parece que temos diferença de idade, já que todos dizem que não aparento ter a idade que tenho.
Se der uma lida mais aprofundada no blog, verá que há pouco mais de um ano reencontrei um antigo caso do passado, que tem a minha idade. O fato é que adorei encontrar um homem da minha idade, com ruguinhas, e experiências para contar, e nessa hora de novo pesou a diferença de idade entre meu marido e eu. Ele está numa fase da vida em que normalmente estamos no auge, e eu estou em uma fase em que já gostaria de ter mais estabilidade.
É normal para a mulher querer ter um relacionamento mais estável, ou depois de uma certa idade querer um homem mais maduro. E quando estamos com um homem mais jovem, ficamos muitas vezes na dúvida quanto a isso valer ou não a pena. Pensamos se não estamos perdendo tempo com esse relacionamento, que pode não dar em nada, porque "ah, ele vai acabar encontrando uma menininha e me largar", "ele vai querer galinhar ter outras", é, isso tudo passa pela cabeça da gente também. Muitas vezes enxerguei meu marido separado de mim e com uma menina da sua idade, e até com outros filhos, coisa que eu já não posso mais lhe dar. E, nesses horas, a gente realmente sente como um grande problema a diferença de idade.
O que posso lhe dizer? Acho que você deve encarar esse e qualquer outro relacionamento como algo bom e que deve ser bom enquanto durar, simples assim. Não faça planos para o futuro, curta o momento, e se achar que deve construir algo mais com ela, faça isso aos poucos e de modo bem consciente. Cuide de si, de sua carreira, se valorize, persiga seus ideais.
Talvez deva ainda acrescentar que carregamos no insconsciente aquela coisa de que o homem deve ser mais velho do que a mulher, o que é o tradicional. Talvez para a sua namorada às vezes bata aquela sensação de que ela deveria estar com alguém mais velho e não com um piá garotão, como eu te disse que me sentia. Mas, acima de tudo, devo te confessar que, desde o início, meu marido se mostrou - em alguns aspectos - até mais maduro emocionalmente do que eu.
A idade biológica nem sempre é a mesma da idade emocional. Se você a ama, mostre sempre isso a ela, valorize-a e não finja que não é mais jovem - encare esse fato com leveza, brinque com isso, mostre o lado bom da situação, converse com ela a respeito francamente. Sinceridade é sempre o melhor. E, no fundo, o que todas as mulheres gostam mesmo é de se sentirem AMADAS e seduzidas, e isso pelo jeito você tem de sobra para dar a ela.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Quem não bebe, não tem história para contar...

Passei mal esses dias e tive de ser levada para um hospital. Foi um susto bem grande, mas acabei lembrando de umas histórias engraçadas.
Quando estava a caminho do hospital, já sem respirar mais, comecei a ver tudo clareando devagar... olhava para as casas e elas iam ficando cada vez menores e mais brancas... eu já não sentia mais meu corpo. Depois fiquei me perguntando se não estava desencarnando... o tal túnel de luz que falam... Mas acho que não era a minha hora ainda, graças a Deus: ainda tenho uma filha pra criar.
Concentrei meu pensamento nisso e tentei me acalmar... e comecei a me sentir mal de novo. Ao chegar ao hospital, desmaiei e voltei de novo, tagarelando sem parar. Tinha que falar ao plantonista qual era o meu problema. Me deram uma injeção de adrenalina na barriga e me mandaram pra CTI. Quando ouvi o termo CTI me assustei mais ainda! Mas deu tudo certo. Hoje estou aqui. Interessante que, quando estava passando mal, pensava na minha filha e no blog... quem iria avisar a vocês que eu tinha morrido? Acho que isso aqui é outro filho para mim...
No hospital, encontrei um enfermeiro, meu conhecido de anos... Relembrei com ele de uma vez em que estive lá por causa de umas biritas a mais. Era noite de reveillon e eu fiquei em casa fazendo um "aquece" com uma amiga antes de irmos para o clube. Mas, como sempre fui fraca para bebida, acabei passando mal e tive que ir para o pronto socorro. E ainda fiz o fiasco de chamar meu ex-marido para me levar para o hospital!
Quando cheguei lá, fui medicada e levada para uma cama na sala de recuperação. Estava de mini-saia. Nisso, internaram outro bêbado na cama ao lado. Mal o enfermeiro saiu, o bêbado veio agarrar as minhas pernas!!! Eu estava tão mal que nem me dei conta, só vi quando o enfermeiro veio tirar o homem de cima de mim e me tapar as pernas. E ainda deu um xingão no bêbado! Final da noite, meu ex-marido veio me buscar e ainda tive direito a um flashback... Bem que dizem que c* de bêbado não tem dono, hahaha...
E ainda lembrei de outra história em hospitais. Era uma fase da adolescência em que vivíamos bêbados, eu e todos os meus amigos e amigas. Mas eu sempre passava mal e eles tinham que me levar para o hospital tomar glicose. E toda vez que eu tomava um porre começava a tirar a roupa.
Nessa vez, vomitei todo o banheiro do clube e um amigo invadiu o banheiro para me carregar para fora, e eu já estava começando a tirar a roupa rsrssr... Foi uma gritaria da mulherada ver um homem entrando no banheiro. Me tirou do clube e a metade da cidade me viu caída no chão, em frente ao clube. Me levaram ao hospital.
Lá, meu amigo achou uma cadeira de rodas e ficou dando voltinhas nela dentro do hospital como um maníaco. Enquanto isso, uma amiga que foi junto rezava ao meu lado "Sobe, pressãozinha, sobe..." Minha pressão desceu a 6 por 3!!! Depois dessa vez, o próximo porre que eu tomei eles me fizeram engolir um café feito com 3 colheres de sopa de Nescafé e sem açúcar, para aprender... fiquei um bom tempo sem aprontar. Mas até hoje morro de rir com essas histórias. Afinal, quem não bebe, não tem história pra contar...

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