(Que essa resposta dada pelo MulherNaoPresta no Formspring sirva para fechar a boca de alguns que o criticam. Sabem o que significa a palavra preconceito, ou talvez a expressão pré-conceito?)
Caro, admiro muito o que você faz e quero ter essa mesma experiência. Como você começou, o que aconteceu e como você superou os problemas para adquirir esse conhecimento?

Resposta do MNP:
Obrigado pelo incentivo.
Eu garanto que você não quer passar pela mesma experiência. E se quer mesmo saber o que aconteceu, vou tentar resumir:
1. Cresci numa família desestruturada;
2. Professores e colegas de escola achavam que eu era um problema. Faziam reuniões frequentes com a diretoria para que eu fosse expulso da escola particular onde frequentei da segunda à sexta série do fundamental.
3. Saí da escola particular para estudar numa das mais violentas escolas públicas da cidade onde morava. Alunos da minha idade, ou mais novos, chapados de qualquer substância esquisita, e brigas com objetos pontiagudos (desde canetas bic a tesouras) dentro de rodinhas eram rotina.
4. Por crescer sob ameaças de colegas, professores neuróticos e uma família ausente em vários aspectos, tive que me virar, sem referências, sem amizades, e sem apoio, fazendo tudo por mim, errando e consertando erros, dentro do meu limitado bom senso até o colegial, quando comecei a ser notado por algumas mulheres. Desde colegas de sala até professoras iniciantes, conhecidas como substitutas;
5. Ser notado por algumas mulheres cobiçadas desperta a raiva nos seus colegas do mesmo sexo que também querem ser notados por elas. Rodinhas e sessões de luta usando eu como um saco de pancadas virou modinha entre os meus criativos coloegas. A partir daí comecei a estudar artes marciais para me defender e aprendi que arremessar pedras e levar ferraduras para a escola para se proteger era permitido desde que não descobrissem;
6. Diante de ameaças constantes comecei a questionar a mim mesmo sobre minha presença. A tentar entender porque tanta raiva e tanta afronta à minha pessoa que era mais ingênua do que uma historinha do Teddy Ruxpin e seu amigo Grubby.













