
Quem acompanha meu blog desde o início, sabe que ele é uma colagem. Tenho posts contando minhas histórias reais, histórias que me mandam por email, textos opinativos, e também posto textos de outros autores que admiro, que estão por aí na internet, e que normalmente me vêm por email. Considero ele um tipo de agenda, daquelas que a gente tem quando é adolescente, e aonde cola fotos dos amigos, bilhetinhos, poesias, letras de músicas, coisas que aconteceram, enfim...
Desde que comecei a postar, muitas coisas aconteceram na minha vida, aliás, criei o blog justamente porque estava em uma fase de mudanças pessoais. O blog veio de encontro à história de muitas mulheres que passaram ou passam pelas mesmas coisas que eu, e até homens também, e todos entram em contato para repartir, multiplicar, refletir ou tentar amenizar os problemas que enfrentamos.
Noto que a maioria das pessoas, quando a gente está sofrendo por algum motivo, tenta apelar para que façamos uso da razão. "Esse cara não te merece!"... "Sai dessa!"... "Levanta a cabeça!"... "Decide logo!" Como se fosse fácil assim. Claro que a razão também temos, mas o coração tem horas que não obedece. Se fosse tão simples assim, não existiriam milhares de blogs tratando de relacionamentos. Era só desligar um botão e pronto.
Sempre considerei minha intuição. Claro que busco centenas de outras opiniões, mas nas poucas vezes em que preferi usar a razão para assuntos emocionais, continuei sofrendo, talvez de outro modo, mas sofrendo. E talvez até fazendo outras pessoas sofrerem. Porque acredito que lá no fundo todos sabemos o que nos faz feliz. Mas sempre tem alguém para repetir "Não é por aí".
Agradeço aos que tentam me ajudar, e adoro um ombro amigo, porém quem sofre sabe que precisa chegar ao fundo do poço, e de lá pegar impulso para subir. Se tiver que me estrepar toda, eu vou até o fim. Mas seguindo minha intuição. Então, esses dias comentei com humor e ironia os emails de auto ajuda que nos enviam. Para que milhares de livros de auto ajuda? Um só bastaria. Todos se repetem, como os emails e as correntes, e como os conselhos da maioria das pessoas.
Sei que todos querem nos ver feliz, mas "cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é". Sempre chega o momento de cair na realidade. Ou não. Se repetimos os mesmos erros e nos damos conta a tempo, ótimo. Senão, o destino vai-se repetir incessantemente. E a colcha de retalhos que é nossa vida vai aos poucos cobrindo nosso corpo, nos sufocando. Então sabemos que apenas o tempo ensina, e a quem quer aprender.
Como na foto acima, acho que devemos dar o primeiro passo... e deixar acontecer todo o resto. É inevitável. E às vezes até bonito!



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