quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Eu acesso o Mulher de 40

Ela já esteve aqui... pena que sua inscrição não chegou a tempo para o concurso! Mas não posso deixar de tê-la novamente no blog... E que lindas palavras!
"O tempo caminha a passos largos.
Aos 15, eu queria acelerar os aniversários; aos 20, queria mudar o mundo; aos 30, afirmar meus talentos e, aos 40, descobrir o que realmente importa na minha existência. Com 41 anos, me despi de vários medos: de envelhecer, de ficar só, de assumir meus limites, de liberar a potência criativa que me habita.
Aos 40 anos, aprendi que, apesar do tempo caminhar a passos largos, sou eu que imprimo o ritmo às minhas passadas, que olho para a frente, que mantenho o frescor da existência, para que, assim, a vida transborde em toda sua abundância."
Callas Alice, primavera de 2010.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

40 anos: subindo ou descendo o morro?

Chegando ao fim o concurso das mais belas mulheres de 40 e eu me pego pensando nos meus 40. Na verdade, 44. Quando completei 40, imaginei um morro bem alto. Tinha chegado ao topo e estava prestes a começar a descida. Em muitos aspectos. Alguns, inevitáveis, como a saúde, que já não é mais a mesma. Outros dependem mais do ponto de vista, como o "ficar velha".
Lá pelos 37 ou 38 anos, comecei a notar alguns sinais no rosto... os contornos já não são os mesmos. Nem os do corpo, apesar de tantos anos malhando. Sempre fui muito vaidosa, e sempre gostei de elogios. (Cheguei a pensar em colocar uma foto minha no post do concurso, mas seria anti-ético rsrsrs...) Recorri aos ácidos. Uma maravilha sentir na pele os efeitos da tecnologia anti-envelhecimento!
Como exagerei na dose quando era mais jovem, hoje não posso mais malhar como gosto. Tenho de me contentar com a hidroginástica e aquele cheiro horrível de cloro (odeio!). Mas talvez ainda consiga reverter essa situação... haja paciência! E vejo várias na mesma situação, mas de nada adianta avisarmos aos mais jovens. Aliás, cada dia penso mais em plásticas e tenho mais preguiça.
Então, estou-me dando conta de que o "morro" é ao contrário, para descer todo santo ajuda, ou seja, para chegar até os 40 é fácil, tudo é simples, vai lá e faz, troca de profissão, de marido, tem filhos, muda de cidade, chuta o balde, faz loucuras, e por aí vai. Já agora, começa a subida até o final, que não sabemos aonde fica. Depois dos 40 a coisa não é tão simples assim.
Sim, nos tornamos mais exigentes. Mais sábias. Mais ponderadas. Mais experientes e donas do próprio nariz. Mário Prata disse que sexualmente sabemos tudo. Talvez sim. Mas a mim já ronda o fantasma da menopausa: quando será? Será que vou perder a vontade? E perder o tesão por tudo o mais? Afinal, já gosto de ficar quietinha no meu canto e passo cada vez mais a pensar na chácara dos meus sonhos... isolada no meio do mato (com ar condicionado e internet, claro...)
Tem horas que realmente sinto que estou subindo uma ladeira. Principalmente quando levanto cedo para trabalhar. Ou quando penso em fazer um empréstimo bancário para realizar alguma aventura, como agora... Dizem que a gente pode tudo, basta querer. Lindo! Mas na realidade, não funciona bem assim. Tenha um filho e saberá (a menos que seja um pai ou uma mãe irresponsável, coisa que não me considero).
Ainda estou para descobrir se estou subindo ou descendo uma ladeira. Me coloquei atualmente em um plano. Me dei um tempo. Olho para um lado, um precipício. Olho para o outro, uma ladeira. Vou decidir qual deles vai dominar a paisagem daqui até o fim. Diga lá, Rei!

terça-feira, 30 de novembro de 2010

domingo, 28 de novembro de 2010

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

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Uma surpresa - parte 2

(Leia a primeira parte aqui)
Sem saber o que esperar, balbuciei algumas palavras e ele me abraçou e me deitou na cama. Senti que a mulher se aproximou da cama e me perguntou alguma coisa. Depois começou a mexer nos meus cabelos, acariciou meu rosto e me beijou suavemente na boca, no rosto e no pescoço. Procurei sua boca e ela correspondeu me beijando com tesão. Tentei abraçá-la mas ele não deixou, segurou meus braços atrás da cabeça e deixou que a mulher me fizesse carícias cada vez mais ousadas.
Depois comecei a sentir uma profusão de mãos tocando todo o meu corpo, meu homem começou a me beijar e as mãos me exploravam. Tive sensações diversas, de surpresa, de medo, de excitação... Sem saber direito quem estava me tocando, fui-me deixando levar pela luxúria. As mãos se demoravam em meu corpo, em meu sexo, até que me senti penetrada aos poucos. E não era ele, era o outro homem.
A mulher continuava a tocar meu corpo e notei que alguma coisa estava acontecendo entre ela e meu homem. Estavam se beijando, ao meu lado, e eu também comecei a tocá-los. Me entreguei àquele estranho com fome de sexo, e senti que os dois ao lado faziam a mesma coisa. A sensação dos corpos se tocando durante o sexo era indescritível e eu, sem poder ver nada, sentia um prazer diferente.
O homem me virou de quatro e continuou a me penetrar como um selvagem, então tirou minha venda e pude ver os outros dois quase gozando. Tive um orgasmo intenso, mas o homem queria mais, então pegou sua mulher e continuou a transar com ela na nossa frente. Ele me abraçou e ficamos olhando para os dois, aquela imagem magnetizava nossa atenção.
Quando os dois terminaram, ficamos os quatro deitados, sem dizer nada. "Gostou da surpresa?" - ele cochichou ao meu ouvido. "Adorei!"
Os dois estranhos levantaram-se, vestiram-se e nunca mais os vi. Jamais esquecerei aquela noite, e jamais voltamos a falar sobre o assunto. Mas senti que isso tinha aberto uma porta que nos levaria a um mundo diferente, de sensações desconhecidas e inimagináveis.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

A lógica da freira

Duas Freiras saíram do convento para vender biscoitos. Uma é a Irmã Maria e a outra é a Irmã Léia.
Irmã Maria - Está ficando escuro e nós ainda estamos longe do convento!
Irmã Léia - Você reparou que um homem está nos seguindo há uma meia hora?
Irmã Maria - Sim, o que será que ele quer?
Irmã Léia - É lógico! Ele quer nos estuprar.
Irmã Maria - Oh, não! Se continuarmos neste ritmo ele vai nos alcançar, no máximo em15 minutos. O que vamos fazer?
Irmã Léia - A única coisa Lógica a fazer é andarmos mais rápido!
Irmã Maria - Não está funcionando.
Irmã Léia - Claro que não! Ele fez a única coisa lógica a fazer, ele também começou andar mais rápido.
Irmã Maria - E agora, o que devemos fazer? Ele nos alcançará em 1 minuto!
Irmã Léia - A única coisa lógica que nos resta fazer, é nos separar! Você vai para aquele lado e eu vou pelo outro. Ele não poderá seguir-nos as duas, ao mesmo tempo.
Então, o homem decidiu seguir a Irmã Léia.
A Irmã Maria chegou ao convento, preocupada com o que poderia ter acontecido à Irmã Léia.
Passado um bom tempo, eis que chega a Irmã Léia.
Irmã Maria - Irmã Léia !!! Graças a Deus você chegou! Me conte o que aconteceu!!!
Irmã Léia - Aconteceu o lógico. O homem não podia seguir-nos as duas, então ele optou por me seguir.
Irmã Maria - Então, o que aconteceu?
Irmã Léia - O lógico, eu comecei a correr o mais rápido que podia e ele correu o mais rápido que ele podia, também...
Irmã Maria - E então?...
Irmã Léia - Novamente aconteceu o lógico: ele me alcançou.
Irmã Maria - Oh, meu Deus! O que você fez?
Irmã Léia - Eu fiz o lógico: levantei meu hábito.
Irmã Maria - Oh, Irmã Léia!!!! E o que o homem fez ?
Irmã Léia - Ele, também, fez o lógico: abaixou as calças.
Irmã Maria - Oh, não!!!!! O que aconteceu depois?
Irmã Léia - Não é óbvio, Irmã Maria? Uma freira com o hábito levantado consegue correr muito mais rápido do que um homem com as calças abaixadas!
(No que você estava pensando, mente poluída? rsrsr...)

Incompatibilidade sexual


"Boa noite, Mulher de 40.
Teu blog é uma delicia... descobri por acaso visitando outros blogs e te encontrei. Amei você e sua alma 'aberta' logo de cara. Parabéns pelo espaço,viu?
Minha história é um tanto complicada. Tenho 31 anos e sou casada com um homem de 49. Começamos a namorar quando eu tinha 20. No início, você sabe, né? Uma loucura... Mas depois de 6 anos de casados muitas coisas mudaram na minha cabeça. Principalmente relacionadas ao sexo. Temos uma vida sexual ativa, gostosa, e até certo tempo me achava a mais feliz das mulheres. No entanto, as coisas mudam... Situações que antes me faziam perder o 'chão', agora me deixam entediada.
Há mais ou menos 4 anos me descobri bi. Na verdade, acho que sempre fui, mas devido à criação rigorosa e cheia de proibições, sempre fiquei na minha. Depois disso, nossa vida sexual deu uma guinada, melhorou muito, mas eu quero mais e mais... e ele não quer esse mais. Diz que eu basto para ele. Já tentei propor outros homens, casais... Eu quero e preciso viver isso. Às vezes até sonho com cenas assim, porém ele diz que se eu quero viver isso tudo, tenho de me separar, porque não admite outro homem me possuindo.
Ele é um cara bacana, divertido,companheiro, fiel e me trata como princesa, mas eu não estou feliz. Muitas vezes até me sinto culpada por isso, mas não acho justo viver uma relação onde estarei sempre incompleta. Eu adoraria que ele fosse meu cúmplice nas aventuras, mas a única coisa que ele permite é o ménage feminino, e mesmo assim ele diz que tem de estar presente, caso contrário, seria uma traição. Sem contar que ele sente ciúmes de tudo e de todos. Muitas vezes me sufoca.
Há mais ou menos 3 meses criei um blog erótico e passei a entrar em salas de bate papo... Comecei a conhecer homens atraentes que me deixam 'babando'. Recentemente comecei a pensar em divórcio. Estou cansada dessa amorzinho 'morno', desse sexo apenas com ele. Quero mais, muito mais, quero outros homens, mulheres... Mas percebo que estando com ele isso é impossível , pois já conversamos inúmeras vezes e ele sempre acaba aborrecido. E não quero traí-lo. Não gosto de viver às escondidas. O que devo fazer?"
Resposta da Mulher de 40
O clássico problema do tédio no casamento. Depois de alguns anos, a relação cai na mesmice e um dos lados se rebela. Como você casou nova, talvez não tenha tido a oportunidade de experimentar mais no sexo. E agora, com os hormônios aflorados, deseja ter outras experiências, o que seu marido não admite.
É perfeitamente normal que você tenha curiosidade de experimentar. E também é normal que seu marido não queira, afinal cada pessoa tem seu ponto de vista. Mas você vai ter que decidir se vive tudo isso sem ele ou se tenta convencê-lo a participar.
Talvez uma boa maneira de iniciar isso seja convidá-lo para ir a uma casa de swing apenas para olhar. Existem muitos casais que fazem isso, são chamados de "casais tacinha". Busque informações e relatos pela internet, leia junto com ele e aos poucos vá tentando mudar sua opinião. Se ele aceita ménage feminino, faça isso. Tire fotos de vocês transando, ou até filmem, para olharem depois e juntos se desfazerem de certos pudores.
O importante é que ele não se sinta pressionado. Aos poucos as informações são absorvidas e novos limites podem ser traçados. Mas se nada disso trouxer resultados, então chega o momento de você se perguntar se realmente quer continuar ao seu lado e se contentar com o que sempre teve.
Também fica uma reflexão... você está se redescobrindo sexualmente ou se deixando levar pela enorme quantidade de estímulos eróticos a que temos acesso no mundo virtual? Pense muito antes de tomar uma decisão, pois a internet pode te trazer muitas alegrias mas também muitas desilusões.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Amo meu namorado, mas não sou completamente fiel

"Em outubro de 2008, terminei um namoro de um ano. Fiquei mal, chorei, bebi horrores e fiz muita besteira. Em novembro, depois de um porre, conheci um cara. Nos falamos por MSN durante uns meses, nos vimos mais uma vez e, em junho, confessei que estava apaixonada por ele. Foi terrível! Ele dizia que não me via como mulher e que só éramos amigos. Me senti horrível, sofri muito. Quando voltamos a nos falar, ele me tratava diferente, todo fofo e carinhoso como se fôssemos namorados. Não entendi nada.
Fiquei com outras pessoas e, em dezembro de 2009 comecei a namorar outro, mas não contei para ele. Em janeiro, ele quis ficar comigo e transamos. Rolou ‘eu te amo’ e tudo o mais, mas só. Terminei meu namoro para ficar com ele e começamos a namorar. Duas semanas se passaram e ele não tinha tempo para me ver, nos falávamos pouco e ele estava sempre estudando para o vestibular.
No trabalho, conheci um rapaz. Tivemos um papo maravilhoso, conversamos o dia todo. Ele tinha namorada e eu também, mas algo ficou no ar. No dia seguinte, ele me beijou. Dois dias depois terminei meu namoro, sem contar que já estava com outra pessoa. Ele terminou o namoro dele uma semana depois. Começamos a namorar sério, mas continuei falando normalmente com o meu ex.
O problema é que sou burra e fiquei com ele duas vezes depois que já estava namorando meu atual. Ele ainda não sabe que eu estou namorando e meu namorado quer que eu conte, para que ele desista de mim de uma vez por todas. Ele ainda me chama para ir à sua casa, solta umas piadas... mas nunca mais falamos de amor ou volta. Amo meu namorado, mas não sou completamente fiel.
E nem quero contar para o meu ex que estou com outro. Não sei se é pela possibilidade (oi?) de voltarmos um dia ou simplesmente medo de perder a amizade dele, que é importante pra mim, já que ele sempre me fez companhia (exceto no namoro) e está sempre ao meu lado. Sei que fui idiota aceitando a volubilidade dele e que deveria seguir meu namoro, que é maravilhoso, mas estou confusa."
Resposta da Mulher de 40
Me parece que você tem dificuldade em trocar o certo pelo duvidoso, ou seja, quer manter seu namorado mas não quer perder o outro também. Já passei por situação parecida. Quanto mais a gente demora em decidir, mais coisas vai perdendo, pode ter certeza.
O melhor conselho seria você ficar sozinha, mas sei como isso é difícil. Depois de estar sozinha um tempo, quem sabe convivendo com os dois, mas sem compromisso, talvez você pudesse chegar a uma conclusão.
Às vezes não é nenhum dos dois... pode um dia aparecer outra pessoa. A gente sempre tem tempo de se reinventar.

domingo, 21 de novembro de 2010

Do sofrimento e da rebeldia

Ia começar esse post falando de minha atual fase, calma e paciente - ou quase, rsrs. Mas fiquei lembrando do furacão que foi minha vida nos últimos 24 meses e me indaguei: o que será que faz com que a gente dê uma sacudida tão forte na vida de vez em quando? E muitas vezes sem resultar em nada?
É como uma roupa velha que está guardada há muito tempo no armário, e, quando a encontramos, lembramos de tempos passados. Aí ficamos sem saber se, por não ser usada, a roupa deve ser doada, ou se, por guardar lembranças, ela deve ficar ali, enchendo os armários de coisas inúteis. Ou experimentá-la, para ver se ainda serve...
Às vezes fico observando pessoas ao meu redor, e gosto muito de falar bobagens. Sinto olhares de reprovação e penso se essa pessoa não estaria sentindo o que falo e não tem coragem de dar voz aos sentimentos. Como são pouco sinceras as pessoas! Parece que virou moda ser feliz, mesmo que só nas aparências. A maldita onda de livros de auto-ajuda... Prefiro ser sincera. Assumir as próprias mazelas é o primeiro passo para nos livrarmos delas.
Isso é particularmente bizarro em cidades pequenas, como a em que moro. A vida de todos é conhecida e, mesmo assim, insistem em manter as aparências. Olham com cara de nojo para a sua tatuagem mas não enxergam o próprio nariz. Jogam areia se você tenta fazer alguma coisa realmente legal, porque não querem sair do comodismo de não fazer nada, e não querem ser ofuscados.
Voltando ao início... sacudi, sim, a minha vida. De uma forma que mudou a minha perspectiva para o futuro. É bom isso, mesmo que doa e faça doer. A vida mostra seu verdadeiro gosto - do contrário, imagine-se comendo um doce embrulhado em plástico, sem sentir o sabor. A vida pode ser amarga também, mas é inevitável e ficar "dourando a pílula" não vai adiantar nada. Curtir a dor faz parte, e chorar bastante, e assim aliviar a dor e a auto-piedade que nos acomete.
Talvez porque ande calma, ando sem muita inspiração para escrever. Mas estarei sempre tentando, e, se puderem me enviar sugestões, agradecerei! Por enquanto, a minha rebeldia vai aparecer em arte corporal: tatuagens, piercings, tinta no cabelo... o que mais? (Quanto mais me olham de cara feia, mais eu quero chocar rsrsrs....)

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