sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Quem são os leitores do blog?

A enquete realizada obteve 1120 votos e um resultado diferente da primeira realizada.
Mulheres = 71,3 %
  • até 25 anos - 255 (22%)
  • 26 a 35 anos - 154 (13%)
  • 36 a 45 anos - 326 (29%)
  • 46 anos ou mais - 64 (5%)
Homens = 28,7 %
  • até 25 anos - 76 (6%)
  • 26 a 35 anos - 77 (6%)
  • 36 a 45 anos - 80 (7%)
  • 46 anos ou mais - 88 (7%)

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

As loucas

Estou lendo mais um livro de Marion Zimmer Bradley, "O Incêndio de Troia". Adoro suas histórias fascinantes, que se passam em eras remotas. Ela conta histórias famosas pelo ponto de vista das mulheres que as viveram. Assim, em "As Brumas de Avalon", ela conta a vida do Rei Arthur sob um ponto de vista totalmente diferente - o da sacerdotisa Morgana.
Em "O Incêndio de Troia", ela fala do matriarcado. Um tempo em que as mulheres de algumas tribos ainda viviam sob suas próprias leis, livres e sem a presença masculina. Apenas procuravam os homens quando chegava a época da procriação. Kassandra, a protagonista, sofre desde criança com seu poder de prever o futuro. Ninguém quer ouvir suas profecias.
"Sempre o meu destino; falar a verdade
e apenas ser considerada louca." (p. 13)
No decorrer da leitura, me deparo com o eterno dilema feminino de ser independente ou não, e por quê. Algumas mulheres do livro insistem em ser livres, são caçadoras e não aceitam que um homem determine suas vidas ou seus reinos. Outras buscam o amparo e a proteção do homem, por meio de casamentos, muitas vezes arranjados. Leiam um diálogo entre duas mulheres do livro, cada uma defendendo seu modo de vida:
" - Por que se perturba tanto com o fato de algumas das suas mulheres terem preferido viver como todas as mulheres nas cidades? Vocês poderiam viver muito bem com maridos para (...) tomar conta de seus cavalos, (...) não precisariam passar todo o tempo lutando para se defender. Muitas e muitas mulheres vivem assim e não acham nada de errado nisso. Está querendo me dizer que todas estão erradas?" (p. 277)
" - Não gosto de viver entre paredes... e por que deveríamos fiar, tecer e cozinhar? Se os homens usam roupas, por que não deveriam fazê-las? E os homens também comem; por que as mulheres devem preparar toda a comida? (...) Então por que as mulheres devem viver como escravas dos homens? (...) As mulheres fazem essas coisas como se fosse uma troca por partilhar suas camas e gerar seus filhos." (p. 278)
Claro, é uma discussão bem radical sobre depender ou não de homens, e hoje se daria em termos diferentes. Buscamos um meio termo entre as duas coisas; o que as mulheres querem, em geral, é ter um companheiro para repartir os bons e maus momentos, repartir as despesas e também as atividades domésticas, compartilhar a criação dos filhos e os programas de sábado à noite. (Será? rsrsrs...)
Voltando à frase inicial de Kassandra, muitas mulheres
ainda são consideradas loucas. Mas por pensarem
e quererem diferentemente das outras.
Desde que comecei a descrever aqui no blog minhas dúvidas e questões sobre relacionamentos, casamento, rebeldia, busca da felicidade, tenho recebido mensagens de muitas mulheres passando por situações parecidas e com questionamentos parecidos. Muitas, como eu, passam pelo inferno dos tratamentos para depressão, transtorno bipolar e outros rótulos diversos, talvez tão difundidos em parte pela pressão social de ser igual à maioria.
Como nos sentimos diferentes desde cedo, acabamos vivendo em um pêndulo de emoções. Ora buscamos tratamento para sermos "normais", ora vivemos intensamente nossas "loucuras" e o que elas nos levam a fazer. Como encontrar um meio termo? Como encontrar as decisões certas em cada crise da vida? Até que ponto decidir sozinha e até que ponto deixar que alguém simplesmente "cuide" de nós?
Eu confesso que às vezes tenho vontade de me enfiar debaixo das cobertas e só acordar quando tudo tiver sido decidido por outras pessoas. Às vezes também me sinto como um cavalo livre para correr e podendo tudo o que eu desejar. São as coisas da vida. São os pensamentos... de uma louca?
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sábado, 20 de agosto de 2011

Onde estão os pais?

Tenho convivido com adolescentes na faixa dos 15 - 18 anos em ocasiões sociais. Há 10 anos trabalho com eles e adoro o contato com essa faixa etária. Mas tem-me surpreendido o seu comportamento em sociedade.
Como disse alguém esses dias, parece que hoje em dia a moda é ser bagaceira. Marginal, mesmo. Começando pelo gosto musical, que nem se pode classificar de tão heterogêneo e lixo que é. Músicas que falam de baixaria, mesmo. Artistas que nem deveriam receber esse título. Ritmos que embalam amassos sem fim em frente a crianças e idosos que vão às festas comemorar os 15 anos de netas e primos.
Hoje, é careta ser educado.
Eles não têm o menor respeito a ninguém nem a nada. Estou generalizando, claro. Isso sempre existiu. Mas quando eu era jovem, era a exceção. Hoje infelizmente virou a regra. Adolescentes com vestidos micro - parecem ter esquecido a metade em casa. Meninas rebolando como em bailes funk. Meninos quebrando copos, vasos e até a louça sanitária dos banheiros.
Eles bebem e fumam. Concorrem para ver quem é o mais mal vestido. Camisa para fora das calças, tênis, gravata, parecendo um arremedo de - argh! - Restart. Cabelos invariavelmente desalinhados de propósito. Me desculpem, pode ser a moda, mas tem lugares e lugares para se exibir um visual tão lixo. Festa de 15 anos? Deveria ser renomeada. Festa da iniciação à putaria e à delinquência.
Nas redes sociais, postam desde cedo fotos em atitude sensual. Os meninos, sem desgrudar do copo. Até fotos com armas já vi postarem. Se eu começar a falar da linguagem e do péssimo português, então... E vejo isso tudo em várias classes sociais, desde os mais pobres, estudantes de escolas públicas, até filhinhos de papai que estudam em colégios caros. O que muda é o preço das roupas.
Não sei para onde vão. Na época em que eu era jovem, também gostava dos rapazes mais velhos de 18 anos e tal. Mas eles já estavam fazendo faculdade. Os de hoje estão patinando em um Ensino Médio que não ensina nada, dentro de um sistema educacional que confunde ensino com educação, já que em casa não se usa mais educar.
Quem vai cuidar deles?
Onde estão os pais dessas crianças? Por que os colocaram no mundo? Para chegar no final de semana e simplesmente deixá-los saírem por uma porta e só regressarem bêbados e desalinhados? Algumas mães dão pílulas anticoncepcionais às filhas. Desistiram de qualquer tipo de diálogo e controle e nem pensam em sexo seguro. Porque nem falam sobre assunto nenhum com os filhos.
A gente também bebia. Também tomava porre. Também "ficava". Mas tinha lugar para tudo. E hora. Respeitávamos a família, os pais. A "primeira vez" era uma instituição. Cigarro e bebida, meras transgressões ocasionais que não tinham sequência nas segundas-feiras. Hoje eles entram como cigarro aceso na escola, se deixarmos.
Sei que estou sendo bem alarmista com esse post. Existem lindas exceções a isso tudo. Mas, infelizmente, hoje é exceção uma criança ser criança, um jovem ser estudioso, ambos respeitarem a família, e a família proporcionar um ambiente sadio ao seu crescimento.
Se não sabemos aonde estão os pais, não saberemos tampouco para onde vai essa juventude. Sou mãe e me preocupo. Sou mãe e cuido. Sou mãe e educo. Sou mãe e me importo. E você? Sabe onde está seu filho agora, com quem e como? Por quê deixamos chegar a esse ponto?

domingo, 14 de agosto de 2011

Antes do computador...

Nossos Velhos

"Pais heróis e mães heroínas do lar. Passamos boa parte da nossa existência cultivando estes estereótipos. Até que um dia o pai herói começa a passar o tempo todo sentado, resmunga baixinho e puxa uns assuntos sem pé nem cabeça. A heroína do lar começa a ter dificuldade de concluir as frases e dá de implicar com a empregada.
O que papai e mamãe fizeram para caducar de uma hora para outra? Envelheceram.... Nossos pais envelhecem. Ninguém havia nos preparado pra isso. Um belo dia eles perdem o garbo, ficam mais vulneráveis e adquirem umas manias bobas.
Estão cansados de cuidar dos outros e de servir de exemplo: agora chegou a vez deles serem cuidados e mimados por nós, nem que pra isso recorram a uma chantagenzinha emocional. Têm muita quilometragem rodada e sabem tudo, e o que não sabem eles inventam. Não fazem mais planos a longo prazo, agora dedicam-se a pequenas aventuras, como comer escondido tudo o que o médico proibiu.
Estão com manchas na pele. Ficam tristes de repente. Mas não estão caducos: caducos ficam os filhos, que relutam em aceitar o ciclo da vida. É complicado aceitar que nossos heróis e heroínas já não estão no controle da situação. Estão frágeis e um pouco esquecidos, têm este direito, mas seguimos exigindo deles a energia de uma usina. Não admitimos suas fraquezas, seu desânimo.
Ficamos irritados e alguns chegam a gritar se eles se atrapalham com o celular ou outro equipamento e ainda não temos paciência para ouvir pela milésima vez a mesma história que contam como se acabassem de tê-la vivido. Em vez de aceitarmos com serenidade o fato de que as pessoas adotam um ritmo mais lento com o passar dos anos, simplesmente ficamos irritados por eles terem traído nossa confiança, a confiança de que seriam indestrutíveis como os super-heróis.
Provocamos discussões inúteis e os enervamos com nossa insistência para que tudo siga como sempre foi. Essa nossa intolerância só pode ser medo. Medo de perdê-los, e medo de perdermos a nós mesmos, medo de também deixarmos de ser lúcidos e joviais. E nós ficamos irritados quando eles esquecem de tomar seus remédios, e ao brigar com eles, os deixamos chorando, tal qual crianças que fomos um dia.
É uma enrascada essa tal de passagem do tempo. Nos ensinam a tirar proveito de cada etapa da vida, mas é difícil aceitar as etapas dos outros... Ainda mais quando os outros são nossos alicerces, aqueles para quem sempre podíamos voltar e sabíamos que estariam com seus braços abertos, e que agora estão dando sinais de que um dia irão partir sem nós.
Façamos por eles hoje o melhor, o máximo que pudermos, para que amanhã, quando eles já não estiverem mais aqui conosco... ... possamos lembrar deles com carinho, de seus sorrisos de alegria e não das lágrimas de tristeza que eles tenham derramado por nossa causa.
Afinal, nossos heróis de ontem... serão nossos heróis eternamente..."
(Marie von Ebner-Eschenbach) (também atribuído a Martha Medeiros. Quem souber ao certo a autoria, me mande o link...)

sábado, 13 de agosto de 2011

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Hot Friday 8

Hoje não é dia de pensar muito... então vamos exercitar o sentido da visão... e outros também, isso fica para a criatividade de cada um... beijos e bom fim de semana!



terça-feira, 9 de agosto de 2011

Eu digo sim!

Já falei muito aqui no blog sobre casamento. Sempre para detonar. Afinal, a vida toda tive problemas com relacionamentos. Algumas leitoras vêm aqui defender o relacionamento a dois. Ótimo. Agora passo a entendê-las.
Depois de praticamente 2 separações, uma definitiva e outra que não passou de uma ameaça, desfeito um casamento e outro empurrado com a barriga durante algum tempo, aconteceram coisas que me fizeram pensar diferente.
A distância foi uma delas. Quando estamos vivendo uma rotina há praticamente dez anos, e deixamos ela levar nossa vida para a frente, ao invés de conduzirmos a vida como capitãs, tudo vai sendo encoberto por um véu de desapontamentos e reclamações mesquinhas.
Vamos deixando de ver o outro com suas qualidades e passamos a ver apenas os defeitos, as coisas que nos incomodam, nele e nas coisas que faz; o que diz, os amigos que têm e por aí afora. Como me falou uma amiga... "Até o jeito como ele pega os talheres me irrita!"
E o tempo vai passando, o trabalho e a rotina nos cobrem de poeira, até que um dia a gente tenta sair dali de qualquer forma. No meu caso, foi tendo um caso. Achei que com isso iria revolucionar minha vida.
Serviu para muita coisa. Sacudiu minhas estruturas, me fez mudar e ver que a rotina é culpa minha em primeiro lugar. Mas o tempo passou e levou o que aconteceu para o passado. Tirado o véu da rotina, pude ver certas coisas de forma diferente.
Depois de tirar um tempo para mim mesma e mudar de cidade, lutando contra minha própria acomodação em todos os sentidos - profissional, familiar, amoroso, maternal, social - senti que poderia fazer muito. Mas não queria mais fazer tudo isso sozinha.
A distância me mostrou o valor das pequenas coisas, que de perto eu não via. Senti que poderia ter uma rotina, sim, e ser feliz apesar dela. Porque tudo vira rotina. Mas ser amada pode, sim, ser uma deliciosa rotina. Dividir as coisas boas e os problemas é uma bênção. Chegar ao fim do dia e contar com a simples presença do outro é maravilhoso.
Ter uma pessoa para ajudar em tudo, com quem podemos contar nas horas ruins, que nos dá o apoio para seguir em frente, não é mais para mim confissão de fraqueza ou dependência. Hoje entendo que sempre fui forçada a ser independente, e tomei isso como lei, transformando em regra de vida.
Mas ser independente não significa apenas ser só. Ser independente também pode significar ser individual - mas ser um indivíduo com outro na sua vida. Ter seus momentos de solidão, mas deles voltar e ter alguém para nos receber, com todos nossos defeitos, loucuras e carências. Uma pessoa para nos entender e ser entendida. Para viver ao nosso lado, e não na nossa frente, para tropeçarmos a toda hora, ou atrás, para carregarmos como um peso.
Por tudo isso, e por outras coisas que estou descobrindo (entre elas que família é algo muito valioso, mesmo que seja bem pequena)... agora eu digo "Sim!" ao casamento... e ao amor!

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Eu, me comportar?

Desde pequena, vi o TARZAN andar pelado.
CINDERELA chegava meia noite.
PINOCCHIO mentia.
ALADIN era ladrão.
BATMAN dirigia a 320km/h.
BRANCA DE NEVE morava com 7 homens.
POPEYE fumava e era todo tatuado.
E o PACMAN corria numa sala escura com música eletrônica comendo pílulas que o deixavam acelerado.
TARDE DEMAIS!
A culpa é da INFÂNCIA!
Uma boa semana!

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