
"Olá, Mulher de 40,
Sou assíduo leitor de seu blog, por tratar de assuntos que muito contribuem para um relacionamento a dois. A situação inusitada descrita abaixo é verídica e, caso julgue que se encaixe no perfil para uma publicação em seu blog, peço que o faça. Abraços e parabéns pelas matérias sempre interessantes...
Por estar um tanto anestesiado, gostaria muito de saber o que os leitores pensam.
Minha esposa é muito sociável (estamos casados há 23 anos) e tem uma vasta legião de amigos no Facebook. Somos relativamente liberais, passeamos muito e até curtimos idas esporádicas a casas de swing para curtir o ambiente erótico (não, não praticarmos swing ou ménage). Em todo esse tempo de relação, nunca a traí e penso que ela também não, exceto pelo episódio abaixo.
Por brincadeira (talvez curiosidade mórbida) criei um perfil de um quarentão grisalho e enviei um convite para ela. Aceitou de imediato mesmo sem conhecê-lo.
Um pouco enciumado, resolvi fertar com ela e, apesar da resistência inicial, passou a entrar no jogo. A partir desse ponto, perdi o controle e passei a querer saber até onde iria e usei de todas as minhas armas (e conhecimento sobre seus gostos) para tentar conquistá-la.
Resumindo, ela entrou de cabeça e, mesmo dizendo ao seu amante virtual o quanto me amava e me prezava, terminou por chegar ao ponto de marcar um encontro, incluindo a possibilidade de uma tarde em um motel.
Obviamente, quem apareceu no encontro fui eu, e, depois de muita conversa e quase uma separação, acabamos por decidir em tentar superar isso, apesar de tudo. Ela diz que usei armas de conquista pesadas (por muito conhecer seus gostos) e fui o causador dessa situação, e eu digo que mesmo sendo assediada por um homem "perfeito", ela jamais poderia ter sucumbido e deveria ter respeitado os limites que não devem jamais serem ultrapassados em uma relação a dois.
Como as leitoras e leitores vêem uma situação como essa?"
Resposta da Mulher de 40
Bem, a única maneira de responder me pareceu ser me colocando no lugar dele. Se eu fizesse o que ele fez, como seria descobrir que meu companheiro estava me traindo... comigo mesma? Por um lado seria interessante saber que ainda poderia conquistá-lo de novo, mas por outro lado... será que era só comigo? No que falhamos para chegar a isso? São dúvidas que geram mais dúvidas ainda. Com a palavra, os leitores.








