segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Veraneio no Rio Grande do Sul


Para conhecimento nacional e reconhecimento regional:

Estamos no verão, e com ele vem o veraneio, como chamamos aqui no Sul. Não sei se vocês, de outros Estados, sabem, mas temos o mais fantástico litoral do País: de Torres ao Chuí, uma linha reta, sem enseadas, baías, morros, reentrâncias ou recortes. Nada! Apenas uma linha reta, areia de um lado, o mar do outro. Torres, aliás, é um equívoco geográfico, contrário às nossas raízes farroupilhas e devia estar em Santa Catarina.

Característica nossa, não gostamos de intermediários. Nosso veraneio consiste em pisar na areia, entrar no mar, sair do mar e pisar na areia. Nada de vistas deslumbrantes, vegetações verdejantes, montanhas e falésias, prainhas paradisíacas e outras frescuras cultivadas aí para cima.

O mar gaúcho não é verde, não é azul, não é turquesa. É marrom! Cor de barro iodado, é excelente para a saúde e para a pele! E nossas ondas são constantes, nem pequenas nem gigantes, não servem para pegar jacaré ou furar onda. O solo do nosso mar é escorregadio, irregular, rico em buracos. Quem entra nele tem que se garantir.

Não vou falar em inconvenientes como as estradas engarrafadas, balneários hiper-lotados, supermercados abarrotados, falta de produtos, buzinaços de manhã de tarde e de noite, areia fervendo, crianças berrando, ruas esburacadas, tempestades e pele ardendo, porque protetor solar é coisa de fresco e em praia de gaúcho não tem sombra. Nem nos dias de chuva, quase sempre nos fins-de-semana, provocando o alegre, intermitente, reincidente e recorrente coaxar dos sapos e assustadoras revoadas de mariposas.

Dois ventos predominam, em nosso veraneio: o nordeste – também chamado de nordestão – e o sul, cuja origem é a Antártida. O nordestão é vento com grife e estilo.... estilo vendaval.

Chega levantando areia fina que bate em nosso corpo como milhões de mosquitos a nos pinicar. Quem entra no mar, ao sair rapidamente se transforma no – como chamamos com bom-humor – veranista à milanesa. A propósito, provoca um fenômeno único no universo, fazendo com que o oceano se coloque em posição diagonal à areia: você entra na água bem aqui e quando sai, está a quase um quilômetro para sul. Essa distância é variável, relativa ao tempo que você permanecer dentro da água.

Outra coisa: nosso mar é pra macho! Água gelada, vai congelando seus pés e termina nos cabelos. Se você prefere sofrer tudo de uma vez, mergulhe e erga-se, sabendo que nos próximos quinze minutos sua respiração voltará ao normal: é o tempo que leva para recuperar-se do choque térmico.

Noventa por cento do nosso veraneio é agraciado pelo nordestão que, entre outras coisas, promove uma atividade esportiva praiana, inusitada e exclusiva do Sul: Caça ao guardassol. Guardassol, você sabe, é o antigo guarda-sol, espécie de guarda-chuva de lona, colorida de amarelo, verde, vermelho, cores de verão, enfim, cujo cabo tem uma ponta que você enterra na areia e depois senta embaixo, em pequenas cadeiras de alumínio que não agüentam seu peso e se enterram na areia.

Chega o nordestão e... lá se vai o guardassol, voando alegremente pela orla e você correndo atrás. Ganha quem consegue pegá-lo antes de ele se cravar na perna de alguém ou desmanchar o castelo de areia que, há três horas, você está construindo com seu filho de cinco anos.

O vento sul, por sua vez, é menos espalhafatoso. Se você for para a praia de sobretudo, cachecol e meias de lã, mal perceberá que ele está soprando. É o vento ideal para se comprar milho verde e deixar a água fervente escorrer em suas mãos, para aquecê-las.

Raramente, mas acontece, somos brindados com o vento leste, aquele que vem diretamente do mar para a terra. Aqui no Sul, chamamos o vento leste de ‘vento cultural’, porque quando ele sopra, apreendemos cientificamente como se sentem os camarões cozinhados ao bafo.

E, em todos os veraneios, acontece aquele dia perfeito: nenhum vento, mar tranquilo e transparente, o comentário geral é: “foi um dia de Santa Catarina, de Maceió, de Salvador” e outras bichices. Esse dia perfeito quase sempre acontece no meio da semana, quando quase ninguém está lá para aproveitar. Mas fala-se dele pelo resto do veraneio, pelo resto do ano, até o próximo verão.

Morram de inveja, esta é outra das coisas de gaúcho!

Atenta a essas questões, nossa indústria da construção civil, conhecida mundialmente por suas soluções criativas e inéditas, inventou um sistema maravilhoso que nos permite veranear no litoral a uma distância não inferior a quinhentos metros da areia e, na maioria dos casos, jamais ver o mar: os famosos condomínios fechados.

A coisa funciona assim: a construtora adquire uma imensa área de terra (areia), em geral a preço barato porque fica longe do mar, cerca tudo com um muro e, mal começa a primavera, gasta milhares de reais em anúncios na mídia, comunicando que, finalmente agora você tem ao seu dispor o melhor estilo de veranear na praia: longe dela. Oferece terrenos de ponta a ponta, quanto mais longe da praia, mais caro é o terreno. Você vai lá e compra um.

Enquanto isso a construtora urbaniza o lugar: faz ruas, obras de saneamento, hidráulica, elétrica, salão de festas comunitário, piscina comunitária com águas térmicas, jardins e até lagos e lagoas artificiais onde coloca peixes para você pescar. Sem falar no ginásio de esportes, quadras de tênis, futebol, futebol-sete, se o lago for grande, uma lancha e um professor para você esquiar na água e todos os demais confortos de um condomínio fechado de Porto Alegre, além de um sistema de segurança quase, repito, quase invulnerável.

Feliz proprietário de um terreno, você agora tem que construir sua casa, obedecendo é claro ao plano-diretor do condomínio que abrange desde a altura do imóvel até o seu estilo.

O que fazemos nós, gaúchos, diante dessa fabulosa novidade? Aderimos, é claro.

Construímos as nossas casas que, de modo algum, podem ser inferiores às dos vizinhos, colocamos piscinas térmicas nos nossos terrenos para não precisar usar a comunitária, mobiliamos e equipamos a casa com o que tem de melhor, sobretudo na questão da tecnologia: internet, TV a cabo, plasma ou LCD, linhas telefônicas, enfim, veraneamos no litoral como se não tivéssemos saído da nossa casa na cidade.

Nossos veraneios costumam começar aí pela metade de janeiro e terminar aí pela metade de fevereiro, depende de quando cai o Carnaval. Somos um povo trabalhador, não costumamos ficar parados nas nossas praias.

Vamos para lá nas sextas-feiras de tarde e voltamos de lá nos domingos à noite. Quase todos na mesma hora, ida e volta.

É assim que, na sexta-feira, pelas quatro ou cinco da tarde, entramos no engarrafamento. Chegamos ao nosso condomínio lá pelas nove ou dez da noite. Usufruímos nosso novo estilo de veranear no sábado – manhã, tarde e noite – e no domingo, quando fechamos a casa.

Adoramos o trabalhão que dá para abrir, arrumar e prover a casa na sexta de noite, e o mesmo trabalhão que dá no domingo de noite.

E nem vou contar quando, ao chegarmos, a geladeira estragou, o sistema elétrico pifou ou a empregada contratada para o fim-de-semana não veio.

Temos, aqui no Sul, uma expressão regional que vou revelar ao resto do mundo:
                             
- Graças a Deus que terminou esta bosta de veraneio!

Paulo Wainberg

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Você precisa de alguém - você mesma!

"Olá,

Escrevi para você há um tempo atrás e meu email gerou o post "Você precisa de alguém... será?". Como o tempo nos ajuda, né? Te confesso que, na época, odiei as respostas, porque logicamente não era o que eu esperava ouvir. Acho que eu queria que me iludissem mais me dando um manual de como me casar com o tal cara! Que loucura, né?! As fases que a gente passa na vida.... Hoje a última coisa que quero é me casar... Bom, mas quero te deixar a par de tudo que me aconteceu depois.

Primeiro, como a verdade dói, eu fiquei com raiva e não abri mais o seu blog! Depois meu espírito começou a querer se curar e as coisas começaram a mudar. Eu realmente queria sair daquela vida de desgostos e tinha que dar um jeito de dar uma reviravolta. Na época eu estava sem trabalhar, só estudava, mas minhas notas na faculdade estavam horríveis; então um dia acordei, coloquei os dois pés no chão e decidi que tudo iria melhorar, e que só dependia de mim. Fui ao salão de beleza e dei uma repaginada total no meu visual, mudei completamente. Isso deu um up na minha auto estima incrível. Depois tratei de largar a faculdade e voltar para um curso que eu tinha largado pela metade.

Mas ainda faltava o pior de tudo, o tal namoro. Sabe, sou canceriana, então tenho uma dificuldade imensa em ser egoísta. Penso demais nos sentimentos dos outros a ponto de sofrer para não magoar. Mas, como estava tudo insustentável, eu tinha que dar um jeito. Com muito custo consegui terminar, porque ele não aceitava de jeito nenhum, mas me livrei. Me senti de alma lavada. Sabe quando parece que uma pessoa te pesa? Eu me sentia assim.

No mesmo dia que terminei, arrumei um emprego, e retomei o contato com minhas amigas. Aí minha vida virou uma festa, saía, me divertia horrores, cuidava de mim. A felicidade me sorria. Meu mundo abriu as portas e janelas que estavam fechadas. Recebia emails do ex mas não me importava mais.

Numa dessas diversões, aparece o tal ex-colega de trabalho que me causou aquele enigma todo. Eu olhei bem pra ele e pensei logo no post, a única frase que me veio à cabeça foi "como eu fui idiota". Nem preciso te contar que ele quis ficar comigo, né. Mas eu já estava em outro nível...

Bom, resumindo tudo isso, hoje eu sei o quanto fui infantil e bobona(não achei outro adjetivo que se encaixasse tão perfeitamente). Como algumas pessoas comentaram, eu estava com a síndrome de Cinderela (como eu fiquei brava com isso na época), mas na verdade o que me faltava era mesmo uma boa dose de amor próprio e confiança. Sempre colocava a minha felicidade na mão de outra pessoa, sendo que ela depende só de mim.

Auto estima elevada é a cura pra 80% dos problemas em um relacionamento. Afirmo isso com plena certeza. Porque se a gente tá mal, tudo ao nosso redor também estará. Hoje eu sou uma outra mulher, muito feliz, realizada em vários sentidos, leve e fico mais feliz ainda por ver que, com o passar do tempo, a gente vai ficando cada vez mais inteligente.

Tenho um amigo que fala que eu tenho a cabeça completamente masculina. Eu sempre rio demais quando ele fala e respondo "Você tinha que ter me conhecido há um tempo atrás". Um dia ainda mostro o post pra ele. Mas a verdade é que hoje sou completamente racional, o que não tem nada a ver com frieza, mas eu não conseguia enxergar isso antes. Hoje consigo separar as coisas, os momentos e os sentimentos. Atualmente estou namorando um rapaz lindo de viver e que me admira demais por esse meu jeito de ser: tranquila e confiante. É ele quem me liga várias vezes por dia, manda mensagens lindas e espalha aos quatro cantos as minhas qualidades. O que é a maturidade, né?! Os benefícios dela são inexplicáveis.

Agradeço muito a sua atenção com meu dilema na época e queria lhe participar toda a melhora. Pode ter certeza de que todas as verdades que li naquele dia me irritaram, mas também me ajudaram a enxergar a realidade.

Tudo de bom para você!"

Resposta da Mulher de 40

Não imagina como me faz feliz saber de tudo isso que te aconteceu... E pensar que eu pude ajudar um pouquinho... Muitas vezes também fiquei com raiva de quem me falava verdades, e às vezes até me acontece o famoso "faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço"! Mas nada como a vida, e principalmente a capacidade de enxergar os nossos próprios erros e mudar tudo!

Quer que a sua história também apareça no blog?
Envie um email para mulheradolescente@gmail.com

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Dom de iludir

"Não me venha falar da malícia de toda mulher..."

É assim com os modernos palestrantes dos modernos treinamentos que não querem dizer absolutamente nada... só faltou citar o gerundismo - eca!

(do Facebook)

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Velha, eu?

Já aconteceu de você, ao olhar pessoas da sua idade, pensar:
"Não posso estar assim tão velho (a)" ?
Veja o que conta uma amiga:

- Estava sentada na sala de espera para a minha primeira consulta com um novo dentista, quando observei que o seu diploma estava dependurado na parede. Estava escrito o seu nome e, de repente, recordei de um moreno alto, que tinha esse mesmo nome. Era da minha classe do colegial, uns 30 anos atrás, e eu me perguntava: Poderia ser o mesmo rapaz por quem eu tinha me apaixonado na época?

Quando entrei na sala de atendimento imediatamente afastei esse pensamento do meu espírito. Este homem grisalho, quase calvo, gordo, com um rosto marcado, profundamente enrugado, era demasiadamente velho pra ter sido o meu amor secreto. Depois que ele examinou o meu dente, perguntei-lhe se ele estudou no Colégio Sacré Coeur.

- Sim, respondeu-me.

- Quando se formou? perguntei.

- 1965 . Por que esta pergunta? Respondeu.

- É que... bem... você era da minha classe, eu exclamei.

E então, este velho horrível, cretino, careca, barrigudo, flácido, filho de uma p***, lazarento me perguntou:

- A senhora era professora de quê?

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Presentinho!

Vejam só a linda garrafa da coleção Eco Tupper que eu ganhei da Tupperware! 


A coleção Eco Tupper é ecologicamente correta, evitando o uso de copos e garrafas plásticas descartáveis, que demoram até 100 anos para se decomporem e que custam cerca de 2 mil vezes mais que a água de torneira. Tem garantia de 10 anos, podendo substituir o equivalente a incontáveis garrafas plásticas, que seriam descartadas no ambiente.

A empresa está sempre preocupada com as questões relacionadas à sustentabilidade, por isso, mensalmente a Tupperware trata 1.700.000 litros de água, além de reciclar 4 toneladas de matéria prima.

A coleção Eco Tupper traz todo o conceito de sustentabilidade e ainda possui um design prático, portátil, moderno e anatômico, que possibilita ser transportado na mochila, na bicicleta e até mesmo no carro. Além disso, possui tampa com fechamento de rosca, que facilita a vedação e mantém o bocal longe de impurezas.


A garrafa Eco Tupper, assim como todos os produtos da marca Tupperware, é vendida por meio de revendedoras, espalhadas por todo o país. No site da Tupperware tem uma relação de distribuidores da marca - clique AQUI para encontrar uma!.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Você assistiria a esse filme?



Olha o preconceito...

Casamento ou amizade...

Se você quer alguém que coma o que você colocar na frente dele e nunca diga que
a sua comida não é tão boa quanto a da sua mãe...
Então adote um cachorro!


Se você quer alguém disposto a sair, a qualquer hora, pelo tempo e onde você quiser ir...
Adote um cachorro!

Se você quer alguém que nunca toque no controle remoto, não se importe com futebol,
e que se sente ao seu lado enquanto você assiste a filmes românticos.
Adote um cachorro!

Se você quer alguém que se contente em chegar em sua cama só para esquentar
seus pés e que você poderá expulsar se roncar.
Então adote um cachorro!

Se você quer alguém que nunca critique o que você faz, não se importe se você é bonita ou feia, gorda ou magra, jovem ou velha, que aja como se cada palavra que você diz é especialmente digna de ouvir, e te ame incondicionalmente, perpetuamente...
Adote um cachorro!

MAS, por outro lado, se você quer alguém que nunca virá quando você chamar, te ignore quando você chega em casa, deixa cabelo em todo o lugar, anda em cima de você, saia a noite toda e só venha para casa para comer e dormir, e aja como se toda sua existência fosse apenas para garantir a sua felicidade ....
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...então adote um gato.


"Cachorros têm donos, gatos têm funcionários..."

(Qualquer semelhança com pessoas ou fatos reais é mera coincidência...)

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