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sábado, 20 de agosto de 2011

Onde estão os pais?

Tenho convivido com adolescentes na faixa dos 15 - 18 anos em ocasiões sociais. Há 10 anos trabalho com eles e adoro o contato com essa faixa etária. Mas tem-me surpreendido o seu comportamento em sociedade.
Como disse alguém esses dias, parece que hoje em dia a moda é ser bagaceira. Marginal, mesmo. Começando pelo gosto musical, que nem se pode classificar de tão heterogêneo e lixo que é. Músicas que falam de baixaria, mesmo. Artistas que nem deveriam receber esse título. Ritmos que embalam amassos sem fim em frente a crianças e idosos que vão às festas comemorar os 15 anos de netas e primos.
Hoje, é careta ser educado.
Eles não têm o menor respeito a ninguém nem a nada. Estou generalizando, claro. Isso sempre existiu. Mas quando eu era jovem, era a exceção. Hoje infelizmente virou a regra. Adolescentes com vestidos micro - parecem ter esquecido a metade em casa. Meninas rebolando como em bailes funk. Meninos quebrando copos, vasos e até a louça sanitária dos banheiros.
Eles bebem e fumam. Concorrem para ver quem é o mais mal vestido. Camisa para fora das calças, tênis, gravata, parecendo um arremedo de - argh! - Restart. Cabelos invariavelmente desalinhados de propósito. Me desculpem, pode ser a moda, mas tem lugares e lugares para se exibir um visual tão lixo. Festa de 15 anos? Deveria ser renomeada. Festa da iniciação à putaria e à delinquência.
Nas redes sociais, postam desde cedo fotos em atitude sensual. Os meninos, sem desgrudar do copo. Até fotos com armas já vi postarem. Se eu começar a falar da linguagem e do péssimo português, então... E vejo isso tudo em várias classes sociais, desde os mais pobres, estudantes de escolas públicas, até filhinhos de papai que estudam em colégios caros. O que muda é o preço das roupas.
Não sei para onde vão. Na época em que eu era jovem, também gostava dos rapazes mais velhos de 18 anos e tal. Mas eles já estavam fazendo faculdade. Os de hoje estão patinando em um Ensino Médio que não ensina nada, dentro de um sistema educacional que confunde ensino com educação, já que em casa não se usa mais educar.
Quem vai cuidar deles?
Onde estão os pais dessas crianças? Por que os colocaram no mundo? Para chegar no final de semana e simplesmente deixá-los saírem por uma porta e só regressarem bêbados e desalinhados? Algumas mães dão pílulas anticoncepcionais às filhas. Desistiram de qualquer tipo de diálogo e controle e nem pensam em sexo seguro. Porque nem falam sobre assunto nenhum com os filhos.
A gente também bebia. Também tomava porre. Também "ficava". Mas tinha lugar para tudo. E hora. Respeitávamos a família, os pais. A "primeira vez" era uma instituição. Cigarro e bebida, meras transgressões ocasionais que não tinham sequência nas segundas-feiras. Hoje eles entram como cigarro aceso na escola, se deixarmos.
Sei que estou sendo bem alarmista com esse post. Existem lindas exceções a isso tudo. Mas, infelizmente, hoje é exceção uma criança ser criança, um jovem ser estudioso, ambos respeitarem a família, e a família proporcionar um ambiente sadio ao seu crescimento.
Se não sabemos aonde estão os pais, não saberemos tampouco para onde vai essa juventude. Sou mãe e me preocupo. Sou mãe e cuido. Sou mãe e educo. Sou mãe e me importo. E você? Sabe onde está seu filho agora, com quem e como? Por quê deixamos chegar a esse ponto?

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Dilemas de ser mãe

Tem momentos na vida em que dá vontade de voltar atrás e refazer o que fizemos. Corrigir os erros, que na hora pareciam acertos. Agir diferente, pensar diferente, reagir diferente. Temos atitudes que nos levam a caminhos diversos e que afetam a vida de várias outras pessoas. E quando vemos pessoas sofrerem por atitudes nossas, aí é que o bicho pega.
O dilema de ser mãe é viver isso quase todos os dias. Quando nascem os filhos, é bem fácil... Basta mantê-los aquecidos, bem alimentados, limpos. Conforme vão crescendo, sucedem-se vários outros partos. O primeiro dia na escolinha. A primeira festinha que não temos que ficar junto. A troca da escolinha pelo colégio. A mudança de colégios ou de cidade. As amizades e hábitos.
Todas essas são decisões tomadas por adultos e que afetam os filhos. Pensamos sempre em fazer o melhor, mas nem sempre acertamos. E um dia, talvez, seremos confrontadas e cobradas. Como já fizemos um dia com nossos pais.
Como se sentir segura ao decidir a vida de um ser que está se desenvolvendo, se muitas vezes não sabemos tomar decisões nem sobre nossas próprias vidas? Se seguidamente erramos e erramos, e tentamos consertar de novo nossa vida, como fazer isso com um inocente?
Como dizem as mães... "Filhos criados, trabalhos dobrados." Pura verdade. A cada ano que passa tenho mais responsabilidades na vida de minha filha. A cada ano que passa ela fica mais independente e ao mesmo tempo mais vulnerável às minhas decisões. É tão difícil ser a locomotiva que puxa o vagão de uma família... difícil e inevitável. Não podemos deixar descarrilar. Mesmo que tudo esteja desabando ao nosso redor.

domingo, 8 de maio de 2011

Dia das Mães

A natureza me transformou
Com suas leis
Senti um bebê no meu ventre
e cresci com ele,
Troquei fraldas,
Não dormi,
fiz do meu corpo alimento,
depois ensinei a andar,
a falar.
Chorei no primeiro dia de escolinha
deixei algumas pessoas de lado,
Não tive tempo para dar atenção para as amigas
Descuidei de mim mesma
Acho que não tive nem tempo para pensar nisso
Deixei alguns projetos pela metade
Joguei para o alto tudo o que era dispensável
E segurei com as duas mãos
meu presente de Deus
Minha filha
Toque de Deus
que tranformou minha vida
luz da minha vida
direção do meu caminho
feliz dia das mães, amigas
para todas nós
(Obrigada à amiga que me enviou estas lindas palavras...)

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Para o Dia das Mães

Ah! Como é bom ser mãe... ainda mais com esse cara aí fazendo homenagem...
Dia das mães? Pensei que era dia de outras coisas rsrs...

domingo, 9 de janeiro de 2011

Quando eu for velhinha...

Quando for velhinha, viverei uma longa temporada com cada filho... Lhes darei tanta felicidade! Quero devolver toda a alegria que eles me deram, retribuindo e agradecendo cada coisa. Oh! Ficarão tão emocionados!
Escreverei nas paredes com lápis coloridos, saltarei sobre as camas calçando sapatos. Brincarei de casinha com todas as cobertas da casa, beberei o leite direto da caixa e entupirei o vaso com papel higiênico.
Quando estiverem ao telefone e não puderem me ver, vou revirar todos os lugares, caixas e caixinhas. Me apontarão o dedo e farão sinais com a cabeça. Farei cara de "não fui eu" e fingirei estar ofendida.
Quando fizerem a comida e chamarem para comer, demorarei a ir, só para deixá-los nervosos. Não comerei a verdura. Direi que a comida está ruim, engasgarei com os cereais, derramarei a água, o suco e também o leite na toalha da mesa. Quando se aborrecerem, chorarei até que se desesperem. Quero só ver a cara deles!
Sentarei bem pertinho da TV, mudarei de canal o tempo todo, colocarei no programa que mais detestam e cruzarei os olhos para ver se fico vesga. Daí sairei sem desligar a TV.
Antes de ir deitar tomarei meu copo de leite e deixarei a porta da geladeira aberta, as luzes acesas e meus sapatos e meias no meio da copa.
Falarei ao telefone com minhas amigas íntimas por cerca de meia hora com cada uma, contando-lhes como estou passando.
Buscarei quem faça tudo por mim e como não pegarei as coisas no chão, também não me importarei se alguém tropeçar nos meus sapatos.
Se me pedirem um favor, lhes direi "Já vou!" Mais tarde, já na cama, vou me espreguiçar, darei um suspiro, cantarei minha canção preferida e colarei minha goma de mascar debaixo da cama. Agradecerei a Deus com uma oração e cerrarei os olhos.
Meus filhos vão me ver sorrindo, sairão devagarinho do quarto e dirão, queixosos: "É tão meiga quando está dormindo!"
Pergunto para mim mesma... Acharão graça ou começarão a procurar um lugar onde haja outras mães que fazem os mesmo que eu? Mas não importa... O importante é que pude devolver-lhes as alegrias que eles me deram quando pequenos!
(Desconheço a autoria)

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

E agora?

"Sempre namorei bastante, mas nada sério, e com meu último namorado, que foi maravilhoso, acabei engravidando, o que gerou uma linda filha. Não estamos mais juntos por opção minha, ele entendeu numa boa, sem qualquer desentendimento, e decidimos manter a amizade, o que tem funcionado muito bem. Nos falamos todos os dias, ou por conta da nossa filha, ou só para conversar mesmo. Eu não tenho nenhum desejo por ele, ou sentimento que não seja fraternal, e a recíproca é a mesma.
Mas tenho receio de encontrar alguém antes dele e ofendê-lo, ele disse que quando encontrasse alguém me contaria. Respondi que não queria me envolver em sua vida íntima, que se aparecer alguém que seja uma pessoa legal e madura para nos compreender, vai fime, e que também não contaria a ele sobre nenhum caso meu, só quando for sério!
Nossas conversas sobre o assunto são bem diretas 'Se quer transar, ficar, namorar com quem quer que seja, beleza, mas pra apresentar para a nossa filha só a pessoa certa'. Nessa dúvida cruel tem sido dificil até me interessar por outros caras. Qual sua análise do assunto?"
Resposta da Mulher de 40
Acho que vocês estão certíssimos em só apresentar para a filha alguém com quem tenham um relacionamento mais sério. Mas e quando é esse momento? O momento em que seu ex aprovar? O momento em que você aprovar alguma namorada que seu ex venha a ter?
Pense bem, acho que vocês até agora estão tendo um relacionamento bem maduro. Dependendo da idade, a criança já pode começar a entender que as pessoas têm vários relacionamentos na vida, alguns dão certo mais tempo, alguns menos.
Quanto ao seu temor, é normal, talvez você pense que ele ainda a ama... E é mais difícil para a mulher mesmo, nessas horas... quando a gente se separa é sempre a bruxa da história. Mas não vai deixar de viver a vida e se divertir pensando no que os outros, ou mesmo ele, vai pensar. Não estou dizendo para ser inconsequente, mas seja mais independente em suas decisões.

domingo, 9 de maio de 2010

Imagens do dia das mães

O twitter ficou mais bonito esse domingo... mais doce, mais terno, mais mulher, mais Mãe!
Parabéns a todas as mamães e a todos os filhos que demonstram aqui o seu amor!













sábado, 8 de maio de 2010

Mamãe cor-de-rosa


Espero não ser suspeita para falar dos meus filhos, mas eles sâo lindos de viver. Amo-os imensamente. São nos pequenos detalhes que ser mãe vale a pena. Tenho cinco filhos e cada um tem sua singularidade. Cada um do seu jeitinho. Todos especiais.
Vivemos momentos maravilhosos juntos, e como toda família, também temos nossas tempestades, somos normais...
Quero contar uma das invenções de minha princesinha Mariana. Tem três aninhos. Há um ano atrás ela pegou a moda de chamar de rosa o que pra ela era lindo. Imagina como ela gosta de rosa, roupas rosas, sapatos rosas, tudo rosa. E quando ela gostava muito de alguma coisa ela dizia: “meu minquedo (brinquedo) é muito rosa”.
Até o dia que eu cheguei em casa e ela grudou no pescoço me disse que estava com muita muita saudade e que eu era muito rosa. “Mamãe você é muito rosa!”. Isso tocou profundamente em meu coração, me marcou pra uma vida. São detalhes que me fazem ser a mais feliz do mundo, a mãe mais rosa do mundo!
Com carinho, Paula

Histórias do dia das mães

Quando pequena, na volta do caminho da escola, voltava colhendo mini rosas brancas (espécie silvestre), que davam num vão de cerca, para presentear minha mãe. Ia fazendo um micro buquê composto pelas mini rosas brancas - que tinham uns espinhozinhos pequenos, o que fazia com que os talos ficassem bem curtinhos (quase impossível de segurar), junto com flores amarelas de boca de leão, azedinhas e umas flores azuis bem pequeninas que descobri que eram miosótis.
Minha mãe pegava o micro buquê, meio troncho e murcho, e colocava num pequeno vaso no balcão imponente da copa. Era um dia de glória!
Também não esqueço do colar de macarrão estrelinha que fizemos para minha mãe na terceira série, levamos dias e dias fazendo... Minha mãe "adorou", usou no domingo do Dia das Mães e guardou dentro da sua caixa de jóias até que o colar virasse um pózinho de macarrão e só sobrasse o barbante azul.
Minha mãe nunca pode ir nas apresentaçoes da Dia das Mães, porque trabalhava muito, então era uma frustração para mim ensaiar e ensaiar para não ter para quem apresentar. Assim, depois de ter meu filho, consegui em ir em todas as apresentações dele, para ganhar as florzinhas de origami, violetinhas, cartõezinhos. Guardo algumas coisas na minha caixa de guardados. Entendi finalmente porque minha mãe nunca jogou fora o colar de macarrão (que por sinal era bem feio!). Amor de filho a gente guarda , para sempre!
Semiramis Maria Amorim Vedovatto (@semave)

Links para o Dia das Mães

Especial Mamães
Sexy links
Links para refletir um pouco

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Minha História de Mãe


Aos 20 anos, eu engravidei. Mesmo solteira, porque o pai da criança não aceitou, eu estava feliz. Eu carregava em meu ventre a parte que faltava pra completar minha vida. Minha mãe me mandou embora e, na época, meu pai morava bem longe; passei a gravidez na casa das minhas tias e parentes com mochila nas costas. Até o grande dia 01/04/1999, quando veio ao mundo meu grande amor.
Como não tinha pra onde ir, a mãe do pai do meu filho fez um quartinho pra eu ficar com o Rannyer (meu filho) lá, até que eu me recuperasse do parto. Um anjo na minha vida. Ela cuidou de mim nos 40 dias de resguardo com muito amor.
Quando meu filho fez 11 meses fui morar sozinha com ele. Criei ele até os 6 anos, com uma ajudinha aqui, outra ali , mas 99% sozinha. Éramos eu e ele no mundo. No aniversário de 1 ano dele, eu já estava pesando 39 kg, completamente abaixo do peso... Mas não desisti. Trabalhei, pegava 3 ônibus para levar e 3 para trazer ele da creche, depois fazia janta (não confiava na comida da creche), arrumava meu cantinho e a gente ia dormir.

domingo, 2 de maio de 2010

Dia das Mães - histórias

Inspirei-me nesse desenho aí em cima, que encontrei aqui, e resolvi pedir aos leitores que mandem alguma historinha de mães e filhos para eu publicar durante a semana... Pode ser qualquer história, de seus filhos, de suas mães, de suas avós, ou tias... Também podem mandar links com textos legais sobre o dia das mães, e também fotos com seus filhos ou mães!
Mandem para o email do blog - mulheradolescente@gmail.com
Uma coisa que sempre lembro é de quando era pequena e sempre voltava para casa com uma florzinha na mão, daquelas que nascem no meio das pedras, ou com um bilhetinho cheio de rosinhas e coraçõezinhos para minha mãe.
Também lembro que o primeiro dinheiro que ganhei trabalhando usei para comprar umas pantufas para dar a ela no dia das mães.
Hoje quando minha filha chega do colégio com uma cartinha ou desenho para mim penso em como é bom que certas coisas se repitam...
Contem a sua história! E usem um avatar de #diadasmães no Twitter!!
Os avatares e fotos sairão em um post especial!
Beijos!

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Filhas de pais separados


Como ando me questionando muito sobre casamento e separação, sempre penso na minha filha no meio disso tudo. Eu sou filha de pais separados desde os 11 anos. Minha história foi bem diferente, em resumo, meu pai incomodava muito a todos nós e eu pedia para minha mãe se separar. Na época, ela tinha muito receio principalmente por nós.. que seríamos rotulados de "filhos de pais separados". E, na época, mulher separada era quase sinônimo de puta.
Quando me separei do meu primeiro marido, não era muito diferente. Cidade pequena, rótulos. "Mas teu ex deve estar sofrendo muito, né... ele gostava de ti..." Como se para mim fosse fácil. Só que não fiquei em casa como uma viúva, que era o que as pessoas esperavam de mim, simplesmente caí na gandaia, tinha muito tempo perdido para recuperar. Saía muito para dançar com minhas amigas, mas acabei adquirindo vários rótulos: vagabunda, lésbica, aidética... enfim. Porque eu fazia o que muitas invejavam, me rotulavam.
Não é de nada disso que tenho medo quando penso em minha filha. Até porque ela está sendo criada por uma mãe que não é muito convencional, vamos dizer assim... E já tenho contado para ela algumas coisas que eu fiz, as coisas que penso, e nós não somos uma família muito convencional, afinal. Sinto que ela me admira e se espelha em mim, o que é normal nas meninas. E isso é uma responsabilidade muito grande! Mas acho que tenho acertado mais do que tenho errado, como mãe, e ela se mostra bem independente quando necessário.
Porém, noto algumas diferenças entre filhas de pais separados e filhas de pais casados. Eu mesma amadureci muito cedo. Aos 11 anos, já me sentia uma adulta e não gostava mais de brincadeiras de meninas. Deixei as bonecas de lado para brincar com "bonecos" rsrsrs... E gostava de conversar com os adultos. E já escrevia.
Tenho amigas separadas com filhas que parecem moças já e têm a mesma idade da minha filha, que é bem criançona. Adora se fazer de bebê e vir para o meu colo fazendo de conta que está mamando - ela mamou até pouco mais de um ano no peito, e parece que ambas guardamos lembranças muito boas disso! Mas às vezes penso que ela, com pai e mãe dentro de casa, é mais protegida que as outras. Talvez o pai seja um pouco superprotetor. Eu já sou mais durona, porque sei que a vida é mais dura ainda.
Realmente, filhos de pais separados parecem amadurecer mais cedo. As mães relatam essas mudanças após uma separação, em qualquer idade.
"Ao decidir se separar, o casal tem de buscar toda a maturidade possível para encaminhar bem a reação dos filhos à nova fase que se inicia. E, por mais que os pais sejam cuidadosos, a rotina muda. Bebês ficam agitados, crianças pequenas voltam a fazer xixi na cama e crianças crescidas passam a dar problemas na escola. Mas, bola pra frente. Separação não é só drama: se a decisão aconteceu, ajudar os filhos a encarar a nova fase será importante para todos." (Revista Crescer)
Sei que tenho segurança suficiente para explicar uma situação assim para ela. Que, uma vez tomada a decisão, será mais fácil expor as coisas. Mas tenho medo de provocar um sofrimento que, sei, será inevitável. Mãe é mãe, sempre, e sempre se pergunta se está fazendo a coisa certa. Sei também que tenho que estar feliz para ajudar minha filha a ser feliz, a buscar a sua felicidade. A única coisa que realmente ainda fico me perguntando é até que ponto se deve preservar uma família unicamente em função de boas recordações?
A velha história... "-É... não deu certo... Claro que deu! Deu certo durante cinco anos, só que acabou. E o bom da vida, é que você pode ter vários amores." Deu muito certo. Foi lindo. Mas acabou. Deveria tentar de novo? Será que amor tem recomeço? Ou será que as pessoas devem recomeçar suas vidas sem olhar para trás?
Como sempre, um post que deixa várias perguntas no ar. Como sempre, esse blog é minha terapia. Minha autoanálise. Mas sei que em breve terei as respostas para essas perguntas, e então terei novas perguntas.
Beijos!

sábado, 23 de janeiro de 2010

Viajando... férias em prestações...

Pois é, queridos leitores, minha vida anda meio conturbada e minhas férias não estão sendo como o esperado.
Vou ficar mais uns 2 ou 3 dias fora de casa, meio off line. Num período de minha vida em que eu queria mesmo era estar quietinha no meu canto, ou somente perto das pessoas que me amam.
Não deixem de dar uma olhada nos posts mais antigos, tem bastante coisa interessante... juro!
Beijos!! Até a volta!!

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Grávida e sexy

Quando fiquei grávida de minha filha, uma das primeiras coisas que aconteceu foi o seio inchar. Em 20 dias, aumentou 10 centímetros! Apareceram estrias avermelhadas, parecia que um gato tinha arranhado meu seio. Depois sumiram. Caí na real: vou embarangar! Me apavorei. Tinha um corpinho lindo, fruto de anos e anos de muita ginástica... e agora ia tudo desaparecer embaixo de muita gordura!
Não conheço nenhuma mulher que quando engravidou, não se apavorou. Com o fato de estar grávida, com o medo de engordar e ficar feia, com o medo de ser mãe... a maioria fica se rejeitando, ou rejeitando a gravidez. É feio de se dizer, mas quem discordar já pode postar um comentário aí embaixo. Sendo mais cruel ainda, diria que muitas pensam em aborto até. Claro que logo passa, tudo isso é hormonal.
As mudanças da gravidez são como uma montanha russa de emoções: tudo hormonal. Diria que uma TPM elevada ao cubo, ou pior até. No meu caso, não enjoava e não tinha sono, que são duas coisas bem comuns em grávidas. Nâo conseguia dormir, ficava irritadiça e culpava o mundo por tudo!
Tive que fazer psicoterapia e, com os meses, a angústia inicial foi passando. Um grande dia foi quando contei para minha psicóloga que tinha comprado o primeiro presente de meu bebê: um ursinho! Ela chorou comigo, foi lindo... O pavor estava passando e a vida foi ficando muito especial. A primeira vez que a gente sente o bebê se mexer, então... não tem explicação.
Mas o ponto onde quero chegar é o seguinte: se no início a gravidez é uma grande TPM - para mim, foi - depois se tornou um grande cio! Tinha desejo de manhã, de tarde, de noite, de madrugada... meu marido, então meu namorado, não tinha sossego, e como passávamos a semana sem nos ver, fim de semana era só sexo!
As mudanças hormonais da gravidez incluem um intumescimento dos órgãos genitais. É como se estivéssemos o tempo todo excitadas. O sexo é muito mais fácil, e o sexo anal então, era o mais desejado na época, nem sei por quê. O corpo, ao se preparar para o parto, nos brinda com um desejo sem limites! Claro que fui abençoada com uma gravidez bem saudável, sempre me exercitando. E me sentia muito sexy, apesar de toda aquela transformação corporal.
E a dica final é: aproveitem isso, porque quando o bebê chegar, falta tempo pra tudo, inclusive para o sexo!
Um grande beijo aos leitores e comentem!

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Mãe e filha

Adoro caminhar com minha filha. Como normalmente andamos só de carro, quando caminhamos é um prazer enorme! Ver aqueles pezinhos ao meu lado é uma coisa mágica. Ela sempre crescendo, mas eu vejo ela sempre com aqueles pezinhos que beijava quando era um bebezinho... até hoje beijo!
Tenho saudades de quando era menorzinha, e ia buscá-la na escolinha. À tardinha, ela sempre estava na pracinha com as outras crianças, e a melhor hora do dia era sentar no chão, cansada, e vê-la brincar, depois cheirar ela toda suada... que cheirinho bom tem cabeça de criança! E limpava seus pezinhos sujos de areia... delícia!
Agora ela está crescendo, e gosta de conversar. Sempre procurei conhecê-la e sentir como ela é, e a cada dia ela se mostra mais para mim. Fico imaginando ela mocinha, depois mulher, e as conversas que teremos. Nunca quis transformar ela, sempre me preocupei em educá-la, mas sem tocar na sua essência. Isso é muito difícil, porque a cada dia que passa sinto o enorme poder que tenho sobre ela, é assustador!
Até hoje, quando o bicho pega, tenho vontade de correr para o colo da minha mãe e chorar um pouco. Nessas horas não tem amigo, marido ou qualquer outra pessoa que substitua. Infelizmente minha mãe está numa idade eu que prefiro poupá-la de me ver mal, prefiro mostrar-me sempre bem para não preocupá-la.
Espero sempre ter força para estar ao lado de minha filha quando ela precisar, e acima de tudo para não estar quando não for necessário. A hora mais difícil para uma mãe é a hora de soltar a filha para o mundo e vê-la sofrer para que cresça.
Beijo nas mamães e nas filhas!

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Sofrer um aborto

Muito se fala em permitir ou não o aborto... e nada se fala sobre quem sofre um aborto. Já passei por isso 4 vezes, depois de ter minha única filha.
Como tive uma gravidez muito tranquila, quando engravidei novamente saí espalhando para todo mundo a minha alegria. Mas comecei a passar muito mal, veio um sangramento e por fim o aborto. As pessoas não tem a menor ideia do que é você ir todos os dias fazer ultrassom e encontrar todas aquelas grávidas felizes e ansiosas... e você acompanhando um aborto que não quer sair de dentro de você.
E depois, quando você engravida fica todo mundo em volta, feliz, torcendo... quando você perde o bebê não quer ver ninguém, fica se sentindo um et. E as pessoas em volta chegam até a cobrar "por quê você não me falou?" Total insensibilidade...
A partir, daí, quando engravidava novamente, não contava para mais ninguém além de meu marido e de minha melhor amiga. Mas sempre com receio. E começava a nova maratona de ultrassons...
O que mais me indignou é que esse assunto não existe na mídia praticamente. Na época achei consolo, pasmem, no Orkut. Ninguém fala sobre o assunto, é um sofrimento horrível, a gente se sentindo a última das criaturas... depois vai descobrindo que praticamente todas as mulheres já passaram por isso mas não comentam. Em torno dos 40 anos, segundo meu ginecologista, dois terço das gravidezes terminam em aborto. É o tal relógio biológico infalível.
Na última vez encontrei outra mulher com sangramento no ultrassom. Ela sofria muito. Tentei consolá-la. Me enxerguei nela. Fica aqui uma dica para mulheres e médicos: por mais que seja um assunto desagradável, fale sobre isso. Servirá de consolo para muitas mulheres. Na hora em que estamos sofrendo, tudo o que desejamos é encontrar alguém que já tenha passado pelo que passamos.
Boa semana!

domingo, 12 de julho de 2009

A intuição materna

Essa é a letra de uma música do "Leitão, o filme", com a turminha do ursinho Pooh. Linda e diz tudo de um jeito mimoso...

"A intuição materna tem sempre a solução
Como uma lanterna que mostra a direção
A intuição materna jamais vai se perder
A mãe conhece o filho mesmo antes de nascer
Com sua intuição materna
Bem sabe o que fazer...

A intuição materna é o que a faz cuidar
Do filho em todos os momentos
O ajuda a se lavar
Se ela faz limpeza, não gosta de esquecer
Nenhum lugar, não quer parar até anoitecer
Com sua intuição materna
Bem sabe o que fazer...

A mãe jamais se engana se algo está errado
Se o filho faz um drama, se tenta despistar
A mãe descobre os segredos e sabe ajudar
O seu corpo inteiro vai ficar assim
Limpinho e cheiroso
Como as lindas flores a brotar no jardim...

Que alegria poder ter e confiar
Dia após dia, ela vai te amar
É a intuição materna
É a intuição materna
É a intuição materna..."

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