quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Espelho, espelho meu...

Já repararam como os comportamentos tendem a se repetir dentro de uma mesma família? Os filhos imitam os pais, as filhas imitam as mães. É o que os psicólogos chamam de identificação, que acontece quando admiramos alguém ou quando uma pessoa representa um obstáculo para nós.
Começa cedo. A menina quer fazer o que a mãe faz, e repete suas frases. Então, a mulher, como mãe, se sente tremendamente responsável e poderosa. Como não usar esse poder para repetir coisas ruins? E como não repetir comportamentos desastrosos?
Famílias disfuncionais tendem a gerar filhos com relacionamentos disfuncionais. Se tivermos uma baixa auto estima, seremos perfeccionistas e exigentes em relação aos outros. Isso se mostra em comportamentos críticos, controladores e mexeriqueiros. A pessoa se sente insegura perante outras com mais autoridade, está sempre buscando agradar a todos, e, por outro lado, tenta sempre evidenciar os defeitos dos outros.
Conhece alguém assim? A vítima da sociedade. Acaba atraindo outras vítimas e começa o concurso de sofrimentos. Seus relacionamentos tendem a ser destrutivos e negativos, pois os semelhantes acabam se atraindo - não estamos falando aqui de física, que é a única ciência onde os opostos se atraem.
Desde a infância aprendemos tudo por observação. A falar, a pedir, a caminhar, etc. Também aprendemos a nos relacionar. Como sua mãe se relacionava com os homens de sua vida - seu pai, seu marido, seus irmãos, seu filho? Então foi assim que você aprendeu como seria um relacionamento homem-mulher. Você pode ler, ver filmes, conversar, se encher de conhecimentos e cultura, mas, se não tiver consciência de seu passado, vai continuar vivendo relacionamentos pela metade.
Daí se formam os relacionamentos neuróticos, onde um dos dois transfere para o outro os sentimentos que desenvolveu em relação ao sexo oposto, por tudo o que viveu na infância. É a mulher que transfere a raiva que sentia pelo pai para o marido, o filho que espera que a mulher seja uma mãe para ele, e assim por diante. E quando o outro não está disposto a viver esse papel, começam os conflitos e desentendimentos.
Esperando que os outros resolvam nossos problemas, ou tentando resolver os problemas dos outros, acabamos esquecendo de nos examinarmos por dentro. E examinar o passado, da forma mais fria que pudermos, pode ajudar a entendermos o porquê de certos comportamentos atuais nossos. Já olhou para o espelho hoje? Então olhe, escute e pense...
Beijos...

2 comentários:

aldrey disse...

Lindo texto,e e verdadeiro!!Amei a música,adoro Papas..bjs querida

Leonardo Amaral disse...

"Daí se formam os relacionamentos neuróticos, onde um dos dois transfere para o outro os sentimentos que desenvolveu em relação ao sexo oposto, por tudo o que viveu na infância. É a mulher que transfere a raiva que sentia pelo pai para o marido, o filho que espera que a mulher seja uma mãe para ele, e assim por diante. E quando o outro não está disposto a viver esse papel, começam os conflitos e desentendimentos."

Matou a pau. Nem vou comentar mais nada porque não tenho nada melhor pra dizer alem de observar isso.

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