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quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Sensações

"Aprendi com a primavera a me deixar cortar. E a voltar sempre inteira."
Cecília Meireles
A primavera chegando é, depois do banho, você colocar o seu vestido mais confortável de verão. Sentir a brisa morna acariciando sua pele como uma mão firme que contorna sua cintura e se demora um pouco...
O corpo sai do torpor e hibernação que se encontra depois de todo o inverno debaixo de pesados casacos. As pernas nuas, livres e pálidas, sentem de novo a temperatura amena e caminham relaxadas.
O cio chega e seu corpo pede outro corpo sobre o seu. O carinho suave, depois firme, por fim urgente. As mão percorrem seu pescoço nu, seu seio é envolvido com delicadeza e seu sexo vai ficando molhado e intumescido aos poucos.
Como um novo nascimento, aos poucos você redescobre suas emoções na pele já suada. Os corpos se movem como instrumentos musicais em uma sinfonia. O sexo demora mais, o corpo sabe esperar pelo melhor.
Sente as mãos sobre você mesmo de longe. Sabe o que pode acontecer. Mergulha nas lembranças. Quer o sexo e quer o cio. Quer o corpo. Quer a paixão. O êxtase. Os sons mansos da natureza já anunciam o paraíso na terra. E em você.
"Nega-me o pão, o ar,
a luz, a primavera,
mas nunca o teu riso,
porque então morreria."
Pablo Neruda

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Amo minha cidade!

Pois é, eu me mudei e hoje, mais uma vez, vendo o amanhecer em minha cidade, ela envolta na neblina, eu indo trabalhar, agradeço a Deus por estar morando aqui. Esta é a cidade que eu escolhi para morar. Não nasci aqui, mas me sinto mais daqui do que de qualquer outro lugar. Odiava minha cidade natal.
É como aquela a velha frase... "os amigos são a família que você escolhe". Pois bem, a minha cidade é a cidade que eu escolhi para viver. Onde tenho mais chance de ser eu mesma, e de fazer coisas de que gosto, e de conviver com pessoas mais parecidas comigo.
Pode parecer bobagem, mas, mesmo presa em um engarrafamento, me sinto feliz. Lembro de quanto tempo fiquei querendo e tentando criar coragem para vir embora, e penso "por quê demorei tanto para fazer isso?"
Alguém pode dizer que isso é deslumbramento... Tudo aqui me faz sentir feliz, o trabalho melhorou, as pessoas são diferentes, cidade maior, ninguém fica reparando na vida dos outros... E o engarrafamento é o sinal de uma cidade maior \o/ e que não estou mais morando em um fim de mundo!
Sou uma pessoa essencialmente urbana. Adoro shopping, cinema, restaurantes, ruas cheias de gente a toda hora, lojas, boates, bares - amo buteco! Natureza para mim, só da janela do hotel rsrsr... Esta cidade vive 24 horas! A qualquer hora do dia ou da noite você vê a vida.
Foi aqui que fiz minha faculdade. Depois fui embora. A vida dá suas voltas, só eu sei como! Quando vou ao centro da cidade, estaciono o carro em uma rua próxima à que eu morava antes, e parece que volto no tempo. Me sinto jovem como há vinte e poucos anos atrás. E sinto que posso tudo de novo!
Em breve, terei minha casa aqui. Aqui, na cidade que amo. Um poeta que também adotou esta cidade escreveu assim...
A alma

Minha alma andou
Pelas ruas desta cidade
Mais do que meu corpo.

Minha alma anda
Pelas ruas da cidade
Mais do que meu corpo.

Minha alma andará
Pelas ruas da cidade
Livre do meu corpo. Resoluta.

(Imagino a inveja
Que meu corpo terá
Da minha alma.)

(Prado Veppo)

domingo, 1 de maio de 2011

Meus achados

Estou me preparando para fazer uma mudança há mais de dois meses. Encontro coisas valiosas, lixo, cartas, roupas velhas, fotos, anotações, bilhetinhos, preciosidades desses meus quarenta e poucos anos... Algumas coisas jogo fora, outras me fazem voltar no tempo... Como essa poesia escrita em 17 de março de 1991. Silêncio, por favor...
Eu vou aparecer na rua
doce e tua
como eu nunca fui.
Eu vou aparecer tão nua
como a lua
depois das nuvens
como eu sempre quis ser.

sábado, 1 de janeiro de 2011

Receita de Ano Novo

Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)
Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.
Carlos Drummond de Andrade

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

A Vida...

“A vida são deveres, que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas !
Quando se vê, já é sexta-feira...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê, passaram-se 50 anos !
Agora, é tarde demais
para ser reprovado...
Se me fosse dado, um dia,
outra oportunidade,
eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente
e iria jogando, pelo caminho,
a casca dourada
e inútil das horas...
Dessa forma, eu digo:
não deixe de fazer algo que gosta devido
à falta de tempo. A única falta
que terá, será desse tempo que
infelizmente não voltará mais.“
(Mário Quintana)

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

O #poeminuto de @LandNick

@LandNick é um amigo querido do Twitter. Já apareceu aqui no Eu acesso o Mulher de 40. Ultimamente ando prestando atenção nos seus #poeminuto no Twitter. Ele é mesmo um poeta! Às vezes romântico, às vezes engraçado, às vezes irônico, às vezes lírico... curtam!
"Olhar o luar é um eterno lembrar de noites passadas!"
"De que tens medo? A vida não tem enredo! Contigo perdi espaço, perdi o compasso! Me despeço!"
"Bebedeira do final de semana terminou ontem ao final do dia! Hoje, não aguento ver bebida nem em fotografia!"
"Foi um pesadelo medonho! Sonhou que estava num mundo onde não havia sonho!"
"Foi maldade tua desaparecer, quando
eu já não podia te esquecer!"
"Se recusava enterrar o amor num mausoléu! Como mandar para a escuridão, quem tinha lhe mostrado o céu?"
"À noite não andava mais atrás de um beijo, de uma boca! Procurava quem lhe fizesse uma sopa!"
"Na luta contra Eros, no final Thanatos venceria ! Só não imaginou que fosse naquele dia!"
"Quando estou contigo, te exploro! Gozo por todos os poros!"
"Com Durepoxi, o artesão ateu, tranformava Santo Antonios em demônios!"
"O sexo é instinto mas o beijo não! Por isso
ele acaba junto com a paixão!"
"Vais partir? Não digas nada! Minha cota de "adeus" está esgotada!"
"Quando ela se foi ainda pensei em falar: -Olha o que vais fazer! Mas me calei, enfim!! Deixa ela passar um tempo sem mim!"
"Tentas me ignorar! É inútil! Eu soube como te marcar!"
"Gostava de se torturar! Misturava bebida com velhas canções!
As lágrimas vinham aos borbotões!"
"Aprendi a te esperar com um sorriso! Sei que junto de ti vinha o paraiso!"
"Na bula, o aviso: Este remédio diminui a libido! E foi assim, de comprimido em comprimido, que o amor foi esquecido!"

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Ninguém é perfeito

(Texto recebido por email)
Cada ser humano tem suas peculiaridades. Isso é muito fácil de perceber, mas certamente difícil de aceitar. Cada um tem sua história, crenças e pensamentos que estão diretamente ligados à sua criação. As experiências vividas na infância, os modelos familiares, os comportamentos adotados e os valores arraigados, constituem a essência de uma pessoa.
Muitos sofrem desnecessariamente por querer mudar os outros de acordo com suas crenças. Esquecem quão profundamente essas verdades estão estruturadas. As pessoas são únicas: “ Ninguém é igual a ninguém e ninguém é perfeito”.
Todos nós sabemos que nenhum ser humano é perfeito. Os pais não são perfeitos. O chefe não é perfeito. Os empregados não são perfeitos. Os clientes não são perfeitos. Os amigos não são perfeitos. O cônjugue está longe do ideal de perfeição. Os filhos também não são perfeitos. E, principalmente, nós também não somos perfeitos.
Todo mundo sabe disso. Então por que queremos encontrar no outro a perfeição? Estamos fazendo uma viagem de aprimoramento e a imperfeição faz parte desse processo evolutivo. Por mais virtudes que alguém tenha, cometerá, em algum momento da vida, pequenos deslizes. Ou seja, as pessoas são como são, por suas próprias razões e não para magoar os outros. Se não se comportam segundo nossas expectativas, julgamos que estão agindo daquela maneira para nos magoar, quando, na verdade, esse é apenas o jeito de ser de cada um.
Portanto, vamos repensar em nossas atitudes e atos pois: A vida é a única verdade que existe. Então se permita ser dominado pela vida em todas as suas formas, cores e dimensões. E lembre-se, quanto mais seguro você se sentir sobre seu processo de mudança, menos dependerá, da decisão alheia, menos se sentirá prisioneiro de alguém ou de alguma coisa. Toda mudança tem início dentro de você
Lembre-se: Ninguém é perfeito

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Afinidade - Artur da Távola


Afinidade é um dos poucos sentimentos que resistem ao tempo e ao depois. A afinidade não é o mais brilhante, mas o mais sutil, delicado e penetrante dos sentimentos. E o mais independente também.
Não importa o tempo, a ausência, os adiamentos, as distâncias, as impossibilidades. Quando há afinidade, qualquer reencontro retoma a relação, o diálogo, a conversa, o afeto no exato ponto em que foi interrompido.
Ter afinidade é muito raro. Mas quando existe não precisa de códigos verbais para se manifestar. Existia antes do conhecimento, irradia durante e permanece depois que as pessoas deixaram de estar juntas.
Afinidade é ficar longe pensando parecido a respeito dos mesmos fatos que impressionam, comovem ou mobilizam.
É ficar conversando sem trocar palavras, é receber o que vem do outro com aceitação anterior ao entendimento.
Não é sentir nem sentir contra... Nem sentir para... Nem sentir por... Nem sentir pelo... Afinidade é sentir com.
Sentir com é não ter necessidade de explicar o que está sentindo. É olhar e perceber... É mais calar do que falar, ou, quando falar, jamais explicar: apenas afirmar.
Afinidade é ter perdas semelhantes e iguais esperanças. É conversar no silêncio, tanto nas possibilidades exercidas quanto das impossibilidades vividas.
Afinidade é retomar a relação no ponto em que parou sem lamentar o tempo de separação. Porque tempo e separação nunca existiram, foram apenas oportunidades dadas pela vida.
Artur da Távola

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Um dia ele chegou tão diferente...

Valsinha
Vinicius de Moraes - Chico Buarque/1970

Um dia ele chegou tão diferente do seu jeito de sempre chegar
Olhou-a dum jeito muito mais quente do que sempre costumava olhar
E não maldisse a vida tanto quanto era seu jeito de sempre falar
E nem deixou-a só num canto, pra seu grande espanto convidou-a pra rodar

Então ela se fez bonita como há muito tempo não queria ousar
Com seu vestido decotado cheirando a guardado de tanto esperar
Depois os dois deram-se os braços como há muito tempo não se usava dar
E cheios de ternura e graça foram para a praça e começaram a se abraçar

E ali dançaram tanta dança que a vizinhança toda despertou
E foi tanta felicidade que toda a cidade se iluminou
E foram tantos beijos loucos
Tantos gritos roucos como não se ouvia mais
Que o mundo compreendeu
E o dia amanheceu
Em paz

E não é com isso que todas as mulheres sonham? Que um dia ele chegue diferente e a olhe - e veja - de um jeito muito mais quente? A mulher é como uma flor, que deve ser regada todos os dias. Eu sempre reguei meus relacionamentos de todas as formas. Mas quando é só uma pessoa que faz isso, não funciona. A acomodação, partindo de qualquer um dos lados, sempre contamina os dois. E a gente vai deixando de lado os pequenos gestos de atenção, os pequenos carinhos, as pequenas delicadezas que conquistam.

Fazemos anos e anos as mesmas coisas... quando finalmente nos damos conta de que não têm retribuição, sentimo-nos vazias e sozinhas. E o relacionamento vai para o espaço. Mentiras, traições, desatenção, descrença. Não posso me culpar por tudo. Tentei ser uma pessoa melhor, uma mulher menos chata, tentei silenciar minhas TPMs e tentei até "esquentar a relação". Mas um casamento não é algo para se levar sozinha nas costas.

O que as mulheres querem? Colocar seu vestido decotado cheirando a guardado de tanto esperar... um olhar de desejo incontido... uma atitude inesperada. Querem ser vistas como mulher e não como esposa-mãe-companheira-etc. Querem sair da rotina. Querem romance. E romance não é só trazer flores no aniversário ou no dia dos namorados, romance é tentar ver a pessoa de novo como se fosse a primeira vez.

Será que algum homem imagina o que seja isso? Ou é só um sonho das mulheres? Casamento é isso mesmo? Ou pode ser diferente? Continuo me perguntando. Acho que muitas mulheres por aí estão se perguntando. E você?

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Amanhã parto


Amanhã parto pra fugir um pouco
Fugir de mim?
Ou correr para você?
Fugir da minha vida, da minha rotina?
Ou me entregar ao que me derrete toda?
Só sei que amanhã parto
Será um tempo para mim
Um tempo para pensar
Um tempo para partir
Ou um tempo para voltar
Quem sabe?
O tempo é de partir
O tempo é de mudar
O tempo é de resgatar
Tudo o que sou
Ou o que prevalece em mim.
Sou duas. O que mostro e o que escondo.
Qual delas será mais forte?
Qual vencerá a batalha que vou travar?
Só sei que amanhã parto.
Parto para seus braços
Ou parto para mim mesma?
Será um tempo para mim
Um tempo para pensar
Um tempo para partir
Ou um tempo para voltar
Quem sabe?

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Princípio do Vazio - Faxina de Fim de Ano

Fim de ano, época de fazer faxina nos armários, gavetas e na alma também! Lendo o texto abaixo, que me foi enviado por email, lembro de coisas que sempre me acontecem... sempre que separo roupas e objetos inúteis para doar a quem precisa, sobra um dinheirinho pra comprar alguma coisa que eu esteja querendo.
E na vida é assim, a gente tem que se livrar do velho para dar espaço para o novo! Esta é a minha mensagem de final de ano para meus leitores e leitoras... reflitam só um pouquinho...
"Tens o hábito de juntar objetos inúteis acreditando que um dia (não sabes quando) vais necessitar deles?
Tens o hábito de juntar dinheiro sem gastá-lo, pois imaginas que ele poderá faltar no futuro?
Tens o hábito de guardar roupas, sapatos, móveis, utensílios domésticos e outras coisas que já não usas há muito tempo?
E dentro de ti?...
Tens o hábito de guardar raivas, ressentimentos, tristezas, medos e outros sentimentos negativos?
Não faças isso! Vai contra a tua prosperidade!
É preciso deixar um espaço, um vazio para que novas coisas cheguem à tua vida.
É preciso se desfazer do inútil que há em ti e em tua vida para que a prosperidade possa acontecer.
A força deste vazio é que atrairá e absorverá tudo o que desejas.
Se acumulares objetos e sentimentos velhos e inúteis não terás espaço para novas oportunidades.
Os bens necessitam circular. Limpe as gavetas, os armários, o depósito, a garagem… A mente…
Doe tudo aquilo que já não usas…
A atitude de guardar um monte de coisas inúteis só acorrenta a tua vida.
Não são só os objetos guardados que paralisam a tua vida.
Eis o significado da atitude de guardar: quando se guarda, se considera a possibilidade de falta, de carência…
Acredita-se que, amanhã, poderá faltar e que não haverá maneira de suprir as necessidades…
Com esse pensamento, estás enviando duas mensagens ao teu cérebro e à tua vida:
A de que não confias no amanhã;
E que o novo e o melhor NÃO são para ti…
Por isso te alegras guardando coisas velhas e inúteis!
Até o que já perdeu a cor e o brilho...
Deixa entrar o novo em tua casa…
E dentro de ti…"
Joseph Newton

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Quais são seus sonhos?


"Ontem eu olhava algumas fotos de quando eu tinha 5 ou 6 anos e pensava que é bom que, mesmo depois de vinte e tantos anos, as pessoas ainda reconheçam facilmente quem sou eu nas fotos, mas ao mesmo tempo em que eu olhava para os olhinhos brilhantes daquela garotinha eu queria que ela me respondesse "Quais são seus sonhos?". Embora não possa mais me lembrar de quais eram seus desejos, quaisquer que fossem seriam bem diferentes do que aquilo que ela conseguiu até agora.
Ahh... aquela famosa varinha-de-condão que pedi, noite após noite, para que Deus colocasse embaixo do meu travesseiro! Procurei a cada manhã por ela, esperançosa de que Ele houvesse me atendido... Não quero nem pensar no estrago que teria feito se Ele tivesse me dado a tal da varinha!! Quando terá sido a última vez que pedi?...
Olha, Deus, eu sei que o Senhor já sabe o que eu vou falar, mas eu vou dizer mesmo assim, afinal se eu não falar não vale, não é?
Então... eu Te pedi muitas coisas ao longo desses trinta e poucos anos. Sei que foram pedidos bem confusos e insistentes muitas vezes. Não quero mais a varinha-de-condão, aliás: jamais me dê uma varinha-de-condão! O Senhor sabe bem que este não seria um bom negócio...
O que eu queria agora é... eu ia dizer coragem, mas não... coragem não, vai que o Senhor me manda mais provação pra aumentar minha coragem! Eu quero mesmo é ousadia! Isso! É essa a palavra: OUSADIA!
Eu quero ter o poder de deixar pra trás todas essas coisas que me incomodam. Eu quero abandonar tudo que estagnou meus sonhos. Quero ousar trilhar novos caminhos e vencer. Quero mais do que apenas saber que sou capaz, eu quero SER capaz!
É isso."
Este texto é de nossa leitora, seguidora e amiga Denise Fernandes, a @Furacao_Branco, e foi publicado originalmente em seu blog White Hurricane.

Denise, acho que você deveria continuar escrevendo! Beijos e obrigada!

domingo, 13 de dezembro de 2009

Ser mulher

(Recebi um texto por email e resolvi "repassar" uma parte dele...)
Ser Mulher
Ser mulher é entender as fases da lua
por ter suas próprias fases.
É ser "nova" quando o coração está a espera do amor,
ser "crescente" quando o coração está se enchendo de amor,
ser "cheia" quando ele já está transbordando de tanto amor
e "minguante" quando esse amor vai embora.
Ser mulher é cicatrizar feridas de outros
e inúmeras vezes deixar as suas próprias feridas sangrando.
Ser mulher é ser princesa aos 20,
rainha aos 30,
imperatriz aos 40
e... especial a vida toda.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Dicas de beleza de Audrey Hepburn


O texto a seguir foi escrito por ela, quando pediram que revelasse seus segredos de beleza.
  1. Para ter lábios atraentes, diga palavras doces.
  2. Para ter olhos belos, procure ver o lado bom das pessoas.
  3. Para ter um corpo esguio, divida sua comida com os famintos.
  4. Para ter cabelos bonitos, deixe uma criança passar seus dedos por eles pelo menos uma vez por dia.
  5. Para ter boa postura, caminhe com a certeza de que nunca andará sozinha.
  6. Pessoas, muito mais que coisas, devem ser restauradas, revividas, resgatadas e redimidas; jamais jogue alguém fora.
  7. Lembre-se que, se alguma vez precisar de uma mão amiga, você a encontrará no final do seu braço. Ao ficarmos mais velhos, descobrimos porque temos duas mãos, uma para ajudar a nós mesmos, a outra para ajudar o próximo.
  8. A beleza de uma mulher não está nas roupas que ela veste, nem no corpo que ela carrega, ou na forma como penteia o cabelo. A beleza de uma mulher deve ser vista nos seus olhos, porque esta é a porta para seu coração, o lugar onde o amor reside.
  9. A beleza de uma mulher não está na expressão facial, mas a verdadeira beleza de uma mulher está refletida em sua alma. Está no carinho que ela amorosamente dá, na paixão que ela demonstra.
  10. A beleza de uma mulher cresce com o passar dos anos.
O Talmud é um livro onde se encontram condensados todos os depoimentos, ditados e frases pronunciadas pelos Rabinos através dos tempos. Há um ditado que termina assim:
“Cuida-te quando fazes chorar uma mulher, pois Deus conta as suas lágrimas. A mulher foi feita da costela do homem, não dos pés para ser pisada, nem da cabeça para ser superior, mas sim do lado para ser igual, debaixo do braço para ser protegida e do lado do coração para ser AMADA.“

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Gozo

Não tenho medo do que eu faço
Estou me conhecendo, e eu quero fazer.
Mas às vezes me assusto comigo mesma
Não sei por que eu estou tão obscena
Quero entender o que está havendo
Com a minha imaginação...
Às vezes me dá vontade de tirar a roupa
Me tocar, me acariciar e me afagar.
Tento me controlar,
Mas piora quando eu penso em você.
Não sei o que acontece com as minhas mãos
Mas elas começam a me tocar
E vão passando por todo o meu corpo
Tento pensar que as minhas mãos são as suas
Minha imaginação está fluindo
Estou começado a gostar mais de mim
Estou me amando mais
E estou descobrindo coisas incríveis
Tem partes do meu corpo que são bem sensíveis
Começo a me excitar só de pensar nelas
No começo eu tinha medo
Mas agora eu gosto do que eu faço
Gosto de me possuir e me alentar
Seria ótimo se você estivesse comigo
Só assim você iria entender que...
O começo é lento e instigante
A metade é agradável e estimulante
E o final é deleitoso e delicioso...!
(Contribuição do nosso seguidor @gutuh , o Luis Gustavo Silva)

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Renovação



Por que às vezes as coisas saem do meu controle
E escapam das minhas mãos como vento?
Por que sinto como se eu fosse de cera
Impassível frente ao meu destino
Inábil frente ao meu mundo vivo?

E vem um sopro lá de dentro
Me empurrando contra as marés
Enfunando minhas velas
Retesando meu pensamento!
E principio a construir um mundo vivo.

Sou dupla: o que sou e o que aparento
Do outro lado, o que destruo e o que construo
Amo as coisas que me fazem ser
E as coisas que saem de mim
Amo a cada pessoa e a mim mesma
E a cada novo ciclo
Me renovo.

domingo, 5 de julho de 2009

A Menina

E como somos arrancados assim, de repente, daquelas tardes lentas e preguiçosas, naquela casa enorme e ensolarada. De repente, não sou mais ela, a menina deitada no tapete vermelho com um romance na mão e um pacote de bolachinhas na outra mão.
Estou aqui, num lugar inimaginável, até o sol mudou, por que caminhos a gente envereda quase sem sentir, sem pensar, quase por querer. Aquelas lembranças da infância e da adolescência vieram com o sol, como um arrepio no espírito.
A mãe nos fundos da casa costurando, o irmão jogando bola e chegando todo sujo, o frio da noitinha chegando. Como tudo era calmo e lento, como as coisas marcavam, como o sol era bonito, era bonito ver o entardecer no portão da minha casa e imaginar que as nuvens eram montanhas e, ao pé delas, cidades perdidas que eu nunca poderia conhecer.
Eu viajava sem mover um músculo, eu saía do meu corpo com uma música, eu sonhava e sonhava, e a tarde demorava pra passar, como um filme em câmera lenta. E tudo brilhava e sorria, e tudo era desconhecido e claro. E eu sentada a delirar.
E lembro assim de mim. Quase parada, como uma imagem viva em um quadro esquecido. De repente não quero esquecer, não quero perder aquela menina tão sonhadora e pura, com a alma nas mãos e o coração batendo mansinho. Quero levá-la comigo por onde eu for, em todos os anos e momentos que me esperam, levá-la assim, como um arrepio doce e imperceptível, como aquela saudade da minha casa e dos meus parentes, como a pureza que toda a minha vida não poderá tocar.

A Praça

A praça se encheu de graça quando ele sentava o mundo se acabava e eu a sua querida me enchia de vida para o amarrar. E era louca sem sentido que ao meu querido eu dava tudo e ele ficava mudo quase que pasmado, sentava do meu lado e chegava a me abraçar. E assim a vida corria até que um dia ele quase me olhou no rosto e foi com desgosto que eu falei do mundo e foi num segundo que tudo mudou. E então a praça escurecia, tarde nem parecia, eu e ele sem espanto parecia um pranto jovem que apagou. Ai, eu chorei e fiquei calada, quis amá-lo mas só deu risada; peguei minha covardia vi que ainda era dia e então a praça se iluminou de novo, e eu novamente sem meu primeiro ou terceiro amor. A rua se encheu de lua ele levantava o mundo começava e eu a sua ferida até perdia a vida sem querer amar. Mas a vida logo corria, noite logo era dia, tarde nem aparecia; a graça que enchia a praça tomou-me nos seus braços e sem ter espaço tudo o que eu queria era ter mais um dia pra poder te amar.

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