segunda-feira, 24 de abril de 2017

Mentira

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Fazendo exercícios...

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Hoje resolvi voltar para a academia. Sou ciclista, mas quero aproveitar as férias pra dar uma variada... Durante mais de metade da minha vida estive dentro de uma academia: como aluna, depois estagiária, professora e por fim como dona de uma. Sempre fui apaixonada por ginástica.
Mas os esportes em meio à natureza mudaram meus gostos... eu fiz trekking, agora ciclismo, e até tentei escalar mas não rolou.
Então comecei na esteira. 5 minutos e eu não saía do lugar, vendo sempre na minha frente a televisão ligada com atrizes magérrimas desfilando suas fomes na telinha.
Passei para o tal elíptico. Mais 5 minutos, e eu subia, subia, e não enxergava a tal da rocha.
Bicicleta ergométrica. O cúmulo! A paisagem lá fora não mudava nunca! Não tinha o vento no rosto nem o barulhinho das rodas no asfalto ou na terra... quase chorei.
Mas vamos lá... abdominais. Até curto fazer, e faço um monte. Depois fiquei observando as pessoas. Uma morena com excesso de peso mas o corpo de uma - desculpe a expressão - égua. Levantando 30 kg de caneleiras em cada perna. Minha filha, você precisa correr e definir seu corpo!!! As mulheres estão realmente a fim de ficar com corpo de éguas, e os homens tomam conta dos aparelhos até a gente pensar que eles moram ali.
Que fim levou a paquera na academia? A conversa? Virou insanidade. Exercício para a saúde? Não! Éguas. Pra quê isso, filha... depois tu acaba com um baita problema na coluna e nem vai poder mais malhar.
Ainda gosto de exercícios. Graças a eles, cheguei em minha idade com um corpo bem "pegável", segundo um amigo bem mais jovem que eu. E sei mais do que ninguém que são necessários. Mas tem que ter prazer. Tem que ter medida. Menos caneleiras e mais olho no olho, meninas. Menos bíceps e mais assunto, meninos.
Não estou mais acreditando nas pessoas...

Triste

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Aqui está uma mulher que já namorou bastante na vida. Desde os 12 anos, sempre estive apaixonada por alguém. Também sempre gostei de sexo e nunca vi isso como moeda de troca para relacionamentos. Para mim é a coisa mais normal do mundo sentir atração por alguém e transar. Uma necessidade física, ao mesmo tempo tão intensa como uma paixão - quando estou apaixonada - ou tão corriqueira como tomar um café em boa companhia.
Infelizmente, o universo masculino não entende assim. Da mesma forma que trata o sexo como necessidade, a imensa maioria dos homens trata as mulheres que assim pensam como vadias. Sem qualquer mimimi feminista, pois também me servi do sexo quando me aprouve, mas talvez por isso mesmo tenha passado que seria só isso... ou só para isso.
Dou muita importância à amizade. Com homens ela é diferente. Pode envolver cama, e é tão bom quando envolve! Mas também gostaria de poder contar com o "amigo" nas horas nem tão prazerosas assim. Sonhadora!
Encontro-me bem desiludida das pessoas. O último por quem me apaixonei mostrou-se quase um sociopata, e fico me perguntando por que me apaixono tão fácil. Ou, me apaixonava.
Agora me sinto impermeável. Não me vejo mais com alguém, não mais como antes, o que está aqui agora é uma mulher que quer ser cortejada, cobiçada e também tratada como ser humano, e com gentileza e cavalheirismo, qualidades tão distantes das atitudes masculinas atuais.
Conheci exceções, claro. Mas neste momento a tristeza que se passa em meu coração é sobre essas coisas, que sempre dominaram meus sentimentos. Buscando porquês. Aprendendo. Sempre!

... por que não eu?


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Vi um casamento ao ar livre sábado...e hoje umas fotos lindas de casamentos bem diferentes. Às vezes, quando isso acontece, me pego pensando... por que não eu?
Já casei no civil uma vez, separei, juntei com outro, separei... na maior parte da minha vida não sonhei com casamento assim, cerimônia e tal...
Perto de completar 50 anos, vejo que parei de amadurecer aos 13, pois até hoje me comporto como uma menininha nos relacionamentos com homens. E como uma menininha acabo apanhando sempre. Atração por cafajestes? 
Talvez. Conheci há pouco um cara com tantos problemas quanto eu... ou mais... senti mil afinidades pra variar, rolou sexo bom, imaginei cumplicidade, no fim ele voltou para a ex e ainda descobri que provavelmente também estava ficando com outra ao mesmo tempo.
Sou imatura e atraio imaturos? Quando encontrei bons homens estava o quê? Ruim, por isso os perdi?
Às vezes viver cansa. Não sei viver sem paixões. Tem que ter alguém na volta. Devo mudar isso. Cansada de sofrer.

sábado, 25 de junho de 2016

Aquele que te faz rir...



(Prefiro um companheiro, casamento não rola mais, mas tá valendo...)

"Case-se com alguém que adore te escutar contando algo banal como o preço abusivo dos tomates, ou que entenda quando você precisar filosofar sobre os desamores de Nietzsche.
Case-se com alguém que você também adore ouvir. É fácil reconhecer uma voz com quem se deve casar; ela te tranquiliza e ao mesmo tempo te deixa eufórico como em sua infância, quando se ouvia o som do portão abrindo, dos pais finalmente chegando. Observe se não há desespero ou insegurança no silêncio mútuo, assim sendo, case-se.

Se aquela pessoa não te faz rir, também não serve para casar. Vai chegar a hora em que tudo o que vocês poderão fazer, é rir de si mesmos. E não há nada mais cruel do que estar em apuros com alguém sem espontaneidade, sem vida nos olhos.
Case-se com alguém cheio de defeitos, irritante que seja, mas desconfie dos perfeitinhos que não se despenteiam. Fuja de quem conta pequenas mentiras durante o dia. Observe o caráter, antes de perceber as caspas.

Case-se com alguém por quem tenha tesão. Principalmente tesão de vida. Alguém que não lhe peça para melhorar, que não o critique gratuitamente, alguém que simplesmente seja tão gracioso e admirável que impregne em você a vontade de ser melhor e maior, para si mesmo.
Para se casar, bastam pequenas habilidades. Certifique-se de que um dos dois sabe cumpri-las. É preciso ter quem troque lâmpadas e quem siga uma receita sem atear fogo na cozinha; é preciso ter alguém que saiba fazer massagem nos pés e alguém que saiba escolher verduras no mercado.

E assim segue-se: um faz bolinho de chuva, o outro escolhe bons filmes; um pendura o quadro e o outro cuida para que não fique torto. Tem aquele que escolhe os presentes para as festas de criança e aquele que sabe furar uma parede, e só a parede por ora. Essa é uma das grandes graças da coisa toda, ter uma boa equipe de dois.

Passamos tanto tempo observando se nos encaixamos na cama, se sentimos estalinhos no beijo, se nossos signos se complementam no zodíaco, que deixamos de prestar atenção no que realmente importa; os valores. Essa palavra antiga e, hoje assustadora, nunca deveria sair de moda.
Os lábios se buscam, os corpos encontram espaços, mas quando duas pessoas olham em direções diferentes, simplesmente não podem caminhar juntas. É duro, mas é a verdade. Sabendo que caminho quer trilhar, relaxe! A pessoa certa para casar certamente já o anda trilhando. Como reconhecê-la? Vocês estarão rindo. Rindo-se."

(autoria desconhecida)


quinta-feira, 23 de julho de 2015

A Preguiça


Sim, ando preguiçosa.
Prestes a completar 49 anos, sinto que ainda tenho um ano de "Mulher de 40" ...
Mas adorando a nova fase que está chegando, estou me sentindo mais tranquila em relação a muitas coisas; as que me fizeram criar esse blog talvez nem me preocupem mais. 
Preguiça de escrever... mas pensando em voltar a escrever, talvez em outro tom.
Poesia, quem sabe?
Sempre gostei de pensar poesia.
Mais liberdade no criar...
No mais, estou com preguiça de escrever mais...

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Carinho


Ela chegou sorridente e ele a esperava com champanhe gelada. Elogiou seu vestido, seus brincos, sua maquiagem, seu sorriso... Sempre nota os mínimos detalhes. "Que bom que você está aqui!" Foram para o terraço beber e conversar. Mas suas mãos não param! Ele sempre fazendo carinho... Beijos. Sussurrou: "Vamos para o quarto?" Suas mãos terminaram de convencê-la.
Depois, chegou por trás e começou a falar no seu ouvido, e beijar seu pescoço. Deixava a barba por fazer pois sabia que ela adorava. Lentamente começou a enfiar as mãos por baixo do vestido e quando chegou na cintura ela ficou sem fôlego. Começou a tirar seu vestido.
Suas mãos então apertaram seus seios, o sutiã já era, para quê essa calcinha?
Logo suas mãos percorreram todo o seu corpo que já estava se desmanchando de tanto tesão. Quando a possuiu, os dois já não sabiam onde terminava um e começava o outro. Eram um só, um dentro do outro, amor calmo, com momentos selvagens, carinho e loucura. 

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Tempo


Mudança no Facebook


O Facebook fez o favor de me intimar a transformar minha conta em página... não gostei, a conta era minha pessoal, embora de um pseudônimo que uso para me manifestar mais livremente. Não sei ainda o que vai acontecer, pedi o download de meus dados do Face mas até agora não obtive resposta. Mantenham contato, darei notícias...

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Os novos cinquentões...




- Não, não se fazem mais velhos como antigamente.
- É verdade. Não se fazem.
- Veja você. Você está com 54. Lembra quando você era jovem, quem tinha 54 era um velhinho, não era?
- Avô, avô......
- Então. E as mulheres de 54?
- Bisavós, bisavós.....
- Não exagera. Avós, também. Aliás, mulher de 40 já tava velhinha. Todas de preto. Iam à igreja. A mãe da gente tinha 40, né? Era uma santa, né? Imagina se fazia o que as de 40 fazem hoje...
- Onde é que você quer chegar?
- É que a nossa geração mudou tudo. Mudou até a velhice. A gente é de uma turma que rompeu com tudo. Esse negócio de Beatles, Rolling Stone, pílula, tropicalismo, isso fez mudar tudo.
- Prossiga.
- É que a gente mudou os velhos que a gente ia ser. Veja a sua roupa. Você esta vestido igual a um cara de 20, 30 anos. Você não está de terno e gravata como os cinquentões de antigamente.
- Você está é justificando a nossa velhice.
- Que velhice, cara! Você hoje faz tudo que um cara de 20 faz.
- Mais ou menos, mais ou menos.
- A nível comportamental.....
- A nível, cara?
- Desculpa, mas comportalmente falando, ficou tudo igual. O cara de hoje, com 50, não se comporta mais como um cara de 50 dos anos 50. Nivelou, entendeu?
- Explica melhor.
- As meninas também. As nossas amigas de 40, por exemplo.
- Melhor não citar nomes.
- É que hoje elas fazem coisas que a gente não poderia imaginar que a mãe da gente fizesse com a idade delas. Estão todas aí, inteiraças. Liberadas, está entendendo? Mandando ver. E nós também. Veja a roupa do seu filho. Igual à sua. Antigamente um cara de 23 se vestia completamente diferente de um cara de 53. Ou você alguma vez viu o seu pai de tênis? Acho que até para jogar tênis ele devia jogar de sapato.
- Se a gente então não está velho, vai ficar velho quando?
- Pois é aí que eu quero chegar. Não existe mais a velhice. Nos anos 60 a gente fez tanta zorra que, sem querer, garantimos o nosso futuro sem velhice. Pode escrever aí. Não existe mais velhice.
- Ficamos imortais?
- Quase. Antigamente o sujeito começava a morrer mais cedo. Ficava uns 10, 15 anos morrendo. Agora não, ele vai ficar até os 80, 90. Daí ele fica doente e morre logo. Acabou a agonia. Pensa bem: a gente está com 50. Temos mais uns 30 pela frente. Firmes. É isso, cara: não existe mais a velhice. E fomos nós que detonamos com ela.
- Mas tem o cabelo branco, as rugas, a barriguinha.....
- Detalhes, cara, detalhes. O cabelo branco, a ruga e a barriguinha hoje em dia são encarados como charme. Mesmo porque os cabelos não ficam mais tão brancos como nos nossos pais. E as rugas também. Os velhos estão cada vez com menos rugas. E pra barriguinha, estão aí as academias. Tem fórmulas.
- E isso vale também para as mulheres, né?
- Principalmente. Eu estava falando nas nossas amigas de 40. Pega as de 50. Tudo com corpinho de 30. Cabeça de 20. Tão até melhores do que nós, cara.
- Peraí. a sua namorada não tem nem 30.
- E isso me preocupa. Tem cabeça de 50. De 50 das antigas.
- Eu não estou entendendo aonde é que você quer chegar.
- Quero chegar nos 90. Me passa o uísque. Me passa o cigarro. Me passa a saudade que eu tenho dos meus 20 anos. Me passa a vida a limpo. E mete os Beatles aí na radiovitrola. Help, please.

Mário Prata




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