sexta-feira, 25 de junho de 2010

Maconha versus Álcool



Vídeo de Márcio Américo

Ainda a acrescentar... os médicos nos viciam em benzodiazepínicos e antidepressivos de todo tipo, apoiados  e estimulados pela indústria farmacêutica. Há toda uma geração de professoras ao meu redor dependentes de rivotril e ainda assim, à beira de um ataque de nervos. Sofremos os efeitos colaterais desse monte de porcaria que nos receitam, os problemas não se resolvem e são criados novos problemas numa espiral sem fim. Mais problemas necessitam de mais remédios, mais remédios causam mais problemas.

Aqui na minha cidade, e acredito que não seja só aqui, existem clínicas médicas que vendem receitas de medicamentos controlados. É só chegar lá , pedir e pagar. Um negócio como qualquer outro?!?! Temos nossa parcela de culpa, pois nos deixamos levar pelos momentos iniciais de alívio que tais drogas nos proporcionam. Não levamos os tratamentos a sério, deixamos a terapia para depois. Mas nos viciamos com o aval de médicos, que em poucos minutos diagnosticam e liberam a receita. Sim, porque existem medicamentos controlados que viciam em poucos dias, tal como o crack.

E assistimos todos os dias às propagandas de cerveja com lindas e saudáveis mulheres! Adoro tomar minha cervejinha, mas tenho visto meninas de 14 anos tomando porres homéricos. Com o aval do governo e, mais uma vez, da indústria cervejeira. E os acidentes de trânsito? Há policiamento nas esquinas durante o dia, para verificar se estamos usando o cinto de segurança em ruas aonde ninguém consegue ultrapassar os 20 km/h, mas e na saída das boates? Tem alguém lá verificando o estado em que adolescentes saem para dirigir o carro que seus conscientes pais lhes emprestaram?

Viciar em alguma droga é típico de certas pessoas. Conheço gente viciada em aspirina. Em remédio para emagrecer. Em coca-cola. As poucas pessoas que conheci viciadas em maconha não incomodavam ninguém. E não venham com aquele argumento de que a maconha é a porta de entrada para drogas mais pesadas, porque a cerveja é a porta para o uísque, energéticos e anfetaminas, o comprimido de diazepan é a porta para 2, 3, 4 comprimidos. Cada um, cada um.

O governo simplesmente aceita que os traficantes lucrem horrores com a maconha, e com isso "investem" em armamentos e acabam matando gente inocente. Assim como proíbe o jogo e vende 10 tipos de loterias federais que servem para políticos lavarem dinheiro, ao invés de liberar os cassinos e com isso empregar talvez milhões de pessoas,sem contar o imposto que seria recolhido. Prefere recolher imposto de quem compra pão e leite.

Vamos pensar "fora da caixa"? 

4 comentários:

Leonardo Amaral disse...

O mundo do psicotropicos é maior do que a gente imagina. Inclusive se basear pelo terrorismo da embalagem negro-tarjada dizendo que a medicação causa dependência é uma armadilha.

Dois claros exemplos disso é o Modafinil e o Metilfenidato. O Metilfenidato é tarjado e um dos poucos integrantes das receitas tipo A, e vem com um aviso de todo santo tamanho dizendo que este medicamento pode causar dependência. A dependência que ele causa chama-se tolerância.

O caso do modafinil também é legal, porque todo mundo diz que é a droga da inteligência, e também tem lá seu gigante aviso na caixinha, no entanto segundo este artigo (http://www2.uol.com.br/sciam/reportagens/a_busca_da_pilula_da_inteligencia_4.html) o Modafinil se comporta tal como a cafeína (!).

Sejam críticos e procurem informações. Muita gente trata errado (Medicação incorreta, automedicação, etc..) e queima o filme de médicos e de medicações e se perguntar a estas pessoas alguma informação sobre a medicação provavelmente não sabem mais do que a classificação vulgar da mesma.

Queen B. disse...

Adorei o post. Concordo em tudo!
Mostrei até pra minha mãe, pois ela tem a cabeça bem fechada pra essas coisas.
É muito bom ver que existem pessoas no mundo que pensam igual a mim em relação a maconha, pois as vezes acho que estou sozinha no mudno em relação a isso!

Crazy disse...

Concordo com o que vc disse, mas vc só não levou em consideração uma coisa: certamente o consumo da maconha deveria ser liberado, e o dos remédios, melhor controlado. Mas enquanto a venda da maconha é proibida, quem compra financia crime. Coloca arma na mão de bandido. Ajuda a iniciar crianças no tráfico. Contribui para a corrupção policial.. etc, etc. Até mesmo os assaltos que acontecem com a gente ou com nossos parentes, muitos são cometidos por causa de dívidas entre traficantes. O sujeito se envolve com o tráfico, se enrola, precisa pagar ou será morto pelo dono da área. O que ele faz? Assalta. E às vezes dá algo errado durante o assalto, e o que ele faz? Atira. Mata, deixa paraplégico (meu vizinho ficou numa cadeira de rodas ao ter sua moto roubada, e dizem que o assaltante estava envolvido com traficantes de uma favela próxima, provavelmente tinha dívidas.)
Já quem toma remédio com receita comprada, no máximo está contribuindo para o enriquecimento de algum médico sem escrúpulos. Mas o mal social provocado pelo consumo de uma droga ilícita é imenso. Por mais que o usuário em si não esteja prejudicando ninguém diretamente, ele não pode querer se eximir da responsabilidade de seus atos, da culpa por ajudar a financiar boa parcela da violência que vemos nas ruas, das mães que perdem filhos na favela, dos filhos que perdem os pais em assaltos etc... Já quis experimentar maconha na faculdade, não o fiz pq não iria conviver com essa culpa, e sempre me espanta ver como as pessoas são egoístas para pensarem simplesmente no seu desejo de usar a droga e estão cagando e andando para o que ela causa

Mulher de 40 disse...

Exatamente o que eu disse resumidamente no último parágrafo...

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